So What
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu não morri! :D
~ Apreciem sem moderação ~
PDV Jason:
A pior coisa do mundo é chegar em casa as 3:00 da manhã e acordar as 6:30 para ir a escola, me joguei na cama e acordei, pelo menos foi o que senti. Levantei tomei um banho quente e fui me vestir, coloquei roupas simples não sabia como era essa escola então achei melhor não ir parecendo um babaca.
Sai do quarto e não pude evitar dar uma olhada na porta ao lado da minha, essa tal Sahra era insuportável, mas havia algo nela que me intrigava e posso jurar, que quando invadimos seu quarto algumas horas atrás, que seus olhos estavam verdes e não pretos, mas deve ser pela bebida.
Desci as escadas e fui tomar café encontrei todos ali até mesmo Drew e Daniel, bom nem todos Sahra não estava lá, desejei um bom dia a todos os presentes e me sentei ao lado de Drew, começando a me servir.
– Então estão animados para o primeiro dia de aula? –Jonh perguntou, todos soltaram um muxoxo, ninguém fica empolgado por ir à escola, principalmente se você é novato.
O resto do café da manhã correu bem, assim que terminamos nos retiramos para ir para a escola, não vi a garota retardada em lugar nenhum acho que não vai a escola hoje, tanto faz. Assim que chegamos a garagem e vi todos os carros ali e me perguntei em qual iríamos.
– Vamos no meu carro –todos falaram ao mesmo tampo, só a Clair que não porque ela ainda não tinha um, a mesma nos olhou meio assustada.
– Tudo bem, o que vocês acham de deixarem a pequena Clair decidir? –perguntei, todos concordaram com a minha idéia, então me abaixei até ficar na altura dela e perguntei –então Clair em que carro você gostaria de ir? –disse fazendo uma voz para crianças e ela me olhou estranha.
– Eu não tenho nenhum problema –ela disse devagar –e se for para ir em um carro com você prefiro ir a pé –meu queixo caiu com essa –mas já que coube a mim decidir, então vou optar pelo AUDI preto –apontou sorrindo para o meu carro, o único AUDI preto da garagem, dei um sorriso presunçoso.
– Então me sigam –disse me encaminhando paro o meu carro –todos a bordo –disse sorrindo de lado.
O silêncio no carro estava insuportável então resolvi colocar algo para tocar no rádio, puxei algum dos inúmeros CDs e coloquei sem me importar se os outros iriam gostar ou não, dentro de segundos o carro foi invadido pelo som da guitarra de Paranoid do Black Sabath.
[/Black Sabath – Paranoid/] (Link nas notas finais)
– Não acredito! –a pirralha estranha gritou –Eu amo essa música –sorri enquanto a olhava pelo retrovisor se balançando.
Chegamos à escola Lincoln Elementary and High School, havia dois prédios um certamente seria do médio e outro do fundamental, sendo o do médio pelo que pude perceber bem maior que o outro e foi como eu esperava uma porção de pessoas andando de um lado para o outro, pulando e se cumprimentando, algumas nos olhando nada fora do normal.
– Nós temos que ir a secretaria pegar os horários. –Mellany disse.
Todos nós a seguimos e por onde passávamos vi pessoas a cumprimentando, ela era popular pelo que pude perceber, suspirei em pensamento, não que eu não goste de ser popular, na minha antiga escola eu era, mas às vezes você cansa, todas aquelas pessoas te seguindo e tentando te agradar e nenhuma sendo realmente verdadeira. Mas tudo tem seu lado bom, geralmente tinha algumas regalias, principalmente no quesito festas e garotas.
Chegamos a uma sala agradável, com sofás e algumas plantas, havia uma senhora atrás de um balcão digitando algo em um computador, assim que nos viu abriu um largo sorriso, não pude deixar de sorrir de volta ela lembrava a minha avó.
– Sejam bem-vindos queridos! –exclamou –Como vai senhorita Benson? –disse se dirigindo a Mellany.
– Vou muito bem senhora Bronwen e a senhora?
– Estou ótima queria, vejo que trouxe alunos novos. –disse olhando para todos nós.
– Sim senhora.
– Muito bem, esperem só um minuto. –disse e entrou em outra porta que ficava meio escondida ao lado de um grande armário.
– Muito bem, como vocês já devem ter percebido eu sou popular por aqui –Mellany começou a falar –então por favor não me envergonhem.
– Não se preocupe, o máximo que eu posso fazer é correr pelado na frente de todo mundo –Drew disse, e todos rimos menos ela, acho que a palavra patricinha define bem essa garota.
– Certo aqui estão os horários de todas as aulas de vocês –disse a senhora Bronwen aparecendo de repente –e aqui tem um mapa da escola, tenham um bom dia queridos.
Saímos da sala e fui com Daniel achar a sala de Literatura, primeira aula juntos. As aulas foram extremamente chatas, algumas coisas repetidas, coisas novas, mas nada de interessante, não tive mais aulas com conhecidos, então era só esperar pelo intervalo para ver se acontecia algo de diferente, além das garotas que insistem em ficar me olhando a cada dois segundos.
Finalmente escuto o sinal do intervalo e praticamente corro da sala de aula para o refeitório, assim que cheguei vi todos ali sentados em uma mesa bem no centro, me dirigi a ela e sentei em uma cadeira vazia ao lado de Drew.
