No pequeno quarto na torre de gelo mal dava para saber se era dia ou noite. Não havia janelas. Ino estava deitada no chão com apenas um cobertor para lhe proteger do frio, inútil. Era desconfortante, inóspito e o pior, solitário. Saber dos dias era importante para ela, já que antes de ir presa, soube que em uma semana iria para a forca.

Quantos dias faltavam?

Mesmo afirmando ser inocente ninguém acreditava. A imagem do oráculo valia por qualquer outra prova. Ela parou para pensar sobre o seu passado e quem sabe não seria ela ali, poderia estar possuída por aquela criatura de alguma forma. Lembrou que matou o noivo mesmo contra a sua vontade.

Se realmente foi ela, não protestaria.

Ela sabia que era um pouco tarde para questionar todas suas ações, tudo o que fez foi para conseguir o amor de Sai e mesmo assim falhou. Isso a remoía por dentro. Tudo em vão.

Era um pouco tarde para qualquer coisa.

Já não via destino para si e nem ao seu bebê.

— Meu bebê, – ela se encolheu. – você não tem culpa. – disse acariciando a barriga.

Nem o direito de viver...

Sai já tinha perdido ás contas de quantas vezes tinha pedido para Tsunade o perdão para sua irmã. A primogênita estava irrefutável. Seu clamor não bastava e nem pedir pela vida do filho. Esse qual nem veria o mundo.

Tsunade estava de forma irrevogável, talvez pelas indiretas caracterizadas de conselho que o seu marido lhe falava como conforto. Para os seus planos funcionarem, teria que tirar Ino do caminho e um filho da garota futuramente poderia reclamar o trono.

O serviço deveria ser feito por completo.

Ele estava na posição que sempre quis, o trono agora era seu. Praticamente entregue de bandeja.

— Será amanhã? – Tsunade o perguntou. Estavam tomando café. A mesa que antes era agitada pelos membros da família parecia cinza e monótona.

— Sim. Ao amanhecer a enforcaremos. – disse da forma mais banal.

Era inevitável não recordar dos momentos familiares por ali. A mulher olhou para a cadeira do lado, essa que sua irmã costumava a sentar.

Ainda não acreditava no fundo que a irmã tinha feito, mas com imagens não tinha como negar e sem falar dos dardos inflamados em sua cabeça, mal conseguia pensar por si só.

Tsunade era apática, sem voz e muito menos tinha opinião.

— Por favor! Eu preciso falar com eles. – Sai gritou e conseguiu passar por um dos homens. – Eu imploro.

Dan revirou os olhos, enquanto bebia sua taça de licor.

— Tsunade, é a sua irmã. Tenha misericórdia. Sua irmã e um sobrinho, meu filho! – ele não estava conformado.

Essa última semana ele mal tinha dormido, sua mente não o deixava em paz e pensar na mãe do seu filho e em sua situação, o deixava atordoado.

— Já conversamos. – Dan pontuou. – Ela o matou o próprio pai. – ele adorava interpretar essa cena de horrorizado.

— Eu sinto que não foi ela. Ino não faria.

– Eu não sei porque insiste. – Tsunade resolveu falar. – Isso me machuca tanto quanto você. – ela fez questão de lembra-lo do laço sanguíneo com Ino.

— Não a mate. – ele implorou. – Pelo ao menos deixe o meu filho nascer, ele é inocente. Espere ele nascer. – qualquer tipo de barganha para ele era válida. Estava desesperado.

— Infelizmente não. – Dan finalizou. – Por favor, nos deixe.

— Por favor Sai, isso me corrói por dentro. Respeite o nosso momento. – a bruxa falou.

— Por favor, pense Tsunade, pense! – foi a última fala antes de ir embora. Com certeza ele seria o próximo alvo do Dan.

Dan o esperou sair da sala.

Ele segurou a mão da esposa e a beijou. – Vamos ter paz.

— Talvez devêssemos pensar na criança, realmente ela não tem culpa.

— Querida, – ele alisou o rosto dela. – Não sabemos que maldade existe dentro de sua irmã, a alma negra contaminou essa criança. Faremos isso pela paz que virá.

Tsunade assentiu.

Kabuto leu velhos pergaminhos, falou com oráculos para saber sobre a visão da Chiyo. Para o oráculo aquilo não fazia sentido.

Manipulação da bola de cristal? Essa hipótese estava forte em sua cabeça.

Orochimaru lhe disse que de alguma forma seria possível, mas para isso seria necessário de magia e não qualquer tipo. Isso fez o cérebro do oráculo quase derreter. Suas sinapses nervosas não respondiam mais.

Ele iria surtar.

— Eu estou preparado, – comentou Orochimaru. – mesmo que seja doloroso.

— Está perto?

— Muito. Bem, eu tenho que proteger meu jardim e armazenar um pouco de comida. Até mais.

Quem manipularia uma visão? Ele jogou–se na cama.

— Ah! Ódio. Por que não consigo enxergar isso? – indignou–se.

Escutou batidas na porta.

— Pode entrar.

— Ela realmente será enforcada. – Kabuto olhou para Rin e em seguida colocou a mão no rosto.

— Tsunade é uma estupida.

— Ele não enfeitiçou? – perguntou a jovem bruxa. – Eu acho tão estranho a forma que ela é tão submissa. Não quero um amor desse.

— Isso não é amor, é cegueira. Dan a manipula como ele quer e ela acha ser amor. Não sei o que posso fazer para ajudar a Ino, ela parece ter cavado sua própria cova.

— Sai está tão abatido. – a bruxa sentou-se ao lado dele. – Ele está com uns planos.

— Resgatar a Ino da torre. Péssima ideia.

