Smoke and Fire

21 Capítulo 20 - Walking up from a... Coma?


Notas iniciais
Adivinhem quem resolveu dar as caras?! Euu!! Gente, desculpe a demora. Eu estava em uma semana agitada de provas e não tinha tempo para nada. Eu planejava atualizar ontem, mas estava tão esgotada que quando deitei na cama, dormi. Mas, chega de desculpas! Como vocês estão?? Tradução do nome: Acordando de um... Coma? Espero que gostem, desculpe os erros e tenha uma boa leitura! ♥

Capítulo 20.

“Você estava em um coma profundo, mas eu estava aqui quando você pensava que não havia mais ninguém” — The Vamps.

Por: Bubblegum.

Walking up from a... Coma.

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Abri os olhos e uma forte luz ofuscou minha visão, fazendo com que os fechasse rapidamente.

Escutei alguém cochichar e tentei abrir os olhos novamente, dessa vez enxergando.

— Kethelyn, querida. – Escutei uma voz familiar. Virei meu rosto procurando pela dona da voz.

— Mãe? – Perguntei confusa. Franzi o cenho, vendo a mulher baixinha e de aparência cansada vir até mim.

— Ah querida, eu estava tão preocupada. – Ela falou com os olhos marejados.

O que? Espere um minuto, o que aconteceu? Onde eu estou? Onde está Peter?

Olhei para meu corpo analisando meu estado: deitada numa cama de hospital, com um acesso em minha veia transportando medicamentos e soro.

— O que? Por que estou num hospital? – Perguntei começando a me agitar.

— Ela está ficando agitada. – Falou um homem alto e grisalho. Provavelmente o médico que estava cuidando de mim.

— Como eu vim parar aqui? Onde está Peter? – Disparei tentando me levantar.

— Não. Kethelyn você não pode se levantar. – O homem falou me segurando e me impedindo.

— Filha, fique quietinha. – Minha mão falou apreensiva.

— Han? Eu não quero ficar “quietinha”! – Gritei começando a me irritar.

— Vamos ter que dar um sedativo a ela. – Informou o médico.

Me agitei ainda mais quando vi o médico e dois enfermeiros virem me segurar. Tente empurra-los, mas foi em vão. Eles injetaram o sedativo em minha veia e rapidamente o senti fazer efeito. Escutei minha mãe questionar alguma coisa e depois apaguei.

[...]

Pisquei várias vezes finalmente acordando.

Fitei o lugar percebendo que era um quarto. As paredes todas pintadas de branco, uma televisão na parede em frente à cama, uma poltrona velha em um canto e a camamaca no centro do quarto.

Procurei por minha mãe e a encontrei fechando a porta do que concluí ser o banheiro.

— Você está bem? – Perguntou sentado em um banquinho ao meu lado.

— Sim. – Afirmei. – Por que estou num hospital?

— É uma longa história. – Ela suspirou.

— Acho que temos tempo para você me contar. – Falei. Ela me encarou por uns segundos.

— Onde esteve? Você está desaparecida há dois meses, tem noção de como eu fiquei desesperada? Você tem noção de alguma coisa?! – Ela disparou irritada. Fiquei quieta, não sabia o que falar.

Ficamos encarando uma a outra em silêncio, até ela soltar o ar com força e massagear as têmporas.

— Me desculpe, não queria ter te tratado daquele jeito. – Ela disse sincera e cansada? Não respondi. Ela continuou: — Depois que seu pai faleceu, eu meio que me perdi pelo caminho. – Admitiu.

— Mãe... – Comecei. Ela me cortou.

— Quando fui ao seu quarto e não te encontrei, eu fiquei desesperada. Procurei por você em vários lugares, liguei para todos os seus amigos, para a escola e até fui na polícia. – Ela disparou. – Foi horrível ficar sem te ver, sem saber onde você estava. Você ficou desaparecida por dois meses e meio.

Arregalei os olhos.

— Dois meses e meio? – Indaguei surpresa.

“Mas pareciam ser apenas dias” – Pensei.

— Sim. – Ela afirmou. – Te encontraram semana passada desmaiada próxima à linha férrea. – Ela fez uma pausa. – Você não tentou se matar, né?

— O que?! – Exclamei. – Claro que não! – Neguei.

Nós ficamos em silêncio por longos minutos, apenas escutando o bip irritante do aparelho que até então estava me mantendo viva.

— Por quantos dias eu estou aqui? – Perguntei.

— Por cerca de seis dias. – Ela respondeu. – Você dormiu direto por seis dias. Os médicos estavam começando a achar que você estava entrando em estado de coma.

— Nossa... – Murmurei atordoada. – Desculpa. – Falei encontrando meu olhar com o dela. – Estou confusa demais. – Admiti.

— É normal que esteja. – Ela segurou minha mão. Senti uma sensação boa com o ato de afeto.

