Sob as Asas
12 Capítulo 11 - Tensão
Notas iniciais
Me vi de frente para um demônio, eu tinha certeza. Era belo como não se via muito e tinha maldade pura nos olhos.
– Tão bela. Fica ainda mais linda quando está assim, apavorada.
Eu nada disse só o olhava. Eu me desencostei da arvore e dei dois passos. Me arrependi na hora, pois ele começou a andar a minha volta.
– Eu pensava seriamente em te matar, mas mesmo com todos dizendo, eu não acreditava que uma humana teria tanta beleza. Acho que você pode me servir de algum modo.
– Prefiro morrer – gritei.
– Uau! Você tem coragem. Mas vamos ver quanto tempo isso dura quando o meu bichinho trouxer aquele anjo entre as suas mandíbulas.
– Isso não vai acontecer!
– Não? Mas que chances tem um anjo decaído contra um Cão do Inferno em plenos poderes?
– Você não faz ideia – eu respondi confiante.
O demônio se aproximou de mim quase relando seu nariz no meu.
– Não seja tão confiante. Você não sabe nada sobre o mundo onde se está a meter.
O hálito dele era agradável de certo modo. Ao pensar isso descobri que começava a cair no poderes de sedução dele.
– Depois de aquele anjo cair de vez, eu vou pegar você para mim e vou fazer tudo que sinto vontade – ele continuou.
– Isso não vai acontecer...
– Lembra-se do seu amiguinho enxerido? Sei que ele é seu amiguinho – o demônio falou.
Na hora eu estava tão apavorada que nem me veio em mente de que ele podia estar falando foi quando ele sumiu por dois segundo e reapareceu segurando Flint pelo pescoço. Ele estava de novo todo machucado e desta vez parecia ainda mais debilitado do que da última vez.
– Flint! Meu Deus! O que está fazendo? Solte ele! – grite.
– Ninguém se mete nos meus negócios e saí impune, querida!
Flint me olhava quase suplicando, mas não pareci capaz de falar.
– Não lhe faça mal – eu pedi.
– Eu vou mostrar a você o que acontece a quem fica xeretando nas minhas coisas, e você poderá escolher ou fica do meu lado ou se junta a ele – afirmou o demônio.
O demônio então começou a apertar o pescoço de Flint com força e ele começou a se contorcer no ar, mas parecia não ter mais forças para lutar. Então sem pensar eu pulei em cima do demônio, acho que ele não esperava que eu fizesse isso por que ele largou Flint e deu dois passou para o lado. Eu me ajoelhei ao lado de Flint.
– Você está bem?
Mas o que eu fiz pareceu ter enfurecido ainda mais o demônio que veio para cima de mim me segurou pelo braço me pondo de pé e me deu um tapa com as costa da mão no rosto que doem muito e eu cai sentada no chão de novo. Então ele pegou Flint, e ao invés de continuar o que fazia ele pegou a cabeça dele e girou quebrando seu pescoço. Eu vendo aquilo gritei e comecei a chorar. Ele o tinha matado, ali na minha frente, sem hesitar bem um segundo ele o matou. Eu não tentei me levantar me encolhei e comecei a chorar, mas não fiquei assim nem um segundo, pois o demônio veio até mim e me pôs de pé.
– Pare de chorar agora, ou você será a próxima! – ele gritou irritado.
Eu fechei a cara. Queria poder socar aquela homem, poder tortura-lo até a morte, mas eu não tinha essa capacidade.
– Eu ainda acho que você vale a pena vida – ele comentou.
Ele levantou a mão e levou a unha na minha bochecha. Então a cortou. Eu soltei uma pequena exclamação de dor, e ele sorriu. Então se aproximou mais de mim, baixando a mão e lambeu a minha ferida, provando meu sangue. Aquilo me agradava e me dava nojo ao mesmo tempo. Um frio na barriga constante me atormentava e o pior é que eu não sabia bem dizer o que aquilo significava. Comecei a chorar de novo, eu estava confusa. Mas de uma coisa eu tinha certeza, eu queria Zophiel ali.
