So I Need You
1 Marry me
Notas iniciais
Eu poderia ficar horas sentada na minha cama tentando numerar tudo que me fazia ficar mais e mais apaixonada por ele. Eu podia folhear vários dicionários que eu ainda não encontraria a palavra que expressasse perfeitamente tudo que eu sentia por ele. Era algo tão especial, tão único, tão... nosso.
Desculpe a indelicadeza e falta de educação, esqueci de me apresentar. Prazer sou Mariana Lambert, mas pode me chamar de Mari se preferir, tenho 23 anos e sou designer.
Hoje faz três anos que eu estou namorando com ele. Era engraçado pensar que antes de tudo isso acontecer eu o considerava uma pessoa inalcançável, alguém que eu admirava, mas que nunca poderia tocar. Afinal ser considerado o melhor designer da cidade, pra mim, era algo incrível.
O mais engraçado é que, acredite se quiser, foi ele quem puxou assunto, que me chamou pra sair e que me roubou o primeiro de muitos beijos, afinal eu era tão tímida que se dependesse de mim nunca teríamos ficados juntos.
Nós nos conhecemos em uma dinâmica que teve entre a empresa que eu trabalhava e a dele. Os donos das empresas queriam fazer com que os funcionários interagissem mais, não me pergunte por que, então juntaram os designers das duas empresas pra passar o dia inteiro em dupla “brincando” pra ver as habilidades uns dos outros. Como o universo parecia estar conspirando comigo, naquele dia ele foi meu par, porque insistiram em juntar os dois melhores de cada empresa.
Eu fiquei corada só de ver ele chegar perto de mim e oferecer sua mão para que eu apertasse quando ele se apresentou. Eu sempre fui tímida demais quando o assunto era homem, e ele ser lindo daquele jeito não me ajudou. Eu murmurei meu nome gaguejando, e ele me deu um sorriso tão lindo que as minhas pernas tremeram.
~ Flash Back on ~
- Prazer, sou Matsumoto Takanori, mas pode me chamar de Ruki. Eu vou ser a sua dupla hoje, então não judie muito de mim ok? – sorriu pra mim, deixando seus olhos ficarem tão puxados que pareciam fechados.
- Prazer, sou Mariana Lambert, pode me chamar de Mari se quiser. Bom, pelo que eu sempre ouço falar de você, eu que devia pedir pra você não judiar de mim né? – deixei um fino sorriso de canto dançar nos meus lábios.
- O que andam falando de mim? – fez uma cara genuinamente incrédula, e eu tive que me segurar muito pra não rir.
- Bom, digamos que o Demônio Ruki é bem famoso – eu ri, e vi ele cair na gargalhada.
- Sempre falam isso, mas não acredite, eu sou uma pessoa super calma – eu fiz um cara de quem não acreditava – É verdade, é só que, bom...eu sou o chefe deles, e – eu comecei a rir, quase que escandalosamente, fazendo ele voltar sua atenção pra mim – O que foi?
- Não é nada, é que, eu estava brincando, eu imagino que você não seja tão ruim assim, e você se atropelando com as palavras foi fofo e – eu corei. Sim, eu corei violentamente depois que percebi o que eu tinha deixado escapar.
Eu tinha mesmo que aprender a fechar a boca.
~ Flash Back off ~
Eu lembro que naquele dia fomos à uma cafeteria e eu descobri como ele era fã de doces, assim como eu. Descobri que tínhamos gostos musicais bem parecidos, e que ele tinha uma voz bonita cantando Hero, que por coincidência era nossa música favorita do Nickelback, e que ele amava animais também.
Eu ficava encantada de saber que ele não era uma pessoa esnobe, mesmo sendo tão importante e reconhecida na área em que trabalhava. Eu nunca fui uma mulher que deixou as pessoas se aproximarem tão fácil, mas com ele era diferente, não sei por quê. Três meses depois de nos conhecermos ele já freqüentava a minha casa e eu a dele. Como se fossemos amigos de infância, e isso era bom, ele me passava um sensação boa.
Depois de um tempo, seis meses pra ser mais exata, ele me chamou pra ir na casa dele depois do trabalho, — o que tinha se tornado quase um habito entre nós — só que não foi como sempre. Seus olhos sempre se demoram mais em mim, ele estava mais sério e calado do que de costume, e ela parecia ter uma necessidade de ficar perto que me assustava.
Não vou negar que eu senti atração por ele... Afinal ele era lindo. Mas nunca tinha passado pela minha cabeça algo a mais que isso, ou que ele pudesse sentir alguma coisa por mim, então aquela atmosfera me deixava apreensiva.
