Notas iniciais
Oi! Cheguei trazendo o último capítulo da fanfic, espero que gostem :)

Akureyri

Hashirama mal podia acreditar, a escuridão dos seus olhos tinha o deixado, estava enxergando novamente. Era um milagre ou alguém tinha matado o Nottikin que lhe causou esse infortúnio.

Ele andou pelos corredores do castelo, estavam mal-iluminados e as tochas pareciam querer apagar a todo instante devido ao vento, as chamas dançavam lutando pelo brilho.

Ino estava na sala de poções com Rin e Inojin.

O menino já estava familiarizado de estar naquele local, Rin sempre o levava ali quando Sai estava sem tempo. Elas procuravam meios para deter dragões, porém nada da magia oculta escrita nos pergaminhos ocultos mencionava as tais criaturas.

Entre as lidas nos pergaminhos, ela olhava o filho e não escondia o seu orgulho. Inojin era um garotinho comportado e curioso com magia, foi inevitável não lembrar de seu tempo de criança. Seu filho era tão parecido com ela.

— Nada! Os antigos não tinham nenhum conhecimento sobre esses seres. — Rin disse frustrada, fechou um pergaminho um pouco decepcionada.

— Infelizmente. No entanto, temos que fazer algo, não podemos deixar dragões a solta por ai. — o sentimento naquela frase era enorme, não poderia deixar os dragões conquistarem o seu mundo, destruir o seu clã e tirar sua felicidade. Passou tantos anos exilada, não poderia permitir que isso se fosse.

Kabuto chegou na sala de poções acompanhado de Sai, o oráculo estava péssimo. Estava recebendo visões perturbadoras do futuro. Chamas consumiam montanhas, vilarejos. Gritos, choro e pavor.

Viu mortos no vale.

Ele abaixou a cabeça e colocou a mão nela, brigava internamente com os deuses para não receber aquelas visões, eram pesadas demais para ele.

— O que vê? — Ino lhe perguntou.

— Não me peça. — negou com a cabeça.

— O que vê? — ela insistiu. Sai a observou, Ino tinha assumido para si a liderança.

— Eu vejo fogo, árvores queimando, vilas queimando. Vejo desolação vindo, almas que lutaram bravamente sendo levadas pelas Valquírias até o salão de Odin.

— Quem você vê? — sua voz era fria.

O oráculo expressou uma tristeza com seus olhos, toda sua face foi tomada por esse sentimento.

— Vejo uma brava guerreira andando acompanhada até Valhalla. — uma lágrima saiu do rosto dele.

Ino logo associou que era a sua irmã. Sakura morreria.

— Não. — permitiu a emoção tomar conta de si. Respirou profundamente como se quisesse colocar os pensamentos em ordem. — Não a deixarei morrer. Haverá um jeito.

— Eu vejo fogo vindo da montanha. — Kabuto repetia, ele parecia estar perdendo a cabeça. Era um fardo pesado demais. — Vejo a brava guerreira queimando.

Sai percebeu que era sobre Sakura, olhou para Ino, era um olhar sem esperança.

— Não existe um feitiço, porém nada me impede de criar um feitiço. — pegou alguns pergaminhos. — Os antigos se aventuraram em criar seus próprios feitiços e se hoje desfrutamos deles, é porque eles os inventaram.

— Quer tentar criar um? — perguntou Rin admirada e assombrada.

— Sim.

Hashirama apareceu na sala, preferiu ficar em silêncio e não contar sobre ter recuperado sua visão. Gentilmente Sai lhe cedeu uma cadeira e ele sentou-se. Olhou para a sua filha, Ino tinha feições maduras agora e não lembrava mais aquela garotinha. Sua filha estava linda.

— Rin, me traga pergaminhos com fórmulas de venenos. Sai, pode conseguir alguns sobre transformação?

Ele assentiu de imediato.

— Vai querer unir esses? — Rin questionou-a.

— Algo passou pela a minha cabeça.

— E o que eu posso fazer mamãe? — perguntou inocente.

Ino sorriu alegre com ele. — Fique aqui ao meu lado sendo a minha inspiração.

**

O castelo estava frio e completamente congelado.

Sakura foi a primeira a entrar no quarto e ver as crianças, os dois correram em direção a mãe e a abraçaram como nunca antes. Foi uma das maiores emoções de Sakura, ver os filhos novamente e salvos.

Seu coração de mãe palpitava.

— Mamãe, mamãe! — os dois falavam sem parar.

Sakura sorriu, sabia dos fatos que eles contavam, eles estavam tão afobados que até cortavam as palavras e em muitas vezes ela não entendia nada.

— E foi a Mei, a Mei nos trouxe aqui. — Satsuki disse e cruzou os braços.

— Ela é má. Não queremos vê-la mais! — determinou Sarada.

— Não se preocupem, não irão mais. — ela falou meiga com os filhos.

Sasuke estava ao lado de Konan e Tsunade, não deu um passo para frente e nem se mexeu. Estava apenas observando Sakura e seus filhos.

O sorriso bobo em seu rosto foi notado pelas duas bruxas ao lado que sorriram.

— Vai lá! — Konan o empurrou.

— Não agora. Deixa-a com eles e além do mais, temos que sair daqui o castelo está ruindo. — falou sem tirar o olho dos três.

O castelo tremeu outra vez e foi o sinal claro para eles saírem dali.

— Temos que ir! — ordenou Sasuke e Sakura acatou.

— Vamos.

Os seis foram correndo para fora do castelo, era complicado devido ao gelo.

— Que bela ideia hein? Congelar um castelo! — Sasuke reclamou.

— Não fui eu.

— E muito menos eu. — Konan respondeu.

Sakura segurou Satsuki nos braços.

— Sasuke, pegue a Sarada.

Os meninos estavam cansados e mal podiam correr. Sasuke colocou a garota nos braços, ela foi com ele sem reclamar. Estava tão sonolenta que encostou o seu rosto no ombro dele.

Não dava para ser tão sentimental ali, eles precisavam fugir o mais rápido possível. Ao chegarem ao salão, notaram que não havia quase ninguém mais ali, apenas Naruto e Jiraiya escoltando os que sobraram.

— Que bom que vocês apareceram, pensei que estavam tomando um chá no castelo. — ele disse sarcástico.

— Estávamos ocupados. — Sasuke proferiu.

— Vamos sair logo!

