Sobrevivendo

1 Introdução um pouco estranha


Observei meus pés gordos pela milésima vez, enquanto minha mãe discursava que eu deveria ter meu quarto organizado. Não que ele não fosse, mais digamos que eu adoro ter umas bugigangas enfeitando cada lugar, agora a discussão eram pelos dois potes de vidro em cima da minha escrivaninha que abrigavam lagartas, e já até um casulo! Mais ela não entendia isso, e agora tocou num assunto muito delicado: falando de como era ridículo ter uma coruja em cima de um aquário e um cacto sulcoso logo do lado. Suspirei microscopicamente enquanto tentei não retrucar nada para não me encrencar. Espero que entendam que não sou o tipo de pessoa super revoltada que bate a porta do quarto na cara da mãe. Eu não sou e nunca serei assim, óbvio que sou um pouco estranha, uma anomalia da natureza, um defeito do cosmo, óbvio também que nasci no lugar errado. Aqui eu não tenho nada meu, quero dizer: não combino com essa cidade. Meu cabelo, minha pele, meus interesses, aqui eu só posso me entregar aos meus livros, músicas e cadernos. Claro que não sou de ferro, gostei de meninos lá da escola, paquerei, mais... Nunca, nenhum viu o quanto sou especial, todas me acham estranha, talvez é assim que eles chamem as pessoas especiais e diferentes, não é que eu queira me gabar, mais só o jeito de eu falar me denuncia, só eu ter esse olhar de fora da vida, como se estivesse assistindo ao teatro, percebe-se que sou diferente e ainda por cima especial. Mais parando de falar de mim, porque considero isso muito arrogante e hipócrita, podemos discutir meus livros preferidos, ou até quais são as bugigangas que abrigo no meu quarto: minha corujinha comprada no mercadão que já está toda quebradinha nas pontas, minha menina camponesa, uma mera imitação de porcelana, meus dois ursinhos amarelos segurando corações, meu pernilonga molengo por cima da minha caixa transparente cheia de prendedores de cabelo, chamam de bugiganga, mais para mim são especiais, consideram bugiganga até meus 3 pintinhos pretos feitos de barro que comprei em uma viagem! Ás vezes não entendo essas pessoas, aliás agora estou 15 minutos atrasada para a escola e não estou nem um pouquinho afim de ir, mais... Essas pessoas são inquestionáveis.

Notas finais
Se tiver algum erro ortográfico, me avise por favor, afinal: ninguém é um gênio, muito menos eu. Ah, claro: me contem suas opiniões ♥

Para saber mais um pouco sobre mim, ou ler meus textos, visite meu blog: www.limaoealecrim.blogspot.com
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.