Sobreviva Ao Seu Destino

7 Separações - parte 1.


Notas iniciais
Na verdade: Suposta parte 1. ^-^ Ainda não me decidi. Nesse capitulo as ultimas meninas: Cheryl Chowes, Charlotte Sia Coolen e Suzanne Henderson. -Boa leitura.

[Cheryl Chowes]

Uma sineta metálica parecida com um sino agudo tocou em cada quarto em plena manhã mal raiada do Abrigo. Um fato estranho já que ninguém antes se preocupava em acordar os órfãos, pois se se atrasavam eram punidos com os piores serviços no dia seguinte.

Em um quarto do terceiro andar uma jovem de dezessete anos cobriu os ouvidos com seu travesseiro e resmungou com sigo mesma enquanto as outras garotas do quarto se moviam confusas fazendo barulho para se arrumarem para o novo dia. Rapidamente as coisas ficaram quietas e sem sono a garota se levantou encontrando o quarto vazio e sobre uma das camas buscou o papel, que era deixado no verso da porta do quarto durante a noite, onde leu para onde iria e qual trabalho iria fazer.

Cheryl Chowes, que foi para o Abrigo quando tinha onze anos, penteou rapidamente os cabelos lisos, longos e loiros que estavam desarrumados e arrumou a franja diagonal que cobria levemente seu olho esquerdo. Os olhos azuis escuros refletidos no espelho pequeno a encararam com a leve arrogância que combinados com as pequenas cicatrizes no supercílio e uma razoavelmente visível no queixo mantia as pessoas longe. Suas roupas eram a comum de trabalho: uma blusa escura, calça e uma camisa de botões de tecido grosso, o conjunto se ajeitou bem ao corpo curvilíneo de 1,62 de altura que Cheryl possuía.

Logo a porta é escancarada e um rapaz de cabelos escuros em um rabo de cavalo a encara.

–Vai se atrasar até mesmo no ultimo dia dessa coisa? -disse ele invadindo mais o quarto e dando uma olhada no papel com os serviços abandonado.

–Porque não? Amanhã eles não poderão nos punir mesmo.

Ela respondeu dando de ombros e indiferente. Will, o amigo de Cheryl, estreitou os olhos ao pensar e um sorriso no canto da boca surgiu.

–Então que tal irmos andar por aí? Deixa-los sentir o gostinho da nossa falta antes do banimento?

Cheryl assentiu sem muita expressão, mas ia gostar de não ter que obedecer alguém naquela manhã.

Enquanto andavam pela rua da cidade, às vezes sendo encarados por algumas pessoas, eles passeavam. Em uma vendinha de frutas Will começou a tentar negociar com o dono qualquer coisa que tinha no bolso para trocar. Cheryl se manteve fora daquilo e olhando para os lados viu um rapaz loiro de mais de vinte anos acompanhado um casal com idade para ser os pais dele. Na mesma hora ela pensou na sua família e, com desagrado, reconheceu no rapaz o sorriso bonito que seu pai tinha, depois encarou com mais atenção o casal ao lado dele. Com espanto, e um pouco de sofrimento, notou que era eles, era a família dela.

Seus pais trabalhavam muito depois que ela nasceu. Tudo para ficar com a menininha deles sem que o governo a levasse. Eles a amavam muito, ao contrario do irmão quatro anos mais velho, que via aquele esforço completamente desnecessário, e por isso sempre a perturbava com conversas ofensivas que a deixavam magoada, a culpando pela situação sempre difícil, e a mal tratava quando podia; o que talvez tenha lhe causado as cicatrizes em seu rosto. Mas a lembrança de sua infância e adolescência que conseguia encobrir os abraços quentes da mãe ou o sorriso de seu pai, era o que o irmão lhe fazia e o expressão presunçosa dele quando ela foi arrastada para fora da casa e longe da família após um denuncia anônima para o departamento de controle.

–Quer jogar alguma coisa nele?- a voz levemente perversa soou próxima do ouvido dela.

Will também encarava o rapaz do outro lado da rua, que ficou na porta de um estabelecimento enquanto o casal entrava para fazer alguma compra. Ele conhecia a historias de Cheryl e percebeu que era o irmão dela, já que eram parecidos. Will e Cheryl se conheceram quando entraram naquele lugar na mesma época, e desde então nas conversas partilharam suas lembranças. Ele não era um tipo que atraia amigos, já que não tinha um filtro entre seus pensamentos e fala e às vezes era um perfeito esquecido, e isso despertou o interesse e curiosidade da garota, que encontrava algumas semelhanças entre eles.

Cheryl negou realizar a ação, não valia a pena, mesmo sabendo que tinha uma boa mira ao atirar alguma coisa.