Eles saíram do castelo, desceram as escadas de gelo feitas por Sakura e corriam pelo caminho congelado que ela criou no meio do lago. Na frente deles, centenas e centenas de vikings e do clã da Terra corriam. O tremor continuou, Sakura olhou para trás ligeiramente e viu que o castelo estava rachando, rachaduras apareciam pela estrutura congelada.

Enquanto corriam fugindo dali, ouviram um grande ruído. Todos se abaixaram, foi uma grande explosão, o castelo tinha desmoronado e virado apenas flocos de neve tampando a visão de todos por ali.

Tudo tão branco.

— Sakura! — Sasuke gritou preocupado.

— Eu estou bem!

Os dois estavam ajoelhados no chão.

Konan levantou-se e conjurou um feitiço, os flocos de neve iam se afastando aos poucos. Tsunade a ajudou e um bom tempo depois tudo voltou ao normal.

— O que é aquilo ali? — Naruto perguntou pasmo.

Os guerreiros que iam ao longe pararam mortificados. Seus olhos não acreditavam no que viam.

Eram dragões.

— Mas que merda! — Jiraiya xingou.

Os dragões começaram a lançar bolas de fogo em direção aos homens, os viking não tiveram problemas, mas os guerreiros do clã da Terra alguns estavam sendo queimados e outros vendo essa cena se jogavam na água.

— Shisui e tio, protejam os do clã do Gaara.

Eles corriam em direção a superfície, mas um dragão imenso cuspiu uma bola de fogo e boa parte do gelo afundou. Os Vikings que iam a frente afundaram na água. Alguns viraram pedras de imediato devido ao contato com a água.

— Segure-o. — pediu Sasuke para Tsunade. — Naruto e Jiraiyam, precisamos de ar para afastá-los.

Sasuke combateu uma bola de fogo. Naruto e Jiraiya executavam com as mãos e proferiram palavras antigas, uma grande ventania abateu aquela área mandando os dragões para não tão longe, seria tempo o suficiente para afastá-los e chegar à terra firme.

Konan criava novamente o caminho de gelo e eles iam passando. O vento foi uma solução de imediato, mas os dragões furiosos voltaram e agora com chamas intensas.

Sasuke criou um escudo para proteger as bruxas.

A pergunta que se passava pela cabeça deles era: Como poderia vencer dragões? Nada parecia funcionar. Eles conseguiram chegar à terra firme. Era um ponto positivo, o negativo é que havia dois dragões furiosos e atrás deles. Nem a junção de todos os poderes estava dando jeito neles.

Sakura achou uma gruta no meio das rochas e colocou Satsuki e chamou Tsunade para trazer Sarada. Ali parecia seguro e bem longe dos olhos dos dragões. Sasuke, Naruto, Gaara e companhia davam tudo de si para deter as criaturas demoníacas, mas nada dava um jeito.

Estavam começando a perder as forças;

— Proteja-os Tsunade. — Sakura pediu, iria para o campo de batalha ajudar os outros.

— Irei, protegerei os pequeninos com a minha vida. — ela abraçou os pequeninos, Sakura assentiu. Dependendo dela, nada iria acontecer com as crianças.

Sakura retornou ao campo de batalha e foi ajudar Sasuke e companhia. Os ataques deles pareciam não causar dano algum nas criaturas, o dragão se apresentava como uma criatura invencível.

Era uma luta perdida, mesmo eles não aceitando.

Akureyri

— Isso! — Ino jogava algumas ervas venenosas no caldeirão. Sai mexia.

Rin olhava curiosa aquele estranho líquido de coloração roxa borbulhando dentro do caldeirão.

Hashirama assistia entusiasmado a sua filha, concentrada em desenvolver um novo feitiço.

— Valquírias. — Kabuto falou de repente causando sustos nos presentes que o olharam assombrados. — Elas estão vindo. — essas deidades tinham o seu propósito, eleger os mais heróicos guerreiros mortos em batalha e conduzi-los ao salão dos mortos. — Saia Sakura!

— Não temos tempo, terá que servir assim. — Ino pegou um pote e colocou dentro do caldeirão.

— O que irá fazer? — Sai lhe perguntou curioso.

Ela o encarou enquanto enchia o recipiente com aquele conteúdo.

— Irei até Sakura.

— Não sabe onde ela está. E Ino, você nem sabe se isso irá funcionar.

— Eu tentarei. — disse decidida. — Kabuto, me diga em qual lugar está acontecendo essa luta. Irei me teletransportar até lá.

— Eu irei com você! — Sai proferiu em voz alta. — Mesmo sendo uma loucura.

— Acha que essa poção irá fazer algum efeito? — Rin perguntou temerosa. — Usou poção de transformação com venenos, o que espera desse feitiço?

Nem a própria Ino sabia responder, aqueles feitiços aliados fariam um grande estrago em qualquer coisa, porém eram dragões. Sua dúvida era maior.

— Poção do nanismo pode funcionar neles e o veneno pode deixá-los neutros. Não sei, será na sorte. Cuide do papai e do Inojin.

Ela caminhou até o filho e lhe abraçou apertadamente.

— Você irá voltar? — ele perguntou com uma voz embargada.

— Sim, eu irei voltar. Me espera?

— Sim.

Sai abraçou o filho e disse as mesmas palavras que Ino, fizeram uma promessa de que voltariam.

— Até mais papai, no entanto se eu não voltar, cuide do meu filho e o proteja. Sei que tem mágoa do que fiz, eu tentarei consertar de alguma forma. Obrigada por tudo, até os maus momentos.

Hashirama apenas acenou com a cabeça em positivo.

— Não se preocupe.

— Vamos Sai!

[...]

O dragão estava dizimando o exército do Urso negro e quase nada eles podiam fazer, apenas ficavam na defesa. Defendendo a própria vida.

Sasuke olhava para todos os lados, viu suas tropas morrendo. De longe era a sua pior batalha.

O Ainevi de Naruto tinha sido atacado e morreu, o Uzumaki estava no solo agora. Assim como os outros, ele estava exausto, estava dando tudo de si, no entanto não parecia ser o suficiente.

— Não vamos desistir. — Sasuke proferiu, ele mesmo sabia que se não ocorresse uma espécie de milagre ali, ao fim do dia eles estariam mortos.

Contudo ele se recusava a morrer ali, recusava seu futuro. Os deuses não poderiam brincar com ele dessa maneira.

