Sob minha pele

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Capítulo novinho em folha! Espero vocês nos comentários! Não deixem de comentar! Quero saber o que estão achando! ♥

Mel.

Eu não tenho palavras. Eu não sei o que dizer. A única coisa em que eu consigo pensar no momento é em quanto eu amo esse homem, em quanto eu quero passar toda a minha vida ao seu lado, e em quanto eu não estava vivendo antes de conhecê-lo.

Eu amo tanto você John!

— Você está falando sério? – Pergunto ainda surpresa com sua proposta. Eu não tenho certeza do que eu ouvi. Eu devo estar com uma cara hilária porque ele está com um sorriso lindo no rosto agora.

— Claro que sim, eu nunca tive tanta certeza em toda minha vida. Eu não posso ir embora sem você. Eu não ia conseguir. Eu te amo tanto. Agora que eu já sei quão bom é estar com você, eu não poderia ficar sem. – Seus lábios se colam aos meus, seus dedos se emaranham em meus cabelos. Ele me puxa com força. John beija meus lábios com tanto ardor que eles chegam a doer. Eu não me importo. Isso é bom. Eu amo senti-lo. É muito bom senti-lo. Ele parece necessitado. Necessitado de mim. Meus braços o envolvem, minhas mãos se espalmam em suas costas. – Diz que vai comigo. – Ele implora sem afastar seus lábios dos meus. – Por favor, Mel!

Eu quero tanto. Tanto passar minha vida toda com ele. Quero tanto dormir e acordar ao seu lado todos os dias. Ele é o amor da minha vida. O dono do meu coração.

Eu ainda estou sem reação.

Eu não tenho certeza se é real, ou se eu estou sonhando!

Minhas mãos agarram seus cabelos. Meus olhos encontram os seus. Seus olhos me olham com esperança. Esperança para nós dois. Esperança para que isso não termine aqui.

— Eu tenho um apartamento lá. Eu já te disse isso – ele está com a voz rouca. Ele parece ansioso. – Você poderia mudar o que você quisesse. Você poderia transformar em um cantinho seu. Um cantinho nosso. Ele é enorme amor. – Ele está inquieto. Suas mãos acariciam meu rosto. – Ele fica em frente ao central parque. Você ia amar. – Seus olhos brilham para mim e meu coração parece que vai parar. – Mas, se caso você não quiser morar em um apartamento, não tem problema. Nós compramos uma casa. Você escolhe tudo. Tudo. Tudo o que você quiser.

Eu não consigo dizer nada. Eu só consigo encara-lo como se tudo não passasse de um sonho. Como se ele fosse um sonho.

Mas, ele é um sonho. Meu sonho que virou realidade.

Sinto meus olhos arderem, minhas lágrimas molharem o meu rosto. Ele quer que dê certo. Ele quer um futuro para nós dois. Ele parece desesperado para quê dê certo. Seus olhos estão agitados. Ele quer uma resposta minha.

Seus olhos imploram por uma resposta!

— Pelo amor de deus, amor, diz alguma coisa. – Ele implora enquanto encosta sua testa a minha. Sua respiração está presa. Seu peito sobe e desce como se algo o estivesse apertando, o esmagando. Seus dedos apertam os meus com força. Sinto uma lágrima sua cair em minha perna.

— Você está com medo do seu avô? – Ele pergunta enquanto seus olhos inundados me fitam com dor. – É isso? Por que se for, eu converso com ele. Ele vai entender. Ele te ama, e ele quer que você seja feliz. Sua felicidade está ao meu lado Mel, porque ninguém nesse mundo vai te amar o quanto eu te amo. Ninguém vai precisar mais de você do que eu preciso. E eu juro que eu vou cuidar de você para o resto da minha vida. Você é o meu tesouro mais valioso. – Ele sussurra com a voz fraca e meu coração se aperta. – E eu preciso tanto de você. – Ele fecha os olhos com força como se a ideia de me perder fosse dolorosa demais.

Ele me abraça forte. Ele cheira meu pescoço. Deposita beijos em minha nuca que fazem o meu corpo todo se arrepiar.

— Você quer casar? Antes de ir? – Ele pergunta sorrindo para mim. – Por que se é isso que você quer nós nos casamos amanhã mesmo. Eu não quero perder mais nenhum minuto. – Um sorriso que poderia iluminar o mundo todo se abre em seu rosto. — Sabia que naquela noite da festa, quando nós dançamos juntos, eu imaginei como seria nossa dança em nosso casamento. Mesmo sem saber se você me correspondia. – Eu sorrio para ele. Ele pega minha mão e a encosta em seu peito. Onde fica o seu coração. – Eu sabia aqui dentro que você seria minha. Você é minha. – Ele enfatiza para mim enquanto cola seus lábios aos meus novamente.

De repente parece que toda a alegria e qualquer resquício de esperança sumiram de seus olhos. Seu rosto está com uma expressão dolorosa.

