Sobrecarregando a cegonha🕊
1 One shot
Mais um caso de homicídio encerrado com sucesso na Delegacia e todos da equipe envolvida na busca estavam cansados e tomando o último café do dia na Sala de Descanso. Contudo, apesar de exauridos, estavam muito satisfeitos porque haviam conseguido não só identificar, mas também prender o assassino e seus cúmplices que foram levados para Casa de Detenção.
Neste momento, o pessoal que havia deixado o plantão comentava sobre os pontos tensos e também os divertidos do caso.
O charmoso, bonito, bilionário e famoso escritor de mistérios Richard Castle era amigo do Prefeito e do Comissário de Polícia e por isso conseguiu fazer parte daquela equipe, participando como colaborador civil em quase todos os casos, desta forma e com a sua simpatia e seu jeito simples de ser, se tornou amigo de todos, chegando, inclusive a se casar com a melhor Detetive da Polícia de Nova York que era lotada naquela delegacia e que, atualmente, exercia o cargo de Capitã, Katherine Beckett.
Com um sorriso de orelha a orelha, Castle entrega uma caneca de caffe latte para a Beckett, sua linda esposa, e comenta — Cada dia que passa eu fico mais impressionado com o modo como você conduz o interrogatório, Kate. – ele estava em pé ao lado da máquina de café e falava todo orgulhoso do trabalho da mais jovem e a mais linda Capitã de Policia de Nova York.
Kate Beckett aspira o cheiro maravilhoso do café, saboreia um grande gole do líquido cremoso e, satisfeita, dá um sorriso de fazer covinhas nas faces, feliz com o elogio do marido.
Desde 2009 que ela ouve do escritor elogios acerca do seu modo de trabalhar, mas nunca se cansava disto e ainda sentia o rosto quente, num misto de timidez e satisfação por ouvir tais palavras da boca do homem que amava.
— Ó paí, ó... – Javier Esposito falou em tom de zoação – Mesmo depois de quatro anos juntos, entre namoro, noivado e casamento, Beckett ainda fica vermelha com o elogio do seu próprio marido.
Todos acham graça do comentário do latino e Beckett dá uma reprimenda divertida nele – Muito engraçadinho você, Javier. Estou morrendo de rir – ela ironiza, mas não aguenta ficar séria por muito tempo e se junta à risada com os outros.
Vendo que a chefe não se chateara verdadeiramente com seu comentário, Esposito continua a provocação — Isso sem falar naqueles primeiros quatro anos de chove-não-molha, antes de vocês, finalmente, começarem a namorar.
Já sem sorrir, Beckett interrompe o detetive e o encara — Sério, Esposito? Você tem certeza que você quer continuar me provocando? Sim, porque eu continuo sem achar graça.
Preocupado com sua mulher e temendo que aquela discussão respingasse nele, Castle tenta interceder. — Ah, Kate, o Javi está só brincando.
Ao ouvir o marido, Kate o fulmina com os olhos e decide por não tocar mais no assunto.
Castle encerra aquele assunto e continua a comentar sobre o modo como Kate se porta na sala de interrogatórios — Kate, é incrível o modo como você encara o sujeito deixando-o tenso e aí ele se vê num beco sem saída, não dando chance nem dele raciocinar, caindo na própria armadilha e termina todo atrapalhado, se contradizendo e confessando tudo. — Castle ri ao se lembrar das caras de aflição que os criminosos faziam ao perceber que tinham confessado.
— E o pior é que ela até depois que virou Capitã, ainda não perde o costume de interrogar os caras. — Esposito falava.
— Gente, mas eu gosto. – Kate se justificava – Tudo bem que eu estou amando ser Capitã e tudo o mais, etc, etc, etc, mas eu amo também correr atrás deste povo e depois ficar cara a cara com eles lá na sala de interrogatório. Eu gosto de ser um instrumento para pelo menos tentar de alguma forma fazer justiça para a família da vítima.
Castle fica olhando para ela todo apaixonado, fazendo Lanie sorrir.
— Foi assim que o menino-escritor ficou apaixonado pela detetive, foi? – Lanie zoava — Só de ouvi-la interrogando os criminosos, foi?
— Não, Lanie. Nada disso. Foi assim que eu fiquei 'viciado' nela, porque apaixonado mesmo eu fiquei foi em 2009, quando ela me apresentou o distintivo lá no coquetel de lançamento do meu livro. – ele olhou para a esposa e piscou o olho para ela – Toda linda, durona, mandona... Depois ela me levou pela primeira vez à Sala de interrogatório, somente para eu, como escritor, dar dicas sobre o próximo possível passo do criminoso. Deus! Vocês precisavam ver... E quando ela me algemou pela primeira vez, lá na Biblioteca!! E nas outras vezes em que ela me levou para a mesma sala de interrogatório, sempre como suspeito. Sempre mandona! Demais! E eu louco para domar a fera! (risos) E aí eu passei a segui-la como minha musa e ela fingia que estava detestando me ter ao seu lado e me ameaçava me dar tiro, quebrar minhas pernas. Uma fera! E as brigas que tínhamos! Fogo cruzado! Química pura. E os nossos olhares!! Uaaauuwww!!! Ela lutando para disfarçar que estava a fim de mim...