— Ele veio me perguntar sobre poções e tudo mais. Eu quero ajuda-lo, mas realmente não sei nada que quebre o feitiço da torre.

— Magia negra.

— Não encontro uma capaz. Magia perpetua é ruim, ainda me pergunto como aqueles prisioneiros conseguiram fugir dali. – ela colocou o dedo indicador no queixo. –Eu irei procurar nos pergaminhos antigos algo que quebre aquilo. – Rin por fim levantou-se. – Não vai sair?

— Não. Estou evitando encontrar Tsunade e o novo líder.

— Eu sei como é. – ela ajeitou o vestido. – Eu passarei por aqui pela tarde.

Kabuto iria cochilar um pouco, – iria tentar, no entanto viu uma imagem sendo formada na bola.

A imagem estava sendo montada e aos poucos ele visualizava.

Cavalos, pessoas correndo, gritos e fogo.

Seu coração apertou.

Era uma nova destruição na vila. A imagem mostrou Ino caminhando em direção á forca. Viu Sai ferido e lutando pela vida.

Lágrimas saia dos olhos do oráculo.

Novamente viu Ino se debatendo na forca e havia sangue no trono.

Kabuto começou a chorar compulsivamente. Aquilo era pesado para ele.

— Não tem mais esperança. –ele disse, quando ia pegar sua bola de cristal para estoura-la em pedaços no chão, viu a última visão.

— Sakura! – ele viu a bruxa empunhando sua varinha furiosamente. – Ela vai voltar. – ele sorriu de alegria e êxtase instantaneamente. – Espera, Ino será enforcada amanhã. Droga! Preciso fazer algo urgente.

Hafnarfjörður

Havia tranquilidade na vila; mesmo com toda neve caindo, tinha pessoas nas ruas. Os ferreiros estavam contentes, já que havia bastante trabalho para eles, fundir a prata, fazer espadas e escudos.

Os ourives também comemoravam. A produtividade estava alta e a felicidade e a prosperidade estavam por ali. Por falar em felicidade, havia um viking tão feliz quanto qualquer um.

Sasuke não conseguia esconder seu sorriso. Ele era péssimo nisso.

Tudo estava indo de vento em poupa para ele, – mesmo com toda neve caindo, ele ainda estava feliz. No trabalho, na aldeia e com ela. Seu favo de mel realmente sabia como o fazer feliz.

Ele estava no porto com o tio, preparando a dracar para a viagem que ele faria mais tarde. Havia uma tonelada de peixes pronta para ser levada ao clã dos Uzumakis.

— Chegaremos no meio da noite. O mar congelado, vamos ter que revezar o derretimento do gelo.

Sasuke assentiu.

— Entregaremos e pela tarde voltaremos. – disse Sasuke colocando alguns mantimentos dentro do barco.

— Sakura irá?

— Não. Ela estava um pouco enjoada esses dias e disse que não quer ver uma dracar por um bom tempo. – ele comentou sorrindo.

Obito não era tão bobo, ele desconfiava de certo envolvimento dos dois, mas não comentava e nem ao pai. Ele era um pouco cético para maldições dos deuses e aliás, ele não reclamava nada da bruxa. Era evidente que seu sobrinho estava feliz e mais que o normal, ele enxergou nos olhos de Sasuke, de fato, estava apaixonado. Ele não iria contra um sentimento tão bonito.

— Eu achei estranho o Itachi organizar essa entrega tão rápido. – comentou Obito.

— Sim, mas o clã deles deve estar precisando, foram quase destruídos pelos Nottikins. – Sasuke olhou para o céu, definitivamente o inverno não era a sua estação favorita. – Eu vou para casa, logo mais no vemos.

— Eu irei cuidar por aqui, até!

Sasuke saiu do porto caminhando lentamente. Ele tinha que apressar os passos, já que alguns pingos de chuvas iriam começar a cair.

Chuva e neve era uma péssima combinação.

— Quanta pressa. – Itachi apareceu ao lado do irmão.

— Chuva. – Sasuke o respondeu brevemente. O clima dos dois estava visivelmente carregado desde da última vez, contudo Itachi não acusava o irmão na sua frente, preferia falar por trás, fato que o Madara não aguentava mais. – Terminamos de arrumar a dracar, partiremos mais tarde.

— Os Uzumakis precisam urgente. Os Nottikins quase acabaram com o clã. Precisam de todo tipo de suplementos.

Sasuke odiava aquela distância implantada por Itachi. Quando eram mais novos eram unidos, porém o viking primogênito passou a seguir seus próprios caminhos e o caçula também. Ambos com ideais diferentes.

— Como está a Izumi? – Sasuke resolveu bancar a cordialidade. Ele não tinha muito contato com a família do irmão, mal conhecia Izumi, sabia de sua habilidade como guerreira, mas nunca soube mais que isso. Itachi sempre foi o disperso.

— Está bem. Gravidez a deixou cansada.

— Melhoras.

— Obrigado. Meu caminho é diferente do seu, – ele pausou, mas logo continuou. – Boa viagem. Que Odin te acompanhe.

— Obrigado. Obrigado. – Sasuke o agradeceu.

Itachi ficou parado observando o irmão caminhar. Um breve sorriso faceiro surgiu em seu rosto e um olhar altivo. Logo passou a observar a vila e tudo em volta, viu como as pessoas viviam suas vidas pacatamente, estavam acostumados com a calmaria trazida por Madara.

Sua ambição não se importava com quem iria destruir. Seu egoísmo o transformou em um ser sem sentimentos pelo o próximo.

Pobre vila... seria a vítima dele.

Do outro lado, Orochimaru o observava. Maldita hora que os deuses não deixaram o interferir. Poderia acerta-lo com uma adaga e problema resolvido.

Itachi o avistou e resolveu ir até ele.

