So Far Away
25 We Remain
Notas iniciais
Eles haviam acabado de chegar da base. Clint, jogou a mala no chão do apartamento e andou até a cozinha, Marie que vinha atrás com Bob, já que os mesmos haviam passado no apartamento dela e de Andressa. Deixou o cachorro na sala e andou até a cozinha aonde ele estava de pé em frente a pia, as mão apoiadas na mesma com a cabeça tombada para frente, tentando reunir forças para não chorar mais.
–Clint.-o chamou, ele virou um pouco a cabeça, nem mesmo o bastante para vê-la, apenas para pode ouvi-la.-Vá tomar um banho enquanto preparo algo para você comer.
–O banho irei tomar, mas não estou com fome.-dessa vez virou de frente para ela e a viu com a cabeça encostada na soleira da porta, os olhos inchados, assim como os dele, o cabelo um emaranhado de sentimentos e fios negros.
–Tem que comer.-insistiu o vendo andar até ela.
–É sério, não estou com fome, tão pouco com vontade de comer e mesmo se eu tentasse nada passaria pela minha garganta agora.-explicou e deu um beijo na testa dela a abraçando.
–Ela pediu para que eu cuidasse de você, Clint.-o ouviu sorrir, um riso fraco transbordando em dor.
–Ela também me pediu para cuidar de você.-desfazendo o abraço ficou a observa-la, a pele branca e bem tratada, os fios negros que cobriam um pouco dos olhos azuis e os lábios pálidos, sem rastro do batom vermelho.-Mas acho que não estamos com tantas condições para cuidar um do outro hoje, não estamos tão forte, não é verdade?-a viu assentir e dá um pequeno sorriso.
–Ela quer que sejamos fortes. Você e todos nós estamos nos deteriorando, ela não queria isso, Clint.-disse porque sabia que era verdade, e conhecia bem a morena para saber que ela pensava daquela forma. Por outro lado, ela realmente não tinha forças para se fazer de forte, não quando o fato, quando a morte de Andressa ainda era muito recente.-Tudo bem.-disse cansada.
Juntos, caminharam até o quarto aonde Bob os seguiu, depois dos dois tomarem banho, se deitaram e se enroscaram um no outro, mas não dormiram, ficaram observando a pequena sacada, lá fora, o sol se pondo e o céu ficando negro aos poucos.
...
NY-Casa de Bruce e Catherine ( 22:30 da Noite )
–Bruce, você não gostou do bolo?-a voz doce e infantil de Annabely o trouxe de volta dos pensamentos. Eles estavam sentados a mesa da cozinha, a menina já havia devorado o pedaço de bolo que tinha no prato, enquanto o de Bruce continuava intocável no prato.
–Não, Bely. Não é isso, querida, apenas não estou com fome. Mas tenho certeza de que está ótimo o bolo.-disse, mas viu a menina assentir e fazer um bico triste enquanto abaixava a cabeça.-Não fique triste.-mas não adiantou, ela continuou com a cabeça baixa encarando as mão sobre o colo.-Olha, está maravilhoso.-deu uma garfada no bolo e comeu e logo em seguida a viu sorrir e riu junto.-Está muito bom!
–Agora, Bely.-Catherine levantou enquanto começava a tirar a mesa.-Quer outro pedaço de bolo?-a pequena negou com a cabeça enquanto levantava e a ajudava a tirar a mesa.
–Mamãe.-ao lado da pia a doutora viu a pequena se aproximar com o ultimo prato, pegou o mesmo e o colocou na pia e sentiu a pequena mão lhe cutucar o braço, olhou para a menina que fazia um gesto com a mão para ela se aproximar.
–O que foi filha?-Catherine abaixou até ela que perguntou sussurrando ao pé do ouvido, de Bruce estava doente e se não estava, porque ele estava tão triste.-Querida, é porque... O que acha de de pedir para ele lhe por para dormir? Talvez isso anime ele um pouquinho, o que acha?-perguntou vendo ela sorrir e assentir positivamente. Elas caminharam até ao lado dele que estava ao lado da geladeira bebendo água e pararam de frente para ele sorrindo.
