Notas iniciais
Me desculpem qualquer erro e por favor me digam o que acharam.

Em uma caverna situada próxima á uma montanha, havia um Troll sozinho e entediado. Ele encontra um pedaço de vidro e usando sua magia negra, decide transformar aquilo em um espelho que reflete o lado ruim das pessoas. E assim foi feito.

–Um espelho que reflete o lado ruim de todos. –Disse ele.

Mas, ele ainda estava entediado, então, o Troll resolve se divertir um pouco. Ele quebra o espelho em sete pedaços e lança todas as partes, em várias direções diferentes, sem saber onde iriam parar...

De repente, começa a nevar em uma pequena vila. Olhando pela janela a neve caindo, Kristoff, um garoto curioso, mas muito destemido, sai e corre em direção á casa de sua amiga.

Ao chegar lá, ele bate na porta e eis que Ana abre.

–Kristoff? O que você faz aqui? –Pergunta Ana

–Ué, vim te ver. –Responde o garoto

A Garota solta umas leves risadas e em seguida diz:

–Não posso sair. Tenho que tomar banho para dormir. Vemos-nos amanha. –Ana estava fechando a porta.

–Espere. –Kristoff impede a garota de realizar a ação. –Você quer brincar na neve?

Ela solta um pequeno sorriso e em seguida, os dois saem correndo pela vila. Brincando e se divertindo com a neve. Ana cria uma estátua de seu amigo.

–Oi. Eu sou o Kristoff. –Diz a garota imitando ele.

–Muito engraçado. –O garoto faz uma bolinha de neve e acerta em Ana. Logo após, começa a dar gargalhadas da situação.

–Então, você quer brincar não é?

–Não. Ana, foi brincadeira.

–Claro que foi. –Ana faz uma bolinha de neve e corre atrás de seu amigo. Os dois começaram uma verdadeira guerra.

Depois de um tempo, os dois se cansaram e deitaram-se no chão, fazendo anjos de neve. Kristoff se vira para ela.

–Você está melhorando na guerra de bolinhas de neve.

–Eu sei. –Diz ela rindo.

–Convencida. –O Garoto desvia o olhar para as montanhas que estava coberta de neve. –Quando eu crescer serei um homem da montanha. E irei para lá.

–Mas então... Você vai me abandonar? –Pergunta Ana assustada

–Claro que não. Você vai comigo. É só que amanhã eu e meus pais vamos nos mudar. Mas irei te enviar cartas e voltarei o quanto antes.

–Promete?

–Prometo

–Com o dedo mindinho. –Diz os dois.

Os dois se olham por um tempo e então, Ana se levanta e começa a cantar:

‘’Chuva da montanha e frio intenso combinados
Trazem essa força gélida de um coração a ser minerado’’

Kristoff também se levantava e entra no ritmo:


‘’Golpeie o coração por amor
Congelado por temor
Belo e ameaçador... ’’

Então, os dois cantam em coro.

‘’Quebre o gelo então
Do gélido coração!’’

Ana corre e Kristoff vai logo atrás. Eles cantam enquanto brincam na neve.

‘’Hyup! So! Atenção! Sem parar!
RR-hyup! So! Atenção! Sem parar!

Belo, perigoso, poderoso, polar
Magia difícil de controlar
Mais forte que um mais forte que dez
Mais forte do que cem quartéis

Hyup!

Chuva da montanha e frio intenso combinados
Trazem essa força gélida de um coração a ser minerado
Golpeie o coração por amor
Congelado por temor
É belo e ameaçador
Tenha cuidado então
Com o gélido coração!’’

–Hahaha. –Eles sorriam.

No dia seguinte, os pais de Kristoff já colocavam as coisas dentro do trenó. Ele estava triste, e avistou Ana, também entristecida, na porta de sua casa, olhando a partida.

–E então, querido? Vamos? –Perguntou sua mãe

–Tudo bem mamãe. Podemos ir. –Diz ele

Quando ele iria subir no cavalo, Ana corre até ele, gritando seu nome. Ela tropeça e ele se assusta, mas se levanta e volta a correr novamente. Chega até ele e tira um colar do seu bolso.

–Tome leve com você, para você se lembrar de mim. –Diz Ana

–Ana, eu não posso aceitar. É o seu colar preferido. –Diz Kristoff

–Ei, não é nada educado recusar um presente que é dado de coração. –Ao dizer isso, a garota coloca o colar no pescoço dele. –Agora escute bem, você está proibido de me esquecer. Escutou?

–Sim, senhora. Tome, também tenho um presente para você. –Kristoff entrega uma pulseira para Ana. –Guarde com carinho. Daqui a dez anos eu irei voltar, neste mesmo dia. E eu quero vê-la usando isso.

–Pode deixar.

Os dois amigos se abraçaram e o garoto sobe no cavalo. Ele dá um último adeus para Ana e eles partem. A Garota não consegue conter o choro. Sua mãe a pega nos braços e a leva de volta para casa.