Orochimaru logo contraiu-se.

Como o detestava.

— Quão raro vê-lo oráculo. – falou, tentou ser gentil, mas sua carapuça não servia para Orochimaru.

— O que quer? – perguntou sem arrodeio.

— O que os deuses dizem sobre o futuro?

Orochimaru deu meio sorriso de lado. As pessoas e o futuro, eles não se contentavam apenas com agora, suas inseguranças e medo do desconhecido os faziam perder o juízo.

Naquele momento todos seus neurônios travaram uma batalha, com queria poder resolver aquilo e nada de dor viria, mas a flecha que segue pelo o universo teria que continuar seu caminho sem interrupção.

— O que vai fazer Itachi, faça logo. – aquilo foi doloroso de pronunciar.

Viu o olhar de satisfação no rosto do viking.

A frase caberia interpretação, todas visões em si, porém as pessoas escolhiam como interpreta-las da maneira que as convém.

Sasuke pelo caminhou achou um roseiral. Ele pensou duas vezes e resolveu puxar algumas rosas de lá, – mesmo congeladas.

Sua rotina era basicamente do porto para casa, seu lar doce lar.

Ele seguiu caminhando com as rosas da cor do cabelo dela nas mãos. Se sentia a pior espécie de urso, a dos ursos apaixonados. Era cruel e agradável ao mesmo tempo.

Ele seguiu até a porta de casa, a entrada estava cheia de neve, realmente ele odiava um pouco a neve, já que costumava a atrapalha-lo.

Ele entrou em casa, fez questão de tirar as botas de couro, sabia como Sakura era capaz de o mata-lo se encontrasse lama na casa.

Não queria riscos.

O primeiro a encontra-lo foi o cachorro, Floki já sabia a hora que Sasuke chegava, talvez pelo seu odor de peixe que era sentido de longe.

— E ai pequeno lobo? – Sasuke o pegou nos braços, ainda era filhote e adorava os cafunés do dono.

— Cachorro. – Sakura apareceu. – Não o deixe confuso.

Sakura apareceu na sala e a primeira coisa foi olhar para o chão, Sasuke não o sujou.

— Estão limpos.

— E você fedendo. – ela disse. Sasuke estreitou os olhos.

— Coisas do trabalho. – ele caminhou até ela. – Para você, – entregou a rosa congelada. – Minha abelhuda.

Sakura a pegou a bela rosa congelada. Sasuke sabia como surpreende–la em pequenos gestos.

— É linda!

— Para o meu favo de mel. – Sasuke a enlaçou na cintura puxando para um beijo, porém a bruxa o afastou.

— Fedendo, nem venha. Banho primeiro, seu porco.

Os dois estavam na mesa, Sasuke estava se deliciando com a culinária dos bruxos, ele adorava a Rökt Kött med äppelsås, era uma carne defumada ao molho de maçã. Ele se lambuzava. Sakura tentava lhe mostrar um pouco de etiquetas, mas era em vão.

— E os enjoos?

— Passaram. – ela respondeu aliviada, já não aguentava tanto enjoo.

— Não quer ir conosco mesmo?

— Não, dracar e mar, realmente estou fora dessa combinação dessa vez. E você volta logo, certo?

— Sim, levaremos a mercadoria e logo retornaremos.

— Estarei por aqui lhe esperando quando retornar. – um sorriso largo e contente foi expresso no rosto dele.

Agora ele entendia a vida à dois, ele estava amando ter alguém o esperando quando chegar. Sakura era o seu porto, o local ele jogava sua âncora e podia descansar.

Ele terminou a refeição e como sempre lavou os pratos. Não era algo que gostava, mas sua ursa o colocava na linha.

Sakura estava sentada na cadeira e olhava o presente que ele o tinha dado, fez questão de lançar um feitiço para a congela-la de vez, já que estava derretendo.

Sasuke puxou uma cadeira e a bruxa sentou-se no colo dele de frente.

— Quando retornar eu irei reformar nossa casa.

— Eu gosto dela do jeito que está. – ela beijou a bochecha dele. – Pequena e aconchegante. Não precisa. – ela desceu beijos pelo o pescoço. – Eu gosto do jeito que está. – ela foi friccionando seu quadris sob o do Uchiha, rebolava o provocando. Sasuke cravou sua mão na bunda dela a apertando.

— Não a quer grande?

— Será mais trabalho para limpar. – ela riu, ultimamente seus hormônios estavam fora de ordem, seu libido intenso. Ela ajoelhou–se entre a cadeira e abri a calça dele, Sasuke já estava animado.

— Não será. – ele ainda falava da casa, mas ela não estava tão interessada em discutir sobre isso. Ela expôs o pênis dele, estava ereto. – Eu vou construir novos quartos.

Sakura começou a massagear a base do pênis dele carinhosamente o deixando mais viril. Sasuke se acomodou na cadeira relaxadamente.

— O que vai fazer? – ele perguntou malicioso.

— Lhe saciar meu urso. – ela o respondeu e em seguida lambeu os lábios de forma sedutora.

— Como? – ele ergueu a sobrancelha.

— Sem perguntas, sentirá. – Sakura começou a passar a língua sobre a base do pau dele causando arrepios.

O Uchiha a contemplava.

Sakura o estimulava lambendo suas glandes laterais devagar e logo alcançando um ritmo e em seguida o abocanhou se deliciando no cume dele.

Sasuke gemia e empurrou seu quadris, queria mais profundo.

Ela entendeu o recado e o sugava profundamente, suas mãos acariciavam suas bolas com maestria, Sasuke sentiu o dedão da bruxa descendo por sua zona erógena bem depois de suas bolas, Sakura pressionava o seu períneo causando arrepios e prazer nele, ali era uma parte sensível dos homens. Ela o esfregava bem ali enquanto o chupava, sentiu as pernas dele tremendo. Sasuke segurou seu cabelo, não conseguia evitar a onde de prazer passando pelo o seu corpo, Sakura foi bem em seu ponto G.