Iria lutar até o seu último instante com a esperança de um mundo seguro para seus filhos. Queria o amanhã para poder ensinar Sarada a controlar o seu elemento e mostrar a Satsuki como se caça. Ia ensiná-lo a lutar com ursos.

Desejava o tempo para se acertar com sua bruxa, eles eram uma família.

— O que iremos fazer agora? — Sakura perguntou, a bruxa estava exausta.

— Lutar!

Gaara já considerava a batalha perdida. Estava inconsolável.

— Todos nós estamos fadados a morrer um dia, mas hoje não será o nosso dia! — ele falou dando incentivo aos que restaram.

Os dragões sobrevoavam por cima deles em vôos rasantes, levantavam a água do lago criando ondas. Um ataque dos dois foi iniciado e esse era pior de todos.

Sakura estava ao lado de Sasuke, ambos se protegiam e tentavam armar uma rápida estratégia. No entanto tudo era tão rápido que mal tinham tempo.

Ino apareceu ao lado de Sai no meio do gelo. O dragão foi a primeira coisa que ela avistou, era medonho!

— Ali! — Sai apontou na direção de Sakura.

— Me proteja. — ela pediu, Sai criou um escudo de gelo ao redor dos dois e saíram correndo em direção a bruxa.

Em sua mente Ino repetia para si que Sakura não seria morta. Ela criou aquele caos e tinha que contribuir para o seu fim.

— Sakura! — ela gritou, a bruxa de cabelos rosados ficou surpresa em ver a irmã ali.

— O que está fazendo aqui? Perdeu a cabeça? — gritou.

— Vim ajudar.

O dragão lançou chamas sobre eles, porém o escudo de Sai foi alinhado com o de Sakura. Ajudou a deter o ataque.

— Olhe. — ela abriu a mão. — É um feitiço poderoso de oculto. Se conseguir de alguma forma atacá-lo com isto.

Sakura olhou o líquido. O olhar de Ino foi desviado para Sasuke que olhava curioso o objeto na mão dela.

— É veneno com poção de nanismo.

Sasuke não tinha a mínima ideia.

— Aliou veneno com transformação? — Sakura perguntou abismada.

— Desespero.

Naruto entrou debaixo do escudo.

— Quem é essa?

— Minha irmã. — Sakura respondeu.

— Tem alguma ideia de como podemos lançar isso nele? — Ino questionou. O escudo recebeu um novo ataque.

Pingos d’água do gelo derretendo caiam sobre eles.

— E esse? — perguntou olhando para Sai.

— O ex-noivo de Sakura. — Ino respondeu. Sasuke de imediato olhou para Sai. Não gostou nada em ver aquele homem ali perto de sua ursa, tanto que ficou ao lado dela, bem no meio dos dois.

— Sempre jogamos feitiços com flechas. — Sakura respondeu refletindo um pouco.

Um outro ataque foi lançado.

— Flechas de gelo são facilmente derretidas. — Sasuke tomou a voz.

— Eu sei, mas elas são cortantes, diferente do gelo. — ela explicou. — Tem que fazer uma flecha de gelo eterno e atirar nele com o feitiço.

Sai renovou o escudo depois do quarto ataque. Kakashi e Konan entraram no escudo. A bruxa foi logo ajudando a manter o escudo. Ela pausou olhando para Sai, ele parecia tão familiar para ela.

— Como lançaremos essas flechas? — foi a vez de Naruto perguntar. — Eles não param de lançar essas chamas ai.

— Na verdade eles param, tem um intervalo. — Sakura falou.

Um outro ataque, agora eram os dois dragões.

— Quantos minutos?

— Irei contar. — Kakashi respondeu e fechou os olhos se concentrando.

Agora o papel trocou, Sai não tirava os olhos de Konan. Os cabelos roxos da bruxa, foi inevitável não pensar em sua irmã.

— Um minuto e meio!

— É o tempo que temos. — Sasuke disse. — Jiraiya, seu Ainevi?

Gaara entrou com Temari no escudo.

— O que tem ele?

— Iremos precisar. Eu vou atirar uma das flechas nele.

— No pescoço dele. — acrescentou Ino. — Bem no meio.

— O resto distrai o outro dragão. — Sakura estava arquitetando o plano. — Gaara, gigantes de terra. Konan, congele-os. Naruto e Jiraiya, mantenham o outro dragão o mais longe possível. O restante de nós vai distrair o primeiro dragão.

Sakura criou uma flecha de gelo eterno e Ino abriu o pote com a magia, aquilo tinha odor forte.

Sakura entregou a Sasuke a flecha.

— Quando iniciaremos? — Gaara perguntou, estava sem esperança naquele plano.

Um outro ataque foi desferido.

— Agora! — a bruxa gritou e todos saíram do escudo.

Naruto e Jiraiya foram atrás do outro dragão. Contaram com a ajuda de Obito e Shisui. Uniram o poder dos dois e criaram um furação na esperança de afastar aquele dragão, depois a hora dele chegaria. Sakura saiu com Sai e Ino e lançavam lanças de gelo no dragão.

Sasuke subiu no Ainevi, estava sem equilíbrio no começo, ajoelhou-se nele e ordenou que ele se aproximasse por trás do dragão, ele iria saltar nele e agarrar o pescoço. E foi assim que o fez, aproveitando a distração que os bruxos causavam nele. Voou o mais alto que pode até chegar perto dele. Pulou nele, o dragão nem sentiu. Sasuke seguiu pelo corpo escamado do dragão. O dragão lhe olhou de lado, percebeu que tinha alguém ali, começou a se mover.

— Atirem! — Sakura ordenou.

Sasuke foi se aventurando segurando no dragão, era uma caminhada difícil, ele se ajoelhou e se colocou de quatro. O balanço era forte.

Kakashi estava contando que faltava pouco tempo.

Sasuke se aproximou do pescoço, já tinha notado que o dragão estava voando para a montanha e ali com certeza iria atirar o viking contra ela.

Sasuke foi mais rápido, alcançou o pescoço grosso do dragão lhe golpeando com a flecha de gelo.

O dragão rugiu.

Sasuke levantou-se, o dragão voava ligeiro em direção a montanha. O Uchiha lançou-se no meio do lago, sendo capturado por Sakura que o trouxe até ela em uma bolha d’água.

— E agora? — Konan perguntou sem tirar o olho do dragão.

