So What
5 Capítulo 5
Notas iniciais
-Aproveitem sem moderação...
PDV Jason:
Estava tudo relativamente tranquilo, pelo menos para mim, pois na casa estava uma correria só. Pessoas carregando móveis e outras coisas, tudo para a chegada da nova integrante da família, não sou egoísta a ponto de estar odiando o fato de a garota estar vindo, só estou odiando o fato de ter que trabalhar ajudando a carregar as caixas, os móveis e ainda pendurar a decoração para a mini festa de boas vindas, eu não me importo nenhum pouco com isso e ela não é nada para mim, talvez a minha nem case com o Jonh.
Pela primeira vez na vida desejei que houvesse aula, estávamos na última semana das férias e hoje era domingo, ou seja, amanhã temos aula, já estávamos matriculados em uma escola às vezes me surpreendo com a velocidade que a minha mãe consegue arrumar as coisas, e em como ela é convincente a tal ponto que tive que ficar ajudando na porcaria da festa.
– Qual é cara, não é tão ruim assim –disse Daniel segurando alguns balões escrito “Bem vinda”.
– É mano, não é tão ruim, e principalmente se ela for tão gostosa quanto a Mell, pode ter certeza que todo esse trabalho vai valer a pena –disse Drew.
– Espero que você tenha razão porque se ela for uma baranga... Juro que me jogo do telhado –disse terminando de pendurar a faixa com a mesma escrita dos balões –a faixa tá boa Daniel?
– Acho que sim –disse andando um pouco para trás para observar melhor –tá ok Jason, você já pode descer.
– Até que fim –comecei a descer a escada –o que vocês acham de sairmos para nos divertirmos um pouco? –perguntei dando um sorriso malicioso –Afinal ainda não conhecemos a cidade certo?
– Bom nós dois podemos até não conhecer, mas você é outra história certo Jason? –somente revirei os olhos, Drew sabia ser bem dramático quando queria.
– Você ainda está com raiva por que eu não te levei comigo? Fala sério, a festa nem foi tão boa assim. –disse dando de ombros –E aposto que o Daniel pode conseguir umas coisinhas legais pra gente certo?
Ele só sorriu pra mim, e enquanto planejávamos uma pequena saída, no nosso “intervalo”, minha mãe chega.
– O que vocês estão fazendo garotos? –perguntou meio apressada.
–Nada demais mãe. Só descansando depois de um longo trabalho por quê? –disse me fazendo de inocente.
– Bom, só queria lembrar, lembrar não, ordenar que vocês não saiam hoje a noite e isso inclui você também Daniel –só o que houveram foi reclamações –sinto muito garotos, mas vocês vão ter que está na hora em que a Sahra chegar, e já que você também é considerado da família, então terá que estar aqui Daniel.
Ele fez um muxoxo reclamando e dizendo que nessas horas não queria ser considerado da família, provavelmente já tinha algo bom em mente. É, o dia ia ser longo, espero que essa garota no mínimo seja gostosa como a irmã e me dê mole, isso é o mínimo que ela tem que fazer depois de todo o meu trabalho.
PDV Sahra:
Estava no saguão do aeroporto, enquanto Jonh foi fazer alguma coisa que eu não faço idéia fiquei olhando para o nada, sempre fazia isso começava olhar para o chão ou para o vazio era uma maneira de deixar tudo de lado e não pensar em nada, Sayuri dizia que isso era coisa de gente doida. Mas como minha mãe dizia mania de louco não se discute.
– Com licença senhorita, mas o seu pai pediu para avisar que já vamos. –disse o motorista.
– Tudo bem –disse me levantando da cadeira onde me sentara e seguindo o homem –você vai com a gente? –perguntei afinal pensava que ele tinha sido um daqueles motoristas que são contratados para dirigir para estrangeiros.
– Sim senhora –fiz uma careta por se referir a mim como senhora –sou o motorista particular do doutor Benson.
– De quem? –perguntei realmente confusa, quem era esse senhor Benson?
– Do senhor Benson, seu pai –disse isso me olhando como se eu fosse louca.
– Tudo bem, eu já sabia, só queria saber se você sabia entendeu? –disse dando uma risadinha idiota no final.
– Não entendi muito bem a sua frase confusa, mas prometo não contar que a senhoria não sabia o nome dele –disse isso dando um sorriso amigável no final, correspondi o sorriso.
