Smiths

14 Ultrassom


Notas iniciais
Oi gente, voltei mais rápido dessa vez haha Vamos ao penúltimo capítulo da fic, e dessa vez eu acho que calibrei na fofura (adoro). Logicamente o próximo capítulo será o final da fic, e prometo que irei caprichar para dar o meu melhor, como sempre tento fazer. Espero que aproveitem e gostem desses momentos finais. Boa leitura! ♥

Após uma noite longa e de muita conversa, John e Jane dormem até mais tarde e já acordam perto da hora de ir para o aeroporto para pegar o voo e ir embora pra casa. Almoçam com os pais de John e depois eles levam eles até o aeroporto. Depois de mais ou menos quase duas horas de voo eles chegam em Nova York no fim da tarde e pegam um táxi pra casa. Ao chegarem John carrega as bagagens e eles entram pela porta principal do prédio, pegam o elevador subindo direito para a cobertura.

— Finalmente em casa! – Jane suspira feliz.

— Lar doce lar. – John sorri e coloca as bagagens na sala.

Ele continua.

— Está cansada, amor?

— Não... estou bem, e você?

— Estou bem também... e o seu rosto melhorou?

— Sim, já nem lembro mais.

Ele alisa o rosto dela. Ela sorri.

— Um banho?

— Vamos. Quer comer algo antes?

— Pizza! Pizza! Pizza! – Jane repete, sorridente.

John ri e torce a boca.

— Você comendo pizza?

— Nesse momento eu necessito.

— Pizza de que?

— Chocolate.

John abre a boca assustado.

— Chocolate? Sério Jan? – faz cara de desgosto. — Não prefere uma salgada não?

— Ah não, John, quero de chocolate. Na verdade, brigadeiro, sim! – sorri igual a uma criança. — Mas já que você não gosta, pode pedir outro sabor pra você... pede daquelas individuais mesmo pra gente.

— Ah é mesmo, beleza vou pedir. Eu acho que você deveria comer algo salgado né, pra repor as energias, mas ok.

— Posso comer um pedaço da sua. – faz biquinho.

Ele assente com a cabeça e sorri, pega o telefone e pede a pizza e o homem diz que em 15 ou 20 minutos eles estarão entregando.

— Vamos tomar banho logo então.

— 15 Minutos dá pra tomar um banho digno? – sorri safado.

— HAHAHA, espertinho. Nem vem, vamos apenas tomar banho, ok?

— E mais nada? – faz cara de choro.

— Depois. – sorri.

Eles tomam banho rapidamente, pois a qualquer momento o entregador podia chegar. Depois de sair do banho John veste uma calça de pijama cinza, e Jane veste um moletom preto e antes de vestir a blusa senta na cama e pega um hidratante pra passar na barriga e no pescoço.

— Espere, deixe que eu passo.

John pega o hidratante da mão dela e se abaixa em sua frente, coloca um pouco nas mãos e passa delicadamente na barriga da esposa. Ela sorri igual a uma boba, observando a cena admirada e balançada pela emoção e pela segurança de saber que John vai ser um pai maravilhoso. Ele esfrega o creme pelo pé da barriga, passando pelo umbigo e sobe, acariciando de leve.

— Sua barriga está bem pequena ainda. – observa a barriga da esposa.

— Claro John, a médica ligou pra gente hoje de manhã e falou que estou com um mês, não foi? Então, com esse tempo ainda não dá pra perceber a barriga, querido. – sorri.

— Quero que cresça logo, acho lindo... e tenho certeza que você vai ficar ainda mais linda e radiante do que já é.

— Não sabia que você era tão fofo assim.

— Jan, que mentirosa, sempre fui assim com você.

— Sério? Acho que a mais ou menos um ano atrás não era assim não...

Eles riem.

De repente o interfone toca.

— Deve ser nossa pizza. Vou lá atender.

Jane fica no quarto terminando de se vestir, enquanto John vai até o interfone e autoriza a entrada do entregador. Recebe a pizza e grita a esposa, e ela vem louca correndo, berrando que está com fome fazendo o marido rir e encarar a cara dela. Ele pega os pratos e os talheres e coloca na bancada em cima do jogo americano.

— Quer vinho? – ele pergunta. Jane levanta as sobrancelhas.

— Posso?

— Um pouco não vai fazer mal. A médica que disse.

— Então põe pra cá logo.

John pega duas taças e serve o vinho bem gelado.

— O que o “pai” e a “mãe” falaram do meu sequestro? – Jane pergunta enquanto come.

— Ela não queria que eu participasse da operação, acredita? Quase mando ela pra porra.

Jane ri. Ele continua.