Kate o interrompe — Sério, Castel!? Você que me olhava parecendo um leão mirando sua presa... Você é que queria me....
— E queria mesmo, não vou mentir!!!
— E esta história de você dizer que eu fingia detestar você me seguindo, eihm? Eu fingia, é? Desde quando?
— Desde sempre... – Castle provocava — Ah, Kate... Para que fingir agora? Ninguém mais acreditava nisso e agora então... Você fingia que me detestava e eu fingia que acreditava.
Todos riram, até mesmo Kate, mas daí ela falou se fazendo de muito chateada – Hey, vocês aí! Vocês sabem que eu estou aqui ouvindo estes comentários, né?
Com o objetivo de provocar a esposa, Castle se dirige para Lanie e, como se fosse um segredo, ele comenta para todos ouvirem – Lanie, eu adoro quando ela fica valente assim! – Lenie se estoura de rir da cara que a amiga fez – Isso é braba que é uma beleza... — Castle continua — Mas essa valentia toda é só aqui, Lanie.. – o escritor pisca o olho direito para a amiga – É fachada! Porque em casa...
Todos riem da cara que Capitã fez, mas ela logo devolve a brincadeira, zoando o marido – Não se pode dar corda que ele fica assim...
De repente, Kate fica com a aparência de quem esta meditando, e logo exterioriza seus pensamentos – Hey, gente, por onde anda o Ryan?
Esposito faz um gesto de que não sabia de nada – Gente, assim que o caso terminou, o telefone dele tocou e um segundo depois eu o procurei, não o achei mais. Eu liguei para ele e ao atender, ele disse que estava tudo bem, mas que não poderia falar comigo naquele momento. Depois ele me telefonaria mais tarde e até agora...
— E ele ligou, Espo? – Kate quis saber.
— Que nada! – o latino respondeu.
Kate abriu a boca como se estivesse lembrado de algo – Iiih, gente, será que a ligação que ele recebeu foi para dizer que a Janny estava em trabalho de parto?
— Não sei, Beckett. Eu tentei telefonar para ele depois, mas a ligação caiu na caixa.
— É gente, se for isto, amanhã ele avisa.
Sorridente, Castle veste seu casaco e ajuda a Beckett vestir o dela, se dirige a todos e depois para a esposa – Chega de papo, né, gente. Kate, vamos para casa?
Kate respira fundo devido ao cansaço do dia – Vamos, sim, Rick. Estou exausta! Tchau, Lane e Espo.
— É. O dia hoje foi pesado. – Esposito comenta visivelmente cansado.
Lanie deposita sua caneca na pia – É, gente, vamos embora. Estou louca para cair na cama...
— É um convite? – Esposito se apresenta com seu jeito brejeiro, e dá um sorriso malicioso.
A médica torce a boca, balança a cabeça de forma a negar a oferta, se dirige para a amiga e diz – É, Kate, você tem razão, não se pode dar corda para estes caras.
Galanteador, Esposito provoca a ex-namorada — Chica, deixe de fazer charme porque eu sei que você tá louca para eu ir com você.
— Você se acha, né, Javier Esposito? – Lanie o censura, mas sua cara diz outra coisa completamente diferente, indicando que, sim, ela queria que ele fosse com ela.
— Só para a gente conversar, Chica... – ele insiste, pisca o olho para ela, com cara de cachorro perdido na mudança.
Percebendo o clima romântico entre os amigos, Castle fala baixinho para a esposa — Kate, vamos para casa e deixar estes dois aí se resolvendo... – mas logo em seguida muda de ideia e decide provocar a amiga – Ah, Lanie, deixe o cara ir com você... Eu sei que...
O telefone de Kate toca interrompendo Castle, nem dando tempo da médica dar uma resposta atrevida e divertida, como era do seu costume.
Todos ficam alarmados diante do toque do telefone de Beckett, pois acreditavam se tratar de um novo caso de homicídio.
— Não acredito que encontraram um corpo! – Castle enche o peito de ar e o solta pela boca, em sinal nítido que estava torcendo para não ser outro caso, pois estava louco para ir para casa com sua musa.
— Vou torcer os dedos para ser uma ligação errada, gente. – Esposito levanta as mãos e exibe os dedos cruzados.
— E eu não aguento mais fazer exame cadavérico. Por hoje já chega! – Lane dramatiza um gemido de cansaço e une as mãos como se estivesse orando — Peraê que eu vou me ajoelhar e começar a rezar.
Também cansada, Kate fecha os olhos tensa, torcendo para que realmente não fosse outro caso. Tomando coragem, ela consulta o celular e ao olhar o identificador de chamadas do pequeno aparelho, sua fisionomia muda completamente chamando a atenção de todos.
— O que foi, Kate? – Com a curiosidade exacerbada própria do seu ser, Castle é o primeiro a perguntar.
Sem responder ao marido, Kate atende a ligação telefônica e ao falar todos arregalam os olhos curiosos para ouvir o diálogo – Hey, Ryan? Estávamos falando sobre você... Por onde você anda? Hey, vou por o celular no viva-voz porque os curiosos de plantão estão querendo roubar meu aparelho... – ela ri.
A voz emocionada de Kevin Ryan ecoa na sala – Gente, meu bebê nasceu – todos ouvem um som de fungada, como se Ryan estivesse chorando – Nasceu! É um bebê saudável, perfeito e lindo! A Sarah Grace está toda contente por causa da chegada do irmãozinho. A Janny está bem e, segundo ela, nem sofreu, pois foi muito rápido.