— Esperar o feitiço agir. — Ino disse e não demorou. O dragão foi perdendo altitude, caía e ia diminuindo.

Os bruxos deram pulos de felicidade.

— Funcionou! — Sakura exclamou pasma.

— Merda funcionou! — Sai disse embasbacado. — Funcionou Ino. — no meio da alegria ele deu um beijo na bruxa.

Sasuke viu a cena sem entender, que tipo de libertino era aquele bruxo? As duas irmãs?

— Bom, detesto interromper a felicidade, mas tem aquele ali. — Kakashi apontou para o outro dragão.

Naruto e companhia fugiam dele. Gaara e Temari usaram seus monstros de barro agora congelados tentando barrar o outro para ganhar tempo.

Tsunade estava aflita, não sabia o que acontecia fora da gruta. E se…

Ela tentou afastar esses pensamentos. Satsuki e Sarada estavam inquietos e queriam ir para perto da mãe e ver o que estava acontecendo.

— Não, prometi que iria manter vocês dois seguros aqui. Vocês são impulsivos e inquietos como a Sakura.

— Queremos ver a mamãe.

— Ela vai voltar, fiquem com a titia aqui.

O outro dragão tinha destruído os bonecos de gelo.

— Bom, temos um minuto e meio. — Sakura passou as ordens. — Naruto, é a sua vez!
— Deixa comigo.

As bruxas saíram na frente lançando flechas no dragão chamando-o a atenção.

Sasuke combatia as chamas lançadas ao lado de Obito e assim Naruto pôde ir voando em um Ainevi até pular no corpo do dragão.

O dragão estava furioso e suas chamas eram intensas. Ele rugiu assim que percebeu a presença de Naruto em suas costas, porém não tinha muito o que fazer. O homem enfiou a flecha no pescoço dele o choque foi tão grande que Naruto perdeu o equilíbrio e caiu do dragão sendo pego por Konan.

O dragão lançou chamas, porém já sentia o efeito da flecha passando por seu corpo.

Ele era robusto e não caiu, foi diminuindo aos poucos até sumir na água.

As tropas que restaram vibraram em comemoração, os dragões tinham sido derrotados.

Os clãs celebravam com abraços e mal acreditando na vitória, horas atrás aquilo não seria possível.

Sakura olhou ao seu redor e todos estavam comemorando. Fixou seu olhar em Sasuke que a observava orgulhoso.

— Conseguimos! — ela falou sorridente.

— Sim. — os dois evitaram abraços ali. — Sua irmã foi essencial.

Sakura passou a observar a irmã que estava nos braços de Sai, os dois estavam se beijando.

Sakura ficou surpresa e o Uchiha confuso.

— Ele está beijando a sua irmã. — Sasuke falou, mas estava aliviado, antes ela que Sakura. Ah, se aquele bruxo tentasse algo com Sakura ali, uma nova guerra seria iniciada.

— É, eu estou vendo.

— Que bom. — ele expressou-se aliviado. Sakura meneou a cabeça em negativo, tinha notado o ciúme do Uchiha, achou ótimo, pois demonstrava que havia sentimento ainda nele.

— Enfim acabou! — Naruto gritou abraçando os dois. — E ai meus ursos, foi ou não foi uma batalha memorável?

Sakura concordou.

— Podemos ir todos para casa. — Gaara se aproximou deles.

Ino veio com Sai, sua bochecha ficou rubra quando percebeu que a irmã estava sorrindo para ela e com uma expressão de que sabia o que ela tinha feito.

— Podemos ir para casa. — ela falou. — Cadê os gêmeos Sakura?

— Estão com a Tsunade numa gruta.

Ino ficou surpresa com a presença da irmã ali, havia tanto tempo.

— Então, vamos buscar as crianças e vamos embora. — Sai sugeriu.

Sasuke estreitou os olhos, fez uma cara de que não gostou daquilo e iria tirar satisfação com aquele bruxo, quem ele pensava que era?

— Eu não irei. — Sakura foi mais rápida.

Ino arregalou os olhos. — Como não? Você é a líder de lá e por que?

— Eu irei ficar com o pai das crianças.

Ino olhou para os lados procurando o pai.

— Eu, cunhada. — Sasuke disse afoito.

Os olhos azuis de Ino piscaram algumas vezes tamanha a incredulidade.

— Ele é um viking. — Sai disse abismado.

Aquele gelinho era irritante, concluiu Sasuke.

— Pois é, cunhado. — ele disse orgulhoso com um sorrisinho de lado. Típico dele.

— Sakura…

— É uma longa história, eu irei contar, mas não agora.

— Eu vou querer ouvir detalhe por detalhe. — ela falou observando Sasuke. — Cunhado. — proferiu ainda não acreditando.

— Cunhada!

— Por favor, parem com isso. — Sakura interrompeu.

— Ela é brava. — Ino brincou.

Sasuke concordou. — Abelhuda. Ela sempre foi assim?

— Você não tem ideia. — Ino sorriu com o seu inesperado cunhado.

— Sakura é brava mesmo. — Sai entrou no meio da conversa.

— Ninguém te perguntou. — ele cortou o bruxo.

Sakura tinha ido procurar seus filhos com Tsunade, mas para a sua surpresa encontrou alguém mais ali com eles.

— Papai! — ela esboçou a surpresa.

O ancião tinha decidido vir ajudar na batalha, mas tinha chegado quando tudo tinha se resolvido. Seu corpo paralisou quando viu os dragões sobrevoando e atirando as chamas, era a coisa mais amedrontadora que tinha visto na vida. Quando resolveu ir embora, viu as duas crianças com Tsunade, seu oráculo estava certo, eram do viking e novamente ele sentiu aquela esplêndida energia de magia. Eram os filhos de Sakura.

Hashirama observava as duas crianças e em seguida olhou a filha. Sasuke chegou em seguida, foi logo analisado pelos olhos frios de Hashirama.

— Quem é…? — ele foi interrompido.

— Sou Hashirama Senju.

— Que bom que voltou a enxergar, papai.

— Então foi esse o caminho que você escolheu? Viver com um viking, sabendo que eles são os nossos inimigos.

— Eu… — Sasuke foi outra vez interrompido, dessa vez por Sakura.

— Foi o que eu escolhi. — essa era a sua chance de provar para Sasuke que ela não era apenas a bruxa do coração de gelo. Era sua vez de demonstrar para o viking o quanto ela o amava e provaria isso desafiando o seu pai. — Escolhi desafiar os deuses e eu mesma traçar o meu próprio destino.