— Além de que, provavelmente, eles não tinham a mínima intenção de entregar os códigos e as criptografias, caso fosse realmente preciso.

— Claro né, você acha mesmo que eles iriam entregar o sucesso da agência na mão de um concorrente assim de bandeja?

— De bandeja? Jane, era a sua vida que estava em jogo!

— John, vamos combinar que para eles a vida dos agentes não vale muita coisa.

— Eu sei, mas eu não me importo, pois se fosse preciso eu roubaria os dados e entregaria para aquele desgraçado pra libertar você. E foda-se a agência.

— Ei, não fale assim, temos que entender o lado deles também. O importante é que no fim tudo deu certo.

— Ainda bem, se não eles iriam ver.

— Queria ter dado um tiro naquele maluco. Ele era um completo maníaco, narcisista e bem afetado também, acho que deixava o pai exercer um alto controle sobre ele. Besta. – ela retruca com desgosto.

— Eu chamei ele de bebezão do papai e ele ficou uma fera. Idiota. Teve o que mereceu, e eu devia ter judiado dele mais um pouco.

— Vamos deixar isso pra lá. – come a pizza. — Nossa, isso aqui está bom demais.

— Já raspou o prato em...

— E mais que tivesse.

Ele coloca um pedaço da pizza de atum que pediu e leva até a boca dela, e ela abre a boca faminta.

— Atum com chocolate, que maravilha de combinação.

— Não fala isso, se não depois vou vomitar.

Ele ri. Terminam de fazer a refeição, lavam os pratos e seguem para o quarto. Jane liga para os sogros para avisar que chegaram, depois liga para a Jas pois desde que foi libertada das mãos do Ben não teve tempo de falar com a amiga. O papo é breve, mas prometem conversar mais quando se encontrarem na agência. Eles apagam as luzes da casa e se aprontam pra deitar na cama.

— Está com sono? – John pergunta abraçando a esposa que já estava deitada na cama.

— Ainda não. Acho que podemos namorar um pouquinho. Tirar o atraso. – olha sedutora pra ele. — O problema é que eu estou morrendo de frio. Parece que hoje teremos uma noite bem gelada no melhor estilo Nova York.

— Concordo plenamente. – beija ela. — Deixe comigo que esquentarei você.

Jane apaga o abajur deixando o quarto todo escuro, a não ser pelas luzes dos outros prédios que refletem na porta da varanda e atravessam a cortina do quarto, dando um toque delicado. Eles se aquecem embaixo do edredom e se abraçam, tocando e esfregando um corpo no outro, arrancando completamente as roupas. Ele toca nos seios dela e beija, sentindo seu corpo frio e quente ao mesmo tempo, passa a boca pelo nariz dela e sente a ponta bem fria por conta do frio, ele beija carinhosamente o local. Jane passa as mãos pela coxa do marido e vai subindo até chegar em sua barriga musculosa e cheirosa, passa o nariz pelo peitoral dele sentindo a maciez da pele bem cuidada. Eles se abraçam e se tocam, dando uns amassos embaixo do edredom, se beijam apaixonadamente alternando com beijos mais lentos e confortáveis, explorando a boca um do outro com suas línguas fazendo movimentos circulares, depois indo para cima e para baixo, uma dominando a outra como se fosse uma competição de quem explora mais. John encontra os olhos de Jane e dá um sorrisinho indicando que está pronto pra ação. Ela beija o canto da boca dele carinhosamente, percorrendo toda a mandíbula até chegar no pescoço, lá ela deposita um beijo ligeiramente molhado soprando em seguida o local, causando arrepios nele. Ele sente os beijos dela e alisa seu cabelo, permitindo que as mechas macias escorreguem por suas mãos. Ela deita em cima dele e introduz lentamente o membro dele nela, abre as pernas e apoia as duas embaixo do corpo dele e começa a se mexer lentamente, fazendo movimentos de vai e vem permitindo que o membro se encaixe perfeitamente nela. Ela apoia as mãos ao lado da cabeça dele e se movimenta, indo pra frente e pra trás e rebolando, deixando ele louco. O edredom se move a medida que Jane se movimenta em cima de John, esfregando seus seios no peitoral dele e sua barriga na dele. Ele passa as mãos pelas costas dela e vai descendo até chegar na bunda, dando um tapa sensual em seguida, estimulando ela a ir adiante. Ele leva as mãos até a nuca dela, aproximando seus rostos, levando em seguida seus lábios de encontro aos dela e assim eles se perdem um no outro.

[...]