O demônio abraçou minha cintura e levou a boca à minha orelha.
– Tem a certeza que se importa de vir comigo? Eu posso te dar coisas que jamais imaginou. Te fazer sentir coisas que jamais sentiu.
Senti meu corpo estremecer em um misto de medo e desejo. Aqueles malditos tinham o poder de fazer isso, mesmo involuntariamente você os desejaria... Mas, espera um pouco, Asmodeus não pode fazer isso comigo. Asmodeus nem sequer podia se aproximar. Me lembrei que o que impedia ele de se aproximar era o crucifixo. Levei a mão ao pescoço imediatamente, só para confirmar meu medo. O crucifixo alado não estava ali. Quando eu o tinha perdido? Foi isso. Àquela hora que achei que o cão ia me atacar ele estava só tirando a corrente do meu pescoço e eu nem percebi. Senti minha última esperança sumir, eu estava totalmente a mercê desse maldito demônio.
– Você será minha!
Assim que ele falou passou a língua por minha orelha. Eu me arrepiei e arfei assustada. Meio sem ver, bati as duas mãos no peito dele o fazendo se afastar.
Foi nesse instante que uma coisa muito estranha aconteceu. O demônio mudou de direção bruscamente e enfiou a cara contra uma arvore com muita força, tanta que a madeira estalou. Só alguns milésimos de segundos depois que eu vi Zophiel ali bem na minha frente, segurando a cabeça do demônio contra a arvore. Ele estava sem camisa e tinha as asas abertas. Tinha sangue por todo o tronco e a expressão dava medo até em mim.
– Eu ouvi tudo. Acha mesmo que é páreo para mim, Mantus? Eu sou decaído, mais ainda sou um anjo. Mandei o seu bichinho para o inferno, agora mandar-te-hei atrás.
A voz de Zophiel era poderosa e me dava a sensação de repressão. Eu me afastei dois passos dos dois e fiquei olhando de boca aberta.
– Mentira! Você não seria capaz de matar, Coyote!
Zophiel riu.
– Acredite se quiser.
Zophiel agarrou o cabelo do demônio e enfiou a cara dele contra árvore outra vez. Mas o demônio escapou, pegando um galho no chão que ele transformou em espada. O rosto do demônio estava coberto por sangue, de uma maneira bem assustadora. Mantus parecia tentar escapar de algum modo, mas Zophiel o impediu. Zophiel só ergueu um pouco a mão e foi fechando os dedos, no momento em que terminou de fechar os dedos sua bela espada se materializou ali. Os dois lutaram por um tempo, mas eu percebi que Mantus não tinha chances contra Zophiel.
– Isso não é justo! Você veio para cá com todo seu poder, eu não tenho nem um terço do meu – Mantus protestou.
– Azar o seu se não foi capaz de trazer o seu poder para cá. E eu não tenho nem metade do que costumava ter. Mexestes com a mulher errada. Eu ouvi cada palavra do que dissestes, seu lixo.
Zophiel bateu com mais força contra a espada de Mantus que voo longe e voltou a ser um galho. Então, com um golpe só, Zophiel cortou Mantus do pescoço do lado esquerdo à cintura do lado direito. E não foi só um corte, ele o dividiu em dois. Eu fiquei extremamente impressionada com aquilo. Eu sabia que era um demônio, mas estava em corpo humano, que sangrava muito.
Zophiel se virou para mim.
– Corre naquela direção – ele me apontou a direção. – Eu tenho de me apressar, para matar aquele animal.
– Mas você não já...
– Eu estava blefando. Ele ainda está vivo.
– Flint – falei aflita.
Zophiel olhou em volta apresado e viu o corpo dele estendido no chão. Foi até lá e tentou pegar seu pulso. Então olhou para mim e balançou a cabeça negativamente, ele estava morto. Eu levei as mãos a boca e chorei. Não podia deixa-lo ali assim.