Dez Anos se passaram, tanto Ana quanto Kristoff já estavam jovens e o dia prometido havia chegado. Estava um dia ensolarado e todos estavam muito felizes. Principalmente Ana. Ana desce as escadas de sua casa apressada. Ela tropeça e cai escada abaixo.

–Ana, está tudo bem? –Pergunta sua mãe

A Garota rapidamente se recompõe e levanta-se novamente. Ela não parecia ter machucado nada.

–O Kristoff, irá voltar hoje. –Diz Ana passando por sua mãe e as girando pelos seus braços.

–Eu sei que você está feliz mocinha, mas vai com calma. Primeiro tome seu café. –Ordenou sua mãe.

–Eu estou tão feliz que eu poderia cantar. Como será que ele está? Será que ele mudou alguma coisa? É muita alegria. –Ana rapidamente tomava seu café da manhã e se levantava da cadeira, correndo para fora de casa.

–Aonde ela vai com tanta alegria? –Pergunta seu pai

–Reencontrar o velho amigo. –Responde sua mãe.

Ana corria rápida. Em cada roseira que passava, pegava um rosa para entregar á Kristoff quando o encontrasse novamente. A Garota ainda usava a pulseira que ele tinha lhe dado. Toda a noite pedia para Deus abençoá-lo e trazê-lo de volta á ela. Uma família de patos passava na frente dela, então, ela teve que saltar sobre eles. Os patos começaram a ‘’reclamar’’.

–Desculpe. –Grita ela. Quando Ana vira-se novamente para frente se esbarra no padeiro fazendo todos os pães caírem. –Desculpe você também. –E a garota acaba derrubando a banca de maçãs. –Me desculpe de novo. Eu estou tão desastrada hoje. Permita-me ajudá-lo.

–Não, não, não. Fique longe. –Disse ele.

–Ta bem. Mas eu só queria ajuda... –Ana bate sua mão na madeira que segurava a banca, derrubando o resto das maçãs. –É. Melhor eu ir...

Enquanto fazia seu trajeto, ela cantava alegremente uma música que a fazia se lembrar dele.

Ana: Muitas portas se fecharam pra mim sem razão
De repente eu encontrei você

Kristoff: Eu passei a vida procurando emoção
Talvez esteja nas conversas ao se lambuzar de glacê

Ana (Kristoff)
Com você (Com você tenho emoção) vejo a razão

Ambos: Não há nada igual a esse amor sem ti
Vejo uma porta abrir
Vejo uma porta abrir
Vejo uma porta abrir


Ana (Kristoff): Com você (você) você (você)!

Ambos: Vejo uma porta abrir


Kristoff (Ana): É meio doido
Você finaliza meus (sanduíches)


Ana: Não conheci ninguém com meu jeito de pensar

Ambos: Parece sincronizado
Mas pode ser explicado

Kristoff (Ana): Você e (eu)
Ambos: Nós somos um par

Ana (Kristoff)

Diga adeus (Diga adeus) para a dor que passou
O amor não vai deixar ela vir
Vejo uma porta abrir
Vejo uma porta abrir

E tudo vai se expandir
Ana (Kristoff) : Com você, (você) você (você) !
Ambos: Vejo uma porta abrir

Ana: Abrir. ’’

E finalmente, a garota desastrada chega até a estação de trem, era por lá que Kristoff chegaria.

Kristoff já estava voltando para a vila, para rever Ana, como combinado. Até que ele a neve começa a cair e seu trenó vira. Ele se recompõe, mas a neve acaba se tornando uma grande tempestade.

–Mas o que? –Pergunta ele a si mesmo.

De repente, um pedaço de vidro cai e atinge o coração do garoto. Ele sente seu coração congelar e começa a enfraquecer. Lentamente, ele vai caindo na neve branca e a única coisa que vê é a imagem de uma mulher se formando.

Ana já não agüentava esperar e chega à conclusão que Kristoff não iria cumprir com o combinado e o pior: chegou à conclusão que ele havia se esquecido dela. A Garota se levanta e lentamente vai voltando para a sua casa. Olhava para trás para ver se seu amigo voltara, mas sem sucesso.

Enquanto voltava para casa, chateada, a neve começava a se formar na pequena vila. Ana ficou surpresa em nevar naquela época e desvia seu olhar para as montanhas. Uma tempestade forte vinha aí.

–Uma tempestade de neve? Mas... Como? –Pergunta a si mesma. Ana corria de volta para sua casa, para colocar um casaco e um cachecol.

Enquanto isso, Kristoff acordava. Estava deitado em um chão de gelo. Ele se levanta lentamente. De repente, uma mulher se aproximava dele, ela usava uma enorme capa.