–Bruce, Bely quer te pedir uma coisa.-Catherine anunciou e logo apertou os lábios um no outro para não rir.
–Peça, Bely.-falou largando o copo de lado e abaixando para ficar cara a cara com ela.
–Bruce, você poderia me por hoje para dormir?-perguntou com as mãos cruzadas atrás das costas enquanto fazia um biquinho curvando um pouco a cabeça olhando para o chão.
Bruce sorriu, assentindo com a cabeça, aquela menina era tão adorável e parecia um anjo. Ela era uma grande quanto na vida de Catherine, quanto na dele.
–É claro que posso te por na cama, mas será que conseguirei cumprir essa missão tão difícil doutora, Catherine?-levantou olhando a mulher que ria livremente.
–Soldado, Banner. Não será uma missão fácil, mas tenho certeza de que tem competência.-Catherine falou enquanto fazia uma pose de sentido e riu vendo Bruce repetir o gesto e Annabely também.
–Bem, agora dê boa noite a sua mãe.-falou enquanto via Any encher o rosto de Catherine de beijos.
–Boa noite sua porquinha e escove os dentes.-riram enquanto Bruce subia com Bely no colo. Chegando lá a viu escovar os dentes e se deitar na cama animada.
–Quer que eu lhe conte uma história?-ele a viu assentir e sentou ao lado dela na cama, mas percebeu a mesma se encolher e lhe veio na cabeça de que ela poderia está com medo pelos abusos que sofria. Sentiu ódio, ódio por vê uma menina tão pequena traumatizada daquela forma, acabou por lembrar de Andressa e pelo que ela passava. Nuca havia ouvido da boca da morena de fato os relatos sobre os abusos que sofria pelo pai e Clint, mas pelo o que Catherine havia falado para ela era totalmente revoltante e repugnante que uma pessoa podia fazer aquilo com uma criança indefesa.-Não irei lhe machucar, Annabely.-a viu assentir mas mesmo assim continuar tensa e agarrada ao edredom roxo com corações rosas.-Está tudo bem, Any.
–Ele me machucava muito.-explicou dobrando as pernas e apoiando a cabeça nelas.-Dizia que não ia me machucar, mas sempre machucava.
–Shiii, já passou, Any. Ele não pode mais lhe machucar.-a abraçou assim que a viu chorar-Não deixarei que nada a machuque novamente.-e não deixaria mesmo. Aquela menina já fazia parte da vida dele, era especial assim como Catherine e ele já a considerava uma filha, se sentia um pai que faria tudo para não magoarem e nem machucarem sua pequena menina de olhos verdes e cabelos escuros, sua pequena anja.-Ninguém vai lhe machucar mais, Any.-a viu fazer positivo com a cabeça.-vou sentar no chão para que fique mais confortável, está bem?
–Está.-a voz fina e doce o fez sorrir enquanto se sentava no chão, em cima do tapete ao pé da cama da menina que agora estava deitada com os braços em cima do edredom.
–O que acha de ouvir a história do vingadores? Catherine já lhe contou essa?-perguntou sorrindo e a viu negar.-Ela nunca lhe contou sobre os vingadores?-a voz dele tinha um tom incrédulo e ao mesmo tempo divertido.
Não, nunca contou.
–Tudo bem, eu lhe conto agora. É sobre um grupo de amigos, os super heróis e sobre um monstro verde.-Contou a história em detalhes, assim que acabou com o grande final feliz, quando o vilão é mandado de volta de onde nunca deveria ter saído, viu que ela dormia. Enquanto levantava sorria, a cobriu e deixou o abajur roxo ligado e deu um pequeno beijo na testa da pequena.-Boa noite, Any.-sentiu as pequenas mãos dela no rosto dele e logo ela lhe beijar a testa e dizer sonolenta.