Ela fazia questão de o deliciar, o provando seu gosto salgado.

Subitamente ela parou, Sasuke abriu os olhos desconcentrado. Sakura passou a esfregar sua zona como o masturbasse subindo e descendo.

Ela lhe mostrou um olhar safado e levou deu dedo a sua boca.

Frysta.

Sasuke não entendeu o que ela estava fazendo congelando sua própria boca.

Ela se aproximou e segurou seu pênis na base, latejava e estava vermelho.

— O que vai fazer? – ele a questionou, ela nada disse e voltou a abocanha-lo. Sasuke sentiu o gelo em sua glande enquanto ela a chupava com força. O urso cravou suas unhas na cadeira. Aquilo era insano para ele, um prazer que nunca sentiu.

— Porra! – ela alternava entre lambidas e beijos com sopro. Sasuke sofria, grunhia e disparava palavrões. Ele nunca pensou que o gelo poderia ser tão prazeroso e lhe causasse um orgasmo tão intenso. Nunca sentiu tão prazer.

Ele despejou seu gozo na boca dela, Sakura o engolia enquanto o olhava maliciosamente.

Sasuke a ergueu pelo o queixo.

— Gostou? – ela o perguntou enquanto limpava a lateral da boca.

— Ursa safada. – ele a levantou e a virou de costas.

— Ai! – ela gritou manhosamente. – ele enlaçou a cintura dela, Sakura sentiu o pau dele roçando suas nádegas. – Já se recuperou?

— Você me deixa louco... – ele passou a mão pela costas dela, Sakura sentia o arrepio. – Me deixa insano... – ele esfregou o pau nela. – De quatro, agora!

Sakura abaixou–se ali mesmo, não era a primeira vez que faziam sexo na cozinha, a mesa tinha uma longa história.

Ela deitou-se com seu rosto virado para baixo, apoiando-se nos cotovelos e joelhos, em seguida empinou o quadris para cima.

Sasuke lhe presenteou desferindo um tapa na nádega esquerda. – Eu sei que gosta. – ele debruçou-se sobre ela, distribuía beijos pela sua coluna. Sua mão começou a estimular o clitóris dela até faze-la ficar molhada.

— Não me torture. – ela falou manhosa. Ela sentiu os dedos dele a abrindo, Sakura estava molhada e extremamente excitada. Ela empurrou o quadris para ele, mas ele apenas massageava sua entrada com a ponta de seu pênis, pacientemente. – Por favor. – ela choramingou. Ele amava a ver rendida dessa maneira.

Sasuke começou a estoca-la com força. Os gritos de prazer de Sakura começaram a ser ouvidos. As mãos dele acariciavam os seios dela alternando entre massagens e beliscões no seus mamilos intumescidos. Ele puxou o cabelo dela, fazendo um rabo de cavalo nas mãos. Sasuke a domava.

Sakura já estava dopada de prazer, seus olhos nublados e sem força. Ela sentiu seu ventre contrair e suas pernas tremerem estava tão próxima do seu orgasmo.

Sasuke a estocou e ela desabou em seu orgasmo, ele a penetrou pela última vez e deixou seu gozo dentro dela.

Seu corpo ainda tremia.

— Meu urso... – disse sôfrega. Ele depositou beijos na costa dela para finalizar.

Sasuke vestiu sua roupa de frio mais pesada, Sakura o ajudou colocando sua pele de urso por cima. O Ártico estaria frio e ele não queria uma gripe.

— Tenho que ir. – ele beijou a testa dela. – Pode se cuidar sozinha?

Ela fez uma cara de ofendida. – Por favor. Humpft.

— Até mais meu favo de mel.

Sasuke colocou sua bolsa nas costas, abriu a porta da casa, mas antes de sair se despediu dela com um te amo.

Ele caminhou rumo ao pequeno porto na baía. A neve estava forte, alguns flocos grudavam no cabelo e na roupa dele.

— Viajar?– perguntou um morador.

— Levar umas mercadoria no clã Uzumaki.

— Boa viagem.

— Obrigado. – os outros por ali o cumprimentaram e desejaram boa sorte. Sasuke era carismático e logo ganhava a afeição de todos. Era um dom natural.

— Não ia se despedir de mim?

— Vô. Achei que não era necessário, é uma pequena viagem,

— Para o clã Uzumaki, eles passaram por uma grande invasão, mas foram firmes e não deixaram os Nottikins adentrarem. Faça uma boa viagem meu neto.

— Sim. Até mais meu avô.

— Até mais, Sasuke.

Madara também notava o carisma dele. Sasuke realmente tinha o coração nobre.

— Acho que está na hora de passar adiante. – disse para si mesmo.

Sakura saiu correndo de casa em direção á montanha; Floki a acompanhava na subida íngreme e derrapada, graças a neve. Ela ia em direção as termas para tomar um banho, mas antes ela queria ver a dracar do Uchiha saindo e de lá ela veria.

— Corra Floki!

Alguns minutos depois ela conseguiu chegar a onde queria. Lá de cima ela tinha a visão completa da baía, as duas montanhas e o rio em formato de estuário qual desaguava no oceano.

Além de Obito, Setsuna entrou na curta viagem.

Sasuke soltou a vela e o parado vento ia a estendendo lentamente, aquilo iria demorar.

— Não acredito que vou remar.

— Que bom que apareceu. – disse Sasuke em um tom animado.

— Minha mulher estava em um péssimo dia, se eu ficasse levaria algum jarro bem no meio do rosto. – ele falou e os outros dois caíram na gargalhada.