–Quem é você? –Pergunta Kristoff

–Olá. Pode me chamar de A Rainha das neves. –Responde ela

–Rainha das neves? Mas... O que eu estou fazendo aqui?

–Um pedaço de vidro amaldiçoado caiu sobre seu coração, Kristoff. Em breve, ele irá congelar e vamos ficar juntos para sempre. –Diz a Rainha das Neves

–Para sempre? Isso deve ser um engano, não tem nada em meu coração. Desculpe-me, mas agora eu tenho que ir. –Diz o rapaz se retirando

–Não Kristoff, você não vai. Você não pode ir.

A Rainha das Neves impede a passagem do jovem com os seus poderes. Ele se mostra assustado e desvia seu olhar para ela, novamente.

–Como eu disse, há um pedaço de vidro amaldiçoado em seu coração. A única forma de tirá-lo é com um ato de amor verdadeiro. Mas isso não existe. –Diz ela

–Amor verdadeiro? É claro que existe.

–Não seja tolo. As pessoas só sabem enganar e mentir para você. Daqui a um tempo, seu coração estará completamente congelado e você ficará aqui, comigo. –A Rainha vira-se e volta a seus aposentos. Kristoff continuava surpreso com o muro de gelo que esta tinha feito.

Ana já estava com seu casaco, suas botas e seu cachecol. A Tempestade já havia passado, mas a neve continuava a interromper a passagem. A Garota andava até as montanhas, quando se depara com um trenó virado. Ela corre para ver o que havia acontecido e encontra um objeto no chão.

–É o colar que eu dei para o Kristoff quando éramos crianças. –Deduz. Se lembrando do momento que o presenteou. – Mas então... Ele estava vindo para cá? Se esse foi o lugar que seu trenó virou, provavelmente ele enfrentou a tempestade... Tenho que encontrá-lo.

Então, Ana guarda o colar no bolso de seu casaco e parte á procura de Kristoff. Voltando ao Castelo da Rainha das neves, Kristoff tentava a todo custo quebrar o muro que bloqueava sua passagem. Um boneco de neve se aproxima dele.

–Oi, eu sou o Olaf e gosto de abraços quentinhos. –Diz o boneco fazendo um gesto para abraçá-lo.

–Quem é você? –Pergunta

–Já disse que sou o Olaf. A Rainha me criou. Ela é muito legal não é?

–Claro que é. –Diz em um tom de ironia.

–E você é...

–Sou Kristoff. Muito prazer.

Kristoff aperta a mão de Olaf e acaba tirando fora. Ao perceber o que havia acontecido, o boneco de neve pega seu braço novamente e o coloca no lugar.

–Esse braço é danadinho, é cheio de fazer essas coisas.

–A única coisa que eu queria era sair daqui. –Diz ele.

–Por quê? Isso aqui é um paraíso. Olha só, quanto gelo. –Responde o boneco

–Um paraíso para você. Pra mim, isso é uma prisão. E eu farei de tudo para sair daqui. –Kristoff continuava tentando quebrar a barreira e Olaf se senta e fica olhando o rapaz.

No meio daquele chão coberto de neve, Ana chamava pelo seu amigo, achando que ele podia estar preso por ali. De repente um trenó vai a sua direção em alta velocidade. Rapidamente, a garota dá um salto para a esquerda. O trenó bate em uma pedra e dois indivíduos saem dele. Ana corre até os dois para ver como eles estão

–Vocês estão bem? –Pergunta Ana

A Garota se levanta animada e tira a neve de sua cabeça

–Estou ótima, obrigada. E você Sven? –Pergunta a garota. A Rena moveu a cabeça com um sinal de ‘’sim’’.

–O que vocês estavam fazendo? –Pergunta Ana

–Ué. Estávamos brincando na neve. O Sven é o meu melhor amigo. –Responde

–Brincando na neve...

–Muito prazer, meu nome é Gerda. E o seu?

–Sou a Ana. –Responde a garota. –Bom, tenho que ir. Nos vemos por aí...

–Espera aí. Para onde você vai? –Pergunta ela

–Pra falar a verdade, eu não sei. Estou procurando um amigo meu, mas não sei onde ele está.

–Bom, podemos ir com você.

–O que? Ah não, não, não, não quero te incomodar... –Ana tentava negar

–Imagina. Não estamos fazendo nada mesmo. E também, você irá demorar horas para andar nessa neve toda, sem a ajuda de um trenó. –Diz Gerda

–Tem razão. Está bem então, aceito a sua ajuda.

Gerda e Ana subiram no trenó e Sven começou a puxar.

–Para algum lugar, Sven. –Disse Gerda

No castelo, Kristoff estava deitado no chão, cansado. Olaf se levanta e diz que iria tomar um ar, saindo por uma passagem secreta.

–Olaf, Você pode sair do castelo. –Disse Kristoff

–Eu posso? Eu posso. O Que tem?

–Espera, você pode sair do castelo?

