Jane sorriu com a memória. Aquela noite foi o começo dos melhores dias de sua vida, e se alguém tivesse sugerido algo parecido com isso, antes daquela noite, ela teria simplesmente gargalhado cheia de sarcasmo e virados as costas. Uma besteira, ela diria. Mas então elas se beijaram. Então elas decidiram contar para todo mundo. Elas decidiram morar juntas, oficialmente juntas, como disseram seus amigos. Daquele dia em diante, ela passou a acordar com Maura Isles deitada ao seu lado. A melhor maneira de começar um dia, realmente.

Ela olhou para o lado e viu, através das sombras, a forma de Maura aconchegada ao seu lado. Deve ser cedo, ela pensou, mas não cedo para acordá-la de uma forma… especial. Ela apoiou o corpo sobre o cotovelo e em seguida colocou-se lentamente sobre a mulher, que mal se mexeu. Jane se inclinou e beijou-lhe o queixo, lábios, mas quando a mulher não mostrou nenhum tipo de reconhecimento Jane pressionou a coxa gentilmente contra o sexo da outra, ganhando como recompensa um gemido baixinho. A morena sorriu satisfeita. Apenas o pensamento de ver Maura acordar excitada lhe dava arrepios, fazia seu centro arder. Ela estudou o rosto doce de sua mulher, acariciou sua cintura, beijou seu pescoço.

‘Maura.’ Ela sussurrou em seu ouvido. ‘Maura.’ Ela disse mais uma vez, e só quando ela mordiscou o pescoço da loira foi que teve uma resposta.

‘Hmm.’ A médica disse, mais como uma aprovação do que estava sentindo.

Jane sorriu e insistentemente beijou seu pescoço. Ela gostava de sexo. Maura gostava de sexo. E assim como em todas outras áreas de suas vidas, essa era mais uma coisa que faziam juntas perfeitamente bem. Agora com a mulher mais desperta, Jane não perdeu tempo em fazer aquilo que queria. Deslizou livremente a mão pela cintura da mulher até alcançar o seio, levantando a parte de cima do pijama. A pele macia queimou contra sua mão e um mamilo endureceu rapidamente. E lá estava: a expressão no rosto de Maura que Jane estava esperando. Era fascinante. Ela estava viciada. Ela fez de novo, desta vez mordiscando-lhe o mamilo e sugando-o com cuidado. Maura gemeu novamente e virou a cabeça para o lado, separando as pernas ainda mais como se convidando Jane para ir além. Bem, ela estava prestes a fazer isso.

Sua mão viajou através da barriga de Maura, até que chegou o clitóris, então Jane administrou pequenos círculos, massageando a carne inchada. O quadril de Maura começou a se mover involuntariamente e quando Jane deslizou um dedo dentro dela e sentiu a umidade lá, ela sabia que a outra estava pronta.

‘Oh, Maura.’ Ela disse com uma risadinha ao mesmo tempo que retirou os dedos. Saiu da cama cuidadosamente e foi até a mesa de cabeceira, abriu a primeira gaveta e pegou o strap-on. Era algo que sempre excitava Maura, ela sabia disso. A loira gostava de seus dedos, seus toques e sua língua, mas ela também gostava de ser pressionada contra a cama, corpo contra o corpo, dos movimentos rápidos e primitivos. Jane lhe daria o que quer que ela pedisse. E hoje era uma ocasião especial, hoje sexo tinha que ser como o céu.

Respirando pesadamente, Jane subiu na cama novamente. Ela se colocou entre as pernas de Maura, e então, lá estava ela. Colocando o dildo dentro de sua mulher. Jane gemeu a vista. A mão de Maura viajou até o próprio peito e agarrou-o. Sua cabeça inclinou-se para trás num reflexo do prazer.

Jane se começou a se movimentar lentamente — afinal não queria machucar sua mulher — e Maura gemeu mais alto, e a morena teve que se conter para não perder o controle. Ainda apoiada sobre os braços ela segurou o ombro da médica e continuou se movendo até que ouviu Maura arfar. Ela diminuiu os movimentos e inclinou sua cabeça para beijá-la.

'Bom dia, linda.'

Maura abriu um sorriso malicioso. A voz rouca e profunda de Jane instigava seus sentidos, a ponto de seu corpo ficar ainda mais sensível: o pescoço, peito, barriga, cada centímetro de carne estava queimando. Ela podia sentir seus mamilos endurecidos roçando nos de Jane. Todas essas sensações quase a fez ver estrelas, perder-se nesse espaço infinito de prazer. Ela estava voando, mas de alguma forma ancorada Jane; ela era a luz, mas Jane pressionando seu corpo contra o dela fazia tudo incoerente. Ela estava aqui e lá ao mesmo tempo. Não fazia sentido, mas ela nem se importava mais.

Jane tinha sussurrado em seu ouvido e Maura não fez nada, a não ser gemer no dela.

'Vou levar isso como 'esta é uma manhã boa pra caralho.'

Maura tentou rir da piada horrível, mas o riso foi substituído por um gemido quando Jane começou a investir novamente. Com o seu seio roçando contra os de Jane, Maura perdeu toda linha de pensamento. Tudo o que ela conseguiu fazer foi envolver as pernas ao redor da cintura de Jane e seguir os movimentos. Sim, ela estava prestes a desmoronar, perder-se neste paraíso ostensivo. Ela não se importava. Ela estava, na verdade, esperando por isso e Jane daria a ela.