–O Hulk, é o melhor!-ele não conseguiu conter uma gargalhada enquanto saia do quarto, encostou a porta, à olhando dormir uma ultima vez, antes de descer.
Caminhou até a cozinha sorrindo e agradecendo a Deus por ter posto Andressa na vida de todos eles, já que ela o grande motivo de tudo aquilo, dele ter conhecido Catherine e por ela ter salvo Bely e ter posto aquela doce menina na vida deles. Assim como foi também a responsável pela aproximação entre os heróis mais ainda.-Deixando um sorriso triste, ele pensou que a morena ia fazer falta.
Quando entrou na cozinha viu Catherine sentada a mesa, ele riu enquanto se aproximava, sentando ao lado dela que nem pareceu perceber.
–Não acredito que nunca contou a história dos vingadores para, Any.
–Bruce.-pronunciou o nome do mesmo de forma perdida. Quando Bruce a olhou, o rosto da mesma estava pálido como de um fantasma.
–Catherine, o que aconteceu?-abaixou ao lado dela que negou com a cabeça.
–Nada, Bruce.
–Nada, como nada, Cath? Você está pálida como um fantasma e está fria.-segurou com firmeza na mão da mulher.
–Adoro quando me chama assim, mesmo com esse tom de preocupação, ainda assim soa adorável para os meus ouvidos.-com um pequeno sorriso passou a mão sobre o rosto do mesmo.-Estou bem, apenas cansada e... Só preciso de um banho e dormir ao seu lado.
–O que aconteceu? Você estava pálida.-observou o rosto dela que recobrava a cor.
–Um pequeno mal estar, só isso. O dia foi cheio demais, o trabalho, pegar Any na escola a casa e a noticia sobre Andressa. Não precisa se preocupar.
–Tem certeza?
–Claro que tenho doutor.-riu ficando de pé assim que o viu parado diante dela de pé, ainda com a face repleta de preocupação.-Ei doutor, já disse que está tudo bem.-passou o braço sobre o pescoço dele e ficou olhando nos olhos dele.
–Tudo bem, mas agora vamos deitar.
–Ainda não, tenho que terminar a louça.-explicou mas logo sentiu as mãos dele a segurar.
–Pode deixar que eu termino.-falou andando até a pia que tinha alguns copos e talheres apenas.-E você, sente-se, já terminarei.-
E ela fez assim como ele pediu, voltou a sentar e ficou o observando, aquele homem adorável e carinhoso, tão preocupado com ela.
Ela podia ver ainda a tristeza nos olhos dele, mas não era a mesma coisa, agora havia felicidade ali também,nos olhos dele havia vida. E ela teve completa certeza de que ele era o homem certo, o homem que queria dormir e acordar ao lado todos os dias e que não importava se ele fosse o Hulk, o monstro verde que perdia o controle, porque ela o amava.
Quando ele virou secando as mãos no pano de prato ela sentiu como se o coração fosse parar por bater com tanta força, ela riu boba e o viu sorrir de volta.
–Acho que podemos guardar a louça amanhã, o que acha?-perguntou a segurando pela cintura enquanto ela dava uma ultima olhada para todos os pratos e panelas e copos em cima da pia.
–Acho que podemos.-dando um pequeno sorriso, o beijou e subiram para o quarto.
...
–Bruce.- o chamou, tinha o rosto sobre o peito dele, a voz estava baixa e sonolenta.
–Sim.-ele respondeu com um sussurro.
–Estava pensando...
–E quando você não pensa?
–Vou fingir que isso é um elogio.-espalmou a mão sobre o peito dele e sentou em cima dele.-uma semana e meia para o natal e com isso que aconteceu com Andressa... Eu não sinto como se ela tivesse realmente morrido, mas... é o primeiro natal de Bely conosco e eu não queria passar... Penso na ceia, nem mesmo sei se ela já teve uma ceia.