–Aham, por quê?

–E você teria coragem de sair?

–Aham, por quê?

–E você sairia por um... Amigo?

–Amigo? Eu nunca tive um amigo. Me dá um abraço? –Pergunta Olaf

–Claro. –Kristoff então, abraça o boneco. –Agora, eu quero que você saia e procure por uma garota chamada Ana. Diga que eu estou preso em um castelo de uma bruxa muito doida.

–Bruxa? Cadê? Eu tenho muito medo de bruxa.

–Ah... Ta. Então, você vai? –Pergunta Kristoff

–Pra onde?

–Fazer um favor pra mim

–Que favor?

O Rapaz bate a mão em sua própria testa e volta á explicar para o boneco o que ele tinha que fazer.

Sven corria o mais rápido possível, enquanto Ana e Gerda começam a conversar

–Então... E esse garoto aí? –Pergunta Gerda

–O que tem ele?

–É seu amigo?

–Como se fosse um irmão. –Diz Ana

–E como ele sumiu? Fugiu de casa?

–Não. Ele veio me visitar e seu trenó acabou virando. –Responde Ana

–Ata. Algo me diz que você gosta dele. –Diz Gerda

–Eu não gosto dele. Só como amigo.

– Gosta sim. Gosta, gosta, gosta.

–Não, não gosto.

–Então por que você ficou vermelha?

–Eu não fiquei vermelha... É que estou resfriada. –Ana tenta contornar a situação

–Mentirosa.

–Ta bem, talvez eu goste dele um pouquinho.

–Um pouquinho?

–É, um pouquinho. E quanto a você? Não tem pais? –Pergunta Ana

–Até tenho, mas prefiro ficar com o Sven, ele é o único que me entende. Não é mesmo Sven?

A rena balança a cabeça com um sinal de ‘’sim’’.

–Viu só?

Ana permanece um pouco de tempo parada. Ela tentava enxergar alguma coisa naquela neve toda. Gerda não conseguia entender a garota. As garotas começam a escutar alguns barulhos e de repente, aparece uma matilha de lobos cercando-os.

–Lobos. –Diz Ana. –O que vamos fazer agora?

–Não se preocupe, eu já lidei com muitos deles. Sven, você sabe o que fazer. –Diz Gerda

Sven corre mais rápida e salta sobre três lobos que impediam sua passagem.

–Uhu. –Gritava Gerda. –Isso é muito irado.

–Você é louca. Eles estão vindo atrás da gente.

–Fique calma garota. Deixe tudo comigo. –Gerda pega uma sacola que continha várias bolas de neve dentro.

–Bolas de neve? Sério isso?

–Nunca se sabe quando vai precisar não é? –A Garota começa a atirar bolas de neves nos lobos.

Um deles salta e entra no trenó. Ana grita e bate nele com a sacola de bolas de neve, fazendo-o cair.

–Essa foi boa. –Diz Gerda

–Obrigada.

Os lobos se aproximavam do trenó e Gerda continuava atirando bolas de neve neles. Ana pega algumas e ajuda a garota

–São muitos lobos. –Diz Ana

–Eu sei, por isso, se prepare.

–Preparar para o que? –Pergunta ela

–Para isso. Sven...

Gerda tira a corda de Sven que o ligava com o trenó, fazendo a rena e o veículo seguirem direções diferentes.

–Agora os lobos seguirão o Sven. –Diz Gerda

–Ele vai ficar bem? –Pergunta Ana

–Não se preocupe, ele sabe se virar.

–Espera aí, estamos sem rena, ou seja, que não tem ninguém para nos guiar...?

As duas garotas se mantêm em silêncio por um tempo até Gerda finalmente perceber o que Ana queria dizer

–Eu... Não tinha pensado nisso.

As duas dão um grito e Ana tenta mudar a direção do trenó. As duas garotas se viravam para lados diferentes e iam em direção a uma enorme pedra.

–Nós vamos bater. –Grita Ana

–Se segura. –Responde Gerda

–Tive uma idéia, vire-se para a direita.

–Por que para a direita?

–É isso, ou vamos morrer.

–Ok.

Então, Ana e Gerda se inclinam para a direita e por pouco e conseguem se esquivar da grande rocha. Elas olham para trás e sorriem por terem escapado da morte.

–Essa foi por pouco. –Diz Gerda

–É, foi sim... –Ana se vira novamente para frente e se depara com uma ponte caída aos pedaços. –Oh-oh.

–O que? –Gerda se vira em seguida

As duas gritam e se abraçam. O trenó passa pela ponte e esta quebra. Ana diz para as duas pularem e é isso que elas fazem, conseguindo se mantiver na ponte.

–Agora, com muito cuidado, vamos andar sobre essa ponte...

–Ok. –Gerda pisa em falso e os pedaços da ponte caíam. Ana segura no braço da garota e corre com ela para a terra firme a jogando segundos antes de a ponte desabar completamente.