Então, com tudo isso, imagine a minha cara quando, do nada, ele me segurou pelo pulso enquanto íamos pra sala, me puxou e me beijou. Eu não sabia o que fazer, aonde por a mão, se empurrava ele, se aproximava mais nossos corpos, mas eu sabia que aquilo era bom... Então meu corpo simplesmente respondeu as necessidades da carne e eu enlacei meu braço esquerdo no seu pescoço e adentrei minha mão direita nos seus fios de cabelos recém pintados de cereja.
Era um beijo que me trazia varias sensações diferentes. Cheio de uma verdade que deixava minhas pernas bambas. Aquele momento único, cheio de carinha fazendo minha cabeça rodar. No instante seguinte do beijo, eu já estava na porta da sala com as minhas coisas na mão, pedindo desculpa e indo pra casa. Eu poderia me enfiar em um buraco de tanta vergonha, então logicamente que eu fiquei uma semana sem atender sua ligações ou abrir a porta quando ele ia em casa, tentando inutilmente fingir que não estava.
Eu sabia que uma hora ou outra ele iria no meu serviço, e foi o que aconteceu naquela sexta-feira.
~ Flash Back on ~
- Ruki, o que você está fazendo aqui? – era palpável a surpresa na minha voz, e na minha feição.
- Eu vim falar com você, o que mais eu faria aqui? Afinal de contas você decidiu desaparecer desde aquele dia na minha casa – ele disse sentido, e eu não tirava a razão. Quem não ficaria magoado se a pessoa que você beija foge de você por uma semana? Eu ficaria pelo menos.
No começo eu o observei muito apreensiva. Na verdade eu não tinha uma resposta para a pergunta que estava nas entrelinhas. Como eu lhe explicaria a minha insegurança? Como eu lhe explicaria meu medo de ser apenas um passatempo?
Afinal eu tenho plena consciência de que todos esses medos são na verdade sem fundamento. E por vários motivos.
O primeiro é que não cheguei a dar uma chance de nada mais acontecer para saber se estava me precipitando. O segundo: Sei que minha insegurança vem do fato de eu já ter um grande interesse nele... Sem ele ao menos desconfiar e por isso acabar me magoando caso tudo isso não desse certo. Sim eu sei que fui uma grande medrosa ok?
Quando ele me disse o motivo de estar lá eu não pude não ficar surpresa, e eu vi que isso mexeu com ele, como se meu medo fosse tão desnecessário, e agora pra mim realmente parecia ser.
Ele ficou me observando, como se tivesse tentando decifrar algo que nem eu sabia o que era, e assim como da ultima vez me beijou e eu correspondi, com menos medos e mais certezas.
Nos separamos e trocamos um olhar cúmplice, um olhar acolhedor, um olhar que mostrava que dali pra frente estaríamos juntos pra apoiar um ao outro.
~Flash Back off ~
Era bom lembrar de tudo, de como começou, dos momentos difíceis, que não foram poucos porque nós temos um gênio muito forte.
Olhei no relógio e vi que já era 18h50, e ele ia passar em casa 19h30 e eu nem tinha começado a me arrumar. Levantei da cama e fui pro banheiro. Hoje era nosso aniversário de namoro e ele disse que tinha algo especial pra me mostrar, então eu tinha que estar perfeita, certo?
Pov Ruki on
Três anos, meu Deus, três anos! Fazia tanto tempo que estávamos juntos, mas pra mim era pouco, não era suficiente. Na verdade nunca seria, nuca seria tempo de mais perto dela, nunca seria tempo de mais vendo as manias dela, estando perto dela.
Depois de um tempo eu comecei a sentir necessidade de estar com ela, como se sem ela eu não conseguisse viver, o que claro, sendo realista não é verdade, mas o amor é algo que nos prende a alguém, e ser prisioneiro dela, definitivamente, era algo muito bom.
Hoje eu a chamei pra sair, disse que tinha algo especial pra mostrar. Eu estava programando esse dia a mais de um mês, e estava reunindo coragem pra fazer o pedido que mudaria, de certa forma, nossas vidas.
Eu já estava pronto, olhei no relógio e vi que ainda eram 19h, ser apressado sempre foi um defeito meu, confesso. A casa dela era perto, em menos de dez minutos eu estaria lá, então sentei no sofá pra esperar o tempo passar.
