Smiths
3 Reunião
Notas iniciais
John foi o primeiro a acordar e quando viu que Jane ainda estava dormindo correu pra cozinha pra fazer o café, já que a esposa não tinha dom nenhum pra cozinhar. Ele também não tinha, mas sabia se virar em algumas coisas melhor do que ela. Ele então fez panquecas, ovos e bacon e passou o café na máquina de expresso, depois colocou os pratos e talheres no balcão tentando ao máximo ser organizado como Jane gostava.
— Deu formiga na cama? – Jane com voz sonolenta entra na cozinha.
— Acho que sim. – eles se abraçam e trocam um beijo rápido mas carinhoso. — Bom dia, minha linda. Dormiu bem?
— Bom dia, lindão. Sim, dormi... Puts, eu estava fodida de sono e cansaço. E você? – eles se sentam no balcão.
— Estava mesmo. Dormi bem também. – ele dá um sorriso carinhoso. — Bacon, panquecas e ovos? Café ou suco?
— Sim. Café, por favor. – John serve ela. — Me sinto uma inútil vendo essa mesa linda, tipo eu não sei nem fritar um ovo! Terrível. Cara, isso é tipo básico na cozinha... não é? – eles riem e ele balança a cabeça confirmando.
— Vamos dizer que sim, mas não se preocupe afinal a Jayme sempre cuida das nossas refeições... e sábado e domingo eu tento me virar e a gente pelo menos não morre de fome.
— Uhum eu sei, ainda bem. Mas você sabe, cozinhar não é uma habilidade e um talento que eu tenho... acho que nunca vou ter.
— Concordo, mas em compensação são muitas as outras habilidades e talentos que você tem e domina. Então, a gente te dá um desconto.
— Tipo? – ela olha pra ele com a sobrancelha levantada.
— Você sabe... – de repente o celular dele toca e ele revira os olhos ficando irritado. — “John, precisamos de você e da Jane as 9h aqui na sede. Não se atrasem.” – ele lê a mensagem pra Jane, depois joga o celular na bancada. — Não acredito nisso, e onde fica nosso dia de folga? Dá vontade de não ir pra vê o que rola. – retruca birrento.
— John... – ela diz pacientemente — provavelmente deve ser alguma reunião, talvez a respeito do caso que o Ed entregou pra gente ontem, não acredito que seja missão de última hora... até porque as missões estão suspensas esses três dias como você sabe. – ela faz carinho na orelha dele. — Relaxe, amor. Nós vamos rapidinho e depois decidimos o que fazer pra aproveitar nosso dia de folga, beleza?
— Está bem. Mesmo assim fico puto com essa invasão.
— Qual dos dois que mandou a mensagem? – ela desconversa.
— Pelo tom autoritário acho que foi o “pai”.
Como já eram 8h os dois terminam de tomar café e se arrumam bem rápido e descem pra garagem pra pegar o carro.
— Vamos no Jeep, preciso colocar gasolina. – Jane aperta o alarme e o Jeep preto dela destranca.
— Quer que eu dirija? – ele pergunta já sabendo a resposta, mas faz de propósito pra perturbar a esposa.
— O carro é meu, logo quem dirige sou eu.
— Nossa amor, você é tão sensível com as palavras. – diz sarcástico, mas sorrindo. Ela sorri também.
Por conta do horário eles decidem colocar a gasolina depois, então seguem direto pra sede da Swapte. Depois de 15 minutos chegam e sobem direto para o último andar. Na entrada realizam todos os processos de identificação e checagem.
— Bom dia John, bom dia Jane. – é uma das “garotas” que sempre ficam na entrada para receber quem chega. — Estão esperando vocês na sala de reunião 2.
Eles se dirigem a sala de reunião indicada que normalmente é usada para programar as missões e definir os objetivos, pois possui muitas telas e projetores para demonstração dos mapas e alvos.
— Bom dia. – os dois falam juntos entrando na sala e atraindo os olhares do pessoal.
Ali estavam alguns outros agentes, três pessoas da equipe tática de armas e explosivos, duas pessoas da comunicação principal e uma pessoa da inteligência interna. Além de Thomas que era um agente novato, mas especializado em casos com grandes quadrilhas, Jas e Ed que eram agentes também mas costumavam agir mais de dentro da sede controlando as missões. Jane se senta do lado da Jas e John do lado do Thomas, e a reunião se inicia com os protocolos iniciais e a demonstração do caso nos projetores.
— Então, de forma simplificada John, Jane e Thomas estarão nessa missão. Acredito que vocês devem ter recebido o dossiê... – Jas olha direto para o Ed e ele confirma. — Então, as informações principais estão lá, mas pra reforçar vou repetir: O Alvo é Javier Delgado. Máfia de drogas e venda ilegal de armas pesadas do exército e da marinha americana. Criminoso altamente procurado, altamente protegido pelos seus capangas e associados e com instalações quase que militares para proteção do negócio. Basicamente é mais venda ilegal de armas do que de drogas, porque as drogas são mais como um complemento que aquecem as vendas e ajudam a faturar um pouco mais digamos. — Jas se levanta e vai até uma tela, aponta o controle remoto e começa a mudar as páginas. — Bem, agora vamos a parte importante: imagem do alvo e descrição do plano de ataque e os mapas. Vou mostrar aqui na tela, mas pra facilitar já enviei para os drives internos de vocês. – Jane abre os documentos no MacBook, John no iPad e Thomas prefere anotar em um caderno e prestar atenção na tela.