— Escolheu trair o seu clã. — ele retrucou.

— Escolhi amar. — ela puxou a mão de Sasuke segurando-a. O viking estava sereno e foi naquele momento que a mágoa por aqueles anos longe dele foi desfeita. Enfim sua bruxa coração de gelo tinha derretido, sentiu pela primeira vez Sakura por completa. — Escolhi amá-lo, amar a minha nova família.

— Se é assim que quer. — respondeu frio.

— Não irá me perdoar?

Hashirama preferiu não responder, Sasuke soube de imediato de onde vinha o orgulho de Sakura, ela tinha de fato herdado do pai. Hashirama era a soberba em pessoa.

— Saiba que independente de qual seja o nosso clã, eu amo a sua filha e irei cuidá-la e protegê-la. Não só ela como os nossos filhos também.

Hashirama nem se deu o trabalho de argumentar, virou de costas e conjurou o feitiço de teletransporte.

Sakura conhecia o seu pai e ele não iria mudar, ela já tinha compartilhado do mesmo orgulho, nada faria mudá-lo.

[...]

O brilho das estrelas estava apagado naquela noite fria. Estavam no meio de uma floresta.

Gaara ofereceu um banquete para os guerreiros, mas recusaram, queriam voltar para casa e tinham uma longa caminhada pela frente. Escolheram passar aquela noite no meio da floresta e esperar o dia amanhecer, estavam cansados e um descanso não faria mal.

Escolheram um bom local na floresta próximo de um riacho, os vikings tinham garantido o jantar. Muitos peixes e alguns cordeiros.

Obito, Naruto e Jiraiya foram encarregados de enjaular os pequenos filhotes de dragões, não sabiam ao certo o que iam fazer com aquelas criaturas mágicas. Dúvidas passavam pela cabeça deles. E se esses dragões voltassem ao tamanho original?

Isso nem a própria Ino sabia se iria acontecer.

Obito estava abatido naquela noite, seu melhor amigo tinha morrido no ataque dos dragões. Shisui tinha lutado bravamente, porém tinha chegado sua hora. A hora de muitos guerreiros tinha chegado.

Ino conversava com Sai sobre os dragões, porém a cabeça do bruxo estava longe.

Ele não parava de olhar para a bruxa de cabelos roxos e Ino tinha notado. A bruxa ficou magoada, mas fingia bem.

Tinha plena consciência que o beijo de mais cedo foi apenas pelo momento de comemoração. Sem esperança para ela.

— Aquela mulher. — ele falou para Ino.

Mesmo dizendo para si que não se importava ela não pôde negar a decepção.

— Ela me lembra alguém. — ele falou. — O cabelo roxo. Minha mãe tinha cabelos roxos, a minha irmã tinha cabelos da mesma cor.

— Hm. Ela não é do nosso clã. — Ino estava sentada á margem do riacho, ela jogou uma pedra nele. Apenas escutou o barulho da pedra na água caindo. — Quando iremos retornar?

— Quando você quiser. O nosso clã está sem proteção, é melhor voltar.

Ino concordou.

— Irei falar com Sakura.

Konan e Kakashi se aproximaram dos dois. A bruxa de cabelos roxos estava de olho nos dois bruxos, sabia que eles não iriam tardar para voltar ao clã e queria ir com eles.

— Vocês estão indo? — ela perguntou.

— Sim. Nosso clã precisa de nós. — Ino respondeu.

Sai não tirava os olhos dela, tentava lembrar de onde conhecia aquela mulher, mas a sua mente estava em branco.

— Posso ir com vocês? Eu também sou uma bruxa. Estou há anos procurando a minha família, porém falhei. Creio que o meu passado está relacionado com o seu clã.

Sai ficou interessado.

— Claro, bom como você se chama? Posso te ajudar a encontrar.

— Me chamo Konan e esse é o meu marido Kakashi.

— Konan? — Sai perguntou. — Seu nome é Konan?

A bruxa reafirmou. — É o meu nome.

Sai passou a mão nas têmporas, fechou os olhos.

— Está tudo bem? — perguntou Ino quando percebeu que ele estava mais branco do que de costume.

Ino abanou-o com as mãos.

— Ele está passando mal. — Konan foi ajudá-lo.

As folhas caem no outono, a neve no inverno, o sol brilha no verão. — ele cantarolou.

E as flores na primavera. Não se importe, pois retornarei, quando você menos esperar... — Konan completou o verso.

Dias de felicidade, são as estações a mudar. — os dois cantaram.

Ino e Kakashi trocaram olhares baralhados.

— Sai. Meu irmãozinho. — Konan deu um passo á frente e abraçou-o. — Meu irmão!

Sai estava de olhos fechados, a emoção tinha tomado conta do homem.

Agora entendia de onde a conhecia e porque a sua intuição estava lhe perturbando. Era ela, sua irmã que se foi nas águas.

Era Konan.

— Por onde esteve? Eu senti tanto a sua falta. — ele falou com a voz embargada.

[...]

Ino observava de longe Sai e sua irmã, escolheu dar privacidade aos dois. Eles tinham tantos assuntos para discutirem.

Ela preferiu ficar sentada perto da lareira.

— Posso? — Tsunade se aproximou e assim que Ino concedeu, ela sentou-se. — Quem diria que estaríamos todos aqui no clã rival celebrando uma batalha.

Ino concordou, era surreal mesmo.

— Bom, eu não vou prolongar. Eu te devo desculpas por tudo que te causei, sei que não há perdão. Mas vim implorar por ele, minha irmã. Eu estava cega por um amor doentio e não media as consequências, quando enfim fui desperta do pesadelo, foi tarde demais. — era visível o seu arrependimento.

Ino tinha mágoa da irmã, não gostava de lembrar o que Tsunade tinha lhe causado no passado. Mas a caçula de Hashirama agora compreendia que todos cometeram erros e todos tinham o direito ao perdão.

— Ambas erramos, mas ainda temos o mesmo sangue correndo nas veias.

Tsunade sorriu emocionada e as duas se abraçaram. Ao longe, Sakura observava comovida suas duas irmãs abraçadas.

Tudo tinha voltado ao normal.

[...]