— Vamos remar! – ordenou Sasuke segurando um remo. – Mulheres naqueles dias são perigosas. – lembrou de Sakura, realmente aquela era perigosa nesses dias.

— Tem algo na água. – Obito disse quando percebeu que pequenas bolhas começaram a flutuar em volta da dracar. Elas aos poucos iam sendo congeladas e passaram a ganhar formas e cores amarela com preto.

— Abelhas? – Questionou Setsuna. – Abelhas de água? São feitas de água e neve? – perguntou confuso.

Sasuke sorriu ao ver as abelhas de neve. – Abelhuda.

— É a bruxa? – perguntou Obito, ele estava pegando algumas, porém quando pegas, elas desapareciam nas mãos. – Magia!

Sasuke olhou rumo a montanha, não podia vê-la, claro, mas sabia que ela estava o observando.

Os dois vikings entreolharam-se e pela cara deles já sabiam.

— Ah, o amor. – comentou o tio e o sobrinho olhou um pouco retraído. – Quem sou eu para ser contra.

— Muito menos eu. – Setsuna falou. – Só aprenda a disfarçar melhor garoto.

Sasuke sorriu e concordou.

De lá, Sakura avistou no céu algo parecido como fogos de artifícios, porém era algumas bolas de fogo sendo lançadas.

— Bobo. – ela disse, admirando o céu.

Quando a Dracar saiu do alcance de sua visão, ela seguiu em direção á fonte de água quente. Como adorava aquele local.

Sempre vinha acompanhada do Uchiha para tomarem banhos noturnos sob a luz das auroras. Sakura retirou suas vestes e logo mergulhou na fonte de água cristalina. Floki deitou-se à beira da fonte, ele não era adepto de banhos.

Sakura mergulhou até o núcleo da fonte, onde conseguiu ver de onde emanava o calor, estava muito quente e ela recuou. Havia magma por ali na câmera termal.

Quando emergiu encostou o corpo nas rochas se acomodando.

Em dois meses sua vida tinha mudado completamente. Começou a lembrar de sua casa, família e aquele breve aperto sobreveio. No entanto, ela não pensava em voltar, tinha achado em Hafnarfjörður um lugar para ela e já sentia–se em casa. Seu urso...

Ele a fez mudar alguns pensamentos. Outrora nunca se imaginou dentro de uma casa cuidando de alguém, achava que aquilo não era para ela, por ser uma guerreira nata, agora vivia essa vida, não era tão chata, mas ainda não era sua favorita.

Haveriam novas expedições e ela poderia lutar e desbravar novas terras, disso ela gostava. Desbravar novas terras ao lado dele. Sasuke lhe deu a possibilidade de conhecer terras e povos que jamais imaginou, isso a fascinava. Ele a fascinava.

Sua visão sobre os vikings ia mudando, de bárbaros só eram alguns modos antiquados e como era um clã guerreiro, não os culpava. Seu clã sempre procurou magia e conhecimento e por isso se achavam superiores.

Sua nova casa.

Além do mais, ela não descartava a possibilidade de ir em sua terra, rever seus parentes, porém tinha que arrumar um modo. Pensou na reação de seu pai quando descobrisse seu relacionamento novo.

Com o Sai incialmente ele quase surtou, imagina um viking.

Estava pensando em meios de como conta–lo.

“ papai, estamos apaixonados”

Isso não cairia bem. Seu pai ainda o mataria.

Tinha o Sai, esse não a preocupava, mas ela devia uma boa satisfação. Eram noivos.

Porém a única coisa que ela realmente tinha convicção, é que não ficaria como sua irmã Tsunade, de forma alguma. Se o Uchiha apontasse ela não hesitaria em uma lição.

Tinha tantas coisas para pensar que acabou adormecendo ali, seu corpo escorregou e ela afundou, não era problema.

O latido de Floki a fez despertar.

Tinha adormecido dentro da fonte, ultimamente andava dorminhoca, tudo a cansava. Emergiu a superfície e viu o cachorro latir freneticamente.

— O que houve? – riu para si mesma quando percebeu que o perguntou. Sakura saiu da fonte e ouviu os gritos vindo da vila.

Eram gritos de pavor.

Trocou de roupa imediatamente. – Vamos Floki.

Ela saiu em disparada pela neve escorregadia, Sakura segurava em alguns galhos de arvores congelados para não perder o equilíbrio. Ela estava se aproximando e ouvia os gritos, pessoas gritavam desesperadas. No meio do caminho ela cruzou com pessoas fugindo para o topo da montanha.

Ela segurou uma adolescente. – O que está acontecendo?

— Estão nos atacando. – a garota falou em um tom de desespero e choro.

Sakura a deixou ir com os outros e seguiu correndo ao lado do cachorro.

Quando se aproximou da vila Sakura arregalou os olhos. Avistou os invasores, ela não os conhecia, mas ficou abismada com o tamanho deles, era enormes, pareciam gigantes.

Viu uma linha de defesa dos Vikings no lado esquerdo lutando contra dezenas dos gigantes. Era uma luta feia e sangrenta.

Ela correu em direção a sua casa, precisava de algo.

Entrou vasculhando as coisas de Sasuke e encontrou a espada dele. Agradeceu a Odin por ele não ter a levado.

— Fique aqui Floki. – ela disse para o cachorro e saiu o trancando dentro de casa.

Os málaliðars eram mercenários de um clã ao norte, eles faziam todos os tipos de serviços sujos para quem os pagassem. Eram conhecidos pelos o tamanho, era verdadeiros gigantes com mais de três metros de altura. Eles tinham um poder magico do som, era algo anômalo, a mão deles abria um grande buraco e um grito aterrorizador saia, era ensurdecedor. Sakura testemunhou um usando o poder magico e derrubando uma casa.