— Qual o hospital que vocês estão, Ryan? – Comovida, Lanie pergunta.
Após responder à pergunta da amiga, a ligação é encerrada e Kate e Rick falam ao mesmo tempo – Vamos lá, gente?
Ao ver e ouvir os amigos falarem simultaneamente Lane faz graça — Eu morro de medo de vocês com esse negócio de falar a mesma coisa ao mesmo tempo!
— Ah, Lanie, deixada de papo furado e vamos logo. — Kate zoa com a amiga.
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Todos vão ver a família Ryan no hospital. Lanie vai no carro de Esposito.
Castle vai com Kate, sendo que ele está ao volante.
De longe, Lanie e Espo percebem que Rick pegou a chave do carro de Kate, sem objeção dela.
— É, milagres acontecem!!! – Esposito comenta. – Nunca vi a Kate entregar a chave do carro ao Castle. A vida dele é pedir para dirigir a viatura da NYDP e brincar de policial, e ela sempre nega e reclama com ele, dizendo que ele não está na Disneylândia. – ele riu ao lembrar das cenas.
— Talvez porque não estejam em serviço, e sim, em uma saída particular. – Muito prática, Lanie conclui. – Talvez também porque não seja uma viatura convencional com pintura padrão oficial e sim um carro de luxo com equipamentos da polícia.
— Mas a viatura continua sendo da polícia e ela sempre foi excessivamente rigorosa com tudo que diz respeito à delegacia e piorou depois que se tornou Capitã. Muito estranha esta atitude da Beckett... Tem algo estranho aí... — Esposito comenta pensativo.
— É o amor, Javi. Cada dia que passa a detetive fica mais apaixonada pelo menino-escritor. Ops! Ela não é mais detetive, ela agora é Capitã e ele não é mais "menino-escritor", ele agora é o marido dela. – corrigiu.
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No carro de Kate...
Assim que entram no carro, antes mesmo de acionar a ignição, Castle olha sério para a esposa – Kate, eu não falei no meio dos nossos amigos para você não ficar chateada. Eu te conheço. E também, óbvio, eu não queria tirar sua autoridade perante seu Distrito, mas eu não quero mais te ver nas cenas do crime, principalmente correndo atrás de assassino, como você fez hoje, tá me ouvindo? Não é a primeira vez que eu te falo isto e você não me ouve. Mas agora a coisa é séria, Kate. — ele falava em tom carinhoso — Detesto estar agindo como se eu fosse um marido ditador, mas falo pelo seu próprio bem e pelo bem da nossa família. Você não precisa mais, amor. Além de você não precisar, você também não pode mais.
— Sabendo que ele estava certo, ela nem retruca, apenas tenta amenizar a reprimenda – Oh, babe, é o costume... Quando eu percebi já estava correndo com a arma na mão.
— Eu vi. Vi tudo mesmo. Eu estava lá, tá lembrada? – ele fez um carinho no rosto dela — Meu amor, você nem precisa mais fazer isto porque você agora é Capitã. Antes eu juro que não me importava. Óbvio que eu ficava preocupado com você, mas eu achava até emocionante e foi uma das coisas que me atraiu em você. Isto porque você é muito boa no que faz e, além de esperta, tem raciocínio rápido e é boa de tiro. Mas agora, Kate!? Ainda mais agora. Sério!!!??? Eu nunca quis ver você machucada em campo, e agora então, nem se fala, babe.
— Mas é que eu adoro atuar em campo... Adoro entrar em ação. – ela falava com voz doce, tentando contornar a situação e driblar o marido para ele não se chatear muito.
Ele torce a boca e balança lentamente a cabeça de um lado para o outro em negativa, em sinal que não concordava com ela – Chega, né, Kate.
— Mas, se...
Ele a interrompe, pega as mãos dela, une as duas e leva à boca e as beija — Kate, não tem “mas”, nem “meio mas”.— ele fala sério, sem ser ríspido e logo fala doce com ela – Amor da minha vida...
Ela o interrompe com semblante de culpada – Ok, amor. Você está certo. Não vou mais fazer isso... – ela faz cara de sofrimento – Vai ser difícil ficar sem participar destas diligências, mas eu não vou mais.
Ele prende o olhar no dela como se estivesse duvidando e ela entende exatamente o que ele quer dizer, então afirma – Eu juro!
— Kate, nem sempre eu posso estar com você como eu ficava antes... Eu estou com o prazo apertado para entregar os últimos capítulos do livro... Amor, não posso ficar em casa me concentrando no livro se eu ficar com a cabeça querendo saber se você foi para o campo ou se ficou na delegacia..., Se você está bem, se está viva.
— Amorzinho, antes de você me conhecer, eu já levava esta vida, então...
— Eu sei, amor, e esse foi um dos motivos que me fez me apaixonar por você. Forte, linda, destemida, inteligente, rápida no gatilho... Eu nunca pensaria em te modificar. Jamais! Eu te amo assim, do jeito que você é. — ele a puxou para um abraço e um beijo rápido nos lábios — Só que agora a coisa mudou completamente de figura e você sabe. Você agora também tem que pensar...
