Notas iniciais
Joana, obrigada pela recomendçao ^^ Meninas, Feliz Natal a todas!!

BELLA

Jacob!
Jacob estava parado a minha frente com as mãos para cima enquanto eu tentava equilibrar a arma em minhas mãos. Eu não sabia como estava me sentindo, se ele estava ali, Edward me descobriu.
–O... o que está fazendo aqui?
Jacob cortou o pequeno espaço entre nós tirando a arma de minhas mãos e me abraçando. Não era um simples abraço, era o melhor abraço que recebia e eu nem me lembrava a última vez que tive um.
–Você está viva?! Como? –Me encarou. –Bella... como está viva?
–O... que está fazendo aqui? Ele... ele te mandou aqui.
–Não. –Segurou meu rosto. –Por Deus, eu achei que estava tendo uma alucinação... como pode estar viva? Emmett e Rose estão mortos e...
–Eles não me mataram. –Murmurei. –Eles... –Respirei fundo. –Ele não te mandou mesmo...
–Eu sai da máfia. Eu não trabalho mais para ele.
O fitei.
–Por Deus, Bella. Estou falando sério.
–Por que?
–Ele a deixou lá... ele a deixou para morrer. E você estava... morta?
Meus ombros cederam.
–Confie em mim, eu não estou com ele.
–Como sabia que eu estava aqui?
–Achei esse endereço nas coisas dele. Vim aqui a cada quinze dias e paguei umas crianças por informações. E elas me deram duas semanas atrás. –Sorriu. –Então vi esse carro parado aí embaixo e ele não estava antes, passei a segui-lo. Eu não tinha certeza, precisava ver de perto.
–Isso é, eles vão vir atrás de mim. –Me afastei em direção a minha mochila. Jacob me segurou.
–Não. Eles acham que você está morta, não virão até aqui.
–Quem me garante?
–Eu garanto. Agora, me conte o que aconteceu.
O deixei se sentar em minha cama e me arrastei para a cadeira depois de trancar a porta. Jacob me observava a cada movimento, perdi algumas noções humanas. Precisei de alguns minutos para digerir tudo antes de me voltar a ele. Seus olhos negros ainda me estudavam, não precisava de muito para saber que eu estava diferente. Eu me sentia diferente.
–Rose, Emmett e eu desconfiamos de Heidi. –Falar deles doía em mim. –Primeiro Emmett e Rose, depois Rose me confiou as desconfianças e me juntei a eles. Emmett passou a segui-la e chegou a questiona-la, então ela contava a versão distorcida a Edward. Quando percebemos que isso estava apenas piorando a situação, resolvi que eu jogaria contra ela. Era mais fácil... eu confiava que ele não me feriria... tanto.
Jacob bufou.
–Estava enganada, decidimos que daríamos um jeito quando fossemos para o abrigo. Edward ficaria mais tempo comigo era a minha chance de contar as coisas que andamos ouvindo. Mas na manhã seguinte, você sabe... Emmett ou Rose não contaram a ninguém sobre a operação, eu muito menos. Eu amava ele, não podia entrega-lo. Eu sabia que Heidi colocou o celular lá nas minhas coisas, mas como eu poderia mostrar isso com razão? Eu trabalhei para polícia, Jacob. Sei muito sobre Edward, mais do que todos vocês juntos, ele nunca acreditaria em mim, mas ele prometeu que não faria de novo tudo o que já havia feito. Vocês partiram.
–Eu ia voltar...
–Shhh, me deixe contar. –Abafei o soluço. –Assim que saíram, Rose apareceu. Ouvi tiros por longos minutos antes dela aparecer. Ela estava ali e a garota que desejei matar estava lutando por mim. –Sorri sem humor. –Ela não queria me deixar Jacob. Mesmo eu mandando, ela permaneceu ali até perceber que eu não sairia do lugar algemada. Foi quando ela me deixou, menos de cinco minutos depois Emmett, o mesmo percebeu a mesma coisa e ele foi atrás dela. Eu sentia que as coisas estavam erradas, eles não voltaram, não rápido. Quando Rose voltou, Emmett estava morto. –Deixei a lagrima escapar. –Eu nunca a vi daquele jeito, quebrada em pedaços que caiam a cada passo que dava. Eu queria me soltar e abraça-la ao mesmo tempo queria que me deixasse e se salvasse. Mas... não deu tempo. Phill a matou. –O encarei. –Bem na minha frente. Eu a vi indo lentamente. Eu pensei que nada poderia se tornar pior até vê-la...
Respirei fundo.
–Heidi, ela estava lá com ele. Ela e Phill, juntos o tempo todo. Foi seu momento, ela queria me matar e conseguiu.
–Edward não vale tudo isso...
–Meu filho valia.
Jacob me encarava em choque.
–Bella...
–Eu estava gravida, e não houve melhor maneira de descobrir isso sendo espancada. Ela matou meu filho, Jacob! E eu vou matá-la. Eu vou matar Edward Cullen! Eu vou acabar com todos eles! –Jacob segurou meus ombros me mantendo no lugar.
Estava desabando ali, diante dele.
–Terei o prazer de fazer isso por você. Eu sai sem olhar para trás, Bella. Por você, mas agora. Agora eu vou mata-los.
O fitei.
–Não é a sua guerra.
–Não importa. Eles te tiraram de... –Recuou. –Eles tiraram sua vida. Eu sei que tem uma guerra dentro de você, mas eu vou ajuda-la. Me deixa cuidar de você?
Neguei.
–Bella, você precisa...
–De ajuda? Eu vou sempre precisar de ajuda? Não, Jacob. Eles vão, Heidi nunca mais irá se esquecer de mim. Nenhum deles.
Se afastou.
–Eu não vou deixa-la, vamos ser qualquer coisa contra eles então. Mas você não estará sozinha.
Sorriu me fitando.
–Você está viva, viva.

