Sobrenatural
1 Capítulo 1 – Prólogo
Notas iniciais
P.S.: Na verdade, nós duas que demos a ideia da Fic.
POV Maria
Quem sou eu?
Maria Joaquina Medsen.
Uma garota rica, mas, que leva uma vida normal como tantos alunos da Escola Mundial, mais conhecida como E.M.
Se bem que a minha vida não é tão normal assim...
Eu sou uma Vampira.
Só que, ninguém sabe, tirando meus pais e meu namorado: Paulo Guerra.
Ele é um dos poucos que sabe o quanto eu sofro por ter nascido assim...
Como hoje é sábado, decidi dar uma “passadinha” na casa dele.
Chegando lá, a irmã dele, Marcelina, abriu a porta.
Marcelina: Oi Maria! Veio falar com o Paulo?
Maria: É... O que você esperava?
Marcelina: Nada de mais... Enfim, Paulo ainda não chegou do treino. Você pode esperar ele voltar?
Maria: Claro. Não é nada de importante o que eu quero falar com ele.
E assim, Marcelina se foi.
Quando ela iria abrir a porta...
Maria: Hey Mocinha! Aonde você vai?
Marcelina: Vou falar com o Mário.
Maria: Eu acho que já tá mais do que na hora de você contar pro seu irmão que está namorando o melhor amigo dele.
Marcelina: Ah Maria... Não esquenta! Ele nem vai se importar.
Maria: Do jeito que o seu irmão é ciumento... Duvido!
Tentei alertá-la, mas ela nem ligou.
Os minutos passavam e eu ficava cada vez mais aflita.
Eu precisava falar com Paulo imediatamente...
POV Valéria
Ser feiticeira não é assim tão legal...
Apesar de que nunca foi uma escolha minha...
O mundo mágico é legal, pelo menos eu era alguém lá.
Até descobrirem uma coisa terrível: Eu preferia esse mundo a aquele.
Por isso as pessoas de lá costumam me evitar, a não ser minha amiga Melissa, nela eu posso confiar.
Quando estou com ela, todos em volta olham para nós com um olhar de desprezo, principalmente para mim. Mas para ela, costumam a olhar com um olhar de “O que você tem na cabeça?”. Todos parecem, aparentemente, confusos.
Só que, tem um lado da história que eu não entendo.
Meu irmão, Davi Rabinovich, ou melhor, meu Meio-Irmão, costuma me evitar bastante, principalmente no mundo mágico.
Apesar de que todos sabem que ele é meu Meio-Irmão, só que, pra eles, nós só temos “meio-sangue”, ou seja, nós não somos completamente iguais.
Minha mãe, Rosa Ferreira, teve um caso com o Pai dele, Isaac Rabinovich e, assim, nós somos meios-irmãos.
Nesse momento, eu estava na biblioteca da minha escola no mundo mágico.
Esse era um dos meus locais preferidos.
Aqui eu podia ter sossego.
Davi: O que você tá fazendo aqui?
Valéria: Ah... Você. Como sempre...
Davi: Eu te fiz uma pergunta.
Valéria: O que se faz em uma biblioteca?
Davi: Estou cansado de você.
Valéria: Te fiz alguma coisa?
Davi: Não. Mas... Parece que você me persegue.
Valéria: A última coisa que eu queria nessa vida era ser sua irmã.
Saí de lá.
Ele era irritante, até demais.
Fui até o portal de nossa casa e voltei pra lá.
Eu é que estava cansada dele.
POV Daniel
Moro em São Paulo desde criança.
Mas nunca tive amigos.
Ser fantasma não é uma das melhores coisas da vida...
Não. Eu não morri.
Quando eu digo Fantasma, é que eu tenho poderes de Fantasma: Ficar invisível, mover as coisas com o pensamento, entre outros.
Somente meus pais sabem disso, como sempre.
Eu só queria saber por que eu nasci assim.
Seria bem mais fácil levar a vida.
Esse ano seria como outro comum: Mudar de Escola.
Todos os anos a mesma coisa, eu já não aguentava mais.
Dessa vez, a “vítima” seria a E.M.: Escola Mundial.
Espero que próximo ano eu não tenha que ir para outra escola.
Beatriz: Voando em seus pensamentos novamente?
Daniel: Mãe...
Beatriz: Não quero que se arrependa do que está fazendo.
Daniel: O que?
Beatriz: Tentar arrumar alguma estratégia para seu pai não te mudar de escola próximo ano.
Daniel: Mas... Como você sabe?
Beatriz: Eu te conheço Daniel. Sei muito bem o que um certo fantasminha pensa.
Daniel: Só você me entende mesmo.
A abracei.
Depois ela saiu do quarto, me deixando sozinho com meus pensamentos.
Na verdade, eu só queria ser feliz mesmo.
POV Narrador
Esses três jovens sofriam por terem nascido assim.
Mas, logo poderiam dividir esse sofrimento juntos.
Na casa dos Guerra...
Maria Joaquina esperava apressadamente Paulo.
Ela precisava falar logo com ele.