Uma família estava ali aterrorizada e encurralada.

Frysta! – ela lançou seu poder fazendo um escudo para a família, logo chamou a atenção do málaliðar que veio andando em sua direção. Sakura constatou que ele carregava o maior machado que ela tinha visto em sua vida. Era enorme.

Ele o levantou e foi contra sua direção, Sakura desviou, no entanto com o golpe sentiu a terra tremer.

Frysta. – ela fez uma barreira contra ele, mas foi em vão, ele fez pedacinhos com o machado.

Ele continuava a tentando atingir, mas ela fugia dos golpes com habilidade. Ele parecia estar cansando de jogos e soltou o machado e abriu a palma da mão esquerda, o grito veio.

Sakura tentou desviar, mas a onda sonora foi capaz de derruba-la. Desorientada.

— Quem é você pequeno ser? – ele perguntou se aproximando dela. Sua voz era potente.

Sakura tentava recobrar os poucos. O gigante do som a pegou pelas pernas a levantando de cabeça para baixo.

— Gelo? Quem é você?

A bruxa estava com um semblante furioso, porém mostrou um sorriso faceiro. Ela prestava atenção nas reações dele e sem ele notar, puxou a espada atrás dela e como estivesse tomando impulsividade ela se jogou para trás e em seguida para frente como um pêndulo e quando voltou puxou a espada e o atacando bem no rosto.

Ele a soltou e levou a mão ao rosto urrando. A bruxa caiu de uma altura considerável, mas logo recompôs, era a sua deixa. Mesmo ferido ele lançou a onda sonora, Sakura foi ágil. Ela correu para perto de uma casa.

Como era tudo tão rápido ela não conseguia pensar em feitiços. Pensou em sua varinha, tudo seria tão fácil com ela, mas no caso só lhe restava a pesada espada de Sasuke.

O málaliðar vinha correndo atrás dela, Sakura o estava atraindo, então ela logo deu meia volta e correu em direção a ele o deixando desconcentrado. Sakura jogou-se por baixo da abertura da perna dele o atacando no calcanhar. Um corte certeiro em um deles.

Rapidamente ela fez um cordão de agua e o lançou na outra perna, o derrubando. Mesmo caindo ele usou o som, a pegando de surpresa. Ela caiu alguns metros longe.

Ela ergue rapidamente e viu que ele tentava com certa dificuldade levanta-se, ela não pensou duas vezes e foi atrás dele pela retaguarda. Ela não era tão grande, tinha um metro e setenta e era franzina, foi fácil pular nas costas dele. Parecia uma grande montanha. Sakura subiu e puxou o cabelo dele, ele movia sem parar, tentando a derrubar.

— Me perguntou quem eu sou? – ela disse, agarrou o pescoço dele. – Eu sou Sakura, do clã Haruno. – ela passou a afiada espada pelo pescoço dele. – E você mexeu com a bruxa errada. – finalizou o degolando.

Ela saltou em cambalhota antes que o corpo caísse. Estava ofegante e suja de sangue, porém caiu de joelho erguida com a espada fincada no chão.

A devastação pela vila ocorria, os málaliðars iam destruindo as casas e tudo o que encontrava pela frente. Os viking lutavam bravamente. Eles usavam o elemento criando flechas de fogo e atiravam contra. A vila estava sitiada.

Na cabana do líder, Madara lutava sozinho contra quatro deles, no entanto sua dor nas costas o atrapalhava.

O velho viking estava em chamas, quase incendiando toda cabana. Ele conseguiu derrubar um e o queimou, os outros vinham o atacando com os machados. A ponta de um o atingiu perto do abdômen, mesmo ferido ele ainda lutava.

As flechas de fogo pareciam saraivas queimando e se espalhando. Sakura viu o fogo consumindo tudo por ali.

Orochimaru estava trancando dentro de sua casa e perto de sua coruja de estimação. Estava tenso e fazia preces. Não era guerreiro, mal sabia colocar uma espada em punho, se fosse seria morto. Desde pequeno foi escolhido para ser o oráculo do clã devido suas visões.

Do outro lado, Izumi sentia várias dores, Mikoto tentava estancar o sangue da sua nora, mas era em vão. Ela já tinha perdido o bebê, mas o sangue não parava.

– Mais pano, pano.

A perda do seu bebê foi instantânea, ela começou a sentir dores pela manhã e logo começou o sangramento, lembrou das palavras do oráculo. Chorou amargamente, mas não contou ao marido. Sabia que ele não iria dar muita atenção. Seus desejos em primeiro lugar e depois ela.

— Itachi? Chame-o.

— Eu creio que ele está lutando. – disse Mikoto.

— Chame-o. – ela sabia bem do plano do marido, péssimo dia ele tinha escolhido.

— Querida, – Mikoto sensibilizou-se. – Eu vou ver o que posso fazer.

Itachi estava com Shisui na floresta branca, da encosta da montanha via a fumaça subindo do seu clã e a destruição alastrando.

— Quando entrará? – perguntou Shisui, ele estava sentado numa rocha afiando sua espada.

— Quando não tiver mais um líder.

Shisui apenas o olhou e não disse nada.

— Mas eu irei, tenho assuntos pendentes. – ele guardou a espada em sua bainha.

— A bruxa. – ele anuiu. – Eu vi descendo a montanha.

— Eu irei finalizar o que deveria ter feito quando a encontrei. Até mais.

Sakura estava tudo de si para tentar conter que o incêndio se espalha-se por toda vila. Ela resolveu congelar boa parte das casas que encontrava. Os vikings não mediam muito as consequências de seus poderes. Ela praticamente estava esgotada.

As crianças e os jovens tiravam água para tentar controlar o fogo.