EDWARD

Jasper apontou a sala.
–Tudo bem.
Sorriu.
–Espero que não se impressione muito.
A TV já estava ligada quando entrei na sala, Jasper me queria ali porque seria seu modo de tortura a mim também. Me sentei na cadeira a minha frente e o vi entrar no quarto. Heidi o encarava sem saber o que estava acontecendo. Aumentei o som da TV, ele estava cedendo por vingança e iria até o fim.

–Onde está o Edward? –Perguntou.
–A essa hora, em casa eu acho.
–O que está fazendo aqui, Jasper. –Gritou.
Jasper se afastou quando Heidi o empurrou seguindo para a porta, ela estava tentando todas as chaves, mas nenhuma abriu. Então o vi ajeitar a cadeira, atravessar o pequeno espaço e a arrastar para lá. Heidi tentou lutar, mas ele a jogou contra a cadeira gritando em ordem para que ficasse.
–Edward vai mata-lo. –Se debateu.
–Veremos isso mais tarde. Agora eu preciso que fique quietinha.
–O que está fazendo, Jasper? –Sussurrou.
Jasper algemou suas mãos na cadeira e se afastou.
–Você sabe o que estou fazendo, não sabe?
–Você está louco!
–O melhor deles.
Heidi gritou, ela me chamou por longos minutos. Jasper segurou seu cabelo a fazendo observa-lo.
–Edward não está aqui e a essa hora ele pode pensar que está em um lugar seguro. Ele pode até acreditar em você, mas eu não. Achou mesmo que minha cara de bonzinho era isso mesmo? Vamos nos divertir, vamos tratar de assuntos que você sabe mais do que diz.
–Edward vai me achar. –Tentou se levantar.
–Ele vai acreditar em mim. Vou dizer que está segura. Mas então, tenho perguntas a fazer e você vai me responder a todas elas.
Heidi estava chorando, gritando. Jasper apenas observava injetado a ódio.
–Onde está seu pai?
Heidi o encarava.
–O que quer com tudo isso? Ressuscitar uma morta? –Sorriu.
–Talvez. Mas vamos a pergunta inicial, onde está o seu pai?
–Por que? -Choramingou.
–Não vou com seu teatro, não o suporto. Te aconselho a começar me entender.
Heidi tentou se levantar e Jasper a empurrou de volta a cadeira, pensei que cairia dessa vez, mas se manteve.
–Fica!
–Eu não vou te dizer nada.
Jasper sorriu.
–Vamos ver quando tempo aguenta sem beber ou comer.
–Vá para o inferno!
–Estou tentando te mandar para lá. Se eu achar sua família, Edward nunca irá saber.
Heidi o encarou.
–Estou falando sério.
–Você é um bastardo!
Jasper a acertou com um tapa.
–Então, esse foi o primeiro. Vamos lá e me responda. Onde está seu pai? Já sabemos que ele foi expulso da polícia. Você sumiu quando descobriu a vida de Edward e voltou misteriosamente alegando ter sido sequestrada, em ótimo estado pelo que me lembro.
–Você é doente.
Pensei em ir até lá, ela não parecia saber de nada e Jasper já havia batido nela mais vezes do que me lembrava de ter captado. Seus gritos eram altos misturado com seu choro. Ele parecia diferente do meu irmão. Apenas observava como se isso não o afetasse.
–Heidi o tempo está passando. Então vou te dar uma prova que ninguém vai te achar aqui. –Se afastou pegando um pedaço de pano em seu bolso, se aproximou dela enrolando em sua boca. Jasper se agachou ao lado da cadeira discando meu número.
Chamou duas vezes caindo na caixa postal.
–Edward. –Fingiu estar em linha. –Já a levei para um local seguro, pode deixar que ela ficará bem, estarei voltando em breve. –Afagou seu cabelo enquanto Heidi tentava gritar. – Até mais. –Desligou.
Sorriu.
–Viu, você está em um lugar seguro e ele está com problemas. Sem Edward, sem ajuda, sem resposta, sem comida. Vou te dar mais uma hora, então a deixarei aqui. –Se sentou na cama. –E de luz apagada, para refletir melhor.
Heidi parou de chorar, estava de cabeça baixa por quase meia hora quando voltou a encara-lo. Jasper s aproximou tirando o pano de sua boca.
–Pensou melhor?
–Não falo com meu pai a muito tempo.
–Fale a verdade.
–Eu estou falando a verdade, droga!
–Não acredito em você ainda. Me dê algo convincente.
Heidi sorriu.
–Sabe que mesmo que eu droga algo, Edward não vai acreditar em você.
–Saberei o suficiente para mim. Phill e seu pai tem alguma ligação?
Sorriu.
–Vai precisar de muito mais para ter suas respostas.
Jasper colocou as mãos no bolso.
–Sim, você pode ser inocente então estou fazendo da forma leve com você. Mas pensando melhor, acho que sua língua afiada acaba de te condenar. Espero que não se importe com uso de objetos que me alegram. Edward contou minha especialidade?
–O que vai fazer?
–Ainda não me decidi. Tenho a noite toda para preparar algo para amanhã. Vamos fazer isso sangrar, literalmente.
–Você não vai me machucar.
–Comece a repensar sobre isso.
Jasper encarou o relógio.
–Eu preciso ir, amanhã eu volto. Comece a pensar no que vai me dizer, não vou aliviar para você. Até manhã, Heidi.
Fiquei em meu lugar, até a porta ser aberta e Jasper surgir.
–Ela vai me falar, por bem ou por mal.
As luzes se apagaram, ouvimos seu grito quando saímos para o corredor. O primeiro dia estava feito.