– Não posso deixa-lo aqui – afirmei.
– Ok. Mas faça o que eu disse.
Zophiel pegou Flint por uma mão, voo e sumiu sobre as arvores. Eu queria gritar para ele voltar, mas nada saiu, eu ainda estava assustada demais. Depois de um tempo me virei na direção que ele mostrou e corri. Quando eu estava na orla reparei que era exatamente ali que eu estava antes do animal me atacar. Olhei automaticamente para o chão e para meu imenso alivio minha correntinha estava ali com o pingente de cruz alada. Eu a peguei, mas não tinha como eu prende-la no pescoço outra vez, pois estava arrebentada, então eu a segurei com força bem presa na minha mão. Dei mais dois passou e então parei encarando meus pés. Olhei em volta e vi o corpo de Flint estirado ao chão ali perto, não podia acreditar que estava mesmo morto.
Eu finalmente tinha percebido que tudo isso que eu perseguia era loucura. Se eu estivesse sozinha agora estaria em maus lençóis. Eu não era capaz de me defender sozinha. Sem Zophiel eu não era droga nenhuma. Eu tinha-o colocado nessa merda. E se algo de mal acontecesse a ele seria culpa somente minha. Levei a mão que estava livre a boca e a cobri, ao mesmo tempo que as lagrimas começaram a me escapar de novo. Eu caí de joelhos e a única coisa que conseguia era chorar e rezar para que Zophiel ficasse bem, prometendo nunca o colocar em situações tão ruins como essa. Desde que cheguei aqui a única coisa que fiz foi chorar.
Eu tinha muita sorte de tê-lo conhecido. Eu poderia ter encontrado outro anjo, mas quem poderia garantir que ele teria os poderes como Zophiel, e mesmo que tivesse, quem disse que me protegeria como ele o faz? Eu só conseguia pensar em ter Zophiel comigo. Depois de algum tempo eu me vi em meio a um silencio desolador. O que havia acontecido? Olhei em volta, mas não vi sinal de movimento nenhum. Eu ia começar a entrar em desespero e gritar por Zophiel. Mas nesse instante ele simplesmente surgiu na minha frente. E percebi que era ele em pé, à minha frente, pela calça que ele usava, mas essa estava manchada de sangue. Não olhei para cima para encara-lo. Então ele pegou meus pulsos de leve e me fez levantar. Eu não larguei a correntinha e não o encarrei.
– O que houve, Morgan? – ele quis saber.
Sua voz soava novamente como seda, suave e forte.
– Me perdoe – pedi.
– Por?
– Por colocar você no meio dessa bagunça. Eu não fiz absolutamente nada, só fui um empecilho. Eu queria fazer algo com aquele monstro e a única coisa que consegui foi ser perseguida e quase morta. Eu devia ter percebido que isso era loucura. Eu coloquei sua vida em risco. Flint está morto.
Eu ainda chorava.
– Do que estás a falar? Antes mesmo de estar completamente apaixonado por ti eu prometi-te algo. Por que achas que eu a quebraria depois disso?
– Eu não estou dizendo para não cumprir com sua palavra. Estou dizendo que eu devia ter desistido dessa ideia idiota.
– Não te tortures tanto pela tua vontade de justiça.
– Eu te coloquei em perigo! – gritei para ele.
– Não, se não estivesses na minha vida, Puriel teria-me matado naquele dia. Mas tu estás aqui, e eu agradeço imensamente por isso. E ajudei-te, como prometi.
– Tive medo de te perder.
– Mas não perdeste. E como a minha missão está cumprida, agora podemos ter paz.
Eu o olhei. Ele estava coberto de sangue dos pés a cabeça e eu nem poderia dizer qual era dele e qual não. E vê-lo daquele jeito era de certo modo assustador. Mas mesmo assim eu estava tão aliviada, tão feliz que ele estava bem que eu o abracei com força. Ele tinha as asas abertas e elas, de certo modo, me abraçaram também. Ficamos ali por certo ponto. Até nos separarmos de forma brusca. Me assustei tanto que meu coração quase saiu pela boca.
