Snape&Hermione, a love to remember
2 Capítulo 2
Notas iniciais
As aulas se passaram lentamente para Hermione. Ela olhava nos relógios a cada cinco minutos, esperando as 19 horas ansiosamente. Era hora do almoço.
–Hey, Hermione, não vai comer nada? -Disse Rony, olhando para o prato cheio de Hermione. Ela estava nervosa, suando frio.
–Ah, hm, eu perdi a fome. -Ela disse.
–Ah. Entendi. 19h, com Snape. Eu também perderia a fome, se fosse você. Eu tenho sorte de não ter ficado na detenção! Desse modo, você poderia passar seu frango pra cá?
Ela olhou para o segundo prato vazio de Rony. -Tanto faz. -Murmurou.
O garoto pegou o prato dela, e o virou em seu.
Hermione nem prestava mais atenção na mesa, já que Snape estava sentado ali no canto, e ela podia sentir seu olhar em sua nuca.
O almoço por fim acabou, e ela saiu apressada para a próxima aula. Advinhação, com Sibila.
–Hoje vamos ver o que passa dentro da cabeça de cada um! -Disse a professora.
"Droga!", pensou Hermione.
–Quem quer ser o primeiro? Ah, já sei! Hermione! Desça até aqui, por favor...
Hermione tentou se acalmar e pensar em outra coisa que não fosse o Snape.
Tentou pensar em livros, a única coisa que a acalmava. Pensou nos títulos mais vendidos, em Hogwarts, uma História, em todos os livros que ela tinha lido. Sentou no banquinho de madeira da Sibila.
–Muito bem... -Disse ela, passando a mão por sua cabeça. Hermione tentou não mostrar emoção. -Vejo... caldeirões... livros de poções... livros e outros livros... vejo... mas o que é isso? Ah, sim... Vejo o Snape...
Hermione congelou. -Vejo mais livros... Bem, acho que é só. Poções e livros, pessoal. Que tal vir você agora, Ronald?
Ele estremeceu.
Hermione saiu da sala, buscando ar. Olhou em seu relógio. 17h45. A aula acabaria em 15 minutos. 15 minutos de pura tortura com Sibila. E depois estariam livres.
Ela ficou mais alguns minutos no topo da escadaria da torre, e voltou para a sala.
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O tão esperado jantar. Para Hermione, aquilo significava "detenção!". Ela comeu o mínimo possível, já que nada entrava em sua boca.
Finalmente, o jantar acabou. Todos se dirigiram a suas respectivas salas comunais, menos Hermione. Ela se dirigiu ao escritório de Snape.
Ela respirou fundo e bateu na porta.
–Entre. -Disse Snape, com sua voz grave. Hermione estremeceu e respirou fundo novamente.
–Hmm... olá, professor Snape. -Ela disse.
–Olá, senhorita Granger. -Disse ele, entretido em seus papéis. -Sente-se.
Ela sentou na primeira carteira, e observou-o corrigir as provas de alunos do começo dos anos em Hogwarts. Ele deve ter visto um erro grave, pois torceu o nariz e rabiscou algo em pena tingida de vermelho. -Senhorita Granger, por quê está me olhando? Tem algo a falar?
Hermione estremeceu novamente. Aquele homem tinha olhos até em cima da cabeça. Como era possível ter percebido que ela estava olhando-o?
–Hm... Sim, professor. -Ela umedeceu os lábios. -É que... desde a batalha o senhor...hm... está... esquisito comigo.
Snape olhou para ela, os olhos transmitindo temor, súplica. -Sim...
–Eu gostaria de saber o por quê.
–Infelizmente, Hermione, eu não posso contar. Agradeço muito que você tenha me salvado.
–Ah, de nada. -Ela disse, embaraçada e corada. Snape voltou a olhar para suas provas.
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"Não conte a ela, Severo!", foi o primeiro pensamento de Snape à pergunta de Hermione. É claro que ele não poderia contar para ela que a amava, mesmo sendo verdade, afinal, ele era um professor, e ela uma aluna. Ele poderia esperar até sua graduação. Estava cada vez mais difícil enfrentar aulas com Hermione. Ele precisava contar a ela, precisava saber o que ela sentia por ele. Mas talvez ela não sentisse nada. E aí, o trauma de Lily voltaria. Ele chacoalhou a cabeça. Lily tinha ficado há muito tempo atrás. Agora, ele se importava com Hermione.
Finalmente, a detenção acabou. Ele só a veria no outro dia. Seria uma longa noite. "Pare! chega de pensamentos por uma aluna. Ela é uma aluna, não uma professora. E eu sou um professor!".
Ele acompanhou Hermione até a porta.
–Hm... Tchau, professor. -Ela disse, uma oitava acima do normal.
Snape estremeceu ao ouvir sua melodiosa voz. Seus olhos castanhos estavam enevoados. Passaram alguns segundos atônitos, encarando-se.
Snape chacoalhou a cabeça afirmativamente, e Hermione saiu pela porta. Sem pensar, ele segurou seu braço. Ela corou violentamente.
–Cuidado. -Ele disse, apenas.
Ela chacoalhou a cabeça afirmativamente, e foi embora. Snape a observou, até que ela se confundiu na escuridão.
Minerva vinha andando.
–Olá, professor! -Disse ela, com uma piscadela.
Snape ficou atônito, olhando-a. "Ok, isso foi muito estranho", pensou ele, voltando para o escritório, seus pensamentos em Hermione.
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