–Nossa. Seria uma queda feia não é? –Pergunta Gerda

–Pode apostar

–Obrigada. Ninguém nunca tinha feito algo assim por mim antes.

Gerda abraça Ana. As duas ficam um tempo assim, até Ana avistar um boneco de neve que andava cantando.

–Gerda, olha aquilo. –Diz Ana

A garota se vira e também avista o boneco que ia em direção a elas. Ele para, as encara, em seguida olha para a ponte e volta á encará-las.

– O que vocês fizeram? –Pergunta Olaf

–Nos desculpe é que...

–Fomos atacadas por lobos e...

–A ponte caiu e...

–Sério mesmo? Maneiro. –As duas meninas se entreolham e sorriem uma para a outra. – Olá garotas, eu sou o Olaf e gosto de abraços quentinhos.

–Olá Olaf, eu sou Gerda

–E eu sou a Ana

–Ana...?

–É por quê?

–Ana... Ana... Ana... Esse nome não me é estranho. Quando eu ouvir esse nome? –Pergunta Olaf para si mesmo, deixando as garotas confusas.

–Hãn... Você deve conhecer alguém com um nome parecido. –Diz Gerda

–É, deve ser. –Diz Olaf

–Mas eaí, o que você está fazendo por aqui? –Pergunta Ana

–Ah, eu estou... É... O que eu vim fazer aqui mesmo...? Ah sim, me lembrei, eu vim atrás de uma tal de Ana...

Gerda e Ana se entreolhavam confusas e Ana diz:

–Hãn... Olaf... Eu sou a Ana.

O Boneco de neve demora um pouco para pensar. Em seguida, ele esbugalha os olhos.

–Ana. Você é a Ana. É a Ana mesmo. –Diz ele

–Sou Sim...

–Eu estava indo atrás de você. É que eu estava com o Kristoff né, aí...

–Espera, Kristoff? Você disse Kristoff? E ele mandou você vim atrás de mim?

–É. Você o conhece? –Pergunta Olaf

–Claro que sim, eu sou a Ana.

O Boneco de neve demora um pouco para pensar. Em seguida, ele esbugalha os olhos.

–Ana. Você é a Ana. É a Ana mesmo. –Diz ele

–É... Sou.

– E onde o Kristoff está? –Pergunta Gerda

–Quem é Kristoff?

–O Garoto.

–Ah sim. Eu estava com ele né...

–Olaf, diz onde o Kristoff está. –Grita Gerda

–Ah, vocês querem encontrar o Kristoff? Então venham comigo, ele está no castelo da Rainha das Neves.

–Rainha das Neves? –Pergunta Ana

–Castelo? –Pergunta Gerda

–É, vamos. Sigam-me

O Boneco de neve corre na frente e as garotas o seguem. No castelo de gelo, A Rainha das neves se aproximava de Kristoff, que estava enfraquecido no chão.

–Kristoff? Está tudo bem? –Pergunta ela

–Não... Eu estou com muito frio. –Responde

–É o efeito do espelho. Em breve você terá o coração congelado. –Diz a Rainha

–O único coração gelado aqui é o seu. –Diz ele

– Chega. Eu já fui muito legal com você. Tudo que eu estou fazendo é para lhe ajudar.

–Então me deixe sair daqui.

–... Eu não... Eu não posso.

–Por que não?

–Por que... Por que não.

–Deve haver um motivo. –Diz Kristoff

–Se você soubesse me agradeceria. –A Rainha das neves vira-se para voltar á seus aposentos, mas antes, ela volta o olhar para Kristoff. –Amor verdadeiro não existe. Nunca confie em ninguém.

–O que? Por quê?

Ela não disse mais nada, subiu as escadas de seu castelo e deixou o rapaz pensativo e sozinho.

Enquanto isso, Ana e Gerda seguiam Olaf até o castelo da rainha das neves.

–Então... Olaf. Conte-me mais sobre essa tal Rainha das Neves. –Diz Ana

–Ah, ela é muito legal. Ela me fez. Ela também criou um castelo bem grandão feito de gelo. –Diz o boneco

–Se ela fosse tão legal não tinha seqüestrado o Kris. –Sussurra a garota para Gerda

–O que você disse?

–Nada não.

Os três escutam um barulho vindo das árvores cobertas de neve. Ana os aconselha a ficarem parados e pega uma pedra qualquer.

–Quem está aí? –Pergunta Ana se aproximando. Quando ele chega perto do arbusto, uma rena salta sobre sua cabeça

–Sven. –Grita Gerda correndo e abraçando a rena

–Sven? –Pergunta Olaf

–Você está bem. Conseguiu despistar os lobos?

A rena chacoalha a cabeça numa expressão de ‘’sim’’ e em seguida lambe o rosto de sua amiga.

–Eu sabia que conseguiria.