Ela o interrompe — Hey, Castle, eu não sou irresponsável. – ela retrucou.
— Será?
— Eu já disse que eu juro. Você quer mais o que?
— Que você tome juízo, só isso.
— Essa foi a piada do dia... – ela fica morrendo de rir – E você, Rick, quando é que vai tomar juízo?
— Amorzinho, você sabe muito bem do que eu estou falando.
— Tá bom, tá bom, tá bom. Culpada! Eu me entrego. — ela torceu a boca e demonstrou que entendia a preocupação do marido.
Castle agora se aproxima e dá um selinho nela – Sua bobinha! Você é muito traquina. Não sei como vai ser daqui em diante... – ele riu.
— Que tal, para começar, você ligar o carro para irmos ver o bebê do Ryan antes que ele se forme na faculdade? — ela ironizou, os fazendo rir.
— Você é quase exagerada... – ele sorriu, ligou o carro e seguiram em direção ao hospital.
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No hospital...
Toda a turminha da 12ª DP estava reunida no hospital e após parabenizar o Kevin, entraram no quarto onde Janny estava sentada numa poltrona de amamentação, já com seu bebezinho nos braços. Ele não estava mais mamando.
— Mas é uma fofura, Janny! – Kate dizia, babando de paixão pelo bebezinho do Ryan.
— Obrigada, Kate. – Janny respondeu orgulhosa do bebê lindo e saudável que ela tinha acabado de pôr no mundo.
— Nunca vi um bebê tão lindo. – Lanie dizia.
— Isso é porque você nunca viu uma foto minha de quando eu era um bebê. — Castle falou arrancando gargalhada de todos.
Até Kate dá uma leve gargalhada, apesar de ter revirado os olhos diante do comentário hilário do marido.
Todos estavam caindo de amores pelo bebezinho.
Ryan carregava Sarah Grace nos braços e a garotinha dizia – É meu bebê. Eu vou brincar com o bebê.
Todos sorriram do comentário da garotinha.
— Cara, como é ter dois filhos, eihm? – Javier indagou, curioso.
Com a fisionomia bastante preocupada e tensa, Ryan responde — Para ser sincero, eu olho para eles e vejo um monte de coração e estrelinhas, mas também vejo um monte de cifrão com asinhas voando para longe... A vida tá difícil, viu? – todos riram. Ele olhou para Kate – Capitã, eu acho que vou ter que fazer muitas horas extras para dar conta de duas crianças.
— Que nada, cara, é só você voltar a trabalhar como segurança naquela casa de show erótico para mulheres, com um monte de homem nu... (risos). — sugeriu Esposito em tom de zoação.
Torcendo a boca diante do comentário do Espo, Kate falou – Fique tranquilo, Ryan, que eu vou arrumar uns serviços extras lá mesmo no Distrito, com valores elevados. Pode deixar. Pode contar comigo.
Completamente derretida pelo bebê nos braços da mãe, Kate acaricia os pezinhos rechonchudos, abaixa a cabeça e dá um monte de cheiro e beijos nos pezinhos do bebê. — Que gostosura! — Com olhar pidão, Kate estava ao lado de Janny e perguntou, meio sem jeito – Posso segurar? Eu juro que tomo cuidado.
Achando muito estranho aquele comportamento de Kate, pois a amiga não apreciava bebês ou tinha intimidade com eles, Lanie chega perto dela e pergunta de modo divertido, simulando agressividade — Quem é você e o que fez com minha amiga?
Todos riem e Beckett fala — Como você é engraçadinha! Acho que vou morrer de rir. — Kate ironiza de brincadeira — Eu não sei o que vocês querem... Você tem que se decidir, Lanie... Se eu não carrego um bebê, você me critica e se eu quero carregar, você também reclama, não sei o que você quer, amiga. — Kate faz um bico engraçado, fingindo-se irritada.
Não dando à mínima ao que a amiga falou, Lanie questiona – Kate Beckett querendo segurar um bebê? Um momentinho, amiga, que eu acho que você deve estar surtando. Kate Beckett cheirando e dando beijinhos nos pés de um bebê!!?? A coisa é séria, viu! Como eu sou médica só para os mortos – ela riu – eu vou chamar um médico para vivos para ele cuidar de você... – Kate e os demais amigos riram diante do comentário da Legista.
Em resposta ao pedido de Kate, Janny lhe entrega o bebê envolto em uma linda mantinha de lã, não sem antes Castle ficar ao lado dela dando apoio porque sabia que a mulher não tinha jeito nenhum com bebês e, muito secretamente, ficou com medo dela derrubar o bebê tão inocente.
Continuando a provocar a amiga, Lanie pegou seu iPhone e tirou fotografias da Capitã – Tenho que registrar este momento único na vida. Kate Beckett carregando um bebê.
— Pode provocar à vontade que eu não vou me incomodar porque eu estou adorando carregar essa coisinha fofa. – ela olha para o marido e, toda risonha, comenta – É lindo, né, amor?
Castle abraça a mulher por trás e fica com ela entusiasmado com o bebê.
Alheios a tudo, o casal era só carinho com o recém-nascido e isto chamou a atenção dos presentes.
— Huuummm!!! Tô gostando de ver, amiga! – Lanie sorriu para Kate! Estou aqui embasbacada com esta cena tão fofa. Você carregando um bebê e olhando apaixonada para o pequenino.
