Sob as Estrelas da Amazônia

2 Capítulo 1: Encontro Inesperado


Versão Pre-Realease (Veja a nota do "Prólogo")

Ruan acordou cedo animado naquela manhã de sábado. Após tomar seu banho e escovar seus dentes ele pega às chaves de seu novo carro, tendo um objetivo claro em mente. Comprar uma placa de vídeo nova para seu computador.

Como aspirante a programador, tal jovem precisava do equipamento em seus projetos pessoais e também em alguns trabalhos que estava realizando para amigos. Embora não fosse sua primeira vez ao volante dirigindo até Belém, ainda estava se acostumando, ele tinha tirado recentemente sua carteira de motorista.

Por isso, ele preferia sair cedo, evitando o trânsito, o que permitia ele prosseguir com mais calma, evitando cometer erros! Além disso, ele gostava de aproveitar o passeio e observar a paisagem durante o trajeto.

No caminho para Belém, era possível se deleitar da paisagem da cidade, embora fosse mais um subúrbio, tinham muitos lugares bonitos naquelas cidades, primeiro ele passou pelo terminal de integração da cidade que ao lado tinha um grandioso complexo esportivo, que para ele não era tão relevante devido a sua falta de atributos atléticos.

Mais à frente ele passou por um parque municipal chamado Seringal, um recorte verde naquela cidade, tinham uma praça chamada “Praça da Bíblia” que tinha uma grandiosa escultura do livro com 10 metros de altura.

Ruan aproveitou o caminho colocando uma música no carro.

Após um trajeto de cerca de 30 minutos, Ruan chegou em Belém e estacionou seu carro no estacionamento de um grande shopping center. O shopping tinha acabado de abrir, estava bem deserto.

Ele adentrou o local e começou a percorrer as lojas de informática em busca da peça que precisava. Seu sapato fazia uns barulhos irritante no piso. O shopping tinha uma aparência moderna, típico dos grandes centros de compra, porém aquele shopping tinha um detalhe curioso, o teto nos corredores parecia inacabado, era possível ver todos os fios e tubos passando ali em cima, quebrava um pouco o ambiente moderno. “Mas penando bem, quem fica olhando para os tetos!” Ruan pensou.

Ele foi olhando as lojas até que achou a que o interessa-se. Entrando na loja ele encontrou o que procurava, e depois de “namorar” alguns itens cumpriu seu objeto. Se dirigiu ao caixa e empacotou sua nova placa de vídeo, Ruan não via a hora de chegar em casa e testa-la. Com alguns jogos e benchmarks.

Enquanto caminhava, ele fitou no horizonte uma jovem de cabelos negros, corpo magro, e bem definido, com uma aparência muito esbelta usando um uniforme escolar japonês. Ruan achou aquilo curioso, afinal, embora fosse não incomum ver japonês na região, certamente não era muito comum ver pessoas usando esse tipo de roupa na região, embora houvesse uma influência cultural e social dos japoneses no país. Ele não pôde deixar de notar a beleza da garota e seu olhar curioso.

Curioso, Ruan se aproximou da jovem que estava olhando a vitrine de uma loja de roupas e perguntou se ela estava perdida.

“Com licença... Você está perdida?” Disse Ruan.

A garota respondeu “Não, eu apenas estou olhando o local, eu sou nova por aqui, sou aluna de intercambio do Japão”

Ruan se interessou ainda mais pela garota, e se apresentou para ela.

“Meu nome é Ruan, prazer! Eu você achou bonita às roupas dessa loja?”

A garota estava na frente de uma loja de roupas regionais.

“Elas são bem coloridas, esses vestidos com saias rodadas têm cores bem vibrantes”, ela respondeu.

Ruan vendo o interesse dela pela cultura local explicou “Essas roupas são típicas da dança do carimbo, e uma dança do folclore local, com ritmo bem animado”

“Você dança Ruan?”

“Eu? não, se dançar com um cabo de vassoura vai ser mais divertido!”

Ruan ofereceu prontamente ajuda para a jovem e começou a conversar com ela para saber mais sobre seus gostos e interesses.

“Moça, já que você e nova, posso te falar de alguns lugares legais para ir...”

A garota parecia um pouco desconfortável mais acabou respondendo.” Sério? Me conte o que tem de bom para fazer por aqui.”

Ele comentou sobre o Mangal das Garças, as ilhas com os mangues, os igarapés que ficavam saindo de Belém, comentou também sobre os canais que cortavam a cidade que faziam parecer que estavam em Veneza.

“Nossa parece legal, quero conhecer todos esses lugares” Ela respondeu a Ruan.

Os dois foram conversando e fugiram desse assusto, ambos perguntaram seus gostos pessoais. Eles descobriram que tinham muitas coisas em comum, como o amor por jogos de videogame e animes.

