Notas iniciais
Olá, meu povo! Tudo bom com vocês? Então, primeiro capítulo aí! Confesso, eu estou nervosa kkk muito tempo sem postar nada me deixou desacostumada... Espero que gostem!

Quando o coloquei deitado na minha cama, seu corte já estava estancado, a pressão que o procurado estava fazendo sobre ele tinha adiantado de alguma coisa, e isso já facilitava um pouco.
Embora não pertencesse a área médica, de tanto observar e ajudar minha mãe, que era uma enfermeira das mais competentes, tinha noção de como tratar de um ferimento profundo. Desabotoei sua camisa e a joguei em um canto, com cuidado para que não espalhasse sangue para o quarto e analisei a ferida, era profunda e grande, não sabia como aquilo tinha estancado tão facilmente, bem, talvez ele tenha perdido um pouco de sangue, mas não corria nenhum risco... Não depois que a limpasse e a ponteasse.

— Como e o quê exatamente te atingiu? — Finalmente dirigi palavras para ele, que me encarou ainda fazendo sua expressão de dor.

— Quando estava fugindo, tive que me jogar pra trás de um muro... — Pausou um pouco, enquanto se ajeitava na cama. — Lá tinha alguns pedaços de ferro jogados e um deles achou que seria interessante entrar no meu corpo.

Ainda observava a profundidade do corte, listando na mente tudo o que precisaria para no mínimo evitar algum tipo de inflamação. Ainda tinha todos os materiais que minha mãe usava no pequeno laboratório que usava em casa, e eu que pensei que tudo ficaria inutilizável antes de ter qualquer tipo de chance de utilizar qualquer coisa.

— Jeon... — O homem voltou a jogar seu olhar sobre mim, me dando toda a atenção. — Eu irei limpar a ferida para que ela não infeccione, porém, ela precisa levar alguns pontos. Não tenho anestesia, muito menos como conseguir isso. Não sou médica. — O mesmo concordou com a cabeça, embora sua feição fosse de desgosto, não tinha muito o que fazer, sair da casa procurando um médico quando se está sendo procurado pela polícia militar não é a coisa mais segura a ser feita. — Apenas não grite, eu vou te dar um pedaço de pano para morder. Também pode apertar minha perna, caso diminua sua percepção de dor.

— Isso não parece sugestivo? — Tentou sorrir, o que não foi uma boa escolha, por causa do ferimento que lhe voltava a causar dor.
Achando bem feito, o respondi.

— Certo, então não encoste um dedo em mim, ou farei doer mais ainda. — Soltei as palavras ao longe, enquanto terminava de arrumar tudo para começar a limpeza.

— Isso é jeito de tratar alguém ferido e indefeso, senhorita?

— Se acha tão ruim, pode procurar outra pessoa, senhor Jeon. — Abriu um pequeno sorriso, olhando para o telhado.

Foi quando terminei de limpar a ferida, podendo ver bem a mesma, senti um pequeno arrepio pela espinha, agarrei a agulha com tanta força, em uma forma de tentar fazer com que não me deixasse levar por outros tipos de pensamentos...
Não gostava de fazer coisas como aquela, especialmente ao vê-lo tentar não se retorcer, conforme sentia a agulha perfurando o corte já dolorido, mordia o pedaço de tecido com força, soltando grunhidos baixos o suficiente para serem notados apenas por mim.
Estremeci novamente ao sentir sua mão pelo interior da cocha de minha perna, a apertando com toda sua força.
Ignorando o aperto doloroso, continuei com os cuidados.

Já era bem tarde da noite quando finalmente dei um nó para que a linha segurasse os pontos, ele soltou minha perna quando o avisei que tinha terminado, ver o suor escorrendo por seus poros, me fez imaginar pelo que já tinha passado.
Não era como se ele demonstrasse não sentir dor, mas, conseguir passar tão bem por aquela situação desagradável me fez pensar em como ele teria chegado àquele nível.