— Que horas são? – Perguntei procurando por um relógio.

— 12h47min. – Respondeu. – Vou buscar uma comida para você, ok? – Assenti e ela saiu do quarto.

Suspirei e fechei os olhos pensando em Peter. Por que ele me mandou de volta?

[...]

— Você está com anemia ferropriva. Não é nada muito grave, apenas precisa ser tratada com alguns medicamentos e uma boa alimentação e logo vai estar curada. – Informou o médico calmamente.

— Ela ainda vai ficar internada por quanto tempo? – Minha mãe perguntou.

— Por mais um ou dois dias. Agora que ela acordou vamos fazer alguns exames e se ela estiver só com anemia vamos libera-la. – Falou anotando algo em uma folha.

— Ok. Quais remédios ela terá que tomar? – Minha mãe perguntou. O médico entregou uma receita e ela analisou atentamente.

— Tomando esses remédios e se alimentando direito ela ficara boa em pouco tempo. – Ele falou. – Mas a senhorita precisa se alimentar direitinho em! – Falou com falso tom de censura. Dei um sorriso amarelo.

— Pode deixar. – Afirmei um pouco tímida.

[...]

O dia pareceu se arrastar. Eu passei parte da minha tarde fazendo exames, depois me alimentei na hora indicada pelo médico, assisti TV, li um livro... Enfim, fiquei no tédio.

— Vou ir à lanchonete lanchar, ok? – Minha mãe informou. Murmurei um “uhum” e ela saiu do quarto.

Felizmente agora não preciso mais de nenhum aparelho e posso me mover sem me preocupar com nada.

Me espreguicei e levantei da maca, caminhei em direção ao banheiro e entrei, fechando a porta. Procurei por um espelho e encontrei um no canto ao lado da porta. Parei em frente a ele e me olhei. Eu estava péssima.

Passei a mão em meu cabelo e ele estava parecendo uma vassoura.

Desviei meu olhar para a pia e avistei um nécessaire estampada. A peguei e procurei por um pente. Voltei para frente do espelho e comecei a pentear meu cabelo. Várias mechas caíram e percebi que do ombro para baixo, meu cabelo estava completamente danificado. Terminando de pentear encarei meu reflexo. Eu estava pálida e de aparência cansada. Possuía olheiras abaixo dos olhos e meus lábios estavam ressecados.

Eu nunca fui o tipo de menina que se preocupava demasiado com a minha aparência, mas nesse momento tudo o que eu quero é um bom salão de beleza.

Sai da frente do espelho e fui para o Box. Me despi e liguei o chuveiro, entrando embaixo da água morna. Senti as gotas massagearem suavemente meu dorso e me arrepiei com isso. Sorri e coloquei a cabeça embaixo d’água.

Procurei por um shampoo dentro do nécessaire e encontrei um de cereja. Coloquei uma boa quantidade na palma da mão, levando até meu cabelo e esfreguei suavemente enquanto cantarolava uma música.

Fiquei por um bom tempo debaixo do chuveiro e só resolvi sair quando percebi que meus dedos estavam enrugados. Desliguei o chuveiro, me sequei e vesti uma roupa quentinha baseada em uma blusa azul de algodão e calça de moletom.

Resolvi deixar o cabelo solto e sai do banheiro. Minha mãe estava sentada na poltrona, assistindo TV e comendo um sanduíche natural com suco de... Acerola?

Caminhei até a cama e me deitei. Ainda estava sedo, então peguei meu celular e fone em cima do criado mudo e coloquei uma música para escutar.

“Nossa, quanta saudade eu senti das minhas músicas e do meu amado fone!” – Pensei sorrindo, colocando os fones nos ouvidos.

[...]

Continua...

Notas finais
Estavam esperando por isso? Aposto que a maioria sim! kkk. Gente T.T a fanfic está na reta final! Nossa, passou tão rápido! Parece que foi ontem que estava escrevendo os primeiros capítulos. Nossa, falei que nem velha agora! Não que seu esteja muito longe, já que sou uma velha no corpo de uma jovem kkkk. Pessoas lindas do meu ♥, eu espero que vocês tenham gostado e eu quero me desculpar mais uma vez por ter demorado para postar, realmente não deu gente. Música de hoje: Wake up do The Vamps, sou apaixonada nessa música ♥ :) Infelizmente, eu não vou postar mais capítulos essa semana, só semana que vem. É, eu sou malvada! Mas prometo que não vou demorar! Rs. Tudo que peço é que comentem, me digam o que estão achando, se ficaram surpresos ou algo do tipo e gente, relaxem Ok? A fanfic tem um final feliz. Tem um final até engraçado no qual eu adorei escrever! kkk É isso aí, beijos, beijinhos e até semana que vem pessoas lindas ♥ Baay!!