Smoke and Fire

16 Capítulo 15 - Running away at night.


Notas iniciais
Oiiie!! Hoje eu resolvi postar mais cedo do que de costume. Por que? Bom, eu tenho certeza que vou estar bem ocupada hoje a noite, então para que eu não deixe de postar ainda hoje resolvi seguir o que minha avô dizia: "Não deixe para depois o que pode fazer agora". Bom pessoas, como estão? Tradução do nome: Fugindo pela noite. Desculpe se tiver erros e boa leituraa ♥

Capítulo 15.

“Não posso suportar. Deixe ir, deixe ir. Dou as costas e bato a porta” — Demi Lovato.

Por: Bubblegum.

Running away at night.

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Minha noite foi agitada. Eu não consegui fechar os olhos e simplesmente dormir. Minha mente me impedia de fazer isso.

Respirei fundo, me levantando. Calcei novamente o coturno e sai da cabana. Fechei a porta e caminhei pela floresta. O canto dos pássaros ecoou ao longe juntamente com o farfalhar das folhas. O sol passava entre as brechas dos galhos das árvores, iluminando levemente o local.

Andei por mais uns segundos e cheguei ao acampamento. Entrei na clareira e vi os vários meninos sentados comendo. Me aproximei e me sentei. Não demorei a sentir o olhar de Peter queimar em mim. Encarei o chão por um momento, fugindo da “infelicidade” de olha-lo.

Percebi alguém parar na minha frente e levantei o olhar torcendo para que não fosse Peter. Para a minha surpresa era Félix. O loiro estava com o braço estendido, segurando um potinho.

— Pega. – Falou mastigando algo. Levantei o braço e peguei o potinho de sua mão.

Félix saiu e para a minha alegria Peter já não me olhava mais. Analisei o que tinha no potinho vendo que eram frutas. Peguei um morango e comi. Fiz uma careta, sentindo o azedo por um segundo. Continuei comendo e finalmente tomei coragem e olhei ao redor. Sem perceber procurei por Peter e o encontrei exatamente na minha direção. Senti como se uma corrente elétrica descesse por minha garganta e disparasse meu coração, causando uma sensação desagradável.

Peter sorriu de canto ao perceber que eu o olhava. Sustentei o olhar por uns segundos. Agora, eu finalmente percebia o quanto seu olhar era venenoso. Franzi os lábios e me levantei, desviando o olhar. Caminhei em passos longos e rápidos para longe dali. Me sentia completamente incomodada. Porém parei meus passos ao encontrar uma árvore alta e com aparência forte.

Uma ideia brotou em minha mente me fazendo sorrir minimamente. Fui até a árvore e segurei em um de seus galhos. Apoiei meu pé na árvore e dei impulso, tentando subir na mesma. Para a minha surpresa, eu consegui. Me sentei em um galho forte e me encostei no tronco. Permaneci ali durante um tempo, sentindo o vento soprar em meu rosto.

Fechei os olhos, bocejando cansada.

[...]

A tarde tinha passado rapidamente e já era noite em Neverland. Eu havia passado o dia pensando no que faria e finalmente tomei minha decisão.

Abri a porta do pequeno roupeiro, o forte cheiro de mofo impregnou o ar. Espirrei, sentindo o nariz arder. Encarei o roupeiro, vendo que a única coisa que tinha lá dentro era o pijama que usei no dia em que vim para cá. Peguei o mesmo e cheirei. Felizmente, não estava com cheiro de mofo. Bem, não muito.

Retirei a blusa cinza e vesti minha regata preta, mas optei por vestir a cinza por cima. Peguei a calça azul de bolinhas e a coloquei em meu ombro. Soltei meu cabelo e fitei as pontas, ficando horrorizada com o estado em que se encontram. Bem, eu não deveria estar com a melhor aparência.

Suspirei e me sentei na cama, esperando que ficasse um pouco mais escuro do lado de fora.

[...]

Olhei para os lados enquanto saia da cabana. Verifiquei o lugar e comecei a andar. Parei, analisando para onde iria. Foquei em uma reta que julguei ser a que me levaria até a praia e fui.