– Por que demorou tanto? –perguntou Mellany.
– O professor de História estava tentando fazer alguém gostar da matéria –disse e todos riram, foi aí que percebi pessoas que não conhecia ali.
– Então tá bom, me deixa apresentar você aos meus amigos, esses são: Alan, Alexia, Derek, Kaila e Ashley –disse gesticulando para cada um ao falar os nomes.
Alan era alto, forte e branco, cabelo curto e meio loiro, corpo forte, deveria ser atleta. Derek era praticamente a mesma coisa, não gosto de prestar atenção em homens, a única diferença era que o cabelo era mais escuro e era moreno.
Agora as garotas eram totalmente demais, Kaila era morena tinha cabelos castanhos e meio ondulados, lábios cheios e olhos em um tom castanho escuro e trazia estampando no rosto um sorriso provocante. Ashley era o tipo patricinha pelo que pude ver, vestia roupas de grife e tinha trazia um olhar levemente arrogante, tinha o cabelo curto e preto, os traços do seu rosto eram bem mais finos e delicados como uma boneca de porcelana era branca como uma.
Alexia era perfeita, a mais bela das garotas ali, loira, corpo escultural, suas curvas eram bem acentuadas e sorriso provocante se fazia presente em seus lábios, pintados em um vermelho carmim que faziam qualquer um ir à loucura, aquela garota tinha que ser minha ou não me chamava Jason.
– E aí? –disseram os dois garotos juntos.
– OI! –disseram todas as garotas juntas, tenho que confessar que achei aquilo estranho, falar frase juntos é tão idiota.
– Olá! –respondi educadamente, começamos a conversar e acho que as coisas não vão ser tão entediantes assim, sorri diante dos meus pensamentos.
– Quer dizer que você é novo na cidade Jason. –Alexia disse e não foi uma pergunta, mas mesmo assim confirmei com a cabeça –Se você quiser eu posso te mostrar a cidade –será que eu fui o único a notar a malicia na voz dela? Acho que sim.
– Eu adoraria –respondi.
– Alexia e Alan são irmãos Jason –virei em direção a Mellany quando ela falou isso –e gêmeos, são filho do dono da escola.
– Sério? –realmente fiquei surpreso, os dois confirmaram com a cabeça –Gêmeos? Vocês não são tão parecidos, mas até que se olharmos bem vemos certa semelhança –os dois bufaram.
– Olha eu vou indo tá legal, foi um prazer conhecer vocês –Alan disse de repente e foi embora.
– Disse alguma coisa errada? –perguntei.
– Não querido, o Alan é assim mesmo, meio anti-social não liga não –todos riram ali, eu não acho que o garoto seja anti-social, acho que ele só não gosta muito de ser bajulado.
Todos engataram em algumas conversas paralelas e eu parti para minha nova conquista Alexia.
PDV Sarah:
Acordei com o sol batendo no meu rosto, me soquei mentalmente, contrariada por não ter fechado as cortinas depois que os três patetas entraram, me enrolei mais nas cobertas, mas já era tarde demais não iria conseguir dormir, levantei suspirando. Estiquei os braços e bocejei alto, minha cabeça doía assim como todo o meu corpo, bufei e por fim levantei, fui manquejando em direção ao banheiro.
Olhei-me no espelho e percebi que aminha situação estava crítica rosto inchado, olheiras por uma noite mal dormida e meu cabelo estava uma porcaria, rolei os olhos diante da imagem grotesca a minha frente e depois comecei a rir. Estava realmente ridícula, dei de ombros e caminhei para fora do banheiro a fim de ver se minhas malas já haviam chegado.
Assim que abri a porta do quarto vi todas elas ali na minha frente, por dentro estava soltando fogos, logo avistei em cima de uma delas um bilhete, em uma folha de papel branca própria para anotações, escrito com uma letra firme.
“Suas malas estão todas aqui como pode perceber.
Se arrume porque tem uma consulta as dez em ponto, para fazer um checape nos seus ferimentos e etc.
Dê o meu nome na recepção. Sem atrasos.”
Logo abaixo havia um endereço, bufei novamente, odeio receber ordens “as dez em ponto” “Sem atrasos”. Isso é realmente irritante.
Comecei a levar todas as malas para dentro do quarto e assim que terminei me joguei em cima da cama, estava totalmente indisposta hoje, a única coisa que eu queria era ter dormido até as onze, droga de fuso-horário.
Abri uma das malas, retirei algumas peças de roupa e rumei ao banheiro. Tomei um bom banho sem pressa alguma, e também nem poderia talvez eu conseguisse a proeza de acabar estatelada no chão já que estava em pé em uma perna só.
De banho tomado vestindo um short preto, camiseta preta e um moleton preto com capuz, coloquei um tênis no pé esquerdo já que estava com a tala no direito também preto, preto era a minha cor preferida, e peguei minha mochila da sorte. Desci as escadas devagar, assim que cheguei vislumbrei um relógio enorme e constatei que já eram 10h00min, com isso nem me apressei já estava atrasada mesmo. Saí de casa a procura de um táxi ou algo assim caminhei uns bons dez minutos até que avistei um daqueles carrinhos amarelos, assoviei alto e logo ele parou, entrei e passei o endereço para o motorista.
