So What
28 Capítulo 28
Notas iniciais
~~ Apreciem sem moderação ~~
PDV Sahra:
Acordei assustada quando um braço foi jogado por cima da minha cintura. Jason estava deitado ao meu lado, puxei o edredom e conferi se ele ainda estava com as suas roupas.
Ele estava.
Eu não lembrava muito bem o que tinha acontecido, as últimas lembranças foram de nós dois nos beijando e de repente... Eu acabei de acordar.
Levantei cuidadosamente da cama, espreguicei-me e procurei ver que horas eram. Peguei meu despertador que estava jogado no chão, próximo a cama, e me sobressaltei ao ver que se passavam das dez da manhã.
Se alguém tivesse procurado por Jason no seu quarto e não o tivesse achado, então o visse saindo do meu quarto seria uma tragédia.
Ele era engraçado dormindo. Estava de bruços, com a cabeça virada para o lado e a boca entreaberta, era uma pena ter que acordá-lo.
Cutuquei seu ombro, ele nem ao menos se mexeu. Balancei com um pouco mais de força, no entanto, não obtive resultado. Cocei a nuca, pensando em alguma alternativa que funcionasse para acordá-lo.
Peguei um travesseiro e coloquei gentilmente sobre seu rosto, então o apertei.
Contei mentalmente: Um, dois, três...
– AH! QUE MERDA É ESSA? – Ele se sentou abruptamente na cama. Pelo menos havia acordado.
– Bom... – bocejei. – Dia.
– Por que você estava tentando me matar? – Ele ainda estava exasperado.
– Eu não queria matar você, muito pelo contrário, eu queria que você acordasse. Foi a maneira mais eficaz que eu encontrei – dei de ombros –, me desculpe.
– Por que não me chamou como uma pessoa normal faria? – Perguntou com indignação.
– Eu tentei, juro a você, mas você dorme como uma pedra – falei fazendo pouco caso.
– Aposto que você deve ter tentado me acordar por horas – dei de ombros e sorri. Ele se espreguiçou. – Que horas são? – Ele perguntou enquanto alongava os braços e bocejava.
– Mais de dez.
Seus olhos se arregalaram de surpresa.
– Alguém procurou por mim?
– Acabei de acordar, então não faço ideia – estalei o pescoço. – Preciso me exercitar.
– Merda! Se Alexia tiver aparecido por aqui, eu estou ferrado – ele praguejou e começou a levantar da cama.
Eu não deveria, mas ele ter falado de Alexia me causou uma estranha sensação. Eu não podia estar com ciúmes, quer dizer... Eu não estava com ciúmes, somente um ligeiro desconforto por falar de uma pessoa indesejada.
– Você me ouviu? – Jason perguntou, parado a minha frente e me olhando com expectativa.
– Desculpe, mas o que você falou?
Ele deu um longo suspiro.
– Não que isso seja realmente da minha conta, mas eu perguntei quem era aquele garoto que apareceu aqui, no seu quarto – ele me olhava estranho, parecia tenso. – É seu... Namorado, ou algo assim?
– Claro!
Lembrei que Adam havia aparecido com Akim e Cheryl. Claro que eles precisavam de mim, mas eu faria Akim sofrer por ter feito com que eu ficasse sem notícias sua por tanto tempo.
– Então ele é seu namora – Jason assentiu e pareceu estar com a mente distante.
– Você sabe do meu lance com o Akim – rolei os olhos.
– Não estou falando especificamente do Akim, mas sim do outro garoto. O tal Adam – ele havia falado a última frase com desdém.
– Adam é meu amigo – dei de ombros. – Já namoramos, mas depois do término mantivemos uma boa amizade sabe? Ele é um cafajeste. Por que você quer saber?
– É só que, você sabe. Somos amigos, certo? – Assenti. Apesar de não saber se éramos realmente isso. – Só queria saber se ele era alguém em que eu pudesse confiar.
– Claro que é, Adam é realmente um... Amor? Sim, isso serve.
– Ok. – Concordei novamente. – Nos vemos depois? Eu preciso fazer umas coisas.
– Claro, então até mais – bufei.
– Sim, até mais – ele balançou a cabeça.
Nenhum de nós dois fizemos menção de sair, desviávamos o olhar um do outro. Nossos olhos se encontraram por um momento, Jason rolou os seus, aproximou-se de mim, colocou uma mão no meu pescoço e levou seus lábios até minha testa murmurando:
– Se cuida.
