Snape&Hermione, a love to remember
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Severo se achava um monstro.
Dos cruéis.
Como ele fez aquilo com a pobre, inteligente e linda Hermione? Por mais que se lembrasse que fora obrigação, se sentia culpado. Hermione fora usada. Por ele. Ela deveria estar chateadíssima com ele. Mas, apesar de tudo, ele finalmente havia beijado-a. Pensou se o caso chegasse até os ouvidos de Dumbledore. Ele não teria como se defender. Não era inocente, nem ele nem seus pensamentos. Estava longe de ser inocente. E havia brincado com os sentimentos de Hermione. Se sentia horrível, amargurado. Não deveria ter feito aquilo, ele sabia. Pediria desculpas à ela, isso se ela encontrasse-o naquele dia. Ela deveria estar furiosa. Ela deveria estar chorando naquele mesmo momento. Severo não percebeu as próprias lágrimas chegarem. Ele sabia que havia perdido tudo. Tudo, tudo, seu tudo com Hermione. Hermione era seu tudo, e ele não podia viver sem ela. Não era mais uma paixão. Era um amor, um sentimento de necessidade. Ele precisava dela.
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Hermione não dormira, e não queria dormir. Sentia os lábios de Snape nos seus, e a energia do momento pipocando sob sua pele. Se sentia traída. Se sentia usada. Pelo homem que ela amava. Ela o amava, e precisava dele. Queria não amá-lo mais, mas não conseguia. Não era uma simples admiraçãozinha pelo professor de Poções. Era um sentimento de necessidade, um amor inflamado. Ela precisava dele, mas não sabia ao certo se ele precisava dela. Ela iria arranjar um namorado, ah, iria. E iria causar ciúmes em Snape.
Levantou da cama e fingiu que estava bem, dando sorrisos falsos a todos. Na biblioteca, sentou-se como todos os dias, e leu livros sobre as matérias aprendidas, como sempre. Neville se aproximou dela e disse um bom dia. Ela percebeu Snape entrando na biblioteca. Bolou um plano.
–Ei, Neville. -Ela disse, apaixonadamente. -Você gostaria de ser meu namorado?
Ele arquejou, sorrindo. -Claro, Hermione! -Disse ele.
Ela levantou-se e o beijou. Não sentiu nenhuma emoção igual as emoções que sentiu com Snape. O beijo foi retribuído.
–Hhhm. -Snape grunhiu. -Senhores, isso é uma biblioteca. Não é lugar para isso. -Ele disse, a fúria aparente em seus olhos negros, que normalmente eram calorosos para Hermione.
Ela sentiu Neville estremecer. -Sim, senhor. Totalmente. -Ele disse.
Ele pegou a mão de Hermione e saiu marchando. Ela sabia que ele tinha medo de Snape.
Ela olhou para trás, e o que viu foi uma surpresa. Ele olhava o chão, triste. A visão dele foi bloqueada por uma estante. Ele deveria estar feliz, não? Ela arranjara um namorado.
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Snape estava furioso. "Droga, Granger!"
E, por mais que odiasse admitir, estava com medo de que Granger achasse em Neville o homem de seus sonhos. Tinha medo de que seu amor por Snape fosse algo temporário. Tinha medo de perdê-la para sempre, como acontecera com Lily. "Não é tempo de pensar em Lily", repreendeu-se.
As horas se passaram cheias de expectativa. Estava muito nervoso. Queria conversar com Granger mais que tudo. E quando o almoço chegou, ficou mais nervoso ainda.
–Senhoras e senhores. -Disse Dumbledore. -Recebi um outro bilhete. "Ora, Dumbledore... seus esforços estão indo por água abaixo... esse professor e essa aluna (ops! uma dica!) estão puramente apaixonados! E nada que você faça pode impedir eles... Ah, que pena! E fiquei sabendo que a aluninha já confessou seu amor..." –Ele recitou. -Bem, isso já está ficando sério. Filch vai patrulhar mais ainda os corredores, e colocarei mais funcionários. Minerva, Snape.
Snape arregalou os olhos, e olhou na direção de Hermione. Eles teriam Poções ainda naquele dia. Ele iria avisá-la.
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Na aula de poções
Ela observava-o, ao longe, sentada com Neville. Ele passou a mão pelo rosto dela.
Snape silenciosamente passou atrás do caldeirão de Snape, e o fez cair.
–De novo, Longbottom? -Disse Snape. -Vá buscar papéis e limpe isso!
Ele saiu em disparada.
–Enquanto a vocês, voltem aos seus trabalhos! -Ele disse.
Chegou perto de Hermione e sussurrou, de modo a que ninguém viu.
–Hermione... eu vou patrulhar perto da Grifinória, buscarei você. -Ele prometeu. -Você vai ficar bem.
Ela assentiu com a cabeça. -Faltam bubotúberas então. Obrigada, professor Snape.
Ele sorriu. Aquela noite seria uma aventura.
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À noite, o coração de Hermione estava disparado. Harry estava sentado no sofá da sala comunal.
–Ei, Harry. -Ela disse, baixinho. -Vou sair. shh.
Ele concordou com a cabeça e voltou a ler.
Ela se cobriu com a capa da invisibilidade, e saiu. Snape estava ali, patrulhando as escadas. Tomou um susto quando ela tirou a capa.
–Senhorita Granger. -Ele disse, os olhos calorosos. -Ponha a capa, irei levá-la até o meu escritório. -Disse, baixinho.
Ela pôs a capa e saíram andando em passos rápidos.
Entraram no escritório de Snape e ela tirou a capa.
Estava de pijama.
Snape arregalou os olhos, mil pensamentos passando pela sua cabeça. -Por que está de pijama?
–Iria levantar suspeitas se eu estivesse com roupas comuns há essa hora.
Ele assentiu.
–Hermione, precisamos descobrir quem está fazendo isso. -Ele disse. -Senão, essa pessoa vai arruinar nossas vidas. Vamos ser expulsos, Hermione. Você corre esse risco vindo aqui, e eu também. Ou descobrimos, ou vamos ser chutados para fora de Hogwarts.
–Eu concordo com o senhor. Mas como?
–Fiquei sabendo que Dumbledore vai começar um interrogatório com todos os alunos e professores de Hogwarts. Eu vou tentar ficar no controle dos interrogatórios, assim teremos tempo juntos... -Ele corrigiu. -Teremos tempo para fazer planos. Eu vou conseguir fichas dos alunos que eu acho que estão envolvidos, e você irá investigar a escola. Tem que ser alguém muito bom em fazer poções, coisa que por exemplo, o Neville não é. Ou seja, automaticamente excluído da lista.
De repente, ouviram um barulho na sala, e não tiveram tempo de pensar.
Hermione enxergou apenas preto e ouviu um baque quando seu professor caiu no chão, e ela também. Ficou desacordada.
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