Fiquei tão absorta olhando a cidade que nem percebi quando chegamos, só quando o motorista me alertou foi que saí do carro, paguei a corrida e fui em direção a clínica. Era uma clínica particular muito diferente dos hospitais que frequentava em Londres, abri a porta e todos os olhares se viraram pra mim, sem me deixar afetar me dirigi a recepcionista que me olhava torto, acho que deveria ter me vestido melhor.
– Pois não, em que posso ajudá-la? –perguntou a recepcionista em um tom falsamente amigável, odeio secretárias, recepcionistas e afins, são tão falsas.
– Tenho uma consulta marcada no nome de Jonh Benson –vi por um breve momento o choque passando pelo seu rosto, mas logo se recompôs.
– Você está atrasada 30 minutos.
– Sério? Nem percebi –disse cinicamente –então eu vou embora –disse simplesmente, mas assim que virei de costas ela me chamou.
– Espere. Quer dizer... Aposto que você deveria estar fazendo algo importante certo? Se não o senhor Benson não a mandaria –eu hein acho que Jonh era um cara importante –Você pode se sentar e aguardar vou tentar encaixá-la no horário do médico.
– Tudo bem.
Fui me sentar extremamente entediada em uma cadeira próxima a uma mesinha onde continha diversas revistas, peguei uma e folhei sem interesse, aquilo estava muito chato olhei para o relógio para ver quanto tempo já tinha se passado e constatei que havia se passado um minuto, um mísero minuto. Fiquei passando os olhos pela sala e comecei a balançar a perna freneticamente, não sei quanto tempo passei fazendo isso, mas não aguentava mais.
Abri a minha mochila tentando achar algo que capturasse o meu interesse durante o tempo que tinha que esperar, como tinha troço dentro dela, revirei até acha um MP4 eu não sabia que ele estava aqui, pensava que tinha perdido, coloquei os fones no ouvido e apertei play, os primeiros acordes de “Smells Like Teen Spirit” do Nivana, amava aquela música. Em um ímpeto olhei dentro da minha mochila e retirei as baquetas que tinha ganhado de presente do Adam.
[/Smells Like Teen Spirit — Nirvana/] (Link nas notas finais)
Comecei a batucar na mesa de centro com as baquetas e passei para o sofá, vi as pessoas me olharem de modo estranho e até se afastaram de mim, mas eu não estava nem aí, sempre me empolgava com essa música e não somente com essa e sim com todas, comecei a cantar também só que de forma baixa, mas creio que estavam conseguindo ouvir, pois um garoto começou a me acompanhar, olhei pra ele incentivando e aos poucos pude perceber que todos estavam mais descontraídos e contagiados com a música, cantei um pouco mais alto aquilo estava me relaxando e divertindo ao mesmo tempo, mais algumas pessoas estavam cantando de forma descontraída e baixa.
Continuei meu batuque até que a secretária ou recepcionista, não sei o que ela era, veio em minha direção me mandando olhares estranhos, parecia incrédula com o que eu estava fazendo.
– Er... Com licença –disse me medindo com os olhos como se fosse superior a mim, somente rolei os olhos.
– Pois não –disse de forma despreocupada, mandando um sorriso bem cínico para ela.
– Sabe que estamos em uma clínica não é? –disse me encarando como se eu fosse uma retardada, somente confirmei com a cabeça –Então se você não se importa poderia, por favor, parar com isso?
– Ah não! Ninguém aqui está reclamando, só você –disse em um tom falsamente irritado, estava me divertindo com ela.
– Olha temos pacientes doentes aqui se você não percebeu, e eles merecem respeito então acho melhor você parar –rolei os olhos.
– Olha se você não gosta do Kurt Cobain nós não temos nada haver com isso, o garoto ali curte –disse indicando o garoto, que cantou comigo, com a cabeça e cruzando os braços, dei um sorriso vitorioso, quando ela iria contra-atacar foi interrompida.
– Com licença Dandara, mas eu já terminei com o último paciente você me disse que tinha mais uma? –disse um médico alto, forte e muito gato.
– Sim senhor, ela está aqui –disse apontando para mim, sorri de forma inocente para ela e vi um misto de ódio passar por seus olhos, me levantei bocejei e estendi a mão para o médico gostosão, ele a pegou prontamente.
– Muito prazer meu nome é Sahra –sorri educada.
– Sou Trevor, muito bem senhorita Sahra me acompanhe até o meu consultório –só balancei a cabeça e passei a segui-lo, antes de entrarmos na sala dele me virei e dei um tchauzinho para a recepcionista/secretária.
– Sente-se por favor –o médico disse –então a que devo a honra de sua visita? –certo ele era bonito, mas não era inteligente.
Apontei para o curativo na minha cabeça, levantei minha mão engessada e o meu pé na tala, e fiz uma expressão do tipo óbvia, vi que ele deu um pequeno sorriso.
– É acho que isso é óbvio não é? –só confirmei com um aceno de cabeça –Então vamos aos exames.
Tudo começou outros raios-X da minha perna, outro do meu braço e um das minhas costelas, deu uma olhada no corte da minha cabeça e me passou alguns remédios, a mesma chatice de todas as consultas, disse que a minha perna estava bem e que depois de dois dias teria que voltar para tirar os pontos e o gesso da mão, não era mais necessário usar a cinta ortopédica, mas tinha que me manter em repouso para isso, ou seja, eu teria que continuar usando.