Então ele saiu do quarto de forma cautelosa, olhando para ambos os lados do corredor.
Levei meus dedos até minha testa e suspirei.
Como se fosse para me despertar de um transe, Jason tentou subir por minhas pernas.
– Mas que porra é essa? – murmurei. – Garoto, acho que eu estou ficando louca – o peguei no colo e fui trancar a porta. – Foi só um beijo na testa. Eu tenho você e ele pode ficar com a Alexia. Acho você uma companhia muito melhor. – Falei enquanto afagava suas orelhas. – Agora vamos nos arrumar e nos preparar para comprarmos um carro.
Eu ainda tinha que esperar Jonh por um tempo longo demais. Akim não havia dado as caras e eu tive o sábado mais tedioso de todos os tempos.
Mellany não estava em casa. Clair tinha uma espécie de projeto de ciências para entregar e não queria ajuda.
Então pela milésima vez suspirei e me esparramei no sofá da sala.
– O que você está fazendo? – Drew perguntou, se jogando no sofá ao meu lado.
Um cheiro estranho invadiu a sala, resolvi ignorar.
– Absolutamente nada. – Choraminguei.
– Jason foi até o seu quarto ontem a noite? – Ele assistia a um programa qualquer de televisão.
– Como você sabe que ele foi ao meu quarto?
Eu fiquei um pouco sobressaltada. Será que Jason havia falado para as pessoas que nós estávamos nos encontrando?
– Ele foi até o meu quarto pedir pra pular a varando do seu– ele deu de ombros. –Eu não deixei porque estava com visitas.
– Visitas? – Perguntei desconfiada.
– Sim, Laila – ele respondeu sorrindo.
– Então vocês estão sérios hein? – Falei provocativamente.
– Ainda não, acho que vou pedi-la em namoro depois do baile de Halloween, o que você acha?
– Acho que vocês dois ficam muito bem juntos.
– Obrigado.
–Que droga é essa pendurada no seu pescoço? – Drew tinha um colar com alguns objetos estranhos pendurados.
– É um colar de dentes de alho. – Ele falou aquilo como se fosse a coisa mais normal do mundo. De repente descobri de onde vinha o cheiro.
– Certo e então?
– Eles servem para afastar as energias negativas. Laila disse que muitas pessoas estavam me olhando de forma maliciosa – ele mexia no cordão enquanto falava. –, esse colar faz com que todos os males se afastem.
– Com certeza todos vão se afastar de você – franzi o nariz. – Essa droga tá fedendo.
Eu realmente gostei de Drew ter começado a sair com Laila, ela era toda quieta em suas estranhezas e superstições. Andrew parecia gostar disso nela.
– Olá crianças! –Jonh cumprimentou entrando pela porta da frente. – Que cheiro é esse?
– É melhor você não saber – falei levantando do sofá. – Então nós podemos ir?
– Claro, me dê um minuto para me trocar e já desço.
Jonh e eu havíamos planejado de passar por alguns locais dos quais eu havia marcado em alguns anúncios. Acabamos indo somente em dois, e encontramos o carro “perfeito”.
Eu estava particularmente ansiosa com isso. Seria meu primeiro carro, então eu não consegui me sentir indiferente quanto a isso. Claro que eu sentiria uma falta imensa da minha moto, algo como um aperto no peito por tê-la perdido, mas eu estava lutando para superar a perda.
Agora eu era dona de um Toyota Camry ano 2004. Não era o carro mais legal do mundo, mas havia custado $ 17.140, então eu poderia pagar Jonh futuramente. Claro que em um dia distante, mas mesmo assim eu pagaria algum dia, pelo menos eu acho.
– É um bom carro. – Jonh elogiou quando estacionamos na garagem. – Apesar de achar que deveríamos comprar algo novo e recente.
– Não se preocupe, não sou como os senhores Audi ali. – Apontei por cima do meu ombro. – Além disso, eu gostei desse carro. Ele simples, preto e brilhante. Nada de mais. – Sorri.
– Como eu disse, realmente é um bom carro. Está bem conservado..
– Você deu uma olhada no motor? – Perguntei empolgada.
– Não.
– Olha só o estado dele.
Eu abri o capô do carro e comecei a discutir a respeito do motor com Jonh. Jonh era divertido daquele jeito, sendo informal. Ele até estava manchado de óleo quando verificamos o do carro.
