Snape&Hermione, a love to remember
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Hermione não podia acreditar. Ainda sentia a frieza do toque de Snape em seu braço direito. Ela não conseguira dormir, obviamente. Ficara pensando em Severo. E pensando, remoendo, pensando mais ainda. Ela não poderia admitir que o amava, obviamente, afinal, ela não passava de uma aluna. "E se eu desse a ele Veritaserum e o perguntasse se ele me ama? Não, acho muito arriscado, e não teria como fazê-lo engolir, mesmo à força. Ele não beberia, já foi um Comensal, sabe como resisir, e eu poderia ser expulsa ainda por cima! Sem contar que demora um mês ao menos para ficar pronta, e eu não tenho tudo isso".
Hermione checou seu cronograma para o outro dia. Teria Poções, para seu encantamento. Teria também Defesa contra as Artes das Trevas, Herbologia, Astrologia, História da Magia e Trato das Criaturas Mágicas, para terminar o dia.
Uma das primeiras aulas seria Poções, para sua felicidade. Ela pensara como agiria. A conversa com Snape fora curta, na outra noite, mas ela não poderia se arriscar a ter uma outra detenção, pois seus sentimentos seriam facilmente denunciados. Ela agiria o mais normalmente possível perto dele. O mais normalmente possível perto DELE. Essa frase não fazia sentido aos olhos de Hermione, mas ela tentaria.
Eram 4 horas da manhã quando ela finalmente conseguiu dormir. E, obviamente, sonhou com Severo.
Ela estava fora de Hogwarts, passeando pela Floresta. Lord Voldemort apareceu de repente. Ela gritou, as lembranças voltando. Ele apontou sua varinha para ela, sorrindo com escárnio.
"Olhem, Comensais, é a pequena Sangue Ruim!"
Os comensais riram.
"Vamos matá-la!", disseram.
"Sim!"
"Basta! Irei matá-la da forma mais cruel possível... Avada...."
Severo apareceu correndo, as vestes negras arrancando folhas do chão.
Ele jogou-se em cima de Hermione, e a Avada Kedavra errou por milímetros.
Severo se pôs em pé e lançou uma Avada Kedavra em Lord Voldemort, que caiu duro no chão.
"Severo...", fungou Hermione. "Obrigada..."
Ela se aproximou dele, num abraço apertado que foi correspondido.
"Eu fiz isso porque... te amo, Hermione."
"Eu te amo também!"
–Hermione! -Chamou Gina.
–Ah! -Gritou ela.
–Você estava se agarrando no travesseiro. -Riu ela. -Venha, já está na hora de tomarmos café.
Hermione rapidamente se vestiu, com as vestes tradicionais de Hogwarts e com o cachecol da Grifinória. Estava frio.
–Vamos. -Concordou ela. Ela e Gina desceram as escadas de mármore e chegaram ao grande salão. Alguns alunos estavam ali, comendo.
Hermione sentou-se em seu lugar habitual, perto de Harry e Rony.
–A Minerva não está estranha?
–Sim, acho. -Concordou Hermione, evitando olhar para a mesa de professores.
Ela bebeu um pouco de seu suco de abóbora e comeu uma fatia de pão.
–Ei, Harry! Nosso treino de Quadribol coincide com a aula de Poções! -Disse Rony, animado.
–Poxa, é verdade! -Comemorou Harry.
Hermione congelou. Não poderia se esconder entre seus amigos. Teria que enfrentar Snape sozinha. E isso não seria amável.
Arriscou um olhar para a mesa de professores. Minerva estava quase se jogando em cima de Snape. Ela abafou um riso quando seu professor esquivou-se dela, desesperado, e derrubou suco de abóbora na mesa. Dumbledore mandou um olhar de aviso para eles. Minerva sossegou um pouco, e Snape olhou em sua direção. Hermione congelou. Mil emoções passaram pelo rosto de Snape, e ele virou-se para seu prato intocado.
Hermione sorriu discretamente.
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Finalmente a aula de História da Magia tinha acabado. Hermione não aguentava mais. Ela se apressou para Poções.
Snape já estava na sala, e evitou olhá-la.
–Bom dia, professor Snape. -Disse ela, amavelmente.
Ele a olhou, os olhos negros profundos analisando-a. Estreitou-os.
–Bom dia, senhorita Granger. -Ele disse, desconfiado.
Um bando de alunas entraram quase atropelando Hermione.
–Bom dia, professor Snape!! -Disseram, em coro.
"O que está acontecendo aqui?!"
–O senhor está bonito hoje. -Disse uma delas.
–E essa túnica preta está tão bem lavada... -Suspirou outra.
–O senhor é tão inteligente.
–E bonito
–E confiante de si...
–Misterioso....
–Já chega! -Vociferou ele, claramente aturdido.
–Ah... -Uma delas suspirou. -Adoro quando ele vocifera.
As outras deram risinhos e foram sentar-se.
–Hm. A senhorita está bem? -Disse ele.
–S-sim... -Murmurou ela, confusa. Agora todas amavam Snape?!
Ela levantou-se depressa, para que ele começasse a classe.
–Façam duplas. -Disse ele. -E tentem fazer uma Felix Felicis.
Todos juntaram-se em dupla. Harry ficou com Gina, em seu lado esquerdo.
–Muito bem, livros na página 453, podem começar. -Disse ele.
Hermione encarou-o, aturdida. Ele parecia... nervoso com algo. Ela não conseguia desgrudar os olhos de Snape.
–Hermione. -Chamou Gina.
–humm?
–Podemos começar?
–Ah, sim. Claro que sim, vamos começar. -Disse Hermione, abrindo seu livro na página pedida.
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"Por favor, que Neville exploda seu caldeirão ou algo assim, por favor!", pensou Snape. Ele precisava entregar um bilhete para Hermione.
Momentos depois, o pedido aconteceu. Neville explodiu seu caldeirão.
Ele saiu de fininho enquanto todos da classe riam de seu cabelo. O líquido da poção se espalhava pela sala. Riram mais e mais.
Snape passou o bilhete para uma Hermione aturdida.
–Leia depois da aula. Em seu dormitório. -Sussurrou em seu ouvido, sentindo cheiro de jasmim. Iria sonhar com aquele momento, sem dúvida.
–Snape. -Ela sussurrou.
Ele a olhou, sabendo que, em menos de um ano, iria fazer de tudo para que ficassem juntos (isso se Hermione quisesse).
–shh. -Ele pediu, levando um dedo aos lábios. -Classe! Em silêncio. E, Neville, limpe essa gororoba logo!
Ele saiu correndo da sala.
E assim, a aula de poções acabou.
Os alunos saíram lentamente da sala, um por um, quase dormindo em pé.
Hermione era a única que tinha brilho nos olhos. Ele a seguiu com o olhar para fora da classe, pensando se em algum momento ficariam juntos.
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"Eu não acredito! NÃO ACREDITO!", a mente de Hermione gritava. Ela se sentia mais que feliz.
–Ei, vamos almoçar? -Disse Gina, depois de uma aula em que Hermione não prestara atenção.
–Ah, claro. Espere um pouco.
Ela saiu correndo da sala de Herbologia, com destino ao seu dormitório.
Chegou ali e caiu na cama, abrindo o bilhete rapidamente.
"Encontre-me em meu escritório, as 22h em ponto. Precisamos conversar.
S".
Ela releu várias vezes, enquanto um sorriso brotava em seu rosto.
O papel se desintegrou, mas ela sabia que nunca esqueceria aquela mensagem.
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