Enquanto batiam perna no shopping eles chegaram no destino, mas legal do shopping a praça de alimentação. Chegando lá Ruan a convidou para tomar um café, cujo já era seu objetivo, pois não tomou quando saiu de casa.

Eles tomaram um café na praça de alimentação, e Ruan pode observar ainda mais a beleza daquela moça. Observando que ela tinha um busto muito bonito, além de um umbro que esbanjava sensualidade.

“Como foi a sua viagem de avião até aqui? Eu imagino que tenha sido bem longa, já que você veio do Japão.”

A garota respondeu “Foi uma viagem cansativa, Ruan. Foram muitas horas no avião, com escalas em outras cidades e fuso horário diferente. Mas, no geral, foi tranquilo. Eu gosto de viajar e conhecer novos lugares, então foi uma oportunidade incrível.”

“É verdade, viajar é sempre uma experiência única. Mas deve ser difícil ficar longe da família e dos amigos que ficaram no Japão.”

Sim, é um pouco difícil, mas eu tenho falado com eles pela internet e assim consigo matar a saudade. E você, Ruan, já viajou para fora do país alguma vez?

Na verdade, ainda não tive essa oportunidade. Mas tenho vontade de conhecer novos lugares e culturas diferentes. Quem sabe um dia, né?

Ruan comentou, “O centro histórico e aqui perto, tem umas casas, igrejas e palácios de época.” A garota, ouviu, mas parecia um pouco tímida.

Após o café, Ruan convidou a jovem para passear pelo centro histórico de Belém, que era conhecido por sua arquitetura colonial e atrações turísticas. Mesmo ele vendo-a acuada, pensou que, “um não ele já tinha”.

“Posso ser seu guia turístico hoje!” o garoto respondeu a jovem. Por sorte dele a menina aceitou. Isso o encheu de alegria.

Ele queria levar ela de carro, mas certamente seria desagradável para a Menina. Terminou por sugerindo que eles fossem de bondinho, que era uma forma charmosa e tradicional de conhecer a cidade.

A jovem, um pouco hesitante no início, acabou aceitando o convite e juntos eles foram em direção ao centro da cidade. Saindo do shopping. Ruan caminharia com ela até a estação de bondinho. Eles olhavam as ruas nas sombras de grandes prédios. Essa hora pessoas já começavam a tomar de conta da cidade.

A cidade era bem desenvolvida, ruas limpas, e bem cuidadas, canteiros floridos, com flores vermelhas e amarelas pequenas. Logo eles chegaram e logo embarcaram. O caminho até ali tinha sido um pouco calado entre ambos.

Enquanto estavam a caminho do bondinho, Ruan notou que a garota estava um pouco tímida e insegura. Ele então tentou quebrar o gelo, contando algumas histórias e curiosidades sobre a cidade. Ruan explicou que Belém era conhecida como "cidade das mangueiras", por causa das árvores frutíferas que são encontradas em praticamente todos os lugares.

Ele contou a ela os perigos das mangueiras, que era assassinas de para-brisas, que não raramente a fruta causava prejuízo as pessoas.

“Isso parece perigoso, mas quem tem loja de carro parece que se dá bem isso” ela respondeu. Ruan tinha conseguido sucesso em sua missão, ela falou com ele de novo.

Ruan também falou sobre o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa do estado, que atraía milhares de fiéis de todo o país e do mundo. Ele mencionou ainda a Basílica de Nazaré, que era um dos principais pontos turísticos da cidade, e que eles poderiam visitá-la depois do passeio de bondinho, e também ele comentou por fim de que todo ano os populares faziam a festa dos Cabanos. Em que entregavam flores na bahia do Guajará, e todos se vestiam com roupas de época em homenagem a uma grade acontecimento muitos anos atrás.

Durante o passeio, Ruan e a garota trocaram muitas ideias e histórias engraçadas, o que deixou o clima descontraído e agradável. Eles caminharam pelo centro histórico, passando por diversas atrações turísticas, como a Praça de Angelim, que possui um monumento enorme dos fundadores do país. Que deixou a moça impressionado com o tamanho.

Logo eles desceram do bondinho, e passearam pelo centro, a garota pediu que ele tirasse umas fotos dela ali naquele ambiente.

Enquanto caminhavam, Ruan e a garota descobriram que tinham ainda mais coisas em si, como o amor dela por música e a paixão por fotografia. E o dele por computadores e programação. Eles compartilharam algumas fotos que tiraram ao longo do passeio de prédios e praças, muitas com belos chafarizes e se divertiram comentando sobre as diferentes perspectivas e ângulos.

Ruan se perguntou se deveria convidar a garota para sair novamente. Ele sentiu uma conexão especial com ela e achou que seria uma pena se não tivessem a chance de se ver novamente. Porém, ele ficou um pouco inseguro se ela também teria sentido o mesmo.