TRÊS MESES DEPOIS

Eles haviam dormido bem tarde no dia anterior, pois participaram de uma missão e chegaram tarde. Jane, mesmo contra a vontade do marido, participou também só que dessa vez ela não entrou em ação totalmente, permaneceu em campo, mas ficou responsável pelos sistemas internos do local onde os criminosos estavam. Ela e John brigaram antes de irem pra missão pois ela queria participar da ação, e até mesmo a Jas e o Ed eram contra isso afinal ela já estava com quatro meses de gravidez e a barriga já era mais do que visível, além de que nesse estágio da gestação não era mais seguro para ela participar de operações perigosas como essa. Por isso John foi irredutível e disse que jamais concordaria com isso, e perguntou se ela estava ficando maluca de se colocar em perigo desse jeito, e ainda por cima colocar o bebê também. Ela acabou ficando ofendida e permaneceu chateada e emburrada o resto do dia, mas quando chegou na hora da missão acabou aceitando a ideia aos poucos. No fim da missão John foi surpreendido por um inimigo que estava escondido em um cômodo secreto do prédio e acabou levando um tiro de raspão no ombro, Jane ouviu através do rádio o barulho do tiro e o sussurro de surpresa do marido na hora e acabou ficando assustada e preocupada. Ela dizia no ouvido dele através do microfone que iria entrar pra ajudá-lo, e ele berrava com ela dizendo que não, mas no fim tudo deu certo pois ela o ajudou a encontrar o responsável pelo tiro através do sistema de câmeras do prédio que controlava dentro do carro estacionado atrás do local. John apagou o cara e depois voltou para o carro, concluindo a missão. O ombro dele sangrava um pouco e Jane pegou algumas coisas dentro da mala de primeiros socorros para tentar estancar o sangue até eles chegarem na sede, para que lá o médico fizesse os procedimentos adequados. John acabou levando apenas alguns pontos no local, pois no início da trajetória a bala acabou passando um pouco fundo demais na pele, mas no geral não foi nada demais e ele foi liberado em seguida. Chegaram em casa exaustos tarde da noite, tomaram um banho breve e se jogaram na cama, adormecendo instantaneamente.

No dia seguinte acordam por volta das 11h da manhã. Acordam animados e ansiosos, deixando para trás todo o estresse do dia anterior, afinal hoje Jane tinha um segundo ultrassom marcado com a sua obstetra e ginecologista para descobrir o sexo do bebê. Ela acordou morrendo de fome e John preparou um café digno de novela para ela: com panquecas, bacon, ovos, torrada, frutas, café e suco. Colocou tudo em uma bandeja e levou para ela na cama, e então tomaram café juntos enquanto conversavam sobre a ansiedade de descobrir o sexo do bebê. Depois se arrumam e partem para o consultório da médica no centro da cidade.

— Tem preferência, Jan? – John pergunta com um sorriso bobo nos lábios, enquanto dirige.

— Na verdade eu não sei dizer. – sorri. — Uma hora penso em um menino pois dizem que dá menos trabalho, mas aí penso em uma menininha fofinha e toda arrumadinha. Ou seja, fico na indecisão. E você?

— Estou igual a você... normalmente nós pais queremos meninos, para ensinarmos tudo que sabemos e etc, mas ao mesmo tempo imagino uma menininha igual a você, de vestidinho rosa, pedindo colo a mim e me chamando de papai com uma voz fofinha e melosa. – os olhos dele brilham.

— Owwww amor, que coisa mais linda. – beija a bochecha dele.

— Mas acho que nós somos mais o tipo de pais que não definem preferência quanto ao sexo do bebê, afinal o que será, será e o mais importante é que vamos amar ela ou ele muito. – aperta a coxa dela.

— Concordo plenamente papai.

Eles sorriem.

Após alguns minutos chegam na clínica. Jane estava vestida com uma calça jeans preta, uma blusa branca de alças com um blazer preto por cima e botas de cano baixo pretas. A barriga já estava bem visível e protuberante, bem redondinha. Algumas roupas dela já não entravam mais, e ela vivia reclamando e resmungando quando ia vestir, e John ria dizendo que isso era passageiro.

Eles chegam no consultório e logo são chamados, conversam um pouco com a médica antes, ela pede para Jane contar como anda se sentindo nas últimas semanas e se está tudo bem. Depois eles se dirigem a sala do ultrassom, a médica pede pra Jane deitar na maca e John a ajuda a desabotoar o blazer e em seguida levanta sua blusa, deixando a barriga saliente a mostra. Enquanto a médica prepara os aparelhos os dois se olham profundamente, trocando um sorriso sincero e apaixonado.

— Bem, vamos começar. – a médica anuncia.

Jane segura na mão do marido, e ele aperta protetoramente.

A médica coloca o gel na barriga de Jane e começa a passar o aparelho do ultrassom.