Quando passei pela recepção recebi um olhar mortal da moça esquisita, dei um sorriso irônico e sai. Peguei meu aparelho celular e vi já eram 12 horas, suspirei, eu nem sabia que horas eles almoçavam naquela casa ou se almoçavam, ainda estava com fome, pois nem café tinha tomado.
Comecei a caminhar no intuito de achar uma cafeteria ou qualquer local que vendessem café, até que não andei muito encontrei um shopping, comecei a andar entre as lojas e pessoas até que encontrei uma cafeteria, aposto que meus olhos estavam brilhando. Adentrei o local com certo desespero e fui diretamente ao balcão pedindo um capuccino com muita cafeína e sem açúcar, acompanhado por uma rosquinha de chocolate com recheio de morango. Enquanto esperava o café comi a rosquinha.
Recebi a minha bebida e sorri feito uma idiota para o copo de café, posso até parecer uma pessoa anormal, mas todos têm seus vícios e eu sou viciada em café. Logo que saí dei um grande gole na minha bebida preferida e senti um imenso prazer com o liquido quente descendo a na minha garganta e esquentando todo o meu corpo, estava apreciando quando escuto um grito.
– AH! SOCORRO, ELE ROUBOU A MINHA BOLSA ALGUÉM ME AJUDE! –uma garota de rosa dos pés a cabeça gritava feito uma louca, vi o bandido correndo em minha direção, só ajeitei a minha postura e o deixei chegar mais perto.
Quando estava relativamente perto joguei meu café nele que gritou de dor, pois a bebida estava fumegando –e lá se foi o meu café –pensei, quando passava desajeitado coloquei meu pé na frente fazendo com ele caísse e dei um chute no seu ponto mais fraco, bem no meio das pernas.
– AAAAAAAAAAHHHHHHH! –gritou desesperado, enquanto gritava peguei a bolsa da garota que foi jogada no chão enquanto o cara se contorcia de dor com a mão no meio das pernas, vi um guarda se aproximar para levar o delinqüente e junto dele estava a garota a qual entreguei a bolsa e sai andando, um pouco frustrada confesso por ter jogado o meu café no ladrão, acho que da próxima vez vou comprar dois.
– Ei! –ouvi alguém gritar, mas continuei andando, afinal, podia não ser comigo –Ei! Garota volta aqui! –tocaram no meu ombro obrigando-me a virar e encarar quem quer que fosse –Ei! Nossa você salvou a minha vida não sei como te agradecer –rolei os olhos diante de tanto drama.
A garota era a típica patricinha, era loira e os óculos rosa, blusa rosa, calça, sapato e Deus sabe se lá mais o que na cor rosa, delatavam ela a quilômetros de distância.
– Eu não salvei a sua vida e sim a sua bolsa e não precisa me agradecer qualquer um faria a mesma coisa –disse já me virando para seguir rumo a um ponto de táxi qualquer.
– Pode ser que qualquer um fizesse, mas você fez, então estou em dívida com você –bufei, será que ela não entendeu nada do que eu falei?
– Não tem nenhuma dívida comigo tá legal, agora você pode ir –disse de forma cortante.
– Mas você não sabe o quanto eu amo essa bolsa, é um modelo exclusivo da Chanel –rolei os olhos, que garota mais insistente –eu tenho que te recompensar de alguma maneira –dei um tapa na minha testa e me virei de forma abrupta para encarar o projeto de Barbie Malibu a minha frente.
– Quer me fazer um favor? –perguntei já irritada, ela confirmou com a cabeça alegremente –Então me deixa ir para casa e você vai estar me poupando uma grande dor de cabeça acredite.
– Tudo bem, você quer ir pra casa e eu tenho um carro, então eu levo você –disse com um sorriso que já estava me assustando de tão largo que era, suspirei e resolvi ceder afinal ela não iria desistir tão cedo.
– Então me leva pra casa –disse vencida a garota soltou um gritinho e começou a me puxar em direção a um New Beettle totalmente rosa, até mesmo os faróis do carro continha uma película rosa –não me diz que esse é o seu carro? –perguntei, mais implorando do que perguntando.
– É sim, ele não é perfeito? –perguntou alisando o capô do carro.
– Tudo bem Barbie Malibu, vamos logo –ela me olhou estranhando o apelido, mas foi sem objeção.
O caminho até a minha casa foi silencioso sem conversas desnecessárias ou alguma música estúpida. Assim que chegamos em frente a casa o queixo dela caiu, a garota ficou olhando por um bom tempo para casa com a boca aberta.
– Certo, muito obrigada eu vou indo –disse saindo apressada do carro, já estava com medo.
– Não acredito que você mora na mesma casa que Mellany Benson? –perguntou surpresa.
– Sim? –minha voz saiu mais como uma pergunta que uma afirmação –Você er... Quer entrar? –perguntei meio perdida ali.
– AH! Claro, tenho mesmo que falar com a Mell.
Abri a porta e vi a cena mais idiota de toda a minha vida. Jason –não o meu furão, mas o outro animal em forma de gente –estava segurando o controle acima da cabeça com uma mão e com a outra empurrava a filha mais nova do Jonh, isso não era nada comparado as palavras do tipo “Você não vai conseguir pegar lálálá” e o idiota dando língua para a garota.