–Entendi meu amor. Se é isso que quer fazer, não vejo problemas.
–Acho melhor pensarmos nisso em outro dia.-Voltou a deitar o lado dele e adormeceu.
3 Dias Depois- Apartamento de Clint Barton (08:45 da manhã)
O barulho da movimentação a acordou, os passos incertos de um lado para o outro, quando alguém procura por algo aonde não sabe o local que guardou, sentiu frio nos pés e os puxou para debaixo das cobertas, o cheiro fresco do sabonete misturado ao perfume dele e se impregnava no quarto.
Clint terminava de por a jaqueta preta, se preparando para ir a base. Ele ainda não se sentia nas melhores condições psicológicas, mas parecia que quando cegasse lá, esqueceria um pouco os acontecimentos.
–Clint.-o chamou com a voz rouca, o quarto ainda estava escuro pelas janelas que não eram abertas a dias.
–Sim.-sentou ao lado dela que permaneceu deitada e lhe deu um pequeno beijo na testa.
–Aonde vai?
–Para a base.
–Tem certeza?
–Tenho, realmente acho que ficar em casa sem fazer absolutamente nada, vai ajudar a me recuperar.
–Ainda não me sinto bem, e nem mesmo pronta para voltar.-apoiou as cabeças sobre as pernas dele e sentiu as mão dele lhe acariciar oc cabelos.
–Tudo bem.
–Acho que vou dar uma volta com com, Bob, dar uma passada no apartamento para pegar algumas peças de roupa.-eu ando ela viu que ele ia falar, deu um pequeno sorriso e sentou ao lado dele o calando um selinho.-Vou ficar bem.
–Vou confiar nisso.-deu um ultimo beijo nela e saiu do quarto, viu Bob se espreguiçar no chão ao pé da porta do quaro dos hospedes e correr até ele enquanto abanava o rabo. Clint abaixou até o cachorro enquanto fazia carinho no mesmo.-Também sente falta dela não é mesmo amigão? Claro que sente, por isso que dorme em frente ao quarto que era o dela.-agarrou Bob que lhe lambeu a bochecha.-Sentimos falta dela amigão.-Brincou uma ultima vez com o cachorro e saiu do apartamento.
Quando chegou até a base, avistou Natasha, ela conversava com um agente, parecia dar ordens para o mesmo e tinha um braço imobilizado. Se aproximou dela que assim que o viu deu um enorme sorriso.
–Olha só quem resolveu dar o ar da graça. Senhor, Barton, que prazer vê-lo aqui novamente.-fez uma reverência e o viu sorrir.-Como tem estado?-agora havia voltado a ficar séria, com a preocupação na face. Não que ela não soubesse, havia falado com o mesmo no dia anterior pelo telefone. Mas como diziam, um novo amanhecer era um novo recomeço.
–Um pouco melhor, se é que posso dizer assim, mas acabei por notar que ficar em casa durante todo o dia me torturando, passando a cena vária e várias vezes na minha cabeça, não vai dar em nada.-até porque ele sabia que não se pode mudar no tempo e que o fato deveria ser aceito, mesmo que fosse difícil.
–E Marie, ela está bem?
–Ainda não está preparada para voltar, e eu entendo.-Natasha assentiu e observaram quando um grupo de agentes passou correndo em treinamento.-E você, o que aconteceu com seu braço?
–Desloquei em uma missão, ontem, para ser mais exata.-explicou olhando o próprio braço.-Daqui a uma semana já vai está bom.
–Por que não me disse?
–Foi apenas um braço quebrado, Clint. Não precisa se preocupar.
–Tudo bem, se é o que diz.-passou o braço sobre a cintura dela a puxando para perto e andaram até a sala de Fury. Entraram juntos no recinto avistando o mesmo sentado atrás da mesa enquanto lia alguns documentos.
–Agente Barton.- o homem deixou o tom de surpresa transparecer na voz, não esperava ver ele ali tão cedo.-O que faz aqui?