Cinco minutos, só tinham passado cinco minutos e eu já estava agitado, não conseguindo ficar na mesma posição, eu estava parecendo uma criança. Como eu sei que não vai adiantar de nada ficar lá, peguei meu casaco, a carteira e as chaves e sai do apartamento.
Rodar pela cidade estava fora de cogitação, vai que eu fique preso no transito? Eu não poderia deixar ela esperando, então eu resolvi ir pro seu apartamento e esperar lá. Cheguei na portaria no seu prédio e já fui liberado pra entrar, eu ia para o seu apartamento várias vezes por semana então o porteiro já me conhecia. Entrei no elevador e pela enésima vez olhei no relógio, 19h25. Eu não estava tão adiantado assim no fim das contas.
As portas do elevador se abriram me tirando do transe. Eu sai e fui em direção a porta do seu apartamento, que era a último daquele andar. Toquei a campainha e esperei, sim eu não tinha a chave do apartamento dela, concordamos que seria assim.
Escutei o barulho de algo caindo e arqueei a sobrancelha, não tive nem tempo de tocar a campainha de novo ela já estava abrindo a porta, enrrolada na toalha e com um sorriso sem graça no rosto. Eu consegui olhar dentro do seu apartamento e ver que, mais uma vez, ela derrubou o abat-jour da sala. Ela sempre foi desastrada assim, e isso era fofo nela.
- Oi minha linda – depositei um selinho nos seus lábios e entrei no apartamento.
- Oi Taka – fechou a porta e se virou na minha direção – Er... desculpa eu não estou pronta, me de dez minutos okay?
- Sem problema, eu cheguei antes da hora marcada, pode se arruma que eu fico aqui esperando – dei um sorriso leve e vi ela acenar um sim com a cabeça e ir pro quarto.
- Já volto – falou já no corredor. Eu respondi com um ok quase inaudível e me sentei no sofá vermelho que decorava a sala de sua casa.
Eu adorava aquele lugar, me tranqüilizava estar perto de algo relacionado a ela. Eu olhei em volta e pude ver a primeira foto que nós tiramos juntos, aquele dia foi tão divertido que só a lembrança me trouxe um sorriso aos lábios.
~ Flash Back on ~
- Vai Ruki, faz careta pra câmera, deixa de ser chato – ela dizia parecendo uma criança fazendo birra.
- Não vou fazer isso Mari, não sou criança mais – eu sabia que no fim eu ia fazer, mas ver ela agir daquele jeito era tão engraçado que eu ficaria horas importunando-a só pra ela agir assim.
- Deixa de ser chato, se você não tirar eu não vou mais com você ver aquele filme que você quer – cruzou os braços e fez cara de emburrada, e eu poderia mordê-la por ser tão fofa! – Por favor? – parecia um cachorro sem dono, com os olhos brilhando e um bico fenomenal na boca.
- Tá bom, tá bom, eu faço, mas é uma foto só certo? – e o rosto dela se iluminou com aquilo. Ela realmente era uma criança.
- Okaaay – pulou do sofá, programou a câmera e colocou na estante. Voltou correndo e pulou no sofá, quase em cima de mim, fez um sinal de “v” com os dedos, inflou as bochechas, eu pisquei e coloquei a língua pra fora.
Ela pegou a câmera e nós dois caímos na gargalhada vendo a foto.
- Viu, não foi tão ruim assim né? – falou e depois de um sorriso que iluminaria até o mais escuro dos lugares
É, não tinha sido nada ruim mesmo.
~ Flash Back off ~
Me peguei rindo mais um vez dessas lembranças enquanto me encostava no sofá e fechava os olhos.
- Do que você tá rindo Taka? – abri os olhos quando escutei a voz dela e me virei pra ver aonde ela estava.
Eu praticamente babei na hora que eu vi como ela estava. Simplesmente linda, com um vestido preto um pouco pra cima do joelho, um sobretudo vermelho e uma sandália preta. Ela estava com um pouco do cabelo preso, deixando sua franja cair levemente no rosto, com uma maquiagem não muito pesada, que deixava sua beleza natural em evidencia, e estava sem os óculos, ela estava... Perfeita.
- Taka?... Oi? — ela disse balançando as mãos na frente do meu rosto.
- Ah, oi – eu sorri sem graça, quase ficando envergonhado por ter sido pego babando por ela.
- Você escutou o que eu perguntei? – acenei um não com a cabeça e vi ela suspirar alto. – Do que você tava rindo ai?
- Daquela foto ali – e apontei pro porta retrato que estava em cima da estante – Eu estava lembrando do dia que a gente tirou ela – eu pude ver um fino sorriso brotar nos lábios dela e sua postura relaxar enquanto olhava para a foto em cima da estante.