– Poderíamos trocar todo o motor e colocar algo mais potente – Jonh ofereceu rindo.
Estávamos em uma discussão a cerca da potência do carro e ele estava realmente fazendo gracinhas comigo.
– Há há! Você vai morder sua língua Jonh. Esse carro ainda irá entrar pra história. O antigo dono vai se arrepender de ter me vendido.
Nós rimos.
– Jonh?
Ambos saímos de trás do capô do carro. Catherine olhava a cena com um sorriso enorme no rosto. Era com certeza um sorriso sincero, eu só não sabia o motivo.
– Desculpem interromper, mas há alguém ao telefone e disse que é importante – ela fez uma cara de desgosto quando falou.
Jonh deu um longo suspiro, se despediu e foi embora. Dei de ombros e tranquei o carro.
– Esse é seu novo carro? – Catherine perguntou de forma simpática.
– Sim. Estávamos dando uma reavaliada no motor, nada de mais.
– Ele estava com problemas? – Ela fingia interesse, mas de longe dava para perceber que ela não estava nem para o carro.
– Não. Catherine, você entende alguma coisa de motores? – Eu estava muito cética a respeito disso.
– Você me pegou, eu não entendo nada – ela sorriu se desculpando. – Eu só estou feliz por você estar passando um tempo divertido com Jonh. Isso significa muito para ele.
– Eu sei – suspirei. – Acho que preciso entrar.
– Tudo bem – seu sorriso caiu um pouco – Espero que você saiba que eu não tive a intenção de tomar o lugar de ninguém.
Parei no meio do caminho. Então tudo não passava disso? Catherine pensava que eu não gostava dela por ter ciúmes do fato de ela estar com Jonh?
– Eu nunca pensei isso – eu estava de costas para ela. – Nada do que aconteceu aqui foi por conta disso – virei-me para olhá-la de frente. – Jonh teve seu tempo com a minha mãe e esse tempo acabou. Não é como se você tivesse tomado o lugar dela ou algo assim, ela está morta e se estivesse viva eu não estaria aqui.
– Eu não...
Interrompi-a.
– Não se preocupe. Você não esta me magoando ou algo do tipo. Só estou esclarecendo os fatos. Eu quero que vocês sejam felizes, não importa como. Esse é o meu desejo – sorri de lado.
Catherine acabou com todo o espaço que nos separava e me abraçou. Foi inesperado e desconcertante, mas agi da melhor fora que pude.
PDV Jason:
– Eu sabia que você ia pedir – Alexia enrolou seus braços no meu pescoço e deu um abraço tão forte que parecia que ia me estrangular.
– Menos, Alexia. – Pedi, tentando puxar seus braços. – Não é como se fosse a melhor notícia que você já recebeu em toda a sua vida.
– Não a melhor notícia, mas você foi o cara mais difícil que eu achei até agora. Ainda estou surpresa pelo pedido de namoro – ela beijou o me pescoço.
– Eu só estava um pouco receoso em pedir, nada de mais. Seu pai vai chegar em breve?
Perguntei enquanto levantava da cama e pegava minhas roupas pelo quarto. Eu tinha que sair dali o quanto antes.
–Não. Acho que ele só chega mais tarde. Volta pra cama, baby – Olhei por sobre ombro e Alexia deu alguns tapinhas no colchão.
– Não é uma boa ideia – fiz uma careta. – Eu realmente preciso ir. Se o seu pai chegar eu não quero ter que explicar o que estávamos fazendo no seu quarto, sozinhos.
– Tudo bem – ela falou fazendo biquinho. Então estendeu os braços. – Você não vai se me dar um beijo de despedida?
– Claro, mas é claro que vou – terminei de colocar a camisa, fui até a cama e a beijei – Vejo você depois.
Suspirei aliviado, assim que fechei a porta do seu quarto. Eu não imaginava o que havia acabado de acontecer.
– Conseguiu levar minha irmã pra cama, Jason? – Me sobressaltei com a presença de Alan.
– O quê? Não, não é nada disso que você está pensando, nós estamos namorando agora. – Levantei as mãos em sinal de defesa.
– Eu não falei nada. Vocês estão namorando? – Ele pareceu um pouco decepcionado com a notícia.
– Bem... Sim, nós estamos. Por quê?
– Nada, quer dizer... Eu pensei que você e Sahra... Esqueça – ele deu de ombros e entrou no que deveria ser seu quarto.