–Estou voltando para o serviço, diretor.-Clint respondeu sem exitar.
–Está de férias agente, ainda tem 27 dias para descansar e durante uma vez na semana comparecer a uma consulta com a doutora, Catherine.-explicou observando o mesmo se aproximar.
–Não preciso de férias, nem de consultas com a psiquiatra, só preciso diretor.-parou diante da mesa de Fury que se levantou.
–Não posso fazer nada que mude isso. E lhe aconselho agente Barton, que aproveite suas férias.
–Fury...-o arqueiro começou a falar, mas parou assim que sentiu a mão de Natasha sobre o ombro dele.
–Fury está certo, acho que precisa descansar mais um pouco.
–Não pode tirar mais isso de mim.-Clint disse encarando o diretor que se manteve calado.
–Tem certeza agente, Barton.-Não tenho mais direito nenhum de lhe tirar mais algo. Pode voltar ao serviço.-fez um pequeno gesto com a cabeça arqueiro.
1 Semana e 5 Dias Depois- Nova York
Casa de Bruce e Catherine- Natal (21:18 da noite)
–Você está linda.-Catherine ria olhando a imagem de Annabely refletida no espelho. A menina estava vestida com um vestido vermelho com alguns detalhes brancos e os cabelos estavam presos em uma trança embutida que a própria doutora havia feito.
–Você também, mamãe.-respondeu abraçando a cintura da doutora que riu, toda vez que ouvia a menina a chamar de mãe, o coração disparava de emoção, era algo renovador para ela.
–Agora vamos, Bruce, já está nos esperando.-falando isso, a mulher desceu junto de Bely.
–Eu realmente ainda consigo me surpreender por vocês duas serem tão lindas.-Bruce levantou do sofá aonde estava sentado e andou até as duas.
–Obrigado, doutor.
–Não há de que, doutora.-respondeu sorrindo. Annabely ria assistindo toda a cena, a troca de olhares dos apaixonados e cheio de amor de ambos. Ouviram a campainha tocar, a pequena menina correu até a porta ignorando os pedidos de Catherine para não correr, abriu a porta animada, mas assim que viu as pessoas se sentiu decepcionada. Clint e Marie a olhavam com enormes sorrisos.
–Andressa não vai vim?-pergunou olhando pelo corredor para vê se encontrava a morena.-Por que ela não vem mais me ver, ela disse que iria vim.-cruzou os braços fazendo um bico de choro.
–Ela está numa viagem, Bely.-Marie disse abaixando até a pequena vendo o pequeno rosto vermelho e os olhos cheios de lágrimas que agora começavam a rolar pela face angelical.-Vai demorar para vê-la de novo.-explicou a abraçando.
–Muito tempo?
–Muito.
–Mas por que tanto tempo?
–Porque... um dia você verá ela.-abraçou a pequena e a ajudou a secar as lágrimas assim que ela se afastou.-Agora vamos lá, pare de chorar, trouxe um presente lindo para você, eu e Clint.-disse enquanto entregava os pacotes para ela que havia voltado a sorrir.-Você está muito linda.
–Obrigado, Marie.-agradeceu tímida entregando os presentes para Catherine que estava ao lado dos mesmos e voltou até a sala para guardar os presentes embaixo da arvore de natal.
–Ei, não vai falar comigo?-Clint perguntou a Annabely que correu até o mesmo pulando nos braços do arqueiro que a pegou no colo e recebeu um beijo na bochecha da pequena.-Agora sim.-falou animado a pondo no chão e dando um beijo na testa dela.
–Clint, Marie, pensei que não viriam.-Bruce falou animado ao ver os amigos na casa dele. quando havia chamado o casal, Clint, apenas havia dito que iria pensar.
–Não é por nada, mas Marie me obrigou.-o arqueiro disse sorrindo, enquanto cumprimentava o doutor, com um rápido abraço.