Enquanto pensava nisso, Ele e a garota chegaram a um pequeno café na Praça do

Relógio, uma praça movimentada no centro da cidade. Ruan convidou a garota para um lanche da tarde, e ela aceitou prontamente. Eles se sentaram em uma mesa ao ar livre e continuaram a conversar enquanto apreciavam a vista da praça.

O clima estava agradável e descontraído, e Ruan sentiu que a garota também estava gostando do momento. Eles conversaram sobre muitas coisas, incluindo planos futuros e viagens que gostariam de fazer. Ruan sentiu que estava ficando cada vez mais à vontade com a garota e que a conversa fluía naturalmente entre eles.

O passeio deles durou incrivelmente a tarde toda, o que foi uma surpresa para ambos, mas o tempo voa quando se faz algo divertido.

Ruan pensou então, que estava ficando tarde, e que era bom irem para casa, durante esse evento eles falaram seus nomes, ela se apresentou como Yumi, nome fofo pensou Ruan. Eles foram andando até a estação de metrô de São Brás. Mesmo já sendo uma parte contemporânea da cidade, Yumi ficou admirada olhando prédio que mantinham o glamour de um passado não tão distante.

Chegando na estação, Ruan decidiu que era hora de se despedir e pediu o número de telefone da garota. Ela deu a ele com um sorriso e disse que também havia gostado do passeio.

Ruan e a jovem trocaram seus números de telefone, prometendo manter contato mesmo que estivessem distantes. A garota mostrou seu número, que parecia um pouco incomum para Ruan, com seu código de país e região japonesa.

Ruan, por sua vez, passou seu número, digitando lentamente para garantir que ela o anotasse corretamente. Enquanto digitava, ele se lembrou de um truque que seu pai o havia ensinado quando ele era mais jovem.

"Você sabe como se lembra de números de telefone?", perguntou Ruan.

"Não, como?", respondeu a jovem, curiosa.

"É simples. Você pode transformar os números em palavras, usando as letras correspondentes. Por exemplo, se meu número de telefone fosse 1234, eu poderia transformá-lo em 'cade'", explicou Ruan.

"Interessante, nunca tinha ouvido falar disso", disse a jovem, admirada com a simplicidade da ideia.

"E o seu número, posso tentar transformá-lo em uma palavra também?", perguntou Ruan.

"Claro, tente o quanto quiser", respondeu a garota, curiosa para ver qual palavra Ruan conseguiria criar com seu número.

Ruan pegou o papel em que a garota havia anotado seu número e começou a escrever. Depois de alguns segundos, ele exclamou:

"Consegui! Seu número é 'shinobi', que significa ninja em japonês!"

A garota riu, impressionada com a criatividade de Ruan. Eles continuaram conversando por mais algum tempo, até que a garota percebeu que já estava ficando tarde e precisava voltar para sua casa.

Eles se despediram com um abraço e um sorriso no rosto. Ruan ficou pensando no encontro inesperado e na garota que havia acabado de conhecer. Ele mal podia esperar para falar com ela novamente, usando a nova palavra que haviam criado com seus números de telefone.

Ruan estava sentimento de alegria por ter conhecido alguém com quem compartilhava tantos interesses em comum. Enquanto voltava para casa, ele continuou pensando na garota, lembrando-se dos momentos divertidos que passaram juntos e do seu sorriso cativante.

Ruan andou alguns minutos de volta para seu carro, depois de ficar surpreso com a conta do estacionamento. Ele dirigiu de volta para casa.

***

Yumi tinha acabado de chegar ao Grão Para naquela semana, vinda diretamente do Japão. Ela havia se interessado pela cultura amazônica e decidido aprender português para aprofundar seus estudos na região.

No dia em questão ela estava com intenção de comprar uma nova farda, e como ela tinha intenções de ir a aulas extras sobre a cultura local, ela estava a caráter, vestida de colegial, ela tinha acabado de sair de uma loja de roupas em Belém, onde estava procurando por uma farda escolar. Apesar de ter feito alguns amigos desde que chegou ao Grão Pará, ela ainda se sentia um pouco sozinha em um lugar tão diferente de sua terra natal.

Yumi caminhava pelo shopping, observando com curiosidade as lojas e as pessoas ao seu redor. Ela estava animada em estar ali, mas também um pouco insegura por ainda não ter familiaridade com o local.

Enquanto observava as roupas regionais expostas na vitrine de uma loja, ela notou um jovem sorridente se aproximando. Ela ficou um pouco surpresa, mas não se assustou, afinal, estava em um lugar seguro. Quando o jovem se aproximou, cumprimentou-a com um sorriso simpático e apresentou-se como Ruan.