— Você não quer? – Ele pergunta triste. Mal consigo ouvir sua voz de tão baixa que soou. Vejo o quanto ele está lutando contra as lágrimas. — Por favor, diz alguma coisa. Você está me matando aqui.

De repente me dou conta de que eu ainda não disse uma única palavra enquanto John não para de falar, de fazer planos. Para nós dois. Para nós dois e eu não podia estar mais feliz. Ele quer isso. Ele quer. Suas mãos examinam meu rosto. Ele beija a ponta do meu nariz. Soluço baixinho.

— John – sussurro. Um soluço forte sai de seu peito assim que pronuncio seu nome – nós vamos ficar juntos. – Digo. E um sorriso rasga seu rosto. Ele ri. Ele gargalha. Eu rio. Eu gargalho junto com ele. Porque nós somos um só.

Isso era tudo o que eu queria!

— Você aceita meu amor? – Eu nunca o vi tão feliz antes. Eu me agarro a ele. Eu cheiro seu cabelo. Sinto sua essência. Nossos cheiros misturados. Sinto meu cheiro em sua pele. Seus lábios sugam a pele do meu pescoço e eu arqueio minhas costas.

Um turbilhão de sensações!

— Casa comigo. – Ele sussurra. Sinto o ardor em sua voz. – Pelo amor de deus, casa comigo!

— Isso é um pedido? – Pergunto achando graça do jeito como ele disse. Com tanta necessidade. Suas mãos deslizam até minha cintura. Ele me puxa. Nossos peitos se colam. Posso sentir a batida do seu coração. Está acelerado. Assim como o meu.

— Você quer que eu me ajoelhe? – um sorriso bobo está estampado em seu rosto. Ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. Seus dedos fazem carinho em minha bochecha. Inclino-me para seu toque. Ele suspira baixinho. – Você é tão linda. Não posso acreditar que você é minha. – Diz com admiração. Sorrio para ele. Ele beija meus lábios.

— Se isso foi um pedido – sussurro para ele. Mesmo estando de olhos fechados eu posso sentir o seu sorriso. A sua felicidade. Porque ela também é minha. – Eu aceito. – Digo sentindo meu coração dando cambalhotas dentro do meu peito. Sentindo uma felicidade enorme de estar com o homem que eu amo.

Eu não o conheço há muito tempo, eu não o conhecia há um mês, mas eu sinto como se eu o conhecesse durante toda a minha vida. O que eu sinto por ele, é tão grande, e cresce cada vez mais. Como uma grande explosão.

Ele beija meus lábios. Beija meu queixo. Seus lábios descem por meu colo, eles param em meu seio. Ele beija meu coração. E eu sinto que eu vou flutuar.

Ele quer estar em todos os lugares!

E ele está em tudo. Até mesmo no ar que eu respiro.

— Espera um minuto. – Ele diz enquanto me solta e se levanta da cama. Meu corpo sofre com a ausência de suas mãos. Puxo o lençol. Meus olhos o seguem na penumbra. Ele para perto de suas malas. Ele vasculha alguma coisa lá dentro.

Meus olhos o admiram. Admiram suas formas. Admiram seu corpo perfeito. Suspiro. Admiram o homem que eu amo. O homem que é meu. Eu ainda não acredito que tudo isso tenha acontecido. Eu tenho medo de acordar um dia e descobrir que foi tudo um sonho.

Se eu não pudesse tocá-lo eu realmente acreditaria que eu o imaginei, de tão perfeito que ele é. Perfeito para mim.

Ele tira alguma coisa de dentro de uma das bolsas. Eu faço esforço para poder enxergar o que é, mas falho. Parece uma sacola. Ele retira algo de lá. É pequeno. Meu coração dispara. Ele para um pouco. E eu posso admirar o contorno de suas costas. Minha boca seca. Ele se vira para mim. Ele me olha por alguns segundos. A luz da lua ilumina uma parte da cama ao meu lado. Ele vem até mim com passos apressados. Ele se senta ao meu lado, segura minha mão e me puxa para perto. Ele beija meu rosto.

— Meus lábios não conseguem ficar longe de você. – Ele sussurra de ume jeito que me faz meu corpo inteiro arrepiar. – Eu fico o dia todo pensando em você, desde a primeira vez que te vi. Eu ficava pensando no quanto você era linda – escondo meu rosto na curvatura do seu pescoço – no quanto eu queria te provocar mais, apenas para poder ouvir sua voz. Eu ficava sonhando acordado feito um idiota – rio com essa parte. Coloco minha mão em seu peito. Eu sentia o mesmo. – Pensado no seu sorriso, no jeito como suas sobrancelhas se franzem quando você está irritada, e ah – ele diz como se estivesse esquecido — tem também o jeito como suas bochechas ficam vermelhas quando está sem graça, mesmo quando você não assume. Tem também o jeito como seus olhos cruzaram com os meus na primeira vez em que nos vimos – ele suspira – eu pensei que meu coração fosse parar.