Kate olhou para a amiga e fez uma careta para ela.
— Não, Kate, estou falando sério! Estou amando esta cena. – Lanie prosseguiu.
Janny, sendo Janny, olha para a Capitã e para o escritor e faz uma pergunta indiscreta, causando embaraço a todos os presentes — Hey, vocês dois, quando é que vão encomendar um bebê à cegonha?
A pergunta da loira, deixou todos em silêncio. Lanie e Esposito se entreolharam diante da pergunta delicada, pois sabia que Kate não tinha afinidade com bebês e nunca mencionara ou mesmo demonstrara ter intenção de ter filho.
Sem maldar o fora que a esposa havia dado, Ryan, reforçando a curiosidade da esposa, repete a pergunta – É mesmo, Kate, quando é que você e o Castle vão encomendar um bebê à cegonha?
Castle ainda se encontrava abraçando a esposa por trás, de forma bem fofa e carinhosa.
Ao ouvir a pergunta feita por Janny e repetida por Kevin, ainda carregando o bebezinho, Kate gira levemente a cabeça, o suficiente para trocar olhares apaixonados com o marido, cheio de química que era perceptível a olhos nus.
Neste momento, Rick, com um sorriso nos lábios comenta – Já estamos tratando disto. Estamos providenciando.
A resposta de Rick deixou os amigos em polvorosa e Lanie foi a primeira a se pronunciar – Nossa!!! Por esta eu não esperava, mas vou logo dizendo que adorei a notícia e olha que nem é primeiro de abril, dia da mentira!
— Muito engraçada você, Lanie, Rá-Rá-Rá! — Kate usa de ironia e imita o som de uma risada, fazendo todos rirem de verdade.
Divertida e sempre de bem com a vida, Lanie provoca o casal com um sorrisinho cheio de malícia — Sem querer me intrometer, mas já me intrometendo, quando é que o casal pretende tratar deste assunto efetivamente, se é que entendem o que eu estou querendo dizer... E começar, realmente, a providenciar um mini-Castle ou uma mini-Beckett, eihm?
— Na verdade, minha querida Dra. Lanie Parish, o meu marido, mesmo sendo especialista com palavras, se equivocou com o tempo do verbo.
— Como assim? – Lanie fez cara de quem estava confusa com as informações.
— Vou te explicar. – Kate prossegue a explicação – Na verdade, o que o meu marido queria dizer não é que “Já estamos tratando disto.” ou “Estamos providenciando.” Ele quis dizer é que "já tratamos disto" e que "o bebê Castle já foi providenciado!" É isso mesmo, amigos, a encomenda já foi feita.
Lanie ficou pálida e muito rapidamente procurou um local para se sentar e Kate riu da reação da amiga. E a reação não foi muito diferente para Javier, Ryan e Janny.
Com um sorriso de orelha a orelha, Kate ratifica – É isso mesmo que vocês ouviram. O nosso bebê já foi providenciado. Eu estou grávida!
Lanie agora não estava apenas surpresa, ela agora chorava e imediatamente se levantou e foi até Kate e acaricia os cabelos da amiga – Oh, querida! Jura?
Kate faz que sim com a cabeça e Lanie, ainda emocionada, mas já sem chorar, prossegue – Oh, amiga! Quanto tempo?
Ainda toda feliz carregando o bebezinho de Ryan nos braços, Kate informa aos amigos o tempo da sua gestação — Dez semanas.
Mudando completamente de expressão, passando de emocionada para chateada... Aliás, ela fingia que estava chateada e indaga – E só agora você me fala? Que amiga é essa!?
Meio sem graça e confusa, quase gaguejando, igual no dia em que ela e Castle comunicaram aos amigos que haviam se casado, Kate se justifica – Mas Lanie, tudo ainda é muito novo para mim e para o Castle. Descobrimos há pouco tempo e somente na semana passado é que eu consegui ir à consulta com o obstetra que minha médica me recomendou... E ainda estou fazendo outros exames.
Lanie dispara a fazer um monte de perguntas, sem parar — Você tá enjoando? Você tem ficado tonta ou desmaiado? Você está bem? Tá tudo bem com o bebê? É menino ou menina? Voc...
Kate a interrompe – Lanie, respira! Respira! Senão quem vai desmaiar é você, amiga. – todos riem.
— Ok! Ok! Serei paciente e aguardarei você responder no dia em que você quiser. – Lanie a provoca. – Quem sabe no mês que vem...
— Como você é chata, eihm! – ela riu — Bem, vamos por ordem: Eu estava tendo todos os sintomas, mas, acredite, eu não imaginei que eu estivesse grávida, até que os enjoos aumentaram e reparei que estava ficando tonta com frequência e um dia, lá em casa, eu desmaiei, mas o Castle percebeu à tempo, me segurou e eu nem caí realmente no chão. Mas eu estou bem. Até agora todos os exames estão excelentes. E quanto a ser menino ou menina... – ela fez um suspense.
— Ah, tudo bem, Kate. – Lanie ironizou — Pode fazer suspense porque não estamos com pressa. Ninguém aqui está com fome, ninguém aqui está cansado e temos todo tempo do mundo para esperar você revelar o sexo do seu bebê.
— Oh, Lanie, porque você é assim tão mandona? – Kate perguntou.