– Uhum... –limpei a garganta sugestivamente, e acabei ganhando a atenção dos dois –Acho que a época do jardim de infância acabou Jason.
Ele ficou vermelho de vergonha e alternava olhares entre mim e a Barbie.
– Er... Bom... Isso não tem nada a ver...-tentou desconversar, respirei fundo diante daquele animal.
– Eu não tenho nada a ver com isso, então quero que se dane. A propósito chama a garota, a Mellany, diz que tem uma amiga dela aqui. –depois disso me virei para a garota –Pronto você tá entregue agora eu vou indo.
Dito isso sai em direção as escadas na intenção de ir para o meu quarto.
– AH! Mais uma vez muito obrigada por ter me salvado hoje, não sei o que seria de mim.
Somente balancei a cabeça e continuei subi, não estava nenhum pouco afim de mais uma rodada de agradecimentos. Entrei no quarto e me joguei na cama, acho que isso está se tornando um hábito aqui. Vi meu notebook em cima de uma mala que ainda não tinha desfeito caminhei até ele e o abri, ia checar meus e-mails ver se tinha algo interessante.
Um monte de e-mails do Adam um deles era engraçadinho:
“Vou sentir muito a sua falta, será que você poderia me adotar?
Você foi embora e levou com você toda a minha alma, com quem é que eu vou conversar quando estiver em estado depressivo?
Te amo mesmo você me deixando. B’jão e um tapa na bunda.”
Não pude deixar de revirar os olhos para o fim da mensagem ele adorava esse lance de “tapa na bunda” e eu odiava, nosso relacionamento era muito bom, chagamos a namorar em uma época distante, mas não deu muito certo ele era mais como um irmão pra mim e ele pensava a mesma coisa, demos um fim na relação, mas nossa amizade só se fortaleceu ainda mais.
Respondi o e-mail e depois li os outros dez que ele tinha mandado como sempre ele era axagerado. Me surpreendi ao ver um e-mail da Sayuri lá, fiquei um tempo divagando se o abria ou deixava para uma outra hora, estou ficando covarde, resolvi abrir afinal ela nem estava aqui.
“Oi! Argh... Dane-se!
Olha só, você fez uma grande merda, mas eu não consigo ficar com raiva então você está perdoada e mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir o que foi aquilo, eu acredito que você não é culpada.
Então resolvi mandar um e-mail pra dizer isso, não sei onde coloquei a porra do celular que você me deu então assim que achá-lo te ligo.
E a propósito a conta do seu cartão de crédito chegou junto com a correspondência, dei seu novo endereço e já foram todas encaminhadas. E queria dizer mais uma coisa...
VAI SE FERRAR!
Desculpe, mas precisava desabafar você me deixou estressada.
Tchau e beijos!”
Com certeza aquele e-mail era da Sayuri o modo ”doce” como ela escrevia e tratava todos, estava ali muito bem exposto, balancei a cabeça dissipando pensamentos e mandei uma resposta rápida não estava com vontade de escrever.
Assim que o mandei meu celular de “contatos americanos” tocou. O atendi mecanicamente estranhando o número, já que não estava na agenda.
– Alô!
– Ola gata! –conheci a voz e relaxei imediatamente.
– Pode falar projeto de gente, o que você manda senhor Garcia? –disse em tom zombeteiro ao falar com Akim, ele também era um grande amigo.
– Tá legal. Você já pode parar com isso eu deixo –não pude conter uma leve risada –só liguei pra avisar que já cheguei a Tacoma e quero me encontrar com você!
– Olha eu pedi que você fosse meu guia, mas não precisa ficar assim tão empolgado, pode descansar por hoje –o ouvi bufar do outro lado da linha.
– Escuta só garota, você pediu para que eu viesse e agora eu estou aqui e nós vamos nos ver hoje tudo bem? Eu vou a sua casa manda o endereço por e-mail. Te pego as oito. Pode até ser literalmente viu –escutei a estrondosa gargalhada dele no outro lado da linha e bufei.
– Nem em sonho tá legal? Eu não sei se vou poder sair já que... –fui interrompida pelo barulho do telefone sendo desligado, olhei furiosamente para o meu aparelho e a minha vontade foi de jogá-lo na parede, mas ele não tinha nada a ver com isso.
[/Hoobastank – Out Of Control/] (Link nas notas finais)
http://www.4shared.com/audio/s8jDWdK4/02_-_Hoobastank_-_Out_Of_Contr.htm
Depois do meu momento de fúria resolvi arrumar as minhas coisas já que as malas ainda não tinham sido desfeitas, comecei pelos objetos pessoais.
Peguei dentro de uma mala três apoios e coloquei meu violão e as minhas duas guitarras ali perto da escrivaninha, guitarra essa que era autografada pelo Jimi Hendrix¹, gastei quase um milhão de euros nessa guitarra, tive que vender quase tudo que tinha e ainda não era suficiente então comecei a trabalhar dobrado e com o dinheiro das “corridas” acabei comprando ela, claro que depois de barganhar muito com o dono, quase não tocava com ela era só para momentos de pura reflexão e quando precisava muito me acalmar, afinal não é todo dia que se tem uma guitarra assim.