Ela pensou em Sasuke e no que ele iria fazer naquela situação, aliás, que péssimo momento para ele viajar. Sakura tinha um rápido raciocínio e não demorou para juntar, não era coincidência a viagem dele e o ataque. Aquilo foi armado.

— A cabana do líder! – uma criança apontou. O fogaréu estava tomando conta.

Sakura resolveu ir até lá.

Madara já estava sem forças, mas bravamente lutava contra o único que restava. Estava sangrando, de alguma forma os málaliðars sabiam que tinham que evitar o olhar dele, não podia prende-los.

O málaliðar pegou uma grande estaca de madeira qual ficava no teto e atingiu o ancião que caiu, suas chamas apagaram.

A bruxa entrou no meio da fumaça, mal conseguia enxergar alguma coisa, a estrutura de madeira daquele local era rapidamente consumida e logo cederia.

O málaliðar pegou Madara pelo o pescoço e ignorou o olhar dele. Sakura não pensou duas vezes, ela pulou sobre algumas caixas de madeiras qual faziam degraus, na última ela pulou de uma altura e fincou a espada nas costas do gigante bem na altura do coração;

— Frysta. – o gelo passou por toda a espada o congelando.

Madara foi solto e o gigante nada reagiu, morreu de imediato.

— Feiticeira.

— Temos que sair daqui.

Ele riu. – Meu elemento é o fogo. – Sakura viu que ele estava sangrando.

— Sozinho? – ela referiu–se aos gigantes caídos.

— O velho ainda consegue alguma coisa. – Sakura sorriu, ele era teimoso como o seu pai e forte. – Eu tenho que defender a vila.

— Sim. – Sakura o ajudou a levantar.

— Conheço essa espada. – Madara disse.

— É dele.

— Eu sei, eu o dei. Eu mesmo mandei fazer a espada com esse pomo. – a espada de Sasuke em seu pumo tinha uma cabeça de urso feita prata.

— Ele ama ursos. – ela comentou com um sorriso. Naquele momento Madara não teve dúvida, tinha algo entre eles. – Posso congelar o seu ferimento? – ela se mostrou preocupada. – Vai estancar um pouco.

— Agradeço.

Uma pilastra ao lado deles caiu.

— Vai desabar tudo. – Madara disse. – Itachi? – ele viu o viking aparecer no meio do fogo. – Como está lá fora?

— Estão nos atacando. – ele não tirava os olhos dela.

— Vamos, temos que os expulsa-los daqui. – Madara andava com dificuldade. – Ande Itachi.

Sakura parou, sabia da intenção do viking.

— O que estão esperando? – disse o outro impaciente.

— Enfim vamos nos resolver. – disse frio.

O fogo consumia o local, não era problema para Itachi, mas Sakura sentia os efeitos. Suava bastante.

— Itachi, pare com isso!

— Não se meta avô.

Sakura não o temia e muito menos deu para trás quando ele foi em sua direção.

— Itachi! – Madara gritou.

— Eu disse para não se intrometer. – ele falou bravo. – svartur eldi.

Ele lançou uma chama contra o avô que caiu longe.

— Você é um monstro. – Sakura proferiu.

— Olha quem fala, a própria filha de Loki.

— Eu posso ser a filha dele, mas é você quem age como fosse o herdeiro dele.

Os olhos de Itachi ficaram vermelhos, Sakura rapidamente desviou o olhar. Aquela seria uma luta desigual, ela já estava cansada. Itachi lançou chamas contra ela, Sakura fez seu escudo de água, no entanto evaporou.

Frysta. – o gelo saiu de si como agulhas indo na direção dele. Itachi desviou.

O calor estava fazendo que a bruxa perdesse um pouco da concentração, descobriu da pior forma que quando fazia a água sair, seu corpo queimava.

Seria sua inteligência contra ele.

Ela iníciou a jogar adagas de gelo, algumas arranharam o viking.

Ela usou a espada para derrubar uma pilastra, sua intenção era cair em cima dele, mas não deu certo.

Tudo ali iria desabar.

Sakura estava em desvantagem contra um furioso Itachi.

Madara levantou-se com dificuldade.

Sem dúvidas seu neto iria matar a bruxa.

Ele caminhou pelo fogo sem que o notassem e foi até a sua cadeira, ela queimava. A levantou e pegou uma caixa que estava por baixo do tapete. Abriu e tirou a varinha de Sakura.

— Vatn. – Sakura tentou afoga-lo em uma bolha, mas Itachi virou uma tocha, aquilo era doloroso para ele também, queimava sua pele o contato com a água, mas fez até evaporar.

— É tudo que consegue? – ele esbravejou.

No momento era tudo que ela conseguia.

— Feiticeira! – Madara apareceu com a varinha. – Pegue-a e vá para casa.

— Não.

Itachi partiu em direção do avô, Sakura também correu, ele não poderia quebrar a varinha.

— Volte quando estiver calmo. – Madara disse, enquanto tentava proteger a varinha.

A cabana desabou, porém foi tempo suficiente da bruxa conseguir a varinha e ferir Itachi no braço.

— Hverfa! – ela sumiu sob o fogo.

O clã Uzumaki estava se recuperando aos poucos. Sofreu bastante nos seis dias de luta intensa contra os Nottikins. Pessoas ainda choravam pelos seus entes queridos que morreram durante a batalha.

Naruto era o novo líder do seu clã, seu pai tinha morrido em batalha. Seu coração ainda doía quando pensava na morte dele. Era um aperto qual não conseguia suportar.

Ele tinha avistado a dracar quando estava numa das torres de vigia e logo desceu para recepcionar os vikings que traziam suprimentos.

Sasuke agradeceu por chegar em terra firme, já que o Ártico estava congelante.