– O que você quer dizer?
Não obtive resposta.
Saí da casa de Alexia. Eu não fazia ideia do porquê de eu tê-la pedido em namoro. Eu esperava bem mais do que um simples sexo. Era como se tudo o que ela viesse me negando por tanto tempo fosse uma grande mentira.
Eu me sentia decepcionado, enganado. Eu esperava que quando eu finalmente transasse com Alexia eu seria o cara mais sortudo do mundo. No entanto, o que eu consegui com isso?
Somente uma transa como outra qualquer.
Agora eu estava em um shopping me arrependendo de conseguir uma namorada.
– Você pode fazer um desses pra mim? – Perguntei para o dono de uma barraquinha sanduíches.
Eu precisava me ocupar em fazer alguma coisa, comer poderia distrair a minha mente de uma das maiores burradas que já havia feito.
Paguei pelo lanche e andei pelo shopping, alguém passou por mim e bateu com força no meu ombro. Eu poderia estar enganado, mas aquilo pareceu ser de propósito.
– Ei! – Gritei para o homem. – Olha por onde anda seu babaca!
Massageei meu ombro. O cara nem sequer olhou para trás.
Terminei meu lanche no mesmo instante em que meu celular começou a vibrar no meu bolso.
– Alô? – Atendi sem olhar o visor.
– Jason? Amor, aqui é a Alexia. – Rolei os olhos.
– Eu sai da sua casa faz poucos minutos, o que você quer? – Não me preocupei em ser educado.
– Onde você está? Estou ouvindo muito barulho.
Ótimo. Tudo o que eu precisava era de uma namorada perseguidora.
– Eu estou no shopping, parei pra fazer um lanche, por quê? – Fui até o banheiro.
Uma sensação estranha estava me consumindo. Eu estava me sentindo sufocado. Era como se alguém estive me seguindo o tempo inteiro. Olhei ao redor, mas não vi nada de anormal.
– Desculpa, mas o que você estava falando? – Interrompi o monólogo de Alexia.
– Você precisa deixar de ser tão distraído. Eu perguntei quando você viria jantar aqui em casa. Você sabe, eu preciso te apresentar para os meus pais – rolei os olhos novamente.
– Claro, vamos marcar isso.
Coloquei o celular entre o obro e orelha, enquanto fui até o mictório.
– Pode ser hoje mesmo o que acha? – Ela estava empolgada.
– Não acho que hoje seja um bom dia.
– Mas por quê? – Ela parecia decepcionada.
– Você sabe, nós começamos o namoro agora, vamos deixar isso para daqui alguns dias.
Era complicado urinar e falar ao telefone ao mesmo tempo.
– Tudo bem, vou ter que desligar, mas vou ficar pensando em você. Você vai ficar pensando em mim?
– Com certeza o que eu fizer vai ser pensando em você.
Mijar é uma delas. Eu não falaria isso nunca para ela.
– Beijinhos.
– Er... Beijinhos também.
Fechei meu zíper e a sensação de ser vigiado me invadiu novamente. Um arrepio percorreu minha espinha. Será que Sahra se sentia assim?
Já estava na hora de eu voltar para casa.
– Mas que droga de sensação de merda.
Entrei no carro e me senti melhor por uns minutos. Eu sabia que uma hora ou outra, por eu ter ficado espionando Sahra, isso ainda voltaria para morder a minha bunda.
Bufei.
Comecei a tirar o carro da vaga em que havia estacionado, um carro parou bem atrás do meu. Pisei no freio.
– Você tá maluco? – Gritei para o motorista, provavelmente, bêbado. Apertei a buzina. – Dá licença seu idiota.
O carro continuou parado, fechando a minha passagem. Bati com força no volante e sai do meu carro. Assim que dei dois passos o imbecil me bloqueando disparou com o carro.
– Filho da puta! – Gritei para o bastardo. – Se o meu dia ficar mais estranho que isso eu preciso me internar em um hospício.
PDV Sahra:
– Eu ainda preciso saber o que o Adam está fazendo aqui. – Bufei.
Akim e Adam estavam no meu quarto. Adam se empurrava na cadeira com rodinhas de um lado para o outro. Akim estava sentado na cama e eu estava em pé olhando tudo aquilo.
– Sahra nós não nos vemos faz um tempo. Pensei que você estivesse sentindo a minha falta. Estou muito chateado com você por isso – Adam fez uma cara de falsa indignação.