– Morgan?
Eu olhei em direção a voz que chamava meu nome pela segunda vez. Eu já a tinha reconhecido, mas tinha que ter certeza.
Bethan estava ali olhando de Zophiel para mim e pelo jeito que os olhos dela estavam arregalados com certeza ela via as asas dele. Me lembrei em um flash que Bethan era amiga da filha mais nova dos Barkers. Mas até esse instante, nem me lembrava que essa menina existia.
– Morgan?!
Bethan se aproximava rápido. O cocheiro da carruagem nos olhava como se visse fantasmas.
– Morgan?! O que está fazendo aqui? O que houve aqui? – ela olhou mais uma vez Zophiel e se assustou ainda mais. – Por que ele está coberto de sangue?!
– Eu vou te contar tudo, ok? Mas não aqui.
Nessa hora a porta da casa se abriu e o casal Barker saiu de lá.
– Anjo? Me desculpe incomoda-lo, mas eu realmente não sei como lhe agradecer.
Zophiel se virou para eles.
– Não têm que agradecer. É o meu trabalho... Alias, têm sim... Basta nunca dizer nada sobre mim e está vendo este rapaz, ele é um amigo, infelizmente o demônio que lhe perseguia o pegou, será se tu poderias ao menos conseguir lhe um enterro? Digas que ele era um primo teu, que foi uma briga.
– Sim, é verdade. Você é conhecido, não é? É Anthony Marshall – a mulher afirmou.
– Isso. E não quero que saibam que não sou só mais um riquinho neste lugar.
– Tem a nossa palavra que pela nossa boca nada ouvirão. E providenciarei para que seu amigo tenha um destino digno – o homem afirmou.
– Agradeço-lhes muito por isso.
Os dois sorriram. Zophiel se virou para Bethan e eu.
– Bethan, vá com a sua carruagem até minha casa. Lá a sua irmã lhe contará tudo, desde o início.
– S-sim. Mas e você?
– Esperaremo-la lá. Vá logo.
Zophiel veio até mim me pegou no colo.
– Adeus – ele disse aos moradores da casa.
Então voou comigo. No início me assustei e agarrei o pescoço dele, o que o fez rir. Mas depois de um tempo a confiança naqueles braços me invadiu e eu relaxei. Mesmo que sendo noite eu ainda conseguia ver as fracas luzes lá em baixo e eram lindas, foi a melhor viajem que já fiz. Chegamos na fazenda, onde ele morava, muito rápido. Entramos direto pela janela do quarto dele.
– Preciso de um banho – afirmou.
Ele seguiu para o local onde ficava a banheira. Parecia que o banho já estava preparado. Eu me sentei a cama e no mesmo instante me bateu um cansaço que era desproporcional. Finalmente soltei a correntinha com o pingente, sobre a cama.
– Morgan? Podes-me ajudar?
Eu me levantei e segui em direção a banheira. Quando ela ficou a vista vi Zophiel sentando dentro dela de costas para mim, as asas haviam sumido e vi que as costas dele estavam tão sujas quanto o resto do corpo. Ele se virou para mim e me estendeu a bucha. Entendi na hora o que ele queria e fui até ele, começando a esfregar suas costas.
– Por que ainda estás tão abalada? – ele quis saber.
– Não sei. Acho que nunca estive preparada para isso. Mas eu vou superar.
– Se o dizes. Não penses em ti mesma como alguém que me pôs em perigo, e sim como uma pessoa que me ajudou numa missão.
– O que quer dizer com isso? – questionei sem entender.
– Eu nunca deixarei totalmente de ser um anjo. Então acho que o meu Pai está feliz por eu ter ajudado aqui. E isso foi graças a ti.
– Mas eu te levei ao pecado original – comentei.
Ele deu uma gargalhada.
– Não, eu já estava tomado por ele antes de apareceres. Só trouxeste tudo à tona no momento em que pousei os olhos em ti.