Depois coloquei em uma estante que se encontrava ali várias coisinhas, como uma luva de basebol e o taco de também, alguns porta-retratos, lembrancinhas e os vários livros de todos os tipos, desde o terror de Stephen King até o romance de Jane Austen.
Terminei com isso fui arrumar as roupas, assim que abri uma mala várias roupas voaram pelo aposento ela estava realmente cheia, aquilo estava um caos, comecei a catar toda a roupa ali e joguei em cima da cama, abri o closed e encontrei algumas cruzetas e um espaço bem grande para colocar as roupas peguei algumas cruzetas e comecei a pendurar algumas roupas ali, mas aquilo era tão chato e ia demorar tanto que resolvi dar uma agilizada no meu trabalho, peguei uma porção das roupas que se encontravam formei um bolo e as atirei dentro do closed, até que não ficou tão ruim então comecei a jogar todas as roupas dessa maneira lá dentro, depois eu iria dar um jeito de arrumar por hora assim estava de bom tamanho. O dinheiro também foi escondido lá.
Peguei a cama do Jason e posicionei perto da varanda depois o libertei, o bicho foi diretamente para a cama dormir, nossa até parece eu.
Comecei pegar algumas fotos e pôsteres na parede, várias bandas e cantores estavam na minha parede agora, coloquei o último objeto que faltava o meu odiado inimigo, o despertador.
Olhei o meu notebook mandei um e-mail com o meu endereço e constatei que já eram mais de seis da tarde, precisava tomar um banho, com certeza o Akim viria pelo jeito que desligou o telefone na minha cara isso só significava que eu não tinha opção de escolha.
Tomei um banho relaxante e me permiti demorar bastante, saí com os ânimos renovados lá de dentro, respirei fundo e abri a porta do closed lentamente encarei amedrontada a pilha de roupas ali e comecei a passar os alho afim e achar as peças que eu queria, por fim encontrei. Coloquei uma calça jeans de coloração desbotada colada nas coxas, mas solta na panturrilha, uma regata vermelha, joguei um sobretudo preto por cima, esse ia até um pouco além das coxas, por fim coloquei uma toquinha preta bem feminina, peguei a minha mochila da sorte.
Olhei o relógio e percebi que já eram quase oito horas, tranquei a janela da varanda e antes de sair também tranquei a porta, para não deixar Jason sair e praticamente corri escada abaixo. No caminho encontrei o protipo de serial killer saindo de algum lugar da casa.
– Aonde você vai, projeto de alienígena? –perguntou o imbecil.
– Não interessa a você, santo retardado –disse com um sorriso irônico estampado no rosto.
Antes que ele pudesse responder escutei uma buzina na frente da casa dei as costas ao indivíduo e rumei para fora, assim que atravessei o imenso portão vi o camaro vermelho com o capô preto, o inseparável carro do Akim.
Rolei os olhos vendo o sorriso canalha estampado no seu rosto, bufei diante daquele olhar de “sou melhor do que você” que ele sempre carregava no rosto. Fui até a porta do passageiro e entrei a contra gosto lá, coloquei o cinto e fechei a cara, então o carro foi colocado em movimento.
– Qual é você tá irritada porque eu vim te levar para uma noite de diversão sem limites? –ele me olhava visivelmente divertido.
– Quer saber? Dane-se, eu não to nem aí, a única coisa que eu sei é que suas “noites de diversão” sempre acabam mal –disse o que não era nenhuma mentira geralmente a cadeia era o ápice da noite.
– Assim você me magoa, nunca nos demos mal em uma “noite de diversão” –olhei incrédula para a criatura, ele rolou os olhos –tá legal uma vez ou duas, mas isso é relevante hoje nós vamos nos divertir, a propósito de você está péssima.
– Muito obrigada pela parte que me toca –disse ironicamente –preciso de um favor seu –disse de repente.
–A não, sempre que você vem com esses favores acontece alguma coisa sinistra –bufei de impaciência com a criatura ao meu lado –e outra você disse que me queria aqui para conhecer a cidade e esse tipo de coisa, você não disse nada de mais favores.
– Não é nada demais, você tem que aprender a confiar mais em mim –disse olhando a paisagem pela janela distraidamente –só quero que você descubra algumas coisas de uma pessoa, sei que você é capaz com esse seus aparelhos eletrônicos e softwares avançados.
– Tudo bem pode mandar o nome –ele disse já desistindo de contrariar, de qualquer forma ele iria perder mesmo.
– Daniel Ackerman. –disse o nome do garoto.
– E?
– E é isso. –disse simplesmente –Preciso que você descubra tudo sobre ele.
– Você quer que eu ache informações sobre uma pessoa somente com o nome? –perguntou incrédulo, somente confirmei com a cabeça mecanicamente.
– Eu sei que você consegue e o quanto antes conseguir melhor tá bom? –dei um sorriso.
– Só você pra fazer isso mesmo, juro que se...
– PÁRA O CARRO –gritei em plenos pulmões, ele freou abruptamente fazendo o carro derrapar o pouco na rua.
– O QUE FOI? –perguntou alarmado, olhando para todos os lados meio perdido.
– O McDonald’s, eu quero um lanche feliz! –disse sorrindo de orelha a orelha, meu estômago já estava protestando de fome.