— Tem alergia a algum medicamento? — Estava um pouco distante do mesmo, pois tinha começado a guardar o que precisava e pensar em como me livraria de tudo aquilo sem chamar atenção.

— Não. — Respondeu com a voz um tanto rouca, bem, ao menos não precisaria me preocupar em matá-lo com alguma crise de alergia.

Quando voltei, o mesmo estava meio sentado na cama, o olhei com desaprovação e o mesmo sorriu. Seu sorriso era doce, parecido com o de uma pessoa gentil e inocente, que estava começando a conhecer o mundo naquele momento...
Gostaria de saber como um sorriso poderia confundir tanto assim.

— Não se mexa muito! — Reclamei.

— Eu sei, não precisa se preocupar, senhorita. Não é a primeira vez que levo pontos em uma ferida. — Era meio óbvio, ele não aparentava ser alguém que nasceu em berço de ouro e escolheu ser um dono de tráfico de drogas por comodidade. Sentia vontade de perguntar, mas, ao mesmo tempo não tinha certeza. Sendo sincera, naquele momento, eu não tinha tempo para aquilo, tinham coisas para serem feitas... Também estava cansada, tanto mentalmente quanto fisicamente, tinha passado o dia inteiro de um lado para o outro no meu trabalho e quando finalmente chego em casa para descansar, encontro apenas Jeon Jungkook!

— Toma esse comprimido, você vai ficar tomando ele de oito em oito horas, vai aliviar a dor. — Jungkook me obedeceu, voltando a se deitar assim que ingeriu o remédio. — Eu vou fazer alguma coisa pra gente comer, só não espere algo muito elaborado — Acenou positivamente e eu voltei para a cozinha.

Não tinha nada demais naquela casa, eu estava em uma onda de azar constante, e até meus mantimentos tinham sido abalados por essa "onda de azar". Fiz uns sanduíches apenas para encontrar o Jeon dormindo.
Não nego que reclamei um pouco antes de guardar os dele para o dia seguinte, se é que ele ainda estaria lá amanhã de manhã quando eu acordasse, sempre foi dito que era bom em escapar.

Sentei no sofá da sala/cozinha e apenas observei a TV exibir as notícias sobre o bairro que estava cercado pela polícia e como estavam procurando o paradeiro do tão famoso Jungkook.
Tantas coisas se passavam pela minha cabeça, esperava que o vizinho deixasse usar seu incinerador para dar um fim em algumas coisas.

Olhei de relance a bagunça deixada pelos policiais e senti arrepios subirem por minha espinha, embora a voz da repórter preenchesse a sala, era como se estivesse tudo parado no tempo. Não, talvez aquila voz da mesma mulher que contava as mesmas notícias desde que soube o que era um programa de jornal piorasse tudo.
A "onda de azar" não estava na minha sala por enquanto, mas ainda sentia como se estivesse.

Mudei o canal para outro qualquer, não tinha nada de interessante passando naquele horário tardio, mas ainda era melhor que ouvir a voz daquela mulher misturada com a bagunça que demoraria para ser arrumada...
Me pergunto o que minha "onda de azar" achava da situação em que estava e não pude deixar de rir, logo me aconchegando naquele velho sofá, sentindo a luz da TV em meu rosto e um baixo volume baboseando em meus ouvidos, o que na atualidade tinha se tornado uma falsa sensação de proteção para mim. Desde que desse certo, estava tudo bem em pensar que as vozes transmitidas pela TV iriam me proteger, não é?

|| C O N T I N U A ||

Notas finais
Primeiramente, o que acharam do capítulo? Gostaram? Espero que sim kkk Ah, me desculpem qualquer erro, eu li e reli várias vezes o capítulo, mas sempre tem aquele errinho que acaba passando despercebido! >.< É, eu estou muito enferrujada em termos de escrever notas kk Por enquanto é isso! Beijinhos e até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.