— Vamos ao plano e ao local de ataque: o Javier está com viagem marcada para cá mas não sabíamos ainda quando, então ontem de madrugada nossa equipe interna de inteligência descobriu que será no dia 10, ou seja daqui a uma semana. – era Bruce, o chefe da inteligência interna, que explicava agora ao lado de Jas. — Descobrimos também que ele vem no jatinho de um dos clientes empresários dele e fará o pouso em uma base área desativada a 20 minutos daqui do centro... precisamente em uma área afastada e deserta. – Jas muda a página e um mapa da área surge na tela. — Deverá pousar no início da noite a partir de 18h, então estejam preparados para uma possível operação noturna se o jato atrasar ou coisas desse tipo.
— Beleza. Agora vamos ao plano. – Jas assume novamente, voltando a sentar na mesa. — Segundo o que nós descobrimos o Javier não costuma viajar carregado de seguranças, a preocupação maior é com as instalações do negócio por isso a segurança é concentrada lá. Então, vocês terão mais espaço pra atacar sem possibilidades de erro e complicações. Vamos as posições de vocês: John será infiltrado na segurança do Javier, Thomas ficará no carro pra hora da fuga e manterá contato visual direto com o jato para informar a Jane e John o andamento mais detalhado do desembarque do alvo e Jane será responsável por atirar no alvo. – Jas olha pra amiga confiante e Jane confirma com a cabeça confiante também. — Você Jane ficará dentro do galpão em posição estratégia pra atirar no alvo. Na hora da fuga vocês não serão percebidos pois o carro e o Thomas estarão escondidos, Jane dentro do galpão estará protegida e na hora de fugir sairá por trás e John como estará infiltrado na segurança não correrá riscos e poderá na hora da confusão sair rapidamente sem chamar atenção. Vocês seguirão com o carro na direção oposta da entrada principal para outra estrada e não serão vistos. Bem, é isso. – Jas finaliza encarando a todos.
— Ok. Perfeito. – Jane digita algo no MacBook. — Como possivelmente entraremos em ação a noite, precisaremos de visão noturna e acendedores para possíveis complicações. – ela fala para o pessoal da equipe tática.
— Certo Jane. E aproveitando vocês levarão explosivos, granadas e sprays de gases tóxicos por precaução fora as armas de longo alcance que ficarão com o John e o Thomas e a metralhadora com mira duas vezes aumentada com visão noturna para a Jane disparar o tiro principal. Fora os coletes, armas e aparelho de choque.
— E o pessoal da comunicação principal? – John pergunta. — Algo especial em mente já que a área é distante e abandonada e poderemos enfrentar possíveis interferências e perda de sinal, tanto da nossa comunicação com vocês como entre nós três?
— Sim, John. Nós intensificamos o sinal dos aparelhos principais e vocês levarão aparelhos secundários para a comunicação principal. Podem ficar tranquilos que funcionarão perfeitamente. – todos confirmam com a cabeça.
A reunião termina e a maioria das pessoas saem da sala apressados para irem embora.
— Ei Jane, estou muito animado de trabalhar com você. Primeira vez né, já ouvi falar muito de você em ação. – Thomas fala enquanto Jane arruma as coisas. — E com você também John, estou muito animado. – os dois se encaram e John balança a cabeça indiferente.
— Se correr tudo bem, vou ficar animada também. – Jane sorri amistosa para Thomas, guardando o MacBook na pasta. Ele retribui o sorriso e se levanta.
— Tchau pra vocês. Até breve. – Thomas saí pela porta.
— Vamos Jan? – John está parado perto da porta, olhando a esposa de cima abaixo parando o olhar na bunda dela. Ela olha pra ele e encontra o olhar dele percebendo pra onde ele tá olhando.
— John, porque está olhando pra minha bunda? – ela ri e coloca as mãos na mesa se apoiando, continuando na mesma posição.
— Sei lá. Não é pra olhar não? – ele dá um sorriso safado. — Ela estava apontando pra mim, daí eu olhei pra ela e ela olhou pra mim e rolou o clima. – Jane dá uma gargalhada pegando a bolsa e a pasta e passa pelo marido para sair da sala.
— Você nem é besta né. – ele dá um tapa na bunda dela fazendo ela dá um salto pra frente. — John!
— Cala boca. Vamos logo. – diz autoritário, mas brincalhão. Ela fica sorrindo satisfeita.
— Calma. Vou passar no meu escritório pra pegar meu iPad. Um minutinho.
— Quer ir almoçar fora? – ele segue ela até o escritório.
— Claro, já estou morrendo de fome. Algum lugar em mente? – eles entram no escritório dela.
— Que tal no Bouley?
— Adoro. Pode ser. Vamos direto daqui?
— Sim. – ele olha o relógio. — Essa reunião demorou horas, já são 11:45. Não tem porque a gente ir pra casa pra depois ir pra lá.
— É, mas então eu terei que trocar de roupa aqui mesmo afinal eu não saí vestida para um almoço em um restaurante bacana. – ela procura o iPad dentro das gavetas