Ai o Castle não aguentou e, se controlando para não gargalhar diante da pergunta da sua esposa, afastou-se um pouquinho dela, intercedeu em favor da amiga – Como é, Kate? Quem é mandona?
— Richard Castle, você sabe que não pode chatear uma mulher grávida, não sabe? Ainda mais quando a grávida em questão é a sua mulher! — ela fez uma pausa — Você sabe dizer se os sofas lá de casa são confortáveis para dormir? Porque se você continuar me provocando, será em um deles que você vai passar a noite.
— Vixche! A chapa esquentou! – Esposito anunciou.
— Javier Esposito, acho melhor você ficar calado senão vai sobrar para você. – Kate repreendeu o detetive.
— Castle, nós vamos mesmo ter que suportar esta sua mulher grávida por quanto tempo, eihm? Ela está com dez semanas, então... Mais sete meses? É isso? Mais sete meses? — Javier provocou.
— Se você não quiser voltar às ruas para regular o trânsito ou ser transferido de Delegacia, Esposito, você vai, sim, ter que me “suportar” por mais sete meses.
Observando a reação irritada de Kate diante do que Castle e Esposito disseram, Ryan se aproximou do Castle, e deu leves palmadinhas de conforto no ombro dele e disse em tom de conselho – É amigo, vá se preparando. – e olhou para Esposito – Você também Brô. Isso é uma mulher grávida com os hormônios desregulados.
— Como é que é, Ryan? – Kate indagou.
— Nada chefinha! Nada! Eu apenas estou dizendo que a gravidez é um período lindo na vida da mulher... Na vida do casal... – ele disfarçou, apesar de saber que a chefe tinha ouvido e entendido tudo que ele dissera.
— Ah, sim!
Castle voltou a ficar colado nas costas da esposa, abraçando a ela e ao bebê que ela estava segurando. Além de querer abraçá-la, ele queria, disfarçadamente, proteger o bebê, pois era nítida a falta de jeito da esposa.
— Sim, diga, Kate. Ou melhor dizendo, chefinha — a médica provocou a amiga — Isso se a senhora quiser falar – Lanie provocava abertamente – Você está esperando um mini-Castle ou uma mini-Beckett?
— Amigos, eu quero informar a vocês que eu e meu lindo marido, estamos esperando um mini-Castle...
Lanie ficou tão alegre e entusiasmada com a notícia que aplaudiu e os outros reagiram de forma parecida. Não aplaudiram, mas sorriram de felicidade e parabenizaram o casal.
— Querida! Que felicidade! Parabéns! Até que enfim, né, escritor! Um homem para te ajudar no meio de tanta mulher... – Lanie falava feliz e depois a aconselhou. – E Kate, você não deve mais sair em diligência nas ruas, correndo atrás de criminosos.
— Eu já falei para ela. – Castle amou a colocação da legista porque só fez reforçar o que já havia falado com Kate mais cedo e também em outros dias.
— É, o Castle tem me falado isto. – Kate admitiu.
Esposito estava muito contente e parabenizou Castle — É, brô! Parabéns! Um garotão, eihm!?
— Parabéns, Kate, você vai adorar ser mãe. – Janny felicitou a amiga — Um bebê dá um colorido todo especial à vida do casal. É um pouco cansativo no começo, mas você vai se sentir tão feliz, tão gratificada, tão mãe, que tudo fica muito mais alegre e feliz a partir de então. Você vai ver. Um bebê é um presente de Deus. Que maravilha!!! Um bebê!
Neste momento, Castle falou – Dois.
— Dois!? Dois, o que? O que foi, eihm? – Lanie quis saber.
Posso falar, gente? – percebendo que todos ficaram em silêncio, Castle não esperou resposta dos amigos, e continuou – Eu e minha linda e amada esposa estamos esperando um mini-Castle e uma mini-Beckett.
— Dois!? Gêmeos!? – ouviu-se um coro. Ryan, Janny, Lanie e Esposito bradaram espantados com a notícia.
— Deus! – Lanie estava emocionada – Oh, amiga, se eu já fiquei contente quando eu soube que depois de quatro longos anos, depois de muito choro e muitas brigas, você reconheceu que amava o escritor e decidiu se dar uma chance, acreditou no amor dele e aceitou namorar com ele. Depois para aumentar minha felicidade eu soube que vocês ficaram noivos. Como se não bastasse, vocês se casaram e isto fez de mim a amiga mais feliz do mundo. E agora... – Lanie estava com a voz embargada pela emoção – E agora, amiga você me conta que está grávida, não de um, mas de dois bebês?
— É isso mesmo, Lanie. Eu e meu lindo escritor vamos ter dois bebês, um menino e uma menina.
Mesmo pesando somente 3.250kg, Kate já estava achando difícil continuar carregando aquele bebezinho tão fofo e lindo. Por falta de hábito, ela estava com os braços dormentes. Então, mesmo contra sua própria vontade, ela o devolveu à sua mãe.
— Adorei segurar seu bebê, Janny. – ela sorriu para a amiga.
— Em breve é você, querida. – a loira comentou toda feliz.
— Se Deus quiser! – ela aquiesceu.
