Notas iniciais
Assim que vi esse filme pela quarta vez no cinema (sim, meus amigos são uns idiotas que me fazem fazer cada idiotice ¬¬), minha melhor amiga quase me obrigou á adaptar isso para Faberry, não sei o por quê. Mas aí está, e eu prometo ser breve, no máximo dez capítulos, porque estou com duas fics ao mesmo tempo. Agora três.
Enjoy it.

Era um inverno rigoroso, mas ainda sim a Rainha teimava em passear pelos, agora cobertos por uma grossa camada de neve, jardins do castelo. Judy passava pelas árvores congeladas sorrindo para os desenhos que a mãe natureza fizera com o gelo. Era sempre assim todo o inferno, a estação preferida dela.

Quando mais andava, mais neve via. Até que virando em um canto do vasto labirinto que sabia de cor, se deparou com uma rosa vermelha, que persistia apesar do tempo. Caminhou até ela, levou sua mão á seu caule, porém espetou o dedo. Vendo como a frágil flor, era na verdade forte por dentro, desejou ter uma filha. Tão branca como a neve, com lábios rosados como a coloração da rosa, e de força invejável como tal.

Não muito depois, descobriu-se grávida, e como já havia sonhado, ainda queria que sua filha tivesse aquelas características. Nove meses depois, uma linda menina, com a pele pálida, lábios finos e rosados, e de lindos cabelos loiros, nasceu. Deu-lhe o nome de Quinn, e com todos de sua família, iria carregar o sobrenome Fabray.

Alguns anos depois, quando Quinn já estava com seus sete anos completos, Judy faleceu. Russel mandou-lhes preparar um enterro digno, e assim que foi enterrada, o Rei se viu sozinho com sua pequena filha. Duque Hammond, seu fiel cavalheiro e melhor amigo, foi quem mais lhe deu forças para continuar.

Quinn e Finn, filho de Hammond, também eram melhores amigos. Ele a ajudara a superar a dor de perder a mãe muito precocemente. Corriam livres pelos campos do castelo, subiam em árvores, e viviam brigando. Mas entre eles havia um brilho intenso no olhar, que eram muito jovens para entender.

Mas quando a notícia de que o grande Russel estava abalado pela morte de seu grande amor, chegou aos ouvidos dos governantes vizinhos, eles não titubearam em lhe atacar sem piedade. E quando percebeu, estava cercado dos mais diversos exércitos impiedosos que tentavam passar por seus muros impenetráveis.

Um grande exército das trevas se aproximava, e ele não teve outra opção a não ser contra-atacar. Com facilidade os liquidou, percebendo ao terminar com o último sobrevivente, que carregavam um comboio, com apenas um prisioneiro.

O grande e bondoso Rei, como era conhecido, estava certo que libertaria o prisioneiro. Mas quando a carroça que o carregava foi aberta, seus olhos caíram sobre a mais linda de todas as mulheres que já havia visto. E no mesmo instante, se viu perdidamente apaixonado por ela.

Levou-a para o castelo, deu-lhe tudo que precisava, e quando foi apresentado á ela novamente, não titubeou em pedir-lhe em casamento. Estava cego de amor por Shelby, que aceitou o pedido sem pensar duas vezes.

Quinn observava sua futura madrasta colocar o vestido dourado que lhe cabia á ocasião. Olhava abismada para a mulher morena e de traços perfeitos que estava á sua frente, hipnotizada pela beleza e leveza da mesma.



– Não se preocupe Quinn, eu nunca irei tomar o lugar de sua mãe – falou encarando os olhos verdes cristalinos da menor



Shelby entrava imponente na grande igreja decorada com pedras preciosas e ouro, sendo seguida de perto por Quinn, que carregava inocentemente as alianças que seu pai e sua futura esposa trocariam. Os olhares eram todos direcionados á pequena, sua aura exalava bondade e realeza, o que não passou despercebido pela morena.

Com um pequeno movimento do pescoço, Shelby olhou o rosto puro da garota á suas costas, e soube naquele minuto, que teria que se livrar dela, mais cedo ou mais tarde.

Já em seu quarto, e não conseguindo dormir pelas sombras da morte recente de sua mãe, Quinn resolve ir ver seu pai, o único capaz de acalmá-la quando está assim. Mas quando empurra de leve a grossa madeira que é a porta do aposento real, a pequena vê Shelby disposta sobre seu pai, cravando um pequeno, porém mortal punhal diretamente em seu coração.

A loira corre como se sua vida dependesse disso, e ao chegar ao grande pátio, percebe que ele já está repleto dos cavalheiros das trevas, assim como cheira á sangue inocente. Desesperada, ela corre o olhar pelo local, e encontra Duque Hammond e Finn montando em seu cavalo preto que reluz a luz da lua. Antes que pudesse mover um músculo, é agarrada por um cavalheiro que reconhecia das reuniões de seu pai, e é colocada sobre seu cavalo. Os galopes não parecem suficientemente rápidos, e alguns de armaduras negras começam a cercá-los. O portão levadiço subiu e Finn e Hammond passaram por ele, já na segurança do lado de fora do castelo. Quando estavam quase lá, uma flecha certeira atingiu seu protetor no coração. Assim como ele caiu, ela também.

Finn, ao ver a cena, gritava desesperado para que seu pai voltasse e salvasse a princesa. Mas um forte braço, que anos depois ela iria reconhecer como sendo de Jessie, irmão de Shelby, lhe agarrou pelo tronco, levando-a em direção á masmorra do norte.

Notas finais
Espero terminá-la logo para poder me concentrar 100% nas outras duas, mas não quero que ela perca a qualidade. Soooo, acho que deve sair um por semana.
Alguém realmente vai ler isso? Não acredito, mas já que tem um morena aqui do meu lado morrendo para que eu clicke em salvar, assim eu vou fazer.
Espero que alguém leia mais um desses meus flashes de criatividade.
Boa noite, beijos ;D