–Meus parabéns Sven. Você é muito corajoso. –Ana acariciava a cabeça da Rena

–Bom, já que está todo mundo elogiando ela, não vou ficar de fora. –Olaf abre seus braços. –Meus parabéns Sven. Que você possa ter muito mais anos de vida. Que você consiga tudo que sempre sonhou.

Sven morde o nariz de cenoura do boneco de neve, que em seguida o tira da boca da rena.

–Sven, quietinho. Ele me adora.

–É, dá pra ver. –Diz Gerda

Ana sorria e volta seu olhar para as montanhas. Ela ver o enorme castelo de gelo da Rainha.

–Esse é o castelo dela? –Pergunta

–Ah, é, é sim. –Diz Olaf. — Vamos lá pessoal.

O boneco corre na frente, seguido de Sven. Gerda fecha a boca de Ana e vai logo após.

–Vocês vão ver, irão adorar. Só tem uma pequena coisa que nos impede de entrar no castelo.

– O que? –Ana e Gerda perguntam em coro.

–Ele. –Olaf aponta para a direção da floresta. As árvores começam a cair e de trás delas, saem um enorme monstro feito de gelo. –Olá Marshmellow. Como está a família?

–Quem é ele? – Pergunta Gerda

– Ele é o guardião do castelo da rainha. Mas não se preocupem, ele é mansinho.

O monstro derruba as árvores e solta um rugido alto e forte. Em seguida, solta as suas garras

–Viram só? Mansinho.

Marshmellow corre em direção a eles. Ana, Gerda e Sven fogem para se esconder.

–Por que vocês estão fugindo? Ele só quer brincar. –Grita Olaf.

As duas garotas e a rena estavam escondidas atrás de uma enorme pedra e Ana sussurrava para Gerda:

–Como nós vamos entrar no castelo agora?

–Não se preocupe, eu tenho uma idéia. –Diz Gerda. –Quando você tiver a chance de entrar entre, eu e Sven cuidamos do monstro de gelo.

–O que? Nem pensar, eu não vou deixar...

–Nós vamos ficar bem. Você quer ou não quer resgatar seu amigo?

–Quero, mas...

–Então faça o que eu estou dizendo e boa sorte. Sven vamos lá.

A garota salta em cima da rena que volta para o castelo. Ana andava com cuidado se escondendo atrás das árvores.

–Ai, eu passei um pouquinho de neve no meu cabelo, para dar um ar mais discreto sabe? –Dizia Olaf para Marshmellow

–Ei, monstrengo. Vem me pegar. –Grita Gerda.

Marshmellow simplesmente ignora a garota. Então, Gerda faz uma bolinha de neve e joga nele, perguntando qual era seu problema. Após a bolinha acertar as costas do monstro, ele se levanta irritado e vai atrás da garota, que corre com a rena.

–Está bem vai lá brincar, mas não volte tarde hein? –Grita Olaf

–Olaf. –Ana chama sua atenção.

–Oi, tudo bem? Quem é você?

–O que? Ah... Esquece. Eu preciso entrar no castelo.

–Está bem então. Siga-me.

Ana segue Olaf para a entrada do castelo, enquanto Gerda atraía a atenção de Marshmellow. Sven corria rápido e virava para a direita, entrando em uma caverna. O monstro procurava os dois e Gerda pula em suas pernas, subindo até suas costas.

–Calmo aí, monstrinho. Calma, amigo, amigo. –Ela acariciava o monstro a fim de acalmá-lo.

Ana e Olaf entravam no castelo de gelo. A garota se admira ao ver tamanha beleza. A Rainha das neves desce as escadas e encontra os dois.

–Olaf, onde você est... Quem é essa? –Pergunta

–Não sei. –Responde

–Oi, tudo bem? Eu sou a Ana... Er... Belo vestido.

–Obrigada. Mas o que você faz aqui?

–Eu... Bem... Eu vim atrás do meu amigo... O Nome dele é Kristoff.

–Kristoff? Não tem nenhum Kristoff aqui. –Diz a Rainha

–Tudo bem então, muito obrigada. Já vou indo e... Espera aí, você está me enrolando. –Diz Ana

–Vai embora. Antes que eu a obrigue.

–Eu não vou embora sem ele.

–Vai sim. Querendo ou não. Marshmellow. –Grita a Rainha

O Local permaneceu em silêncio. Não se ouvia nenhum tremor ou passos. A Rainha decide chamá-lo mais uma vez e novamente não teve resposta.

–Então... Acho melhor você me dizer logo onde o Kristoff está e acabar de uma vez com essa história.

–Tudo bem, eu posso te obrigar com as minhas próprias mãos.

A Rainha soltava gelo de suas mãos em direção á Ana que dá um salto para o lado. Ela não desiste e continua tentando acertar a garota que desviava de seus poderes. Ana pula e segura o lustre de gelo. A Rainha mais uma vez tenta acertá-la, mas só consegue atirar no lustre que acaba caindo.