– Cala a boca – mandei e rolei os olhos. – Onde está a Cherry?
– Provavelmente dormindo. – Akim respondeu. – Ela disse que queria que nós todos fossemos a merda e que a deixássemos em paz por pelo menos uma semana – ele deu de ombros –, acho que ela queria dormir. Tivemos alguns dias ruins enquanto estávamos fora.
– Eu também gostaria de entender o motive dela ter se metido nos nossos assuntos – bufei.
– Ela só queria um pouco de emoção – Akim falou com descaso.
– Essas emoções podem custar caro – o acusei.
– Bom, ela escolheu o que queria fazer. Não sou eu quem vai dizer o que ela deve ou não fazer – Akim se sentou mais ereto na cama. – Nós precisamos pegar o Natanael.
– Há mais uma coisa que eu quero entender.
– Você não entende muitas coisas Sahra – Adam falou enquanto rodava na cadeira.
– Por que tanto interesse de vocês em achar o Natanael?
Aquilo vinha martelando na minha cabeça há dias. Adam eu poderia entender, afinal Nate tinha tentado ferrar com a vida dele, mas o Akim. Ele não tinha nenhum motivo aparente.
Sim, nós dois erámos amigos, mas ele nunca se metia em assuntos que poderiam acabar o prejudicando ele sempre saia antes que as coisas ficassem muito feias para o seu lado. No entanto, agora ele estava atolado até o pescoço nessa situação e não estava fazendo mais do que afundar ainda mais nela.
O Akim poderia ser um bom amigo? Sim, ele poderia.
Mas ele era sempre um bom amigo? Não ele não era.
Com certeza tudo o que estava acontecendo e a razão para ele agir dessa forma estava bem a minha frente. Mas de alguma forma eu não conseguia juntar as peças, por mais que eu tentasse.
– Ele ferrou comigo, quero ferrar com ele – Adam falou.
Eu esperava essa resposta. Antes que Akim pudesse justificar, duas batidas na porta o interromperam. Percebi uma rápida troca de olhares entre os dois, resolvi ignorar por um instante e atender a porta.
Jonh estava parado em frente a minha porta.
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei confusa.
– Não, eu só queria saber se está tudo bem. Eu vi seus amigos e então...
– Não se preocupe – o interrompi. – Sério, tudo bem. – Assegurei.
– Certo. Só... Fiquei bem.
– Ok.
Despedi-me dele, entrei e tranquei a porta atrás de mim.
– O que foi isso? – Adam perguntou, tentando sem sucesso, conter sua risada.
– Acho que você tem uma cara de psicopata e ele ficou preocupado.
– Você está virando uma especialista em quebrar corações – Adam colocou a mão sobre o peito.
– O que você ia falar Akim? – Questionei. Eu não deixaria que ele me enrolasse.
– Você sabe, ele ferrou você, o Adam e mais um punhado de gente que eu conheço e aprecio. – Ele deu de ombros. – Não vou deixar isso assim.
– Já que segundo o Adam eu sou uma “especialista em quebrar corações” – fiz aspas com as mãos. – Eu não comprei nem um pouco a sua resposta.
– Eu não faço ideia do por que. Você me conhece bem, por que eu mentiria? – Ele me olhava sério.
– Eu não sei. Desde que eu vim morar aqui sinto como se não conhecesse mais ninguém. – Bufei. –Eu nem ao menos estou me reconhecendo.
– Eu conheço você – Akim falou e caminhou em minha direção. – Eu sei que você bufa quando está confusa. Sei que a sua primeira transa foi comigo. Sei que você se coça quando fica embaraçada ou não sabe o que fazer, e eu acho isso muito estranho. – Ele parou a minha frente, pegou meus pulsos. – Eu sei que você tem 5 moletons do mesmo modelo e marca, que só são diferenciados pelas cores. Eu sei que você gosta de xingar sem motivo. Acima de tudo eu sei disso – ele passou as mãos pelas cicatrizes nos meus pulsos. Adam olhava a tudo com atenção, o sorriso de outrora havia sumido. – Você pode até não se conhecer, mas eu conheço você.
Puxei meus braços dele, bufei e cocei minha nuca. Rolei os olhos por ter feito isso.
– O que vocês quiseram dizer com precisar da minha ajuda? – Resolvi mudar de assunto.
– Antes disso – Adam falou –, quem era o garoto com você ontem à noite?