[Charlotte Sia Coolen (Charli)]

Era irritante para a menina chamada de F-N seguir os dois soldados que andavam pelo prédio do departamento de controle dos não órfãos. Ela fazia parte das dez crianças de 10 á 12 anos com o serviço de ajudar esses homens naquele ultimo dia. Então eles entraram na sala de um homem volumoso e folgado acomodado diante de uma mesa. Os soldados lhe pediram alguma coisa e o homem de cara redonda apontou a outra porta do cômodo, sem se levantar da cadeira que se esforçava para sustenta-lo. Um dos soldados mandou o grupo de crianças ficara ali e os dois foram para o deposito

O gorducho encarou as crianças avaliando cada uma com um olhar risonho. Então encarou a pequena Charli, ou F-N, que estava na frente. A menina de onze anos se destacava no grupo pelos cabelos praticamente brancos, cortados acima dos ombros e com franja reta, e os olhos azuis redondos e chamativos no rosto de pele claríssima. Com afeição ele sorriu para ela, como se ela fosse um filhote fofo, o que ela não gostava nada.

–Oh, você é uma graça. Merece um doce. — e ele puxou de algum bolso um caramelo embrulhado em papel colorido.

Charli deu passo para trás bem séria quando ele esticou o doce na direção dela, enquanto os outros a encaravam sem entender por que só ela.

–Eu não sou fofa e não quero ficar. -Então deu um tapa de baixo pra cima na mão gorducha e o doce voou para o grupo atrás dela, que disputaram rapidamente a guloseima.

O homem a olhou irritado e contrariado, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa os soldados saíram do deposito com algumas caixas e chamando o bando para fora.

A pequena Charli, não era de conversa ou gracinhas. Ela tinha apenas seis anos quando sua mãe morreu em um acidente na colônia. E ela era de uma família considerada rica, com o pai trabalhando em um dos setores do governo, e a mais a nova dos três filhos do casal. Mas sem a esposa o homem entrou em uma crise e abandonou tudo. Em muito pouco tempo uma denuncia dos vizinhos fez com que Charlie, aos seus seis anos, e seu irmão Carl, com treze, fossem levados para o Abrigo e forçados a trabalhar. Restando apenas a confusa Ema, com quinze anos, e o pai perturbado morando da casa e consequentemente na colônia. No Abrigo Charli foi separada do irmão pela idade que tinha, e na maior parte do tempo cada um lidou com a dor da mudança de uma forma diferente. Carl se tornou parte do grupo de valentões do lugar, que eram as pessoas que Charlie mais destetava, e vendo o que o irmão se tornou ela se afastou e adormeceu seus sentimentos, deixando sua infância esquecida.

Cada um do grupo de jovens foi designado a acompanhar um soldado para carregar uma pasta de papeis e um equipamento. Charli seguia com passos apressados o jovem soldado que andava diante dela e sabia bem para onde estava indo. Logo eles chegaram a uma praça e encontraram um grupo de órfãos trabalhando no jardim. O oficial pediu a pasta, abrindo-a e leu; depois em voz autoritária e séria chamou alguns nomes e logo algumas crianças apareceram na frente deles, curiosas. O soldado jogou a pasta de volta para Charlie, pegou o mecanismo de ferro da mão dela e começou segurar o rosto de cada criança e carimbar números com tinta florescentes em suas bochechas sem dizer nada. Quando terminou as crianças o cercaram querendo saber o que era aquilo, e ele apenas respondeu que em alguns dias a tinta saia e se afastou sendo seguido de Charli.

[Suzanne “Suzie” Henderson]

Era quase meio dia quando um homem bateu na porta da casa dos Henderson. Suzie estava sentada na mesa da cozinha terminando seu almoço na companhia de sua mãe, quando ouviu uma voz firme dizer:

–Senhor John Henderson? -o pai dela deve ter confirmado. -Estamos aqui em nome do Departamento de controle de não orfãos...

–Ei! Espere!

–... sua filha está?

A mãe de Suzanne, que possuía os mesmo cabelos loiros com ondas da filha, se levantou bruscamente com a presença do homem estranho, acompanho de mais dois, que surgiu na cozinha. Suzie olhou espantada para a mãe e depois para o pai, que se espremeu entre os homens para passar e ficar entre eles e a filha.

–Não há nada de errado aqui, senhor. Essa é Lauren, como podem ver. -o homem olhava sério e fixamente John dizer. –E-então, se não se importarem, saiam da minha casa.

John ficou tenso esperando alguma reação dos oficiais, então o homem começou a falar encarando a menina de pele clara e olhos azuis, vestida com um vestido de algodão claro.

–Ela não parece ter mais que quinze anos.

–Er... mas tem.

–É coisa de genética. –com um sorriso fino Samantha, a mãe da menina, tentou ajudar o marido, que estava prestes a perder a expressão confiante que encenava.

O oficial pediu um papel com um dos outros e leu por um tempo antes de voltar a dizer alguma coisa.

–Errado. -falou serio e indicando que seus ajudantes avançassem. –Sua filha Lauren morreu afogada aos três anos. -os dois oficiais seguraram Suzie pelos braços, a retirando da cadeira, e começaram a leva-la. –Essa menina não registrada não irá se passar por ela e muito menos vocês dois sairão impunes dessa tentativa de fralde contra nós.