–Fez muito bem, Marie!-dessa vez quem apareceu foi Catherine, livre dos presentes de Any, cumprimentou os mesmos.-Você está linda.-elogiou Marie que riu dizendo um obrigado que nem mesmo deu para se ouvir, enquanto olhava o próprio vestido azul que Andressa havia lhe dado.
–Você também está linda, Catherine.-olhou o longo vestido branco que a doutora usava com um laço vermelho nas costas, o cabelo da doutora estava preso em um penteado elegante.
–Obrigado, mas agora vamos entrar, não vão ficar ai na porta não é mesmo?!
–E a propósito.-Marie falou se virando para Clint, enquanto terminava de entrar.-Obriguei mesmo!
Ficaram conversando durante longos minutos e brincando com Bely, logo depois as mulheres foram para a cozinha enquanto eles permaneciam na sala bebendo do vinho de Clint havia levado.
–Como ele tem estado?-Catherine perguntou enquanto tirava com cuidado o peru do forno.
–Bem, na verdade, muito melhor desde quando voltou para a base. Ainda não saiu em missões, mas está treinando agentes mais novos, acho que tem sido bom, assim ele acaba se distraindo um pouco.-falava enquanto misturava algumas azeitonas na salada que Catherine havia preparado.-Eu realmente não entendo como ele consegue, sabe? Eu ainda não tive...-encarou Catherine que a avaliava com atenção.-Forças para voltar.
–Entendo perfeitamente, uma vez que faz apenas duas semanas desde o fato ocorrido, acho mais que normal que todos ainda estejam... Debilitados com isso.
–Quando disse que tive que obriga-lo, eu não disse brincando. Tive que arrasta-lo praticamente e acabamos tendo uma pequena discussão à caminho daqui.
–Mas agora está tudo bem entre você?
–Está. Ele sabe que apenas quero cuidar dele. Andressa me pediu isso e pediu para que ele cuidasse de mim também. Sabe que as vezes acho que ela parecia saber o que ia acontece?
–Uma vez que ela pediu que cuidassem um do outro, acho normal que pense isso, que ela de certa forma sabia que não voltaria. Mas acho que não, que ela não sabia e que isso não passa de uma coencidencia infeliz.
–É, mas foi tão estranho. E ele acha que ela não... que isso não aconteceu mesmo.
–Todos nós ainda temos um pouco de esperança guardada, esperando que ela volte.-as duas deram um sorriso cúmplice e colocaram o que faltava sobre a mesa e voltaram para a sala, aonde ouviram a campainha tocar mais uma vez, dessa vez era Natasha, passando apenas para entregar o presente de Annabely e logo foi embora, tinha que sair numa missão junto a Steve.
Depois de comerem a ceia voltaram para a sala, rindo ao verem a alegria de Bely, ao abrir cada presente que havia ganhado.
Carla Pregona- Espanha. 2 Semanas Antes.
O dia estava quente, mas o quarto frio. A mulher permanecia desacordada sobre a cama, ligada aos aparelhos que a mantinha viva, o barulho dos batimentos preenchia todo o comodo, segurando na mão dela enfaixada por conta dos ferimentos ele a observou dormir, tranquila, serena, diferente de quando a encontrou, quando gritava em desespero pela dor.
–Ela vai ficar bem?-a voz tinha um tom de aflição, embora soubesse qual era a responta, ele precisava ouvir da boca de alguém.
–Vai, ela vai ficar bem!-disse com total certeza. Ele já sabia, mas ouvir aquilo o enchia de mais esperanças enquanto via a figura ruiva sair do quarto e os deixar sozinhos.
Ele continuou a observa-la, mas a certeza de que ela iria ficar bem, veio assim que ela abriu os olhos, os lindos e grandes olhos verdes, e o fitou dando um pequeno sorriso logo adormecendo.
–Vamos sobreviver.-disse ao ouvido dela e sentiu a mão ser apertada.
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