- Foi realmente engraçado fazer você tirar essa foto – falou quase distante demais daquela sala, como se estivesse voltando para aquele dia.
- Foi mesmo – outro sorriso nasceu nos meus lábios, e eu poderia ficar ali, olhando aquela foto do lado dela por horas. Olhei no meu relógio e vi que já era 20h e tínhamos que ia ao restaurante. – Mari? – falei tirando-a do seu transe.
- Oi – se virou pra mim, ainda com o sorriso no rosto. Ela realmente era linda.
- Vamos indo? Eu tenho muitas coisas pra te mostrar hoje – falei estendendo a mão para ela. Ele respondeu acenando que sim com a cabeça, enquanto entrelaçava nossas mãos.
Saímos do seu apartamento, entramos no elevador, apertei o botão do estacionamento e a puxei pra mais perto. Segurei seu queixo de leve, levantando seu rosto até ficar na altura do meu e depositando um beijo nos seus lábios. Deixei minha mão escorregar até sua cintura enquanto ela enlaçava seus braços no meu pescoço e aprofundava o beijo, fazendo nossas línguas entrarem em contato. Fomos diminuindo o ritmo até cessarmos o beijo, o primeiro daquela noite, com um selinho. O elevador abriu e nós saímos em direção ao carro.
Tudo parecia estar conspirando a nosso favor, porque eu um sábado era quase que impossível ver o trânsito tão tranquilo há essas horas. Eu fui guiando o carro pelas ruas e em menos de quinze minutos estávamos estacionando o carro na porta do restaurante. Eu desci e fui rápido abrir a porta pra ela, mesmo sabendo que ela não gostava muito disso. Pude ver, com muita satisfação, que os seus olhos brilharam ao ver onde estávamos.
- Ruki, eu não acredito que você me trouxe aqui! – disse maravilhada sorrindo pra mim. Esse era o restaurante preferido dela, e foi aonde nós jantamos pela primeira vez depois que começamos a namorar.
- Gostou? Espero que sim, porque eu quero que tudo te agrade hoje. – depositei um beijo em sua bochecha e fui guiando-a pra dentro do restaurante.
Eu tinha feito um reserva em uma mesa mais afastada, aonde pudéssemos ver a paisagem do lado de fora do restaurante. Sempre gostamos de sentar perto da janela, era engraçado ver tudo a nossa volta, mas diferente do usual, hoje ela parecia meio inquieta, mesmo fazendo algo que, segundo ela a acalmava.
Me distrai um pouco quando o garçom chegou pra anotar nossos pedidos. Como hoje era uma data especial eu pedi um champagne, o que não aconteceria normalmente já que ela não era muito adepta de bebidas alcoólicas. Fizemos o nosso pedido e ela novamente voltou a olhar pro lado de fora do restaurante, mexendo os dedos, vez ou outra tirando a taça do lugar, típica coisa de uma pessoa ansiosa, e eu sabia bem pelo que era.
De manhã eu disse que teria uma coisa especial pra falar, e que só falaria depois do jantar. Eu fiz de propósito porque eu sabia que ela era uma pessoa muito curiosa, e iria ficar o dia inteiro se remoendo de curiosidade pra tentar deduzir o que eu ia falar. Dito e feito, ela estava parecendo aquelas crianças que querem saber o que é que tem atrás da porta que não podem abrir, ou coisas do tipo. Realmente engraçado.
- Amor, tá tudo bem? — perguntei com um sorriso de canto. Mari respirou fundo, isso é quer dizer que ela ia desatar a falar, era sempre assim.
- Depende do seu ponto de vista né. Porque do meu ponto de vista, ficar ansiosa o dia todo pra saber o porque de todo esses suspense. É, eu diria que não – sorriu, com a ironia escorrendo em cada uma de suas palavras
- Te deixei tão curiosa assim? — Eu não conseguia conter o sarcasmo e o cinismo nas palavras. Ela meramente se contentou em fazer uma expressão de descontentamento.
- Taka... Não me deixa nervosa... Você sabe que eu sou pes... – eu não acredito que aquela imaginação fértil dela tinha levado ela pra algum tipo de pensamento negativo.
- Não termine essa palavra Mari, pessimista, por favor meu amor, se eu fosse falar algo ruim eu não tentaria fazer tudo perfeito pra nós dois – disse calmo, vendo ela relaxar um pouco sua postura e me olhar como se pedisse desculpas. – Bom, agora que esta tudo esclarecido e quanto mais rápido comermos mais rápido você vai saber o que é, certo? – falei enquanto o garçom colocava nossos pratos na mesa.