A Rainha decide aproveitar enquanto a garota estava no chão e atira contra ela, que escapa no último momento. Ana sobe nas paredes do castelo e pula para a escada antes do poder da Rainha acertar nela. Da escada, Ana salta sobre a rainha, derrubando-a e fazendo com que as duas caíssem no chão. A Garota segura as mãos da rainha de forma com que a imobilizasse e a impeça de usar seus poderes.

–Agora me diga, Onde está o Kristoff? –Pergunta ela, não tendo resposta. –Vou perguntar de novo. Onde o Kristoff está? –Desta vez, Ana aperta mais as mãos da Rainha

–Está bem, eu digo. –A Rainha cede. –Está lá em cima, no último andar

Ana solta à rainha e sobe correndo as escadas para procurar por Kristoff. Ela chega até ao último andar e vê apenas uma porta feita de gelo. Deveria ser ali. Ana bate duas vezes na porta e não tem nenhuma resposta. Ela bate de novo, mas o silêncio permanece. Desta vez, a garota decide abrir a porta por si mesma e encontra o garoto que procurava.

–Kristoff.

O Garoto se virava para ela e depois virava o rosto novamente. Ana não entendia nada e se aproxima dele.

–Kris, sou eu, Ana.

–O que você quer?

–O que? Como assim? Sou a Ana. Nós brincávamos na neve juntos.

–Eu sei perfeitamente quem é você, mas não me interesso. Diga o que quer logo e vai embora. –Diz ele

A Garota se mostra surpresa e ao mesmo tempo assustada com a reação do garoto. Aquele Kristoff que ela conhecia parecia que não existia mais.

–Kristoff, você está bem? –Ela coloca a mão sobre o ombro dele

–Não me toque. Eu não quero te ver.

Ana dá alguns passos para trás e se encontra com a Rainha

–O que você fez com ele?

–Eu não fiz nada, Ana. O Kristoff tem gelo no coração. Ele não é o mesmo que você conhecia. E nunca mais será. –Responde a Rainha

–Como assim?

–Ele já está possuído completamente pelo pedaço de espelho gelado que há em seu coração. É por isso que eu achei melhor ele ficar aqui, comigo, longe das outras pessoas. Assim, evita que ele fará mal a alguém. –Explica

–Ele nunca faria nada para mim. Eu sei disso. E eu vou trazer o verdadeiro Kristoff de volta. –Ana se vira para Kristoff. –Eu sei que ele ainda está lá. Em algum lugar.

–Faça o que quiser. Só não faça nada que possa se arrepender depois. –A rainha se vira e desce as escadas. Ana se aproxima de Kristoff lentamente e sussurra seu nome

–O que? Você ainda está aqui? Qual parte do ‘’Eu não quero te ver’’ você não entendeu?

Ana estava muito entristecida, então se lembra do tempo que eles eram crianças.

–Espera aí, é isso. Aposto que você irá se lembrar das músicas que nós dois cantávamos quando éramos crianças. Ei, você quer brincar na neve?

O Rapaz continuava parado olhando a neve pela janela. Então, a garota começa a cantar:

‘’Você quer Brincar na Neve?

Um boneco quer fazer

Você podia me ouvir

Dá atenção pra mim

Sinto saudades de você

Nós éramos amigos

De coração

Mas isso acabou também

Você quer brincar na neve?

Não tem que ser com um boneco. ’’

–Vai embora.

–Tudo bem. Talvez você não tenha se lembrado dessa. Mas aposto que se lembrará desta aqui:

‘’Chuva da montanha e frio intenso combinados

Trazem essa força gélida de um coração a ser minerado

Golpeie o coração por amor

Congelado por temor

É belo e ameaçador

Quebre o gelo então

Do gélido coração... ’’

–Kristoff, eu sei que você consegue quebrar esse gelo que tem no seu coração. Você consegue se quiser. Por favor, volte á ser o Kristoff de antes. Volte a ser o Kristoff por quem eu me sacrifiquei nessa neve vindo até aqui. Volte a ser o Kristoff que eu sempre amei.

‘’ De atenção pra mim

Não precisa se manter distante assim

Por uma vez na eternidade, consigo entender

Por uma vez na eternidade, nós podemos resolver

Nós podemos descer a montanha

Não precisa se afligir

Pois por uma vez na eternidade

Eu vou estar aqui... ’’

Nada funcionava, Kristoff ainda continuava parado e sem expressão alguma. Ana, inconformada abraça o amigo pedindo para ele voltar e começa a chorar. Uma de suas lágrimas, derrama no peito de Kristoff, fazendo com que o gelo em seu coração derretesse. O garoto finalmente volta a si.

–Ana...? –Pergunta ele

–Kristoff. –A Garota grita de felicidade e abraça ainda mais forte o rapaz, dando-lhe vários beijos no rosto.