Eles começaram a conversar, e Yumi ficou encantada com a simpatia e descontração de Ruan. Ela se sentiu à vontade para falar com ele e contar um pouco sobre si mesma, apesar de ainda ter dificuldade com o idioma português. Quando Ruan a convidou para um passeio pelo shopping, ela aceitou prontamente.

Durante o passeio, Yumi apreciou a arquitetura do shopping e ficou impressionada com as roupas e acessórios regionais. Ela gostou especialmente das cores e dos padrões que eram diferentes dos que ela estava acostumada em sua cidade natal, no Japão.

Enquanto caminhavam, Ruan contou a ela sobre alguns lugares interessantes na região e deu algumas dicas de passeios para ela explorar durante sua estadia no Grão Pará. Yumi gostou de saber que havia mais coisas para ver e conhecer e ficou grata pela gentileza e disposição de Ruan em compartilhar informações sobre a região.

Tomando café Yumi percebeu alguns olhares para ela, que deixavam apreensiva, mas não a amedrontava, não pareciam olhas maliciosos. Olhos são a janelas de nossas almas, eles denunciam nossos pensamentos, Yumi pensou lembrando de uma coisa falada no Japão.

Quando Ruan terminou o café ele a convidou parar conhecer a cidade, Yumi ficou tímida, mas quando ele falou sobre andar de bondinho, todas as preocupações dela sumiram.

Ela não sabia o que falar com Ruan durante a caminhada, “O que eu puxo de assunto com ele, e a primeira vez que saio dessa forma um garoto”, ela pensou.

Eles passearam durante toda a tarde, e Yumi sentiu um frio na barriga com misto de alegria e entusiasmos. Isso fez que todo receei-o que ela estivesse sumisse.

Ao final do passeio, Yumi se despediu de Ruan, agradecida pelo encontro e pela oportunidade de ter um gostinho do que o Grão Pará tem a oferecer. Ela estava feliz por ter feito um novo amigo e animada para explorar ainda mais a região.

Yumi não ficou empolgada apenas pelo passeio, talvez um garoto tenha ganhado um lugar em seus pensamentos.

Yumi voltou de metro para casa, rapidamente chegou em casa, e foi se deitar, e quando se deita ela recebe uma mensagem de Ruan...

***

A viagem de volta para casa parecia mais rápida do que a ida, pois ele estava muito animado e feliz. Ele ligou o rádio e deixou a música o levar, cantando junto com as letras enquanto dirigia.

Ruan sentia-se animado e cheio de expectativas para o futuro. Ele não sabia o que o destino reservava para ele e Yumi, mas estava determinado a descobrir.

No caminho de volta para casa, Ruan parou em uma orla e tirou algumas fotos do pôr do sol, uma de suas paixões. Ele sentiu que aquele momento era perfeito para refletir sobre o encontro e as possibilidades que poderiam surgir a partir dali.

Enquanto dirigia de volta para casa, Ruan pensou em todas as coisas que tinha em comum com a garota e como ela parecia ser alguém com quem ele poderia ter uma conexão especial.

Ao chegar em casa, Ruan não conseguia parar de sorrir. Ele mal conseguia esperar para conversar com Yumi novamente, para compartilhar mais histórias e conhecê-la melhor.

Sentado mexendo em seu celular, Ruan enviou uma mensagem para Yumi com o número de telefone correto e uma breve mensagem:

"Foi muito bom conversar com você hoje, Yumi. Espero que possamos conversar novamente em breve."

Para sua surpresa, a garota respondeu imediatamente, dizendo que também tinha adorado o encontro e que também gostaria de sair novamente. Ruan sentiu uma alegria enorme ao ler a mensagem e se perguntou o que o futuro reservava para ele e aquela garota tão especial que havia conhecido por acaso naquele sábado ensolarado.

Ruan volta para casa após seu encontro com Yumi e passa pela sala, onde o noticiário anunciava "Luzes em colares, a volta de um caso de mais de 50 anos?". No entanto, a ansiedade de falar com Yumi o fez ignorar completamente o que estava sendo dito.

Ruan deitou na cama naquela noite, com o coração palpitando de ansiedade e excitação. Ele não conseguia tirar da cabeça o encontro com Yumi e todas as coisas que eles conversaram. Enquanto tentava adormecer, sua mente revivia as emoções da noite, as risadas, os sorrisos e a sensação de estar com alguém especial. Apesar de estar cansado, a expectativa do que estava por vir o mantinha acordado, fazendo-o sentir como se nada pudesse detê-lo. A notícia sobre as luzes no céu que passara na TV parecia agora tão distante e insignificante em comparação com a alegria que Ruan sentia naquele momento. Finalmente, o sono o venceu, e ele adormeceu, sonhando com as possibilidades do futuro.

Mal ele sabia quê...