- Ok – me respondeu sorrindo, aquele sorriso de criança que sempre me encantava.
O jantar passou rápido, sem muita conversa pela parte dela, que parecia cada vez mais ansiosa, tanto que nem sobremesa ela pediu, e olha que a Mari era louca por tudo que tivesse açúcar. Levantamos, pagamos a conta e fomos pro carro. Entrei, fechei a porta, liguei o carro e segui o dos demais carros na auto estrada. O lugar aonde eu ia levá-la não ficava no centro, era um lugar mais afastado.
- Ruki, é muito longe? — me perguntou, curiosa como sempre.
- Não, é um pouco afastado, mas é rápido pra chegar lá — olhei pra ela rapidamente enquanto parava no sinal que estava fechado, e sorria.
O sinal abriu e eu fui guiando o carro para uma estrada longe do centro. Não demorou mais que quinze minutos e eu já estava estacionando o carro. Antes mesmo que eu pudesse chegar do lado dela do carro, Mari já tinha saído e fechado a porta e estava vindo pro meu lado.
- Então, é aqui Taka? — falou olhando pras árvores que estavam em nossa frente.
- É quase aqui, em um pouco mais pra dentro, vamos? — ofereci minha mão que ela rapidamente segurou.
Fui guiando ela pelas árvores até chegar aonde eu queria, uma fonte que ficava iluminada pela luz da lua. Eu queria ver como seria sua reação e quando eu olhei pra ela não pude ficar mais satisfeito.
Ela soltou minha mão e levou aos lábios, seus olhos estavam grudados na fonte à nossa frente e eu pude ver algumas lágrimas nascerem no cantos dos seus olhos quando ela virou em minha direção.
- Ruki, esse lugar é lindo, eu adorei, eu... eu nem sei o que falar... — falou enquanto me abraçava e deixava algumas lágrimas escorrerem. Ela sempre foi sensível, era de se imaginar que ficasse assim.
- Que bom que gostou meu amor, mas essa é só parte da surpresa — dei um beijo leve na sua boca e fui levando ela pra perto da fonte. Fiz com que se sentasse na beira, peguei a caixinha que estava no meu bolso, abaixei em sua frente, abri a caixinha e ri quando ela arregalou os olhos. Ela abriu a boca pra falar, mas eu a interrompi.
- Faz tempo que estamos juntos, dividindo muitas coisas, nos acostumando com nossos temperamentos, nos conhecendo cada dia mais e eu queria isso durasse pra sempre.
- O que você quer dizer com isso Taka? — ela estava tremendo, era tão perceptível que eu nem precisava encostar nela pra saber.
- Eu quero dizer que eu quero me casar com você. Mari, aceita casar comigo? — olhei no fundo dos seus olhos, tentando descobrir a resposta antes mesmo dela proferir as palavras que poderiam mudar, ou não, nossas vidas, olhei nos seus olhos pra tentar antecipar a reação que eu teria. — Mari? Tá tudo bem? Er... Olha, tudo bem se não quiser e... — eu estava entrando em desespero com todo aquele silêncio dela, mas antes de pirar de vez ela me interrompeu.
- Ruki, você está louco? Eu estou ótima, e como eu não ia querer? É claro que eu aceito Taka, seu tonto — praticamente gritou as palavras e quase voou pra cima de mim, me abraçando e me beijando com uma necessidade que não era característica dela.
Nos levantamos, tirei o anel da caixinha e coloquei em seu dedo anelar, sorri, tentando ao máximo fazer ela entender com esse gesto o quanto aquilo me fazia feliz. Abracei-a forte e perto do seu ouvido eu cantei pra ela, a musica que ela não cansava de dizer que amava.
Oh no I can't let you go,
My little girl
Because you're holding up my world,
So I need you
Your imitation of my walk and the perfect way you talk
It's just a couple of the million things that I love about you
So I need you
- Eu te amo tanto Mari — sussurei no seu ouvido, sentindo ela apertar mais ainda o abraço que dividiamos.
- Eu também de amor, baka — deu uma leve gargalhada e me beijou.
Nosso primeiro beijo como noivos, o primeiro beijo que compartilhamos depois de decidirmos dar um grande passo em nossas vidas, passo esse que espero que dê muito certo.
~ Fim ~
Notas finais
E ai? E ai? gostaram? como ficou? hein? hein? *autora estérica* reviews por favor xD
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