Quando Paulo chegou em sua casa, Maria estava lá, sentada no sofá, mostrando por fora calma, mas por dentro, ela estava desesperada, agoniada, agitada.
Paulo: Maria? O que você tá fazendo aqui?
Maria: Paulo, eu preciso falar com você agora.
Paulo: É muito sério?
Maria Assentiu.
Paulo: Vem. Vamos pro meu quarto.
Chegando lá, Maria começou a se desesperar.
Maria: Paulo, eu não consigo mais!
Paulo: O que?
Maria: Eu não consigo mais segurar a vontade de... Você sabe.
Paulo: Maria. Você tem que aguentar. Você sabe que se não segurar essa “vontade”, vai colocar muitas pessoas em risco.
Maria: Como se eu não soubesse...
Paulo: Eu não quero que você sofra. Então, sempre estarei ao seu lado.
Eles se abraçaram.
Na casa dos Ferreira...
Valéria andava de um lado para outro apressada.
Um carta que ela queria muito que chegasse ainda não tinha chegado e, a cada segundo que se passava, ela ficava mais “agitada”.
Davi: Garota! Para com isso!
Valéria: Você não manda em mim!
Davi: Por que você tá assim?
Valéria: É que a minha carta vai chegar.
Davi: Carta de quê?
Valéria: É que... Não te interessa!
Davi: Você é uma grossa mesmo.
Valéria: Se eu sou grossa, você então, é o menino mais insuportável de toda a face da terra.
Davi: EU TE ODEIO!
Valéria: Não mais que eu.
Davi: Chata, irritante, grossa, marrenta...
Valéria: CANSEI DE VOCÊ! Sem está querendo controlar minha vida. VOCÊ NÃO É E NUNCA SERÁ MEU IRMÃO! NÃO IMPORTA O QUE MINHA MÃE DIGA. EU TE ODEIO.
E, saiu meio que aos prantos de sua casa.
Na casa dos Zapata...
Daniel estava lendo um livro.
Sempre nos momentos de tédio, ele começava a ler os livros da biblioteca de sua casa.
Quando estamos interessados em ler alguma leitura e nós estamos gostando do que lemos, parece que nós entramos na história e tudo fica mais real.
Só que, com certeza, o tédio era bem maior do que o interesse em ler.
Então, Daniel saiu de casa e foi para a sorveteria.
Mais tarde...
As horas se passavam e os três jovens, mesmo em locais diferentes, ainda não tinham voltado pra casa.
Daniel permanecia na sorveteria, lendo alguma coisa ou tomando algum sorvete.
Valéria estava na praça, vendo pessoas felizes, não importa se eram namorados, irmãos ou até primos.
E, Maria Joaquina estava andando lentamente pelas ruas de São Paulo, observando o movimento da rua.
De repente, uma chuva começa.
Dos três, Daniel foi o único que se livrou da chuva.
E, mesmo se ele não estivesse dentro da sorveteria, Daniel não se molharia, porque levou um guarda-chuva.
Valéria não se importava com a chuva.
Já Maria Joaquina, corria lentamente pelas ruas, meio que “dançando na chuva”.
Daniel decidiu sair da sorveteria.
Abriu o guarda-chuva e começou a caminhar, até chegar em um beco sem saída.
Guardou o guarda-chuva, ficou invisível e começou a andar, observando todos que passavam por ele.
Até que, Maria Joaquina se lembrou de um local cheio de árvores. Um local lindo, onde ela não se molharia mais.
Daniel também conhecia aquele local e, por coincidência, também foi pra lá, mas, invisível.
Valéria não conhecia e nem sabia da existência daquele lugar, mas, ela não aguentava mais a chuva e foi andando até encontrar aquele lugar maravilhoso.
De repente, os três se encontraram.
Maria Joaquina meio que percebeu um pouco da “transparência” de Daniel naquele momento.
Maria: Oi.
Daniel e Valéria: Oi.
Maria: Meu nome é Maria Joaquina.
Daniel: Meu nome é Daniel.
Valéria: E o meu é Valéria.
Os três pareciam envergonhados.
Maria: Parece que a chuva estava armando para nos encontrarmos.
E assim, começaram a conversar bastante e a chuva, parecia inexistente.
Até que, Daniel toca em um assunto delicado.
Daniel: Isso é bem estranho, mas, eu sou um Fantasma.
As duas meninas ficaram boquiabertas, principalmente Valéria.
Valéria: Você morreu?
Daniel: Não. Eu só tenho poderes de Fantasma.
Maria: Quer dizer que você pode ficar invisível, passar pelas paredes...
Daniel: Isso mesmo!
Maria: Bem que deu pra ver um pouco da sua “transparência”. Andando invisível pela chuva?
Daniel: Vampira?
Maria: É...
Obs: Nessa Fic, quando fantasmas estavam invisíveis e deixam de ser invisíveis, se Vampiros veem eles, ele ficam meio que “transparentes”.
Valéria: Já que tá todo mundo confessando... Eu sou uma feiticeira.
Por causa disso, eles se tornaram grandes amigos.
Cada um voltou para sua casa naquela noite, prometendo não contar pra ninguém o que descobriram sobre cada um.
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