Satsuki e Sarada estavam empolgados contando para a mãe tudo que havia acontecido e não poupavam os detalhes. Sakura escutava atentamente os filhotes, sem dúvidas eles eram o maior tesouro da vida dela. Estavam sentados sobre a grama e ela no meio da conversa tentava fazer os dois comerem, porém eles queriam conversar.

Sasuke estava por perto observando aquela cena. Só esperava o minuto certo para dizer que era o pai deles.

O urso que enfrentou exércitos estava nervoso, não sabia o que dizer e o que eles iriam falar.

Em alguns momentos, ele olhava para Sakura aflito pedindo socorro com os olhos, a bruxa apenas sorria.

Sakura deu um sinal com os olhos e Sasuke sentou-se perto deles. Os olhos negros dos ursinhos encaravam curiosos o velho urso.

Sakura achou que seria fácil dizer que ele era o pai deles, mas agora lhe faltavam palavras na boca. Não sabia por onde começar.

Ela olhou para Sasuke e fez uma careta, estava tão perdida quanto ele.

As duas crianças comiam o carneiro assado, Satsuki sujou-se todo, era parecido com o pai até nisso. Sakura deu uma cutucada em Sasuke com o cotovelo pedindo para que o viking falasse algo. Ele estava pensando em algumas coisas, mas no fim só conseguiu perguntar: — Está bom o carneiro?

Os dois anuíram. Bom, era um começo.

Sasuke e Sakura trocavam olhares engraçados que expressavam um “fala algo”, porém Sasuke estava realmente travado. A única vontade que tinha era abraçar aqueles dois, mas não queria assustá-los. Os olhares dos dois não passaram despercebidos pelos filhos.

Sarada sorriu das caretas engraçadas da mãe.

— Vocês são gêmeos. — ele disse. Sakura colocou a mão no rosto. — Eu estou tentando. — falou para Sakura.

— Você é o nosso pai, não é? — Satsuki perguntou.

Sakura arregalou os olhos e abriu a boca surpresa.

Justo quando Sasuke tinha escolhido algumas palavras para se apresentar.

Ele ficou sem palavras.

— Você é o nosso pai? — foi a vez de Sarada interrogá-lo.

Um sorriso bobo e sem jeito foi visto no rosto do Urso.

— É, eu sou o pai de vocês. Vocês são os meus filhos. — ele falou com uma voz sufocada, quase que não saia. Sakura estava com os olhos marejados. — Meus ursinhos.

— Eu disse para vocês que o pai de vocês iria vir ver vocês.

Os dois pequenos se levantaram e sem Sasuke esperar os dois abraçaram o Uchiha. O abraço foi tão forte que Sasuke perdeu o equilíbrio e caiu deitado sobre a grama. Como filhotes de ursos, eles não soltaram. Sakura passou a mão nos olhos emocionada. Enfim Sasuke pôde dar o abraço de urso nos filhos, seus preciosos e amados filhos.

— Papai! — os dois estavam em cima de Sasuke.

Sasuke ria como uma criança, tamanha emoção que lhe arrebatou o coração quando eles o chamaram de pai.

— Meus ursinhos. Minha ursinha e meu ursinho. — ele estava abraçado com eles. Aquele, sem dúvida alguma, era o dia mais feliz da vida dele. Realizou o sonho de ser pai, logo de duas crianças. Prometeu para si que nada iria acontecer com aqueles dois, iria dar a vida dele por eles.

— Você é o ursão! — expressou Sarada sorridente. — E a mamãe a ursona.

— Ela é a mamãe ursa. — ele falou fitando a bruxa. — Então você tem o elemento da água?

— Sim. — Satsuki respondeu. — Você é gelo também?

— Não, eu sou o elemento do fogo.

— Como eu. — Sarada comentou alegre.

— É, como você. — ele apertou o nariz dela. — Irei te ensinar tudo o que precisa saber sobre o seu elemento, minha ursinha.

— E eu? — Satsuki perguntou enciumado.

— Você eu ensinarei a lutar com ursos.

— Eu também quero. — Sarada disse. Sasuke concluiu que ela era uma mini-Sakura de fogo. Sua filha com certeza era uma mistura explosiva.

— Vai se acostumando, os dois são assim. — Sakura comentou rindo da situação.

— Vocês dois então, eu ensinarei a lutar com ursos. — ele sentou-se e pegou os filhos no colo, não havia sentimento ou palavras que conseguissem transmitir o que ele estava sentindo ali.

— Obrigado. — ele agradeceu a bruxa. E assim ele iria passar a noite com os dois filhos no braço agarrados com ele.

Não queria soltá-los, enfim tinha conseguido a sua família.

[...]

Ao amanhecer as tropas estavam se organizando para fazer o caminho de volta.

Foi uma noite e tanto, para Sasuke e os irmãos Konan e Sai, eles nem dormiram de tanto conversar sobre a vida deles e o que fizeram.

Já Sasuke passou a noite ao relento brincando com os filhos e depois velando o sono deles. Eles eram tão perfeitos.

Mas era hora de retornar para casa, para alguns…

— Não vai conosco mesmo? — Ino perguntava para a irmã.

— Não. Irei ficar com o pai das crianças.

— Você é a líder. — Ino tentou lembrá-la.

— Eu sei, já contribui com a minha parte no clã. Fiz o meu melhor minha irmã.

Ino estava com uma feição triste.

— Sei que você será uma ótima líder Ino. Você é inteligente e forte, tem um bom coração e o principal: aprende com os seus erros.

— Papai não vai compreender isso, ele ficará louco ao saber que você fugiu com um viking.

Ela tinha razão.

— Eu vou me acertar com ele. — ela abraçou a irmã. — Cuide do nosso clã.

Sasuke estava correndo brincando com os meninos, percebeu que foi uma péssima ideia, aqueles dois não paravam.

Sarada estava montada nas costas dele e Satsuki brincava jogando água nele.

Sasuke foi até perto de Sakura que se despedia da irmã. Ino sorriu da cena daquele homem enorme brincando com as crianças.

— Vou sentir a sua falta. — Ino disse chorosa.

— Eu também.

— Bom senhor urso, espero que cuide bem da minha irmã ou eu irei transformá-lo em um urso de verdade. — Ino disse entre lágrimas e risos.

— Eu sei me cuidar sozinha. — Sakura respondeu.

Sasuke revirou os olhos brincalhão.

— Qualquer coisa mando ela de volta embrulhada para você, cunhada.

Sakura o repreendeu.