– Era o Jason – mais uma vez rolei os olhos. – Ele é o filho da nova mulher do Jonh, o cara que bateu na porta agora a pouco e que é meu pai.
– Isso não torna vocês meios-irmãos ou algo assim? – Adam fez uma careta.
– De forma alguma. Ele não tem nem um pouco do meu DNA correndo nas veias dele. Não temos grau de parentesco algum. Você é pirado. – Fui até ele e bati em sua testa.
– Acho que nós podemos discutir o que realmente importa certo? – Akim sugeriu.
– Quando você quiser – Adam concordou.
Ambos olharam para mim. Dei de ombros.
– Certo. – Akim começou. – Eu consegui encontrar com o Natanael nesses dias em que passei fora, ele parecia estar sondando a área, passou por várias cidades vizinhas se dirigiu para o lado oposto no intuito de nos despistar. Não me pergunte como, mas o filho da puta sabia que estava sendo seguido.
– O que isso tem a ver? – Perguntei.
– Ele estava aos arredores Sahra. Por que mais ele sairia de Londres e viria até aqui se não por você? – Adam perguntou.
– O fato é que – Akim prosseguiu –, ele está tentando alguma forma de ter um encontro com você. Então descobri que no dia de Halloween o próprio bastardo vai organizar algumas competições na cidade, mas ele está sendo encoberto por algumas pessoas. Eu estive pensando em fazer com que você vá para lá “sozinha” – ele fez aspas com as mãos. – Nós cobriríamos você.
– O que você faria depois disso? – Perguntei e recebi o silêncio como resposta. – Ninguém está pensando de forma racional aqui, eu realmente o odeio, mas o que eu posso fazer além de ficar aqui e me esconder? Eu realmente não sei o que eu devo fazer, não posso simplesmente dar um fim nisso de modo limpo.
– Nós podemos – Akim falou. – Você parece que não quer.
– Não é isso, é só que... – Cocei minha nuca. – Eu não sei.
– Se você quiser sair fora pode sair – Adam falou. – Ninguém tá te obrigando a fazer nada. Só queríamos a sua ajuda, para ajudar você mesma. Você sabe que ele não vai te deixar em paz.
– Como eu vou fazer para sair de casa no dia do Halloween? Vocês sabem aqui eu tenho algumas regras. Não posso simplesmente ir e vir quando quero.
– Eu sei que vai ter uma festa na sua escola, então nós vamos a essa festa – Akim falou. – Jonh não vai proibir você de ir. Eu sou seu “namorado” e nós podemos ir juntos, podemos até arranjar umas fantasias.
– Então no dia da festa da escola nós vamos sair e nos encontrar com o Nate, é só isso? – Perguntei.
– Bom, nós teremos que discutir alguns parâmetros antes, mas basicamente faremos isso. – Adam quem respondeu.
– Acho que nós devemos ir agora não é? – Akim falou.
Franzi meu rosto, ele não era o cara que se retirava da festa.
– Eu não sei? – Acabou saindo como uma pergunta.
– Nós temos que ir – Adam falou sorrindo. – Preciso comprar algumas coisas. Ligo pra você depois.
Levei os dois até a porta e me despedi.
No caminho de volta para o quarto encontrei Jason saindo do quarto de Drew.
– Hey! – O cumprimentei.
– E aí? – Ele devolveu o cumprimento. – Akim e o seu outro amigo que estavam aqui?
– Sim, eles vieram conversar – cocei minha nuca.
Estávamos parados no corredor.
– Você quer entrar e conversar? – Apontei para a porta do meu quarto.
– Seria legal, eu acho – ele olhava para o chão.
Entramos no quarto e ficamos em pé. Percebi nesse momento que eu não deveria ter feito o convite. Quer dizer, não éramos amigos que conversavam nem nada. Nós éramos somente Sahra e Jason.
– Eu pedi Alexia em namoro – ele falou de repente.
Jason nem ao menos olhou em minha direção. Eu não sabia o motivo dele ter falado aquilo, mas uma sensação estranha se formou em mim.
– Isso é muito legal – falei –, eu acho – completei sussurrando.
– Foi somente para... Você sabe – ele deu de ombros e deu um passo em minha direção.
– Eu acho que não sei – foi a minha vez de dar de ombros e dar um passo em sua direção. – Quer dizer, não é como se isso fosse da minha conta.