Suzie foi arrastada para fora, incomodada com o toque dos estranhos e buscando os olhares incapazes dos pais. Suzanne teve uma irmã que morreu afogada alguns anos depois, na época eles já sabiam da chegada de Suzie e com o peso da perda de um filho, esconderam-na de todo jeito na esperança de que quando ela estivesse crescida pudesse se passar pela irmã mais velha e continuar na colônia como primogênita. Mas os planos não deram tão certo, mesmo os pais sendo professores e contrabandeando documentos dos cursos e escola, mantendo a existência de Lauren viva, as suspeitas cresceram até que o departamento recebeu uma denuncia e Suzanne estava sendo levada com menos de meio dia para ser expulsa como qualquer outro órfão.

A garota foi acompanhada pelos homens até a entrada do Abrigo, que no começo da tarde tinha muito oficiais de olho nos órfãos que chegavam de seus trabalhos após a ordem de voltarem diretamente para o Abrigo. Seguindo timidamente a multidão, e avermelhando-se com todos a olhando com as roupas em boas condições, Suzie entrou no prédio alto. O hall de entrada era espaçoso e sem muita luz, um balcão de mármore a frente podia indicar que o lugar um dia foi a recepção de um hotel grande, e agora sobre ele um soldado gritava com um megafone, se sobre saindo nas conversas altas, informando que os jovens de determinada faixa etária tinham que ir ao salão do andar correspondente. E logo Suzie ouviu uma das repetições dele que dizia:

–Os de 13 á 15 anos, vão ao salão de convivência do quinto andar. Os de 16...

Suzie olhou em direção as escadas lotadas com pessoas a subindo e foi para lá se sentido um pouco sufocada com tanta gente.

[Frederico "Fritz" Balzer]

O menino molhado pelas lagrimas desesperadas, medroso e pequeno comparado aos soldados que o arrastavam, deu um jeito de escapar dos braços e correr alguns passos de volta à sua casa antes de ser segurado novamente. A família de Fritz chegou a uma situação critica sem poderem se sustentar, e sendo vigiados constantemente pelo filho mais velho ser um dos soldados os oficiais vieram. Os pais do menino estavam conformados e sem animo de impedir que o levassem, pois não havia outra solução.

No Abrigo o garoto foi empurrado algumas vezes e estava confuso na nova realidade lotada, mas conseguiu chegar ao andar indicado aos da sua idade. O salão do quinto andar era menor que o hall e estava cheio. Soldados vagavam para todo o lado e era um bagunça perturbadora. Um soldado, com o uniforme ligeiramente diferente, cortou a agrupamento e parou diante de Fritz o encarando fixamente por alguns minutos, e isso foi tudo que Aaron Blazer fez ao encontrar o irmão ali.

Antes que Fritz, tremendo e querendo sair dali, começasse a seguir o irmão, um oficial chamou a atenção de todos dizendo:

–Atenção e silencio! Isso é do interesse de vocês!- as conversas se tornaram murmúrios. -Vou dizer o nome de vocês e o portão em que devem estar amanhã cedo ás oito horas. E aviso que é melhor não se esquecerem de ou se atrasarem, pois se não vão se arrepender.

Esse tipo de anuncio e procedimento aconteceu em todos os andares para os diferentes grupos de idade e levou boa parte da tarde. A seguir os oficiais deram a ordem de naquele resto de tarde e a noite nenhum deles ia sair do abrigo. Alguns protestaram e outros iam usar o tempo para dormir.

Notas finais
Olá, acabou os personagens, mas como disse tinha algumas historias ainda pra esclarecer sobre alguns, assim alguns personagens vão estar reaparecendo e vou tentar trazer um pouco de todos de novo. Antes... antes do que sabemos que esta marcado. Cheryl Chowes: corpo curvilíneo, ombros são levemente largos,pele clara puxado para um bronzeado saudável. Tem mais ou menos 1,62m, Cabelo loiro claro e liso é longo, chegando até um palmo acima da cintura e a franja diagonal que cobre levemente o olho esquerdo. Olhos azul-escuros. Charlotte Sia Coolen: http://38.media.tumblr.com/ffc7f39cdc60529c7c1edecd3c54bd5c/tumblr_n9zvoxIGhq1ts8cd0o1_500.jpg https://secure.static.tumblr.com/2a9944f47731fb8856c7e75f4bdc5f2b/tedvnrc/cK8na00tj/tumblr_static_tumblr_static__1280.jpg Suzanne Henderson.:): http://www.disneydreaming.com/wp-content/uploads/2014/02/Sabrina-Carpenter-Vampire-Academy.jpg Bem é isso espero que tenham gostado. Boas festas, feliz Natal e ano novo! Eu estava meio que escrevendo um One-shot de um fato da colonia, pensando em postar de presente de Natal, mas ainda não saiu e não vai dar tempo. Talvez saia depois do natal esse presente atrasado, ^~^'. Nos vemos!Tudo de bom!