Eu andava em passos “corajosos” pela escuridão da floresta e tentava manter pensamentos positivos em minha mente mesmo que fosse difícil. Já estava começando a ganhar confiança pelo caminho, mas detive meus passos ao escutar um barulho perto de mim. Levantei a guarda, engolindo em seco. Olhei para cima e vi a sombra de Peter me olhando. Bufei, resolvendo ignora-la e continuei caminhando, sentindo que por algum motivo a sombra me acompanhava durante todo o percurso.

[...]

Demorou para que eu chegasse na praia, mas ao pisar na areia admito que me senti aliviada. Isso significava que estava distante do acampamento. Já estava amanhecendo o dia e a luz do sol era refletida pela água do mar. Me aproximei, passando a andar pela margem.

Respirei fundo e acelerei meus passos, indo em direção ao oeste, onde Hook havia dito que estava seu navio. Andei durante longos minutos e me perguntei mentalmente se já estava chegando por quatro vezes. Ofeguei cansada e parei, apoiando as mãos nos joelhos, me curvando para frente.

Minha barriga roncou, me lembrando que não tinha comido nada desde cedo. Pus-me ereta novamente e avistei o navio de Hook.

— Finalmente! – Exclamei.

Passei a língua sobre os lábios, os molhando e voltei a andar. O vento soprou fortemente e eu senti como se mais alguém, além da sombra de Peter, me observasse. Um arrepio percorreu meu corpo e eu respirei fundo.

Não sei como, mas parei de andar e comecei a correr até o navio. Mesmo sentindo que iria cair, eu continuei. Um passo atrás do outro. O vento soprava levemente em meus ouvidos e a cada segundo eu me sentia aliviada. De algum jeito, parece que correr me fez bem.

Minha garganta estava completamente seca, mas finalmente tinha chegado. Ofeguei cansada, me apoiando na lateral do navio.

— Kethelyn. – Escutei a voz de Hook. Olhei para cima, vendo o pirata descer pela rampa de madeira.

Sorri para ele.

— Venha. – Ele me segurou, me ajudando a subir. – Está com sede? – Perguntou, assenti.

Hook me guiou pelo convés e me sentou em uma cadeira. Um pirata pequeno e barbudo me entregou uma garrafa de água e eu bebi a mesma apressadamente.

— Obrigada. – Agradeci entregando a garrafa ao pirata.

— Que bom que escolheu vir conosco. – Hook falou sorrindo de canto. – Venha, vou te levar até algum lugar para poder descansar.

Me levantei e acompanhei Hook. Andei timidamente pelo convés, observando os inúmeros piratas. Alguns conversavam, outros arrumavam algumas coisas. Só eu que os achei muito “civilizados”?

Voltei a olhar para frente e vi Hook abrir uma portinha no chão.

— Venha. – Chamou, entrando no local. – Você vai dormir aqui. – Desceu por uma escada.

Esperei que Hook terminasse sua descida e fiz o mesmo que ele. Quando já estava no chão, Hook me chamou, indo até uma porta grande de madeira. Ele abriu e entrou no local. Entrei depois dele. Me deparei com um pequeno quartinho, repleto de bagunças acumuladas e jogadas num canto e uma pequena janela de vidro redonda no centro de uma das paredes.

Dei alguns passos e parei de frente para uma rede de descanso antiga e com alguns rasgos.

— Desculpe, só temos isso para servir como cama. – Hook falou parecendo envergonhado.

— Bem, é melhor do que dormir no chão. – Sorri. Hook pigarreou.

—Ah, eu vou estar lá fora. – Falou se dirigindo até a porta. – Nós vamos jantar mais tarde. – Informou.

O rangido da porta ecoou novamente quando Hook saiu, me deixando sozinha. Desajeitadamente me sentei na rede e tirei a blusa cinza – Que estava suada e fedida.

Soltei o ar com força por entre os lábios e me joguei na rede, me deitando. Senti a rede balançar de um lado para o outro e eu fiquei com receio de ir encontro ao chão a qualquer momento.

[...]

Continua...

Notas finais
O que acharam? A decisão da Keth foi a mais sensata, não? ... Gente eu adorei escrever a parte em que ela corre até o navio kkk, preciso dizer que eu escrevi esse momento enquanto escutava Faded do Alan Walker, então tudo colaborou. É a partir desse capitulo que eu começo a adorar o que escrevi kkkk ♥ Comenteeem!! Bjus ♥