– O que você faz aqui? E... Onde está a Rainha?

–Eu vim atrás de você Kristoff. E a Rainha está lá embaixo com o Olaf. –Responde

–Olaf, ele conseguiu te encontrar.

–É ele conseguiu. Nem acredito que eu consegui te salvar. –Diz Ana

–Muito obrigado. –Os dois trocam olhares

A Rainha das neves estava sentada no chão, junto com Olaf. Eles estavam esperando para saber o que tinha acontecido. Ana e Kristoff descem as escadas e os dois se mostram surpresos.

–Kristoff... Como? –Pergunta ela

–Eu não sei... –Ele tentava arranjar uma resposta- A Ana me abraçou e começou a chorar, então... Eu voltei a mim.

–Abraço? Choro? –Perguntava para si mesmo. –É isso, O Amor verdadeiro derrete um coração congelado.

–O amor verdadeiro? –Pergunta Ana

–Você... Me ama?

–Desde que éramos crianças. E ao longo desse tempo, o amor só foi crescendo.

Os dois se abraçam novamente. Olaf se emocionava e a Rainha se mostrava feliz.

–Quem me dera tivesse tido um amor verdadeiro. –Diz a Rainha

–Você também teve o coração congelado? –Pergunta Kristoff

–Não. Mas meu irmão teve. Para derreter o coração congelado é necessário que os dois se amem. E, bem... Ele não me amava o quanto eu o amava. –Diz a Rainha

–Eu sinto muito. –Ana se aproxima da Rainha e lhe dá um abraço. Ela pareceu ter ficado surpresa com o ato, mas retribuiu. –Não se preocupe você ainda irá encontrar seu amor correspondido. Eu sei que vai.

De repente, uma luz se forma dentro do castelo e a figura se transforma em um Troll. Um Troll que parecia estar muito zangado.

–Nããããããããããããããããão. –Grita ele. – Você não deveria ter derretido o gelo do coração dele. Não é assim que a história termina.

O Troll começou a liberar uma luz de cor negra de suas mãos, que passavam por todo o castelo e em volta de todos ali. Olaf se esconde atrás da Rainha.

–Eu espalhei as sete partes do espelho para que todos fossem infelizes.

–Só que o amor, pode vencer tudo. –Diz Kristoff

–Agora, todos vocês irão pagar por isso.

–Não. Não enquanto você estiver no meu castelo. –A Rainha lança gelo contra o Troll e este lança seus raios negros contra a Rainha. Os dois permanecem na disputa por um tempo, até a Rainha usar mais energia fazendo-o sair do castelo. Todos saem do castelo e se deparam com o Marshmellow prendendo o Troll com suas mãos. E de cima dele, Gerda e Sven apareciam.

–Eaí pessoal, perdi muito coisa? –Pergunta

–Gerda. –Ana se mostra feliz.

–Quem é essa? –Pergunta Kristoff

–É uma amiga minha muito querida.

–Amiga? Então, tipo assim, sou sua amiga mesmo? Demais

–E você, irá voltar da onde nunca devia ter saído. –A Rainha pega um espelho e reflete contra o Troll, que imediatamente desaparece,

–E não volte nunca mais. –Grita Olaf

Ana e Kristoff se entreolham e se abraçam novamente. Saindo logo após um longo e profundo beijo.

–Isso é tão lindo. Acho que vou chorar. –Diz Olaf

–Calma Olaf, você ainda irá encontrar seu amor verdadeiro. –Diz a Rainha, piscando para Ana e recebendo um de volta.

Todos já estavam preparados para voltarem á suas casas. Eles se despediam de Olaf, de Marshmellow e da Rainha das Neves.

–Bom, então, vamos voltar para a nossa rotina. –Diz Ana

–Sven, está preparado para a longa viagem de volta? –Pergunta Gerda, recebendo um ‘’sim’’ como resposta.

–Espera, antes de irmos, quero te entregar isso. Você deixou cair. –Ana entrega o colar para Kristoff

–Meu colar. Obrigado.

E junto á Gerda, Ana e Kristoff voltavam para suas casas. A Partir daquele momento, Ana e Kristoff começaram a namorar e ele nunca mais foi embora da vila. Gerda também voltou para sua casa junto com Sven, mas sempre iria visitar os dois. Olaf e Marshmellow continuaram com a Rainha das neves e o sol voltou a brilhar na vila.

–O seu plano para aquecer o coração do garoto funcionou majestade. –Diz Olaf

–É, eu sei Olaf. E isso me dá um alívio tão grande. É tão bom ver que ainda existe gente que se ama assim. –Responde ela

Eu sei... Er.. .Rainha... Me dá um abraço?

A Rainha sorri. –Mas é claro Olaf.

Moral da História: O Amor sempre vence seus maiores problemas.

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