Eu ri.
– Como se isso fosse muito diferente.
A medida que ele ficava limpo a agua adquiria a cor vermelha e eu finalmente pude ver os machucados. Ele tinha um arranhão no meio do peito, era bem feio, mas ele não parecia preocupado.
– Isso está horrível.
Ele se levantou da agua e saiu pegando uma toalha.
– Não é nada. De manhã estará curada, não te preocupes.
– Tem certeza? Devia fazer um curativo.
– Não te preocupes com isto.
Ele colocou a toalha na cintura e seguiu em direção ao outro lado do quarto, provavelmente em busca de uma roupa para vestir.
Mas quando ele estava quase na porta a porta se abriu e lá estava Bethan. Ela abriu a boca ao ver Zophiel não sei se por vê-lo quase sem roupas, pelo machucado em seu peito, ou por eu estar ali com ele.
Zophiel parou e olhou para a porta, para variar sem se importar com como estava.
– Desculpe senhor, não consegui segurá-la – Edkiel pediu.
– Está difícil, não é, Edkiel? Não consegue nem segurar uma garota – Zophiel falou de cenho franzido.
– Desculpe, senhor – ele pediu de novo.
Zophiel só balançou a cabeça e então olhou para Bethan.
– Pode esperar aí fora um segundo. Acho melhor eu vestir uma roupa.
Ela só arregalou os olhos para ele e saiu puxando a porta.
– Não seja tão duro com o Edkiel – falei.
– Não fui duro, mas, como assim, não conseguiu segurá-la?
– Deve ter tido medo de machuca-la. Mas se vista logo. Temos uma longa conversa pela frente.
– Nisso, tens razão.
Ele foi até o guarda-roupas e se vestiu. Depois veio até mim e me beijou rapidamente.
– Vamos? – chamei.
–Claro.
Ele pegou minha mão e saímos em direção à sala. Lá de cima eu já vi que ela estava mesmo lá nos esperando. Zophiel não largou minha mão. Até que chegamos e nos sentamos de frente para ela.
– Está mesmo traindo o Leon – ela acusou.
– Ouça a estória antes de começa a julgar – Zophiel a repreendeu.
Ela assentiu e baixou a cabeça.
Eu respirei fundo e comecei a estória. Eu praticamente contei a ela minha estória de vida, o que não devia ser necessário por ela ser minha irmã. Mas eu tinha uma segunda vida que ela não fazia ideia. À medida que eu contava a ela tudo, desde a morte de nossos pais, meu acordo com Leon até o que houve ontem a noite. A medida que eu falava Bethan ficava mais assustada. Eu comecei a pensar que ela ia me odiar daqui para frente.
– Você entendeu? – eu questionei no final.
Ela me olhou ainda por muito tempo.
– Sim, mas... Por que nunca nos contou isso? Por que nunca me contou? Eu contava todos os meus segredos a você, sem imaginar quanta coisa escondia de mim.
– Bethan, foi melhor para você assim. Eu nunca quis envolver nenhuma de você nisso. Minha salvação foi Zophiel, sem ele eu teria feito uma bobagem sem tamanho. Mas eu tinha ele e Leon comigo.
– Por falar em Leon, como ele se sente com tudo isso?
– Ele sentiu um pouco quando conheci Zophiel. Mas agora ele está bem.
– Como sabe disso?
– Por que eu o conheço e posso ver isso.
– Mas... Morgan? E agora? Vocês seriam linchados por essa sociedade preconceituosa se ficarem juntos.
– Sabemos disso. Por isso vamos sair desta sociedade – foi Zophiel que falou.
Ele não tinha falado nada comigo sobre isso. Mas eu não era idiota. Sabia que uma coisa do tipo seria necessária.
– O que quer dizer com isso? – Bethan perguntou assustada a Zophiel.
– Vamos embora de Londres, da Inglaterra. Para outro país onde não nos conheçam.
Ela nos olhou surpresa, triste com a possibilidade.
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