— Isso que é uma mulher abençoada. – Lanie falou e todos concordaram e o assunto continuou em torno da gravidez até que Esposito comenta – Quer dizer que teremos uma mamãe na delegacia. Quer dizer que a Capitã Beckett está...
— Capitã Castle, Esposito. Capitã Kate Castle. – Kate anunciou feliz.
Ao ouvir tal assertiva, Castle ficou de frente para a esposa – Sério, Kate?
— Seríssimo, amor. – Sem constrangimento e com muita naturalidade, ela deu um selinho no marido que estava visivelmente feliz ao saber da novidade.
— Mas Kate – Esposito discordou – Todos na delegacia e nos Departamentos e em todos os órgãos ligados à NYPD só te conhecem como Kate Beckett, Capitã Kate Beckett, então...
— Então nada, Espo. – ela retruca o detetive e dá um lindo sorriso para o marido — Muito mais rápido do que você imagina todos vão saber que eu sou Kate Castle. – sob o olhar atento e admirado de todos, ela continuou – Até porque, a KATE CASTLE é mais feliz do que a Kate Beckett, e eu até acho que KATE CASTLE soa mais bonito e eu até gosto mais. Eu sou uma nova mulher, então, um novo nome.
— Meu Deus! O que uma gravidez faz com uma mulher, eihm!? É. O Castle tanto fez que a mulher agora vai desfilar com o sobrenome dele. – Esposito provocou.
— Ó você errado, Espo. Todo errado! – Kate riu – Fique você sabendo que antes mesmo de eu saber que estava grávida eu fiz a encomenda da nova plaquinha da minha mesa contendo o nome CAPITÃ KATHERINE CASTLE. E quanto a minha escolha de usar o sobrenome do meu marido... Quando eu me casei, eu acrescentei o sobrenome dele ao meu, só que agora eu resolvi usá-lo e ele não tem nada a ver com esta minha opção, pois eu decidi por conta própria. Aliás ele nem sabia. — Kate deu uma rápida piscada de olho e sorriu feliz para o marido. — Ele ficou sabendo no mesmo momento que vocês, ou seja, agora. Tá bom assim?
— Ok! Então, retiro o que eu disse. Desculpa, chefinha — ele brincou com a amiga.
...
...
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O assunto continuou mais um pouco. Falaram sobre os gêmeos de Kate & Castle, falaram do bebê de Ryan & Janny, falaram sobre Sarah Grace até que Castle falou – Gente, temos que ir embora porque o hospital vai nos botar para fora já, já e também, um fato muito importante, é que a mãe dos meus filhos precisa descansar.
— Oh, Deus! Se eu já achava fofo o modo como o seu escritor te tratava, amiga, agora, então, eu estou maravilhada. Mas você merece. Aliás, vocês dois se merecem. Eu adoro vocês dois.
— Que melação, Lanie. Eca! — Esposito provocou a médica — Acho que já tá na hora de nós irmos para casa também, Lanie.
— Você é muito engraçadinho, Esposito. Estou morrendo de rir. – Lanie ironizou e falando bem baixinho, e muito pausado, ela continuou – Pois eu vou te falar uma coisinha e vai ser na frente de nossos amigos mesmo, porque nada que aconteceu entre mim e você é segredo porque eles não só sabem, mas viram e participaram daquilo que eu pensei ser um namoro. Então, Javier, fique você sabendo, mocinho, que enquanto você tiver aversão a compromisso, não existe mais essa coisa de “nós irmos para casa”.
— Ops! O tempo fechou! — Castle falou baixinho, mas sabendo que todos iriam ouvir.
Sentindo-se constrangida por todas aquelas brincadeiras atrevidas que o Javier insistia em continuar fazendo com ela, onde ele se gabava da situação e se sentia o próprio garanhão, Lanie não se importou em ver o ex-namorado sem graça, então ela continuou – Sinto muito se você está sem graça, mas o que você não sabe é que é assim mesmo que eu me sinto quando você se diverte às minhas custas falando estas coisas maliciosas e de duplo sentido comigo, mas sempre de conotação sexual. Sim, Javier, eu me sinto sem graça. Portanto, Javi, enquanto você continuar avesso a compromisso, não existe “nós”. Vai continuar existindo somente “eu” e “você”. Outra coisa, o que existe hoje é a “minha casa” e a “sua casa”, mas se você mudar de ideia e quiser compartilhar carinho, amor e sentimento, mas somente se mudar verdadeiramente de ideia, você me procura e poderemos conversar. Até lá, detetive Javier Esposito, somos colegas de trabalho e exijo que você pare com essas brincadeiras de duplo sentido e se você não quer me machucar, pare mesmo com isto porque você sabe o que eu sinto por você, então não brinque com meus sentimentos. Podemos sim continuar como... Digamos... Como amigos. Mas antes que você fique animadinho, somos amigos sem benefícios, tá me entendendo, detetive, ou quer que eu desenhe?
— Cara, depois dessa, ou eu entrava na primeira joalheria e comprava um big de um anel de noivado para a Lanie ou eu me jogava embaixo de um ônibus. – Castle instigou o detetive, fazendo todos rirem, inclusive o próprio Javier. Castle continuou — Cara se você tiver sem grana, eu te empresto e quando você puder você me paga. Mas amigo, pense direitinho: dentre outras dezenas de qualidade, a Lanie é valente, verdadeira e explosiva igual a minha mulher. E eu adoro um fogo cruzado! E até onde eu sei, você também gosta. — Rick torceu a boca e riu todo contente — Então vou te dar um conselho de amigo: não a deixa escapar, cara, mas não deixe mesmo. Essa mulher vale ouro e tá em falta no mercado e tem gente rondando a área que eu sei. Pense bem e se adiante.
