Snape&Hermione, a love to remember
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Hermione não podia acreditar que ele a havia tratado daquele jeito. Ordenando-a a fazer o que ele queria. E agora ela teria que arranjar um jeito de entrar na biblioteca. Ela correu até a sala comunal da Grifinória, e, com felicidade, percebeu que Harry estava acordado.
–Harry! -Disse ela.
–Mione. -Ele falou. -O que foi?
–Preciso que você me empreste a capa da invisibilidade. Agora. -Ela disse.
Ele a olhou de um jeito estranho.
–Você anda esquisita nesses dias, Mione. -Ele falou sofregamente. -Eu me preocupo com você. Eu quero seu bem, afinal, sou seu amigo, né?
Ela concordou com um aceno. -Mas Harry, por favor, eu preciso que me empreste a capa.
Ele sorriu sofregamente. -Claro, Mione. Mas você me deve uma explicação.
Ela concordou. -A terá.
Ele subiu as escadas do dormitório masculino. Abriu seu baú e pegou a capa. Desceu e a entregou à Hermione. -hmm. Boa sorte com qualquer coisa que vá fazer.
–Obrigada Harry. -Ela disse, com um sorriso. Deu um beijinho em sua bochecha e foi embora.
Ela não percebeu o Mapa do Maroto nas mãos do menino.
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Snape não conseguia dormir. Ele sabia que Hermione estava por ali, perambulando na escuridão, atrás de um livro que ele a obrigara a conseguir. Ele torcia para que ninguém a pegasse.
Ele se revirou na cama do quarto. Se sentia cansado, mas não tinha sono. A Granger rodava em sua cabeça, cada vez mais e mais. Tinha começado com uma simples admiração por ela no sexto ano, uma pequena paixão quando ela o salvou e um amor desenvolvido agora.
De tanta exaustão, dores de cabeça e pensamentos nela, Snape dormiu num sono inquieto.
Nele, Hermione estava presente. Obviamente. Ela estava presente em todos os espaços que ele estava.
"Severo, por sua culpa, eu fui expulsa!", ela gritou para ele. "Você não merece ser professor de Hogwarts, merece ser um prisioneiro de Askaban! Seu imprestável!".
Ela ergueu sua varinha e conjurou um feitiço Imperio. Ela o fez dançar como uma bailarina e agir ridiculamente na frente de todos. Os alunos gargalhavam, e batiam fotos. E ele estava ali, dançando.
O cenário mudou. Estavam em sua sala de aula.
"Então, aprendiz, é assim que se faz Amortentia!", ele explicou, feliz.
"Oh, Mestre, o senhor é tão brilhante! Me orgulho em ser sua aluna...", ela disse.
E então chegou mais perto.
"Aprendiz?", ele disse, impotente. Hermione abraçou-o, feliz, seu sorriso iluminando a sala fria.
"Aprendiz!", ele disse, olhando-a em reprovação.
"Eu te amo, Severo...", ela disse, e o puxou mais para perto.
Ele acordou. O Sol entrava pelas janelas.
–Hermi...one? -Ele disse, exasperado.
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Hermione finalmente tinha entrado na biblioteca, o mais silenciosamente possível. Ela esgueirou-se até a seção de livros proibidos e passou a procurar lentamente. "Poções e suas ações".
Era aquele.
Abriu-o, com cuidado para não fazer barulho algum.
Viu o índice, na primeira página.
"Amortentia................................567"
Ela abriu na 567. Foi uma grande surpresa.
"Amortentia é uma poção extremamente forte, em que poucos resistem. Apenas duas gotas dessa poderosa poção podem fazer a pessoa de coração mais frio se tornar um amor com a pessoa escolhida. Mas por quê há exceções nesta poção? A resposta é simples. É porque as pessoas que resistem já estão apaixonadas pela pessoa em que lhe foi aplicada a poção".
"Não, isso não pode ser verdade. Droga! DROGA! Eu terei que mentir. Não é possível. Droga!!", pensou Hermione.
Ela deixou o livro aonde estava e voltou andando pelas sombras. Tinha dois problemas. Contar a verdade para Snape e contar a verdade para Harry. Ela não poderia dizer que estava apaixonada por um professor, tanto para Harry quanto para Snape.
Ela se apressou para chegar ao salão comunal. Mal chegou, teve que ir se arrumando. Não tinha dormido nada, e tinha tido uma péssima noite, tanto pela parte de Snape quanto pela parte do livro...
–Ei, Hermione... -Chamou Gina, algumas horas depois. Ela esfregou os olhos, bocejando. -Já é hora?
–Sim, Gina. -Hermione disse, distraída.
–Ahmm. Ok. -Ela disse, sentando-se na cama e se espreguiçando. Pegou sua roupa e trocou-se embaixo da cama.
Hermione desceu para o café, já eram dez horas. Pensou que teria que ver Snape, e seu coração deu um pulo. "Hoje terei que contar a verdade".
Ela sentou-se na mesa, sem apetite. Harry esperava ela começar a falar. Fingiu que não percebeu, e para sua salvação, Rony começou a falar.