– Você me fez parar dessa forma por quê queria um lanche –disse entre dentes, dei um sorriso amarelo pra ele.
– Foi? –saiu mais como uma pergunta que uma afirmação.
– Vai comprar a porcaria do lanche antes que estrangule você –disse pausadamente.
Dei um sorrisinho e sai quase correndo do carro, só não fui correndo porque ainda estou toda dolorida, entrei e pedi meu lanche estava com tanta fome que comecei a comer antes de receber o troco.
Sai comendo o lanche e tive que comer tudo antes de irmos para “Deus sabe onde” já que o Akim não deixa ninguém comer dentro do seu carro, somente revirei os olhos quando ele me barrou na porta. Depois de uns bons vinte minutos para terminar de comer foi que fomos até onde ele queria me levar.
[/Lil Jon feat. East Side Boys – Get Low/] (Link nas notas finais)
Assim que cheguei não acreditei no que vi, vários carros de diversos modelos totalmente equipados, gente bebendo e dançando sem se importar com ninguém ao redor, alguns tentavam mostrar quem tinha o melhor carro fazendo pequenas corridas só pra demonstrar, outros com os capôs dos carros abertos só para mostrar os motores, várias garotas com roupas vulgares amontoando-se nos garotos com o carro mais bonito. Pessoas praticamente fazendo sexo na frente de todo mundo, vi alguns se drogando também. Era como em Londres só que lá as coisas eram mais organizadas,
– Você está aqui a menos de 24 horas e já conseguiu organizar um raxa? Você é inacreditável. –balancei a cabeça e sai andando rumo a um bar improvisado.
– Eu sei que sou inacreditável querida –disse pegando uma bebida e tomando uma boa golada dela.
– E então... Quem vai correr hoje? –perguntei.
– Ainda não sei, deixei o Stevie encarregado das inscrições, vamos lá dar uma olhada –balancei a cabeça e o segui a atmosfera ali era pesada, se conseguia sentir a tensão do local de longe.
Caminhamos em direção de um rapaz com cara de vigarista e sorriso descarado com uns papeis e dinheiro, assim que nos viu alargou o sorriso e veio nos cumprimentar, era alto, magro, sem porte atlético, se o visse pela rua o chamaria de nerd, esse era o Stevie.
– Sejam bem-vindos! Como vai bela dama? –disse pegando a minha mão e beijando as costas da mesma, só dei um sorriso leve e balancei a cabeça.
– Pare de bajular Stevie –Akim disse impaciente –como estão as apostas e os corredores?
– Muito bem, mas pelo que vejo você não irá correr Sahra –disse afirmando o óbvio –mas tudo tem o seu lado bom, aposto que não iria gostar de correr hoje, só temos novatos, ou seja, nenhuma diversão.
– Vai ser divertido assistir –afirmei com um sorriso no rosto.
– Com certeza vai –Akim disse.
Assistir novatos correndo era extremamente divertido, já que como são novatos eles não têm muita noção do que fazer para ultrapassar o adversário e estão sempre nervosos. O único ponto ruim é que geralmente alguém sai machucado, manobras imprudentes acabavam com o carro capotando ou descendo um morro, os que sobreviviam tinham sorte, mas não eram muitos. Não me divirto ao vê-los sofrendo um acidente ou morrendo, me divirto os assistindo tentando passar dos outros, já fui uma novata e sei que é duro, mas é muito divertido ver o rosto deles quando tudo acaba, ficam tremendo, o rosto fica mais branco como papel e às vezes por conta da adrenalina acabam vomitando, essa parte é engraçada.
– Você ainda não me disse o porquê de ter vindo parar aqui –Akim lembrou enquanto caminhávamos entre a bagunça, suspirei alonguei os braços, dei um longo bocejo e fiquei calada por um tempo.
– Nós viemos nos divertir aqui não foi? –perguntei retoricamente, ele só confirmou com um aceno de cabeça –Então que tal deixar essas explicações para uma outra hora? Agora eu realmente só quero beber até não aguentar mais e acordar com uma baita de ressaca. Será que podemos fazer isso?
Ele abriu o enorme sorriso deu de ombros e fomos curtir a noite. Não pude dançar mais me diverti bastante, a bebida não era forte o suficiente para me derrubar então continuei bebendo, conheci um garoto legal, o nome dele era Alan tinha um sorriso bonito e era muito simpático. Alan tinha vindo correr, era sua primeira vez , então falei que ia torcer para que ganhasse.
– Pegando geral Bakers? –Akim chegou de repente enquanto eu estava encostada em uma parede um pouco afastada.
– Ainda não Garcia, mas e você? –ele só deu de ombros e sorriu –Os novatos vão correr agora, que tal irmos ver? –somente confirmei com a cabeça e o segui.
Os carros já estavam todos alinhados em uma linha de partida improvisada, eram oito, antes de ser falado qualquer coisa vi Stevie com um isqueiro na borda da pista larga ele o tocou no chão e de repente uma linha de fogo surgiu a frente dos carros, com certeza aquilo era óleo. Akim se encaminhou para o meio da pista se posicionando em frente à linha de fogo.