Mesmo que tenha falado em tom de brincadeira, o Castle falou sério e isto todos perceberam.
— Huuummm!!! Por isto que eu adoro este seu marido, Kate. — Lanie estava sorrindo feliz diante das coisas que o Castle falara. — E eu sou assim mesmo e sou mesmo igualzinha a Kate.
Kate se encaixou nos braços do marido e achava graça do comentário que ele fizera acerca da sua valentia e do fogo cruzado.
Depois do que ele falara, Kate se aconchegou nele — Eu nem digo mais nada. — Castle concluiu.
— Acho bom mesmo. — Kate falou usando propositalmente, um tom rude, mas somente de brincadeira e todos caíram na risada.
— Tá vendo o que eu estou dizendo, Javier?
Mesmo rindo, Javier falou — Castle, você é um chato!
— Um chato que quer ver dois amigos juntos, cara. Coragem! — e para instigar o amigo a pedir a Lanie em casamento, ele pega a mão esquerda da sua mulher onde estava a aliança de casamento e o anel de noivado e mostra para o detetive — Aqui, ó! Eu que não colocasse esse anel de noivado no dedo dela naquela época. Sabe quando é que ela ia ser minha? Nunca!
Num clima animado e descontraído, todos se despediram.
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Mais tarde, no loft dos Castle...
O casal estava sozinho, pois, Alexis viajara com amigos e Martha já estava morando em seu próprio apartamento.
Kate estava sentada em um dos sofás da sala, quando chega o marido com duas taças. Entrega uma a ela e fica com outra.
— Você é uma delícia, Rick!
— Eu sei. — ambos sorriem.
— Adorei o que você falou para o Esposito. Adorei tudo, inclusive a parte do "Valente", "Verdadeira" e "Explosiva" com relação a mim. — ela deu um beijo no pescoço dele. Tomara que ele pense rápido, né? Porque a Lanie ama aquele cara e eu sei que ele a ama, mas fica nessa de não querer se comprometer... Vai terminar perdendo a Lanie.
— Pois é, mas vamos deixar aqueles dois se resolverem. O que eu tinha que falar, como amigo, eu já falei. — ele deu um beijinho na testa dela. Vamos falar da gente. Vamos brindar ao nosso amor, a nossa felicidade, à nossa família, o que inclui seu pai, minha mãe, Alexis e os nossos bebês. – ele dá um beijo e um cheiro no pescoço dela, deixando-a arrepiada.
Ele estava sorridente e já ia dar outro beijinho nela quando ela o afasta um pouquinho e indaga – Sério, Rick!?
— O que é?
Ela apontou para a taça de vinho que ele lhe entregara – Logo você, todo cuidadoso e preocupado comigo e com a minha gravidez... Você quer que eu beba vinho?
— Kate, é suco de uva.
Dito isto, o sorriso voltou ao rosto dela.
Eles brindam e bebem alguns goles e depositam as taças sobre a mesinha de apoio em frente ao sofá.
— Kate, eu nunca fui tão feliz como sou contigo e atualmente, eu nem consigo explicar ou descrever a minha felicidade, tampouco mensurar o amor que eu sinto por você.
— Eu também, Rick. — Kate sorria apaixonada — Eu nunca imaginei que eu iria conhecer e trabalhar, muito menos me apaixonar perdidamente pelo meu autor preferido. Por mais que eu tenha desejado ter você para mim desde quando nos conhecemos, apesar das brigas, das provocações, dos ciúmes tanto meu quanto seu, que eu sei, — eles sorriram felizes e ela continuou — eu nunca imaginei que eu iria ter coragem de assumir para mim mesma que eu te amava, quanto mais acreditar no seu amor e o mais difícil, talvez impossível, que nós iríamos nos casar... e casar por amor. Amor verdadeiro. – emocionada, mas sem chorar, ela completou – Eu sou a mulher mais feliz do mundo por ter você como marido, Rick. E obrigada por ter me dado esse presente: nossos filhos.
— Ops! – ele brincou – Eu que te agradeço por você abrigar os meus bebês – ele fez carinhos no ventre ainda plano dela.
— Amor, você vai me ensinar a cuidar dos bebês? Eu não sei nada. Eu mal sei segurar nos braços. Você viu hoje lá no hospital como sou desajeitada, não foi? E obrigada por não ter zoado comigo na frente dos nossos amigos. Você me ensina?
— Hey, amor. – ele deu um beijinho na ponta do nariz dela – Ninguém nasce sabendo. Repare bem, uma coisa que todo mundo fala é que quando nasce um filho, nasce junto uma mãe, então... Tenho certeza que você vai ser a melhor mãe do mundo e eu já estou orgulhoso de ter você como mãe dos meus bebês. Aliás, eu já sou.
— Rick, eu te amo.
— Eu também te amo, Kate.
E, simultaneamente, ambos disseram – Always!
Olharam-se apaixonadamente e se entregaram a um beijo cheio de amor, carinho e cumplicidade.

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