— Que bons ventos os trazem. –Naruto logo abraçou Sasuke, era o jeito dele tenro.

— Ventos gelados. – respondeu o Uchiha.

Naruto abraçou Obito e Setsuna.

— Bom revê-los.

— Por que não nos chamou? – Sasuke o perguntou. – Sabia que iriamos lutar ao seu lado.

— Foi intenso e mal tivemos tempo. Foi um erro. – Naruto disse triste ao lembrar dos momentos.

— Trouxemos peixes, mel e cerva. – comentou Obito tentando quebrar o clima.

— Isso é bom, cerva!

Alguns membros do clã vieram para ajudar a retirar a mercadoria da dracar.

— Olha, quanto tempo! O urso do clã Uchiha.

— Jiraiya, – Sasuke o cumprimentou. – bom vê-lo, seu libertino. Ainda continua devasso?

— Para o meu tio ai mudar de vida, só se não existirem mais mulheres.

Jiraiya seria o líder, ele é o primogênito do clã, porém desistiu desse título, ele preferia a vida boemia e sem complicações.

— Mulheres... – o grupo gargalhou.

Eles foram recebidos na casa principal; não havia um banquete, mas tinha algumas comidas por ali. Naruto contava os fatos passados e como eles conseguiram vencer os Nottikins bravamente.

— Eles estão atacando os clãs, um por um. – afirmou o Uzumaki.

— Estão em busca de algo. – Jiraiya falou com firmeza.

— O quê? – Obito perguntou curiosamente.

— Poder. –. Sasuke mostrou-se interessado. – Atacam os clãs mais poderosos.

— Eles não mexem conosco, sabem que não podem nos enfrentar.

— Talvez eu devesse avisar o clã dos bruxos. – comentou por alto Jiraiya. – Mas são tão soberbos que nem acreditariam que possivelmente estariam sob um futuro ataque.

— Bruxos são assim, se acham os poderosos, esnobes.

Sasuke teve que concordar, sua bruxa era do mesmo jeito.

Após o simplório jantar, Sasuke e Naruto foram caminhar pela varanda da casa. Os dois se conheciam de tempos passados, Naruto foi até em uma expedição viking, ele adorou.

— Eu ainda não me recuperei da morte dele, tem tanta coisa acontecendo na minha vida. – ele falava da sua vida pessoal, os dois sentaram no batente. Naruto olhava a aurora de cor verde no céu. – E você, como está?

— Bem, está tudo indo bem.

— Vida amorosa também?

— Essa é a melhor. – ele disse e sorriu. – Eu encontrei alguém e estou amando essa pessoa.

— Isso é bom. – Naruto bateu no ombro dele o parabenizando. – Apaixonado mesmo, essa ursa deve ser das boas.

— Ela é incrível e insuportável ao mesmo tempo. – ele comentou.

— Eu fico feliz por você. – ele suspirou pausadamente. – Eu gosto de uma pessoa proibida.

Sasuke o olhou e ele continuou a falar: – Eu me apaixonei por alguém que não posso tocar.

— Como assim?

— Eu estou apaixonado pela oráculo daqui, a Hinata. – quanto era pesaroso para ele falar sobre isso.

— Oráculos não podem ter relacionamentos, são castos.

— Por isso. Nos amamos, mas é impossível. – oráculos eram proibidos de ter relacionamentos amorosos, tinham que ser puros para receber a visão, caso eles cedessem ao amor, eles perderiam o poder.

— Você a ama?

— Muito, não sabe o quanto. – ele falou com intensidade.

— Enfrente todas as dificuldades e fique com ela.

— Não é fácil cara, ela é proibida pra mim.

— Eu te contei que a minha ursa é uma bruxa do elemento água? – Naruto ficou boquiaberto.

Hinata penteava suas madeixas em frente ao espelho. Ela já estava se preparando para dormir quando ouviu a voz de Orochimaru em sua cabeça.

— Consegue me ouvir, menina?

— Sim. – ela ainda não estava acostumada com essa comunicação entre eles. – Eu já ia dormir. – ela comentou.

— Menina, enfim os deuses me deixaram interferir. Os vikings já aportaram por ai?

— Sim. – ela respondeu prontamente.

— Tudo o que eu falar para você agora, conte ao Uchiha Sasuke.

— Tudo bem.

Na varanda Sasuke e Naruto conversavam e o assunto principal era a Sakura. O Uzumaki mal acreditava que ele tinha um caso com ela.

— Não sei como conseguiu, bruxas são tão cheias de si. – ele fez um festo como a mão como se estivesse estrangulando alguém. Para surpresa do Uchiha, Naruto já conhecia a bruxa durante uma viagem ao clã dela a negócios. – E aquela dali, eu passei alguns minutos conversando e quis mata-la. Muito cheia de si, autoritária.

Sasuke aquiesceu.

— Minha abelhuda. Eu... – ele foi interrompido.

— Uchiha Sasuke? – Hinata apareceu de surpresa onde eles estavam.

— Sim...

— Tenho uma mensagem para você do oráculo de seu clã. – ela aparentava estar nervosa.

— Que mensagem? – Sasuke levantou-se.

Hinata fechou os olhos para se concentrar e começou a falar: – Seu clã está sendo invadido por málaliðars. Estão destruindo tudo pela frente.

— O quê? – ele arregalou os olhos.

— Vocês foram traídos.

— Traídos? – nesse momento Obito e Setsuna apareceram por ali.

— O que está acontecendo? – Perguntou um deles.

— Quem nos traiu? – Sasuke a questionou furioso.

A oráculo deu uma pausa e isso quase matou o Uchiha de ansiedade.

— Uchiha Itachi. – disse sem arrodeio.

Notas finais
Obrigada por lerem até aqui :)