— Vamos lá...

Os dois observam a tela meio confusa da máquina, buscando qualquer vestígio da pequena criança que cresce ali dentro. A médica aumenta o volume e eles escutam um barulho alto e forte.

— O coração do bebê. Acho que ele ou ela está feliz de ver os pais. – a médica sorri.

John e Jane sorriem feito bobos, admirados, um segurando a mão do outro. Eles escutam aquele barulho e sentem uma sensação reconfortante, como se estivessem ouvindo suas músicas preferidas.

— Olha a cabecinha aqui. – a médica aponta na tela, e eles acompanham atenciosamente com um sorriso enorme nos lábios.

Ela continua mostrando as outras partes do corpo: braços, mãos, pescoço, pernas e pés.

— Então vamos ao sexo... – a médica vai passando o aparelho em cima da barriga, explorando os cantos, procurando uma imagem e uma posição boa do bebê. — Que sorte a nossa, a posição está ótima. – ela para um momento, achando a imagem ideal, mantém o aparelho naquela mesma posição e aponta pra tela. – Aqui está... querem saber? – encara os dois fazendo suspense, eles encaram a tela sem conseguir desviar os olhos, com as bocas abertas como se estivesse parados no tempo.

— Sim... – Jane sussurra.

— Então, parabéns papais, é uma menina!

Ela aponta para a pequena abertura entre as pernas da bebê, e em seguida aperta um botão captando as fotos. John e Jane se olham e sorriem emocionados, John aperta a mão da esposa e observa ela encarar a tela admirada, e de repente duas lágrimas surgem no olho dela, escorrendo delicadamente pelo seu rosto. Seus olhos se enchem de água com a cena, ele sente uma emoção muito grande por tudo que está acontecendo, se aproxima da esposa e beija sua testa carinhosamente, ela retribui dando um beijo leve, mas apaixonado em seus lábios.

— Uma menina! Vamos ser pais de uma menina! – John anuncia vitorioso.

— Pois é meu amor, vai ter que cuidar de duas garotas agora. É melhor você se cuidar.

Eles riem.

— Jane, já vi que esse pai aí é bem babão. Ela vai fazer gato e sapato dele.

— Igual a mãe. – John retruca brincalhão e Jane sorri.

— Já decidiram possíveis nomes? – a médica pergunta.

— Ainda não, mas a partir de hoje vamos começar a busca. – Jane encara o marido e ele assente com a cabeça.

A médica então passa mais uma vez o aparelho pela barriga da Jane dando uma última olhada, e fala pra eles que a bebê está saudável, no peso adequado e que provavelmente ela vai ser bem alta pois já estava com mais centímetros do que o esperado para quatro meses de gestação.

— Vai ser um mulherão. – a doutora sorri. — Igual a mamãe dela.

— Com certeza. – Jane concorda.

— Vou ficar de cabelo em pé. – John brinca.

A médica finaliza o exame e John ajuda Jane a se limpar, passando delicadamente uma toalha pela barriga para limpar o gel. Depois eles voltam para o consultório da médica e conversam um pouco sobre o processo dos próximos meses, a médica passa algumas recomendações inclusive que Jane passe a ter mais cuidado agora, já que se aproxima cada vez mais do fim da gestação. Passa outros remédios e eles marcam uma outra consulta para daqui a mais ou menos um mês, para então acertar detalhes e preferências do parto e ver como andam as coisas. A médica então entrega a fita e as imagens do ultrassom para eles guardarem de recordação e mostrarem para a família, então eles se despedem e seguem de volta para casa emocionados e radiantes.

— Amor, na verdade, que tal passarmos no shopping para olharmos algumas coisas para o quarto da nossa filha, em? – sorri. — Não é para comprarmos nada agora, mas só pra olhar e ter um gostinho mesmo.

— Vamos sim! – sorri. — Quem diria, Jane Smith toda sensível, e mãezona. – beija a pontinha do nariz dela.

— Digamos que são os hormônios da gravidez. Mas te digo logo: nada de entupir a menina só de coisas rosas! Ela é uma criança, não uma cópia da barbie.

— Claro, ela será mais perfeita que a barbie. – sorri. — Pra começar será morena linda igual a você, só isso já conta muitos pontos. Depois, se tiver meus olhos, vai ganhar o coração de todos. Mas não quero pensar nisso agora, não quero pensar nela namorando ou coisas desse tipo. – faz cara feia.

Jane gargalha alto.

— Ok, papai. Vamos logo procurar os móveis da nossa bebê super morena com os olhos irresistíveis do pai.

John sorri e beija calorosamente a esposa.

Notas finais
E ai, amores, gostaram? Espero que sim, beijinhos.