–Ei, gente, vejam o Snape! Pelo jeito ele não dormiu bem! -Ele disse, apontando.
Snape tinha olheiras roxas embaixo dos olhos, e parecia um zumbi andando. Sentou-se em sua cadeira mais por obrigação.
–Eii, professor Snape! -Disse uma aluna.
Ele a olhou, cheio de sono.
–Não. Quero. Saber. -Disse, pausadamente. -Vá. Embora.
Ela pareceu ofendida e retornou à mesa da Corvinal.
Snape comeu uma torrada quase vomitando-a, e Hermione sorriu. Poderia ser que ele estivesse tão cansado a ponto de não querer ouvi-la.
Ela comeu algo e levantou-se com o grupo.
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Snape não aguentava mais de sono. Ele sabia que não estava nada bem, mas teria que aguentar até que Granger falasse o que tinha aprendido. Ele seguiu até a sala de aula. Teria que dar aula à ela. Ele se permitiu dar um sorriso. Ela.
Entrou na sala e se jogou na cadeira. Pegou o livro, e parecendo um bêbado, disse:
–Classe...abram o livro na página...345...façam...Veritaserum.
E caiu nos papéis, onde dormiu.
Acordou depois de algum tempo, e a sala já estava vazia. Se sentia melhor, apesar de ainda estar com sono. Aí ele lembrou. Veritaserum.
Ele andou até o caldeirão de Hermione, e pegou um frasquinho. Encheu-o com Veritaserum e saiu da sala, feliz, guardando o frasco em seu bolso.
Foi até Dumbledore e disse que estava exausto e ruim, e não poderia lecionar. Ele compreendeu.
Snape saiu de lá e foi para o quarto, trancou-se e dormiu.
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Passado horas, acordou, se sentindo muito melhor. Eram 21h. Dali a uma hora, saberia o porque Hermione não estava afetada. Em sua cabeça, era porque ela havia feito a poção, apesar de não querer adotar essa filosofia.
Ele arrumou o local e foi para o escritório.
Dali a um tempo, ouviu batidas na porta. Sorriu. Hermione.
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Ela sentia o estômago embrulhar. Snape havia dormido o dia inteiro, o que significava que ele estava rejuvenescido.
Abriu a porta e sentou-se.
–E então? -Perguntou. -Achou o livro?
–Sim, professor. -Ela disse.
–E o que dizia sobre isso?
–Nada, professor. -Ela disse, com um sorriso congelado no rosto. Snape estreitou os olhos.
–Dizia sim. -Disse ele. -E eu quero saber o que dizia.
–Nada.
–Diga o que dizia. -Mandou.
–Não dizia nada! -Disse ela, e uma gota de suor desceu pelo seu rosto.
–Acredito em você. Eu estou com sede. Quer água? -Ele disse, natural.
–Obrigada, eu aceito. -Disse ela, ingenuamente.
Ele sorriu e foi até o quarto. Pegou uma jarra de água e encheu dois copos. No da direita, colocou Veritaserum.
–Aqui, senhorita Granger. -Disse ele, entregando-lhe o copo da direita.
O mundo de Hermione virou. Ela derrubou o copo, confusa.
–O que dizia no livro?
–Dizia tudo sobre todas as poções que existem no mundo bruxo. -Ela disse, querendo ficar quieta.
–E havia algo sobre o porquê você não foi afetada?
–Sim.
–O que dizia? Por quê não foi afetada? Você é a principal suspeita.
–E-eu... nã-ão fu-ui afe...tadaaa -Começou ela, estendendo as sílabas, contra sua vontade de falar. -Poorquê já estou apaixonada por você. -Disse ela, de uma vez só.
–Apaixonada? Por mim? -Snape disse, ofegando.
–Sim. -Ela disse. -Por isso não fui afetada pela poção. Eu li isso, mas não pretendia te contar, porquê eu sei sobre as regras professor/aluno em Hogwarts, e não queria infringi-la. Mas aí você me fez algo, e eu disse.
–Veritaserum. -Disse Snape, engolindo em seco. -I- isso é verdade?
–Estou sob o efeito de Veritaserum, sim, é verdade. -Disse Hermione.
Ela sentia seu corpo lutar contra a poção, e seus dedos estavam gelados feito pedras de gelo. Ela não acreditava. Tinha confessado seu amor por Snape, um ano antes do previsto.
–O -ok... -Disse ele, aturdido. -Não tem problema. Amanhã, na mesma hora, aqui. Te espero.
Ela foi para os quartos, ainda sob o efeito de Veritaserum.
–Ei, Mione. Onde foi? -Era Harry.
–Ver Snape. -Disse ela.
Ele pareceu surpreso. -Aulas extras?
–Não.
–Você tem um caso com ele?! -Ele exclamou.
–Não, mas bem que queria. -Ela admitiu.
–O seboso?! -Exclamou ele.
–Eu o amo. -Disse Hermione. -Boa noite, Harry.
E assim deixou um menino aturdido para trás, enquanto subia as escadas para seu dormitório.
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