— Sua mãe é uma abelhuda, vocês sabiam?

— O que é abelhuda papai? — Sarada perguntou curiosa.

— Sasuke! — Sakura atirou um feixe de gelo nele.

Ino ficou boquiaberta com a cena inesperada, Sakura não mudava mesmo.

— Sakura! — ela exclamou admirada.

— Nem se preocupa, ela é assim. — Sasuke deu de ombros. — Vamos vocês dois antes que a mãe de vocês me congele.

As duas sorriram cúmplices.

Hafnarfjörður

Os vikings voltaram e foram recebidos com grande festa no clã. Não só os vikings estavam festejando por ali, mas os clãs vizinhos vieram celebrar, afinal eles destruíram os Nottikins e venceram os poderosos dragões, era um grande feito. Como era de costume, a grande atração da festa eram os guerreiros, porém naquela noite, os dragões bebês roubaram todas as atenções. Todos queriam ver os nada temíveis dragões, estavam mais para “fofinhos”.

Estavam felizes por estar em casa, enfim. Não tinha nenhuma guerra pela frente, agora eles tinham a certeza que o urso negro tinha encerrado a sua trajetória.

Dali por diante, eles poderiam enfim colher a paz que tanto procuraram.

Mikoto tinha retornado da montanha, ela tinha ido prestar sacrifícios e oferendas aos deuses para tudo ocorresse bem.

Seu coração pulou de alegria quando ela percebeu que os guerreiros tinham voltado. Suas preces tinham funcionado.

— Ele congelou? — Madara estava conversando com os seus bisnetos, o ancião estava maravilhado com aquelas duas pequenas criaturas.

Sarada afirmou com a cabeça.

— Ele tem o poder da mamãe. Só que ele queria o poder do papai.

— Ah, o poder do gelo é muito importante.

O pequeno estava emburrado, o fogo, aos olhos dele, parecia mais atraente.

— Não é não. — Satsuki falou com os braços cruzados causando uma risada do ancião.

Ino e Sai, em companhia da sua nova irmã, estavam de despedida, a pedido de Sakura eles vieram até Hafnarfjörður aproveitar um pouco da festa. Sakura ficou surpresa ao descobrir que Konan era a irmã perdida de Sai. Os dois mal acreditavam na coincidência e o acaso que o destino lhe colocaram de volta.

Konan iria para Akureyri acompanhando a sua nova família e estava ansiosa para conhecer o seu novo sobrinho, de uma coisa tinha certeza: iria mimá-lo.

— O que iremos fazer com os dragões? — Naruto perguntou. — Segundo a lenda, só descendentes de magia pura podem dominá-los. Seus filhos.

— Eles são novos para dominarem dragões. — Sakura disse receosa. — Não sei se os quero por ai com dragões. Afinal, essas criaturas um dia vão voltar ao seu estado natural.

— Não podemos matar animais mágicos tão poderosos e quase extintos. — Jiraiya tomou a palavra. — Nosso clã sempre conviveu com animais mágicos, podemos auxiliar os dois pequenos ali, se um dia eles quiserem assumi-los. Não será problemas.

Sasuke coçou a bochecha pensativo.

— Algum dia pode surgir uma ameaça maior, e será melhor os dragões do nosso lado.

Sasuke e Sakura trocaram olhares e por fim concordaram.

— Nossos filhos não tem a idade para cuidar de dragões agora, então se vocês puderem cuidar deles enquanto os bebês dragões crescem e consequentemente os nossos filhos, seremos gratos.

— Não será problema. O bom que poderemos estudar um pouco sobre dragões. — Naruto falou. — É hora de ir, não é tio?

— Sim. Tsunade?

— Irá com eles minha irmã? — Sakura questinou-a. Jiraya fitou-a interessado na resposta dela.

— Irei. O Jiraiya irá cuidar dos dragões, mas quem irá cuidar dele?

— Irá cuidar de mim, minha leitoa?

— Não me chame de leitoa, seu porco. — ela bateu nele.

— Mas a mulher do porco é a leitoa. — Naruto entrou no meio da perturbação.

— Ora seu moleque! — Tsunade deu-lhe um cascudo.

— Bruxas são perigosas. — Jiraya comentou dando um passo para trás com medo de levar um cascudo da sua leitoa.

— É só domá-las com jeito. — Sasuke falou como se tivesse notoriedade no assunto.

— E é? — Sakura questionou-o.

— Não falei de você, foram outras bruxas. — ele deu uma de desentendido. Tirando risos de Naruto.

— Então é isso. Até uma próxima pessoal.

— Cuidem bem dos dragões. — Sakura se despediu deles.

Mikoto estava abobada olhando para os seus dois netos. Eles eram tão perfeitos, as criaturinhas mais linda que já viu na vida. O amor por eles foi imediato, não negando um forte abraço.

— Ele é elemento água, mas é parecido com o Sasuke. — Madara explicava. — A menina é o nosso elemento, mas parece com a mãe na forma de agir. — ele estava tão orgulhoso dos bisnetos.

— Eu sou a avó de vocês, — ela não podia conter a alegria. — Eu nunca pensei que vocês seriam tão perfeitos.

— Só porque eles são filhos de bruxa? — Sakura tinha chegado.

— Não nego que foi por isso. — Mikoto lhe encarava. — Porém, vejo que estava errada todo esse tempo. Espero que possamos ter uma relação cordial de agora em diante, como nora e sogra.

Sakura assentiu com a cabeça, mas queria mais da sua sogra, ela lhe devia mais que isso. Estaria aceitando desculpas por ter um péssimo comportamento. Mikoto entendeu a tensão que foi formada e Madara lhe cutucou.

— E me desculpe por eu ter sido uma vaca. — ela falou nada satisfeita.

— Desculpada. — Sakura respondeu em o tom de ironia de sempre. Bom, ela iria melhorar, mas não agora. — Vamos para casa? — Sakura perguntou para Sasuke.

— Eu irei resolver um pequeno assunto antes, pode me esperar aqui?

Sakura concordou.

O Uchiha saiu pelas ruas da vila, tinha que encontrar uma pessoa, muito assunto para falar com essa pessoa em particular. Pelo o caminho, ele viu os vikings que tinham exagerado nas bebidas e entre eles o seu tio Obito que estava cantando segurando um enorme copo de cerva.

— Sasuke! Shisui está em um lugar melhor, não é?