Meu coração se esquenta com cada palavra que ele diz. E eu tenho mais certeza de que eu não conseguiria ficar longe dele.

Nunca!

— Quando eu fiquei sabendo do resultado dos testes que fizeram nas terras. – Ele me explica. – Eu sabia que nós iriamos embora, mas eu sabia também que eu não poderia ir e te deixar para trás. Não se eu soubesse que você me ama do mesmo jeito como eu te amo – ele sorri para mim. Encosta seu nariz ao meu. – Eu passei em uma loja e comprei uma coisa para você. Ainda não é um anel de noivado, porque eu quero te dar o mesmo anel com que meu pai pediu a mão da minha mãe. – Sorrio para ele. Sinto uma emoção tão forte tomar conta do meu coração, do meu corpo. É como se não coubesse tanto amor dentro de mim. Sinto uma lágrima escorrer. Ele a beija. – Meu pai me disse uma vez quando eu era criança, que esse anel eu teria que dar um dia para a mulher que eu escolhesse para ser minha, por toda a vida, para a mulher que meu coração escolhesse. E meu amor, eu não tenho a menor duvida que essa mulher é você.

Eu não quero mais pensar em nada. Eu me atiro em seus braços. E ele me beija. Me beija como se sua vida dependesse disso. Suas mãos vagueiam por meu corpo e eu o quero tanto, de novo, a noite toda, pra sempre.

Quando sentimos a necessidade do ar, nos afastamos. Respiramos fundo. Ele abre a caixa. E é uma pulseira. Linda. Delicada.

— Delicada como você. – Ele sussurra encantado. – Gostou? – Ele pergunta analisando meu rosto.

É uma peça tão delicada. De prata. Exatamente do jeito que eu gosto.

— Eu amei. – Digo com um sorriso enorme.

Ele tira a pulseira da caixa. Ele me mostra um pingente de coração. Tem algo gravado atrás.

— Eu gravei uma coisa aqui para você. – Ele me olha de soslaio, examinando minha reação.

Com todo o meu amor,

Do sempre seu.

John.

— Você também tem todo o meu amor. – Sussurro para ele. – Sempre.

Eu estou tão feliz por tê-lo encontrado.

Por ele me amar.

Ele me puxa para seu colo.

— Me dê seu braço. – Estico meu braço para ele, e ele prende a pulseira ali. Deposita um beijo em meu pulso. – Eu quero ver você sempre com ela.

— Pode deixar. – Passo meus braços por seu pescoço.

— Que bom ficar assim com você. Quero ficar assim para sempre. Bem pertinho de você. – Ele diz com a voz embargada.

— Eu só quero te pedir uma coisa. – Digo olhando para ele até ter certeza de que tenho sua total atenção. – Eu quero falar com meu avô primeiro. Tudo bem? – Pergunto.

— Tudo bem. – Ele acaricia meu cabelo. – Você pode conversar com ele enquanto eu estiver fora, mas eu também quero falar com ele. Eu devo fazer isso. Sabe – ele dá de ombros – pedir sua mão formalmente.

Sorrio para ele.

Eu vou me casar!

Eu vou me casar com John!

— Nós vamos mesmo nos casar. – Digo ainda não acreditando. Ainda não acreditando como tudo pode ser tão perfeito.

— Vamos. E você vai ser minha mulher. – Ele diz com a voz rouca.

— Eu já sou sua mulher. – Digo para ele.

Sou sua desde a primeira vez que nos vimos.

Seus olhos se escurecem. Um brilho malicioso em seus olhos. Perco o ar.

— Eu amo você. – Ele diz, e então se joga em cima de mim me derrubando na cama e caindo sobre mim. Dou um gritinho. E ele sorri.

De repente ele se inclina e pega alguma coisa em cima do criado mudo. Seu celular. Ele o levanta e o enquadra em nós. – Sorria. – Ele diz. Eu me viro para beijar sua bochecha e apenas vejo um clarão. – Para registrar o momento. – Ele beija meu nariz. Coloca o celular no criado mudo novamente. – Agora vem cá, que eu conheço um jeito maravilhoso de comemorar.

Sinto meu corpo se arrepiar enquanto sinto suas mãos descerem dolorosamente devagar, passando por meu ombro, por meu braço, minha costela, por meu quadril, por minha coxa. John posiciona sua mão atrás do meu joelho, e então puxa minha perna para ficar envolta de sua cintura. Suspiro com a sensação divina de suas mãos me tocando.

— Eu quero você – ele sussurra com os lábios colados ao meu ouvido – toda pra mim.

E eu sei que ele está falando o mais sério possível.

— Eu sou sua. — Sussurro já sentindo a necessidade dele. De suas mãos sobre mim. De suas mãos fazendo sua mágica.

Essa é a verdade. Eu sou toda dele.

Nós vamos dar um jeito.

Notas finais
Comentem! :)