– Obrigada, e você poderia fazer um favor pra mim? –perguntei e ele balançou a cabeça de imediato –pode pelo amor de tudo o que é mais sagrado parar de me chamar de senhorita, fala sério, meu nome é Sahra e você não tá falando com ninguém importante e sim com uma garota de cabelo verde. Qual é cara relaxa –ele não se conteve e riu do que eu falei, assim era bem melhor.
– Tudo bem então senho... Sahra. –disse sorrindo.
– Posso saber qual o seu nome? –perguntei o cara era legal, devia ter mais de 40 anos, forte, alto e até que estava em forma, tá não tão em forma assim, mas parecia ser um cara legal.
– Me chamo Sammuel , muito prazer –disse estendendo a mão em forma de cumprimento, tratei logo de pegá-la.
– Prazer Sahra. –disse sorridente –Então tio Sam o senhor poderia, por favor, arranjar algo para eu comer, e antes que o senhor pergunte, quero um café com muita cafeína, mas muita mesmo e depois quero um monte de chocolatede tudo que é maneira, com qualquer tipo de recheio, mas tem que ter chocolate e por último eu quero uma coca. –terminei com um sorriso nos lábio e ele me olhava como se achasse que eu fosse louca.
– Você é louca –não disse.
– Eu poderia dizer que não, mas como nem eu mesma sei se sou normal e não estou nenhum pouco a fim de mentir pra você, vou dizer que não sei, mas voltando ao assunto o senhor vai me ajudar a achar comida? –terminei o olhando com os olhos suplicantes e parando no meio do caminho, ele só suspiro e voltou a caminhar até parar em frente a uma mini lanchonete que havia lá.
Até que lá tinha bastante coisa, comprei um café expresso enorme com muita cafeína, e um monte de chocolate, junto com a coca. Enquanto terminava de pagar e pegar as sacolas com todas as coisas, tio Sam me esperava lá fora com cara de poucos amigos.
– Que foi Big Sam? –perguntei tomando um grande gole do meu café.
– Nós temos que ir agora, o seu pai está uma fera por termos nos atrasado. –disse um pouco nervoso.
– Relaxa, ele não vai fazer nada, vamos.
Continuamos a andar até chegarmos a uma salinha reservada que pelo que eu me lembre quem viajava não ficava aqui. Era bem confortável, tinha uns dois mini sofás e uma decoração simples, minhas malas estavam todas ali, Sam tinha saído para resolver algo para Jonh. Aproveitei o momento e puxei um dos meus celulares da minha mochila, esse era o meu celular para me comunicar com pessoas que não moravam em Londres, colegas que apareciam de tempos em tempos para correr, eu acabava me enturmando e pegando telefone para entrar em contato.
Vasculhei toda a agenda a procura dos contatos estadunidenses até que encontrei e na hora me deu uma enorme vontade rir, lembranças do contato me fizeram isso. Akim Afonso Garcia, ele era um descendente de espanhol safado que conheci quando fui parar em um reformatório nos meu 13 anos, desde aí nos encontramos de tempos em tempos, ele corria então não era tão difícil de nos vermos assim.
Akim era um cara que eu considerava estranho não pela aparência e sim pelo seu jeito de ser ele era alto, branco, na maioria das vezes deixava a barba crescer, não tinha o corpo perfeito, não era nenhum pouco malhado, mas isso não deixava feio, pois também não era gordo, o cabelo era um pouco crespo e curto. Apesar de não ser nenhum Brad Pitt sempre conseguia várias garotas, o que eu achava um absurdo. O telefone chamou uma, duas, no terceiro toque atenderam.
– Alô! –uma voz conhecida disse do outro lado da linha, ela parecia meio entediada.
– Alô! –respondi simplesmente.
– Quem está falando? –perguntou.
– Nossa deixo de ligar por um tempo pra você e já se esquece de mim? –disse com uma falsa indignação na voz, acho que quase pude ouvir um estalo na cabeça dele quando finalmente percebeu quem era.
– Eu não acredito nisso! Sahra é você mesma? –rolei os olhos que idiota.
– Não a Branca de Neve! –respondi com sarcasmo.
– É você mesma.-disse com a voz entediada –o que você quer?
– Credo, só porque liguei não quer dizer que eu queira alguma coisa. –entornei meu copo de café e acabei com ele.
– Não, você ligou porque quer alguma coisa eu te conheço garota então desembucha logo. –disse já ficando nervoso.
– Esse é o seu problema, você se estressa demais, você tem que aprender a relaxar e desde quando sou tão interesseira assim, pra ligar e pedir alguma coisa? –disse novamente com falsa indignação, tomei toda a coca, nossa eu como muito.
– Não sou estressado, você que me estressa. E desde que te conheço, usted sempre fala comigo quando quer algo, así que hablar pronto. –odeio quando ele começa a misturar o inglês com o espanhol.
– Eu realmente não quero nada, bom, quer dizer quero sim uma coisa, mas só quero saber se você ainda está nos Estados Unidos. –comecei a comer os chocolates.
– Estou sim por quê?
– Hum... Interessante, vou fazer uma visita pra você em breve, basta me dizer em que cidade você está. –enfiei mais um chocolate na boca.
– Estoy en todas lãs ciudades. –respondeu em um tom malicioso.
– Dá pra parar de falar espanhol? Isso é irritante, ou você fala comigo em inglês, ou fala em espanhol, sem misturar as línguas certo? –disse com a voz saindo um pouco abafada pela comida dentro da boca.
– Tudo bem, tudo bem estraga prazeres –disse a última parte em um sussurro –posso estar em qualquer uma, agora estou em Nova York, mas eu ainda quero saber como você vem aqui.
– Sem perguntas tá legal? Eu vou pra Tacoma então eu falo com você quando estiver lá, eu preciso de um guia e você não faz nada, então você vai me ajudar a me virar por lá –vi que Jonh já estava perto então resolvi desligar logo o celular –tchau vou indo.
– Tchau, depois eu te pego. –disse e gargalhou alto, somente rosnei pro celular inutilmente, pois ele já havia desligado.
– Estava falando com amigos? –Jonh perguntou.
– Sim –respondi simplesmente e ele suspirou, o que ele queria que eu dissesse? Mal o conheço e ainda diz ser meu pai suspirei, peguei os últimos doces enfiei o que eu podia na boca e joguei o resto em uma lixeira.
Começamos a andar em direção a um... Oh meu Deus! Isso é um jato! E eu pensando que o Adam tinha dinheiro, mas eu estava enganada, se o cara tinha um jato particular imagina o dinheiro que ele tem. Estremeci com o número de zeros que vieram a minha cabeça.
Entrei no jato e meu queixo caiu novamente, tudo era muito lindo, havia discretas poltronas alinhadas de forma que ficassem uma de frente a outra, como se fossem colocadas ali para manter uma conversa entre os passageiros, era feito um contraste entre coras claras e escuras o que o deixava com um clima relaxante.
Depois de ter ficado alguns minutos admirando, percebi que estava parecendo uma completa retardada fui sentar em uma das poltronas e foi instantâneo sentei e minhas pálpebras foram fechando, aí me perguntam: “Como eu posso estar com sono se acabei de comer chocolate, tomar café e coca-cola?” Então respondo: “Não faço idéia, sou estranha.”
Acho que dormi porque depois tudo ficou escuro e ninguém veio me incomodar a não ser quando tivemos que pousar e tive que acordar para colocar o cinto. Assim que chegamos Jonh foi fazer o nosso check-ine eu fiquei encarregada de procurar as malas, fui com Sam, pegamos as malas de Jonh, uma minha e fiquei esperando perto daquela esteira o resto das malas com as minhas roupas, estava demorando demais e até achei estranho já que as minhas malas estavam juntas com as de Jonh, enquanto ainda espera vi uma última mala sair e um senhor vir pegá-la.
Continuei olhando pra esteira, mas nenhuma mala estava vindo, eu não acredito que as minhas malas sumiram, comecei há ficar um pouco desesperada, afinal toda a minha roupa estava lá dentro fora o dinheiro.
Jonh começou a se aproximar e eu não perdi tempo, levantei e o encontrei no meio do caminho.
– Minhas malas sumiram! –disse, minha voz saiu mais desesperada do que eu esperava.
– Como assim sumiram? –ele disse sem entender, odeio pessoas lerdas.
– Sumiram de sumir, desaparecer, não foram encontradas, não estão aqui, será que você entendeu agora? –perguntei com o tom carregado em ironia, ele balançou a cabeça positivamente e suspirou.
– Você tem certeza? –rolei os olhos e bufei para ele –É, acho que você tem, não podemos fazer muita coisa o máximo é registrar uma ocorrência e esperar que eles encontrem. –balancei a cabeça concordando e começando a achar que pessoa mais azarada que eu não poderia existir, me virei a fim de pegar a minha mochila, mas nesse exato momento um indivíduo desconhecido, mas que passei a odiá-lo profundamente esbarrou em mim virando um copo cheio de café que foi da minha blusa a calça.
Fechei fortemente os olhos e mordi meu punho, agüentando ao máximo a dor do café escaldante sobre a minha pele, respirei fundo me controlando para não cometer nenhum assassinato.
Sempre fui muito explosiva, depois que a minha mãe morreu acabei por me rebelar, comecei a ficar totalmente irritadiça, o que me levou a ficar dois anos em um reformatório. Até hoje acho isso uma injustiça, pois, como xingar e bater no diretor da escola por tentar fazer você assistir aula ao invés de ficar dormindo na biblioteca é um crime? Ou cortar o cabelo da sua coleguinha eu estava dizendo que ela era a melhor, pois seu cabelo era lindo e tudo o mais? Acho isso muito injusto.
Certo que eu tinha dez anos, mas mesmo assim não tinham o direito de me encaminhar para um lugar daqueles, acho que depois que fui parar lá só piorei, comecei a agredir todo mundo que se metia comigo, então o pai da Sayuri começou a me dar aulas de Karatê e Muay Thai, acabei me controlando mais, só que não foram por conta das aulas e sim porque achei um pequeno vídeo caseiro da minha mãe e eu, quando ainda era apenas um bebê, dizendo que eu deveria me acalmar e ser uma boa garota. Quando voltei pra escola ninguém falava comigo por medo, fiquei sozinha por um tempo, mas nunca dei à mínima, até gostava da solidão, quando tinha que conviver com ela por escolha própria.
Abri os meus olhos vi o homem que derramou o café em mim, olhar com os olhos arregalados com um misto de surpresa e desculpa. Respirei fundo mais uma vez.
– Está tudo bem. –disse forçando um sorriso que aposto que estava saindo como o de algum psicopata –Tudo ótimo. Perfeito.
O homem não disse nada somente se virou e saiu andando, pra onde eu espero que seja o inferno porque é isso que aquele desgraçado merece.
– Você está bem mesmo? –Jonh perguntou.
– Já disse que eu estou ótima, agora será que podemos, por favor, registrar a merda da ocorrência e irmos atrás de uma loja de roupas, porque as minhas estavam dentro das malas?
Jonh não disse nada e saiu andando na frente e eu o acompanhei, depois de registramos a ocorrência, fomos atrás de uma loja ou algum shopping aberto, mas como eu sou tremendamente sortuda a única coisa que eu consegui foi uma loja que vendia roupas para crianças e adolescentes até 14 anos, não tive escolha já estava começando a me coçar por conta do café então tive que comprar a roupa lá mesmo.
Nunca me senti tão ridícula em toda a minha vida, podem falar o que quiser, mas pela primeira vez na minha vida agradeci por ser pequena, nunca fui fã de roupas coladas e justas e era com roupas assim que me encontrava. Estava com uma calça jeans extremamente colada ao corpo parecendo que foi costurada nele e uma blusa que procurei na loja inteira uma maior, mas não encontrei, era preta ficava curta e colada ao corpo, não chegava à mostra minha tatuagem, pois ainda estava com a cinta ortopédica, mas de acordo com o médico vou poder tirá-la logo junto com a tala do tornozelo. A tatuagem era uma fênix meio de lado e com as asas abertas, tinha uma cauda e da mesma saia algo que parecia um arco-íris, que não era colorido só fazia alusão a um e se estendia ao longo do meu quadril descendo um pouco e terminando na minha coxa, ela era grande e foi bastante dolorosa de se fazer, mas ainda assim achei que valeu a pena fazê-la, minha mãe adorava a fênix pela sua capacidade de ressurgir das cinzas, a fiz pensando nela.
Jonh não parecia nada contente com a tatuagem e eu fiquei feliz com isso, afinal vivo para infernizar os outros, tá legal não é bem assim, mas não a fiz para agradá-lo e muito menos quero isso. O clima estava frio e as roupas não ajudavam muito, sorte a minha que tinha colocado um sobretudo na mochila, vesti e fiquei um pouco mais confortável tendo pelo menos uma coisa minha.
Quando estávamos no carro acho que Jonh já não agüentava tanto silêncio então resolveu quebrá-lo, por mim o silêncio era bem melhor.
– Então, o que você fazia para passar o tempo na sua casa? –Jonh perguntou em uma tentativa fracassada de puxar assunto, somente suspirei e colaborei com ele, afinal estava se esforçando e isso deveria ser tão estranho para ele quanto para mim.
– Não fazia muitas coisas, nunca tive muito tempo já que trabalhava, além de não gostar de sair mesmo, a minha diversão é ficar em casa lendo um livro, tocar alguma coisa no meu violão, ficar no computador, mas o que eu mais gosto de fazer mesmo é dormir. –finalizei.
– Você não sai? –perguntou achando estranho.
– Não disse que não saio, só disse que não gosto de sair, na maioria das vezes saio porque me obrigam a ir, não gosto de festas, coisas como aniversários, despedidas, boas-vindas. –disse já deixando claro sobre não gostar de festas de aniversário.
– Não gosta de festas? –perguntou um pouco tenso, achei aquilo estranho.
– Não. –respondi simplesmente.
– Você prefere ficar em casa dormindo. Mas por quê? Não que eu ache ruim, até acho que é o sonho de todos os pais terem filhos que estudem e que não saiam para ficar bebendo e fazendo coisas erradas por aí. –perguntou realmente curioso, suspirei novamente e respondi.
– Não tenho tempo para ficar fazendo isso, já quis sair e fazer várias coisas inconsequentes por aí, mas não posso. Estudo, e trabalho durante a tarde no restaurante dos Yamagishi, fora o meio período em uma loja de departamentos 24h, trabalho três vezes por semana à noite e algumas vezes fico mais que isso, mal tenho tempo para dormir, estou sempre cansada, Sayuri dizia que eu ainda ia me matar de tanto trabalhar e estudar, mas eu preciso disso pra sobreviver, não gosto de depender dos outros. –acho que esse foi um dos discursos mais longos que já fiz na minha vida.
Depois que terminei de falar parece que ele entrou em um momento de reflexão, aproveitei o momento para fazer o que eu faço de melhor, nada.
Fiquei tanto tempo parada e olhando para os meus pés que só percebi que chegamos quando a porta do meu lado do carro foi aberta, já era noite quando chegamos, peguei a minha mochila e a minha única mala que estava cheia de pertences pessoais e não tinha nenhuma roupa dentro, como é que eu posso ter feito uma mala e não ter colocado roupas nela, realmente sou muito idiota, pelo menos o Jason e o meu violão não foram perdidos.
Finalmente fui perceber onde é que eu fui me meter, ele tinha uma mansão e não era qualquer mansão essa era enorme mesmo, acho que a minha casa deve se do tamanho da sala dela ao que parece, o jardim era imenso e enquanto andávamos até a porta da frente Jonh estava meio tenso só não entendi o por que, não seria tão ruim assim.
Assim que porta foi aberta fui atingida em cheio e fortemente por um bolo de confete bem no meu rosto e acabei engolindo um pouco dele o que fez com que eu engasgasse e começasse a tossir loucamente, a porcaria de um confete entrou no meu olho fazendo com que minha lente se deslocasse, causando um desconforto e fazendo com que não conseguisse abrir meus olhos dei alguns passos para trás e acabei esbarrando em algo, escutei o barulho de vidro quebrando, e tropecei no que quer que eu tenha esbarrado, fui parar no chão muito rápido, por extinto próprio acabei colocando a mão na frente do rosto para não bater a cabeça diretamente no chão, a mão que coloquei foi a que estava com gesso e doeu pra caramba, mesmo assim ainda bati com a cabeça no chão meu pé atingiu o chão fortemente e eu estava realmente muito dolorida, acho que vou precisar duplicar os remédios.
Só ouvi o silêncio, fiquei abraçando meu tórax e levei uma mão até o olho conseguindo ajeitar minha lente de contato, apoiei a minha mão direita que não estava no gesso no chão tentando inutilmente me levantar até que senti mãos me dando apoio, até que enfim, assim que consegui abrir meus olhos vi rostos desconhecidos me olhando assustados, comecei a ficar irritada e a ver tudo vermelho a minha frente, acabo de retirar o que disse com “não seria tão ruim assim”, isso foi péssimo.
Notas finais
Bom o que acharam a Sahra sabe como chegar em uma festa hein?! E creio mais sorte que ela eu não tenho, vocês têm? kkk'
Gente amanhã terça dia 23/11/2010 meu aniversário e eu estou na véspera dele postando um capítulo pra vocês? Estão vendo como sou boazinha *-* Me dêem reviews de presente 'roro'.
Relevem os erros de português, me sigam no twitter @LoydeSilva podem mandar perguntas pra lá ;D vou respondê-las com prazer, pontos de popularidade, recomendações, comerciazinho básico pros amigos tudo vale kkk'...
B'ju&B'ju *3* *3*
X'au&X'au o/o/
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