— Está em Valhalla e provavelmente rindo de você tio. — Sasuke comentou rindo da situação do tio.

Obito anuiu, lhe confortou o coração pelo o seu melhor amigo estar no salão dos guerreiros e caçoando de todos. Realmente não havia lugar melhor para um bravo viking corajoso.

— E você? Você está feliz não está Sasuke? Nem preciso perguntar, estar escrito em seu rosto. A bruxa te pegou de jeito.

Sasuke gargalhou.

— Quando iremos sair para pescar como nos velhos tempos?

— Assim que a sua ressaca passar. Boa noite tio.

Sasuke seguiu o seu caminho, até parar na casa de um ser conhecido. Bateu na porta de madeira três vezes até ser atendido.

— Sasuke! — o oráculo respondeu. — Tarde, não?

Sasuke anuiu.

— Quer entrar? — Sasuke negou com a cabeça. — O que deseja então?

— O que viu para o futuro? — ele foi direto.

— Vejo paz. Clãs unidos, porém nem tudo dura para sempre, o mundo sempre estará envolvido em guerras, é o seu curso natural. No entanto, não temos que nos preocupar com as coisas futuras menino Sasuke, quando elas acontecerem presenciaremos e estaremos fortes o suficiente.

Sasuke concordou. Estava em um estado de graça, enfim tinha conquistado a sua família e não queria perde-la. Orochimaru estava certo, o mundo sempre foi um campo de batalha.

— Algo mais?

— Hm… — sem esperar, Sasuke deu um soco com moderação no rosto do oráculo. — Por essa você não esperava, não é?

Orochimaru levou a mão ao nariz, estava dolorido e pensou que tinha quebrado. Não tinha adiantado fugir de Sasuke.

— Mais ou menos.

— Precisa melhorar a sua visão, Orochimaru. — ele debochou. — Obrigado. — foi o seu agradecimento por ele ter salvo a sua vida mesmo com uma mentira.

[...]

Satsuki e Sarada corriam pela casa do viking, pareciam dois desbravadores querendo descobrir tudo da nova casa. Não era grande como o palácio que eles viveram por um bom tempo, mas eles gostaram dali, era confortável e o melhor: era a casa do papai.

Sasuke estava no quarto com Sakura em frente do velho baú.

— Irá de vez aposentar o urso negro? — Sakura lhe perguntou.

Ele segurava a capa na mão, não tinha mais sentido em ser aquele viking cruel que vivia em busca de batalhas. Ele agora estava pleno e tinha a sua bruxa e seus filhotes ao lado.

— Ele é passado. Eu sou apenas um pescador, sempre quis ser. — ele jogou a capa dentro do baú e por fim o trancou. — Irei voltar a pescar, assim que meu tio se recuperar da ressaca. Irei aumentar a casa, temos dois filhos agora. Tenho que pescar muito para isso.

— Se quiser posso ajudar.

Sasuke fez uma careta. — Prefiro pescar do jeito convencional, nada de peixes voando.

Sakura deu se ombros. O Viking abraçou a mulher por trás despejando um beijo caloroso no pescoço dela. — E o seu pai?

— Ele não irá mudar. Também não me importa, estou feliz com você aqui e as crianças.

— Eu senti tanto a sua falta. Era doloroso ver esse quarto vazio.

Ele pegou Sakura pelos braços. — Eu acho que é hora de matar a fome do seu mel, meu favo de mel. — sussurrou no ouvido dela e por fim, ele colocou-a na cama. — Só Odin sabe o quanto senti falta do seu corpo, do seu gosto. Dos seus gemidos. — ele subiu por cima de Sakura.

— Meu urso. — ela beijou-o, quanto desejava aqueles beijos quentes e cheios de amor do viking. O toque dele pelo seu corpo. Os lábios dele procuravam os dela, um beijo carregado de nostalgia, eram longos e profundos e como ele era selvagem, os beijos ganharam intensidade que era refletida no corpo de ambos. O beijo estava ganhando urgência, Sakura puxava a camisa dele, desvendando cada centímetro da pele marcada do Uchiha.

— Papai, mamãe. — Sarada entrou no quarto.

Sasuke ficou paralisado em cima de Sakura.

— Achamos um barril cheio de mel. — Satsuki apareceu com as mãos lambuzadas. — O melhor mel do mundo.

Sasuke saiu de cima de Sakura.

A bruxa sorriu da cena. Os dois subiram em cima da cama para perto dos pais.

— O Satsuki irá comer todo o mel. —Sarada reclamou.

— É tão gostoso…

Sakura estava olhando fixo em Sasuke, estava se segurando para não sorrir da expressão do Uchiha “o que eles estão fazendo aqui justo agora?”

Sarada bocejou e deitou-se perto de Sasuke.

— Está com sono meu amor? — Sakura perguntou e a menina assentiu.

— Vão dormir aqui? — Sasuke perguntou ainda incrédulo com a cena. Logo agora que iria provar o mel da sua ursa.

— Onde mais eles iriam dormir Sasuke? Só tem esse quarto aqui e essa cama. Eles vão dormir conosco.

Satsuki aconchegou-se ao lado dela.

— O mel me deu sono mamãe. — Sakura cobriu os dois com a coberta pesada.

— Durmam bem meus amores. — ela beijou os filhos. — O que foi Sasuke? Não era você que queria ter filhos?

Ele anuiu olhando seus dois ursinhos dormirem na cama.

— Amanhã mesmo eu irei construir um quarto para eles. — disse emburrado.

Sakura deu uma risada baixinha.

— Então é melhor você dormir cedo. Eu te amo. — ela selou os lábios dele.

— Também te amo, abelhuda.

Os dois deitaram-se na cama. Mesmo com a interrupção do seu ato de amor com a sua bruxa, Sasuke estava mais contente que nunca, finalmente tinha conquistado a sua bruxa e a família que sempre quis ter. Era o viking mais feliz do mundo.

No final das contas, nunca houve uma maldição, ele estava certo em tentar o seu amor por Sakura. Valeu a pena desafiar os deuses para lutar pelo amor da bruxa.

A família urso adormeceu unida sob o calor das cobertas e o calor do amor que emanava de ambos. Era a família que ele sempre sonhou.

E ali eles dormiram sob a aurora.

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu curti muito escrever a fanfic e tudo mais. Muito obrigada por terem acompanhado até aqui ;) Beijocas Querem um epílogo?