– Muito bem! –Akim disse alto o suficiente para que todos ouvissem, ou seja, gritou –Sejam bem-vindos, vocês já devem ter percebido que não somos daqui, as coisas costumam ser um pouco diferentes. E só temos uma regra. –gargalhou nessa hora, já deveria estar chapado –A única regra é que não temos regras. Todos prontos? –só se ouvia o ronco dos motores –VÃO!
Todos os carros partiram deixando uma grande massa de fumaça para traz. Akim veio caminho em minha direção descontraidamente.
– Será que o seu amiguinho Alan ganha? –dei de ombros.
– Pra mim não faz diferença –disse dando um gole na minha bebida.
Eles fariam um curto circuito, os carros tinham que chegar ao final da rua e voltar, a curva que teriam que fazer para poder voltar ia ser complicada, aí entram as manobras de drift² o que muitos novatos não sabiam então acabavam se enrolando nessa parte.
Fiquei olhando os carros e como pensei alguns se embaralharam e ficaram por lá mesmo, ficaram poucos carros e os que estavam disputando eram uma Ferrari Enzo, do Alan, e um AUDI q7. Estavam quase encostados, mas com uma manobra de inteligência, Alan deixou que o AUDI passasse e com a falsa impressão de que a “corrida” já estava ganha o dono do AUDI relaxou, e nessa brecha a Ferrari colocou todos os cavalos de potencia guardados meticulosamente para o final da corrida conseguindo ultrapassar e chegar em primeiro.
Tinha que tirar o meu chapéu para o garoto, apesar de ser a sua primeira vez, ele foi muito bem treinado. O garoto saiu do esfuziante, com um sorriso enorme e ria feito uma criança, lembro quando ficava assim por ganhar uma corrida.
– Você viu? –Alan disse animado, apesar de tentar demonstrar felicidade eu não conseguia mais ficar feliz com qualquer coisa, só dava sorrisos superficiais.
– Vi. –tentei dar um sorriso e acho que ele se convenceu –Parabéns garoto, você foi muito bem –disse sendo sincera.
Ele ficou me encarando de forma profunda, olhando bem no fundo dos meus olhos, e foi se aproximando cada vez mais do meu rosto, estava ciente de que ele estava prestes a me beijar e fiquei tranquila, afinal, não estava fazendo nada demais. Sua mão foi parar no meu rosto acariciando a minha bochecha, e quando estava mais próximo, escuto um barulho de sirenes o que pareceu não abalar Alan, elas ficaram cada vez mais perto e eu sabia o que isso significava. Rapidamente o empurrei e olhei ao redor.
– Acho melhor você correr garoto –disse rápido e ele me olhou sem entender –vai logo! –disse já impaciente. Ele pareceu perceber e correu.
Várias pessoas passavam correndo por mim e eu tentava porque com perna daquele jeito era praticamente impossível senti um par de mãos agarrarem a minha cintura e já estava preparada para meter a mão na cara do indivíduo, mas vi que era o Akim ele me ajudou a correr, mas já era tarde demais, os carros já tinham cercado várias pessoas e nós estávamos no meio.
– LEVANTEM AS MÃOS ONDE EU POSSO VER –instruiu uma voz em um megafone, rapidamente levantei as mãos e o Akim fez o mesmo.
– Eu vou te matar Garcia –sussurrei para ele enquanto um policial me algemava.
Será que tem como a minha sorte piorar?
Notas finais
[/Smells Like Teen Spirit - Nirvana/]
http://www.4shared.com/audio/toglj6NF/Nirvana_-_Smell_like_ten_spiri.htm
[/Lil Jon feat. East Side Boys – Get Low/] http://www.4shared.com/audio/uBuLxff/Need_For_Speed_Underground-Lil.htm
Jimi Herdrix: foi um guitarrista, cantor e compositor norte-americano. Frequentemente é citado por críticos e outros músicos como o maior guitarrista da história do rock, e um dos mais importantes e influentes músicos de sua era, em diferentes diversos gêneros musicais. Ocupa o primeiro lugar em praticamente todos os rankins de melhores guitarrista -se não ocupar em todos os rankins.
Drift: É uma técnica de direção de carros ou motos que consiste em deslizar nas curvas escapando a traseira, girar o volante para que as rodas dianteiras estejam sempre em uma direção oposta a curva (se o carro vira para a direita então a roda deve estar a esquerda, e vice versa), controlando o nível de derrapagem, fazendo o carro literalmente andar de lado ou cautar literalmente.
Chegamos ao final de mais um capítulo *-*!
Bom e aí o que acharam. Sei que a estória ainda tá meio ugh! Mas , ela vai ficar bem mais interessante com o tempo, não vou nem comentar os erros de português, não tenho beta e sou péssima em português então...
O que acharam do Alan? ele já está afim da Sahra... Tsc... Tsc... Tsc... Esses garotos, e o Akim? Que garoto mais sem noção...
O lance de mini alíen foi uma homenagem a homenagiada que tá lendo sabe... Comenta seu troço...
Cara eles fora presos O.O'
O que será que vai acontecer? Espero você no próximo *------*
Comentem muito, autora fica muito inspirada quando recebe muitos reviews!
E lembrem-se sempre...
Para achar a solução continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar...
Para achar a solução continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar... (8) Quem gosta de procurando nemo levanta a mão o/
o/ *3* [/Xau&B'jus/]
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