'Por favor', ela conseguiu sussurrar no ouvido da detetive, 'mais rápido'.

'Maura!' Jane olhou para ela e Maura viu a luxúria, a ferocidade em seus olhos. Ela não tinha medo, Jane nunca iria machucá-la. Em vez disso tudo o que sentiu foi excitação.

'Por favor, mais forte?' Ela quase implorou. Seu corpo não era mais dela, ele era de Jane e ela realmente queria que aquela sensação tomasse conta dele. Ela queria a leveza, ela queria desmoronar. Jane poderia recompô-la mais tarde, porque agora tudo o que ela precisava era disso.

Maura pressionou seu próprio corpo contra Jane e a morena gemeu. 'Caralho, Maura!', ela disse enquanto agarrava a cintura da mulher e segurava firmemente. O gesto de posse mais a forte investida levou Maura para o céu novamente. Ela agarrou a nuca de Jane e depois disso a única coisa de que ela estava consciente eram as estrelas em torno dela e de sua voz ecoando através do espaço chamando o nome de sua mulher.

Sentindo corpo trêmulo de Maura sob o seu próprio era algo incrível. Quanto mais ela sentia, mais ela queria. Maura tinha gritado o nome dela, havia implorado por mais. Agora, ela estava tremendo ora ou outra. Era maravilhoso como seu corpo respondia ao toque de Jane e a sensação de poder e posse que isso trazia à morena. Não era como Maura fosse dela, como se ela pertencesse a ela. Não. Na verdade, Maura pertencia com ela e tudo o que ela queria fazer Maura lhe tinha dado o poder para fazê-lo. Era uma questão de confiança e carinho, e também de amor. Maura lhe deu passe livre junto com responsabilidades. E a posse ... ela não podia negar. Na verdade, era mais sobre o egoísmo do que posse. Bem, ela era um pouco ciumenta, é verdade. Mas o que ela não queria que ninguém visse era isso que estava agora em sua frente: Maura Isles tentando encontrar seu caminho de volta depois de ter se perdido nela. Essa era sempre a segunda melhor parte. Era lindo vê-la assim. Ela parecia tranquila e pura. Quando Jane sussurrasse 'volta para mim' ou 'eu tô aqui' Maura fixaria os olhos nos seus e sorriria para ela, ainda tentando corrigir com a respiração irregular.

Os dedos de Jane dançaram sobre os lábios de Maura, em seguida, a morena decidiu colocar um beijo lá. Seus polegares ainda estavam acariciando as bochechas da loira quando ela falou:

'Meu Deus, Maur... Você é tão linda.'

A loira sorriu e seus olhos brilharam. 'E você também.' As mãos dela caíram das costas da detetive para de strap-on. 'Posso?'

Jane soltou, mas disse: 'Não. Ainda não. Eu quero que você descanse mais um pouco.'

'Por quê?' Ela protestou.

'Jesus, mulher. Você pode fazer alguma coisa por mim sem me perguntar por quê? Só que dessa vez?'

Maura revirou os olhos, um hábito que tinha aprendido com sua mulher. 'Eu posso.'

'Obrigada.' Ela estava prestes a levantar-se quando Maura a puxou de volta.

'O que estamos fazendo aqui?' Só que agora ela percebeu que elas estavam em seu quarto.

'Preciso explicar isso para você? Quero dizer...'

'Nós adormecemos na sala.' Ela interrompeu Jane.

'Bem, você quer dizer que você dormiu lá. Eu não.' Ela deu um beijinho em Maura, 'Eu te trouxe aqui.'

'Oh Jane, você não precisava.' Maura colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha da morena.

'Sim, eu precisava. Você parecia terrivelmente desconfortável lá. Eu não poderia vir para este conforto sabendo que você estava lá sozinha... Quer dizer, eu poderia, mas ei, não sou uma boa esposa?'

Maura deu uma risadinha. 'Sim você é.' Ela beijou os lábios tão perto dos dela.

'Agora, eu preciso ir.' Ela estava tentando se levantar, mas, novamente, Maura a puxou de volta.

'Será que você pode ficar um pouquinho mais?'

'Vou ficar até você cair no sono novamente. Soa bem?'

'Ótimo.' Maura felizmente voltou-se para o lado e Jane de frente para ela.

Jane deu um beijo em sua testa e ela se aconchegou mais perto. A morena acariciou seu o rosto com o polegar, e antes de perder sua chance, ela disse:

'Ei, querida?'

'Mmm?' Maura não abriu os olhos.

'Feliz aniversário de casamento'.

A loira enterrou o rosto em seu pescoço e plantou um beijo ali. 'Para você também, minha detetive durona.'

Jane deu uma risadinha. Maura era doce na parte da manhã. Bem... Ela sempre era doce, especialmente quando estavam sozinhas. A morena segurou a médica mais perto dela, brincando com fios de cabelo dourado, sabendo que este era o caminho mais rápido para fazer a esposa voltar a dormir.

Era impossível para Jane ver, mas Maura adormeceu com um grande sorriso em seu rosto.