– Eu sei, mas você me chamou para conversar, então falei a minha mais recente novidade – estávamos nos aproximando um do outro lentamente.
– Claro, você realmente deveria ter falado. Isso não é algo que deve ser escondido – estávamos bem em frente um do outro. Sua mão puxou minha cintura para de encontro a ele.
– Eu sei que realmente não diz respeito a você – seu nariz trilhou um caminho no meu pescoço.
– Eu acho que... Vocês realmente formam um belo casal. – Coloquei minhas mãos no seu pescoço e mordisquei sua orelha. Vi os pelos de sua nuca se arrepiar.
– Porra! – Ele xingou baixinho. – Sim, nós fazemos um belo casal. – Ele distribuiu beijos molhados no meu pescoço. – Vocês deveriam conversar sabe? Talvez vocês se tornassem amigas. – Ele chupou o lóbulo da minha orelha e enfiou a mão sob a minha camiseta.
– Hmmmm – gemi. – Acho que a sua namorada não gosta muito de mim – comecei a desabotoar suas calças.
– Isso é uma pena. – Ele puxou minha camiseta.
– Com certeza.
Em seguida Jason atacou a minha boca. Sua calça jeans era algo esquecido pelo chão, assim como a minha camiseta. Sua mão levantou minha perna e a entrelaçou em sua cintura, fazendo com que nós tivéssemos um contato direto entre nossas pélvis. O atrito estava me deixando louca.
Ele tirou sua camiseta e me ajudou a tirar meus shorts. Em seguida eu estava com as costas no colchão e Jason por cima de mim.
– Sem interrupções dessa vez? – Ele perguntou. Enquanto movimentava o seu quadril em direção ao meu.
– Sem nenhuma – ofeguei.
Nada mais nos impedia, então finalmente estávamos ofegando e gemendo. A cada nova investida, minha mente parecia entrar em órbita. Os beijos distribuídos deixavam um rastro de fogo por todo meu corpo. Eu não tinha domínio sobre meu corpo, meus gemidos saíam de forma espontânea, os arrepios, tudo parecia estar fora de mim.
Por quanto tempo estávamos fazendo aquilo?
O êxtase estava perto, eu sentia isso. Ele não poderia mais ser adiado. Então com mais alguns encontros de quadris e eu já não estava no meu corpo, fui dominada por uma onda de prazer que varreu todo o meu corpo. Depois de mais alguns movimentos, Jason se libertou.
Ambos estávamos esgotados e ofegantes.
Alguns minutos bastaram para Jason cair no sono ao meu lado, comigo não foi do mesmo jeito.
Somente uma coisa passava por minha cabeça: O que foi que eu fiz?
Notas finais
Ovários explodindo com esse final, o que foi isso? *abanando*
Sim, raiva do Jason não é? Eu simplesmente o odiei, fala sério tá na cara que ele gosta da Sahra e não da Alexia, pq ele pediu a Alexia em namoro? Aff' Odiei isso ¬¬'
Tá parei =x
Não matem o Jason pq ainda temos alguma água pra rolar. Então fiquem calmas que as coisas vão ficar muito tensas e depois vai ter um Bam! E então um Bum! E depois um Pá!
Parei de novo =x
Eu realmente aprecio o fato de você não terem me largado. Sinto-me feliz demais por ainda receber reviews, você não sabem os pulos de alegria que eu dou quando abro meu e-mail e tem uma notificação avisando que recebi um comentário.
Eu prezo pelo erotismo e pela sensualidade,acho que isso sendo bem escrito deixa as coisas interessantes. Não gosto de pornografia, mas da sensualidade. Gosto de atiçar as mentes,espero que eu tenha conseguido atiçar vocês. Apesar de eu ser realmente ruim escrevendo esse tipo de coisa KLDSNFÇSKNFÇRIOJÇFWOEJM~~
Gente, estou postando de madrugada. Não revisei o capitulo, mas me empolguei tanto que resolvi postar logo.Desculpem os erros, vou revisar depois e vocês podem me corrigir, por favor, podem fazer isso.
Prometo trazer o próximo o mais breve possível, coisas irão acontecer :B
Até o próximo! Persigam ~~ @LoydeSilva
PS: Imagine Dragons foi a banda que mais me inspirou a escrever esse capítulo, amo eles. Tem capa nova também, podem conferir. Amo as capas que meu amigo faz pra mim. Se quiserem mandar capa pra mim mandem por aqui ~~ mariana.silva78@live.com
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