Sobreviventes
2 Capítulo 2- A correria
Entro correndo na minha sala acompanhado por meu amigo Lucas. Ele é alto, cabelo curto escuro e é forte, por causa da academia. Sou centímetros mais baixo e bem magro, cabelos volumosos e bem negros em contraste com a pele.
Na sala procuro rapidamente por minha mochila enquanto Lucas fala com alguns de nossos amigos que ainda estavam na sala. Os gritos do lado de fora continuam. –Galera, vocês precisam vir conosco, agora!- grita Lucas para eles –mas, cara? O quê está acontecendo?- pergunta nosso amigo Marcos –Não dá pra explicar agora — responde Lucas –São zumbis, cara- digo enquanto ajeito minha mochila e jogo a de Lucas para ele — precisamos sair daqui agora enquanto podemos -–Vamos para minha casa, fica perto daqui — sugere Lucas –Certo — respondo –Só acredito vendo- Marcos diz caminhando para a porta Logo todos saímos da sala acompanhando Marcos. Ele fica de boca aberta com a quantidade de sangue e pessoas atacando umas às outras. Uma garota se levanta do chão se contorcendo, ela tem uma mordida bem exposta no braço e ao olhar para nós, corre em nossa direção rangendo os dentes.–Corram — grita Lucas enquanto vai na direção da garota Nossos amigos correm, eu os aviso que é para eles nos esperarem na entrada do colégio e vou ajudar Lucas. Ele segura a garota com as mãos no pescoço dela, deixando ela afastada para a mesma não o morder ou arranhar. Quando vence a força dela, se lança para trás da garota e com uma mão no seu queixo e outra na nuca dela, e num movimento rápido, gira a cabeça da garota quebrando seu pescoço. Ela cai como uma boneca de pano no chão. –Vi isso num filme — ele me diz ofegante –Eu sei- digo enquanto olho para a garota zumbi morta; tão idêntica aos jogos e filmes, tão real. Atrás de Lucas quatro garotos zumbis vem em nossa direção. –Corre, encontre o pessoal na entrada do colégio, eu vou distrair esses aqui — digo me preparando para correr. Ele assente e corre. Eu ganho a atenção dos quatro zumbis e saio correndo com eles atrás de mim gritando. Passo por um corredor cheio de salas que agora estão vazias, agradecendo pelo chão não ser tão liso, me permitindo correr mais rápido. Sou mais rápido que os zumbis porém sei que posso cansar mais rápido também e enquanto corro mais três zumbis se juntam aos que me perseguem. Subo por uma escada pulando dois degraus de cada vez, enquanto os zumbis tropeçam em seus passos, porém continuam me seguindo. No segundo andar ainda vejo alguns alunos lutando enquanto outros são atacados, gritando e sangrando por causa das mordidas. Continuo correndo subindo mais uma escada me sentindo culpado por não ajudar os que estavam lutando, mas sei que não podia fazer muita coisa. No terceiro andar está calmo, intacto. Corro pelo corredor com sete zumbis atrás de mim indo em direção a uma porta no fim que eu sei que é a porta que leva ao terraço e tenho um plano. Ao abrir a porta, subo mais uma escada curta que leva a uma porta no topo. Quando abro a ultima porta, me lanço para trás da mesma assistindo os zumbis passarem por ela me procurando. Quando conto sete no total saio de trás da porta do lado do terraço e volto à escada fechando a porta ouvindo gritos e zumbis batendo na mesma. Pronto, me livrei de sete zumbis, respiro com dificuldade pois estou cansado e com as pernas um pouco doloridas. Próximo objetivo: encontrar meus amigos e sair deste lugar. Desço a curta escada, olho pelo corredor agradecendo por estar tudo calmo e me dirijo ao elevador, quero evitar as escadas pra não passar pelos andares; tenho certeza que a luta no segundo andar não terminou muito bem pois havia mais zumbis do que pessoas. Aguardo já dentro do elevador o mesmo descer, lembrando da corrida que fiz, sei que não estou na minha melhor forma pois sou bem magro, mas deu pro gasto. Quando o elevador para e as portas se abrem, uma garota da minha idade, uma conhecida que tinha 16 anos, cai aos meus pés com uma mordida no braço e se contorcendo; sei que ela vai se transformar logo e não quero estar perto quando isso acontecer. Saio correndo e só então percebo que ainda estou de mochila e me pergunto como ela não me atrapalhou na corrida; saio correndo evitando grandes amontoados de pessoas. Consigo um atalho e chego mais rápido à saída, procurando sair logo do colégio.Do lado de fora a situação está idêntica a do colégio: pessoas gritando e correndo pra todos os lados, veículos batendo e explosões são a única novidade nisso tudo. Procuro por meus amigos e não os encontro e só consigo dizer uma coisa –Droga!-
Notas finais
Será que Carlos foi abandonado pelos seus amigos? Respostas sobre o quê está acontecendo serão reveladas no capítulo 3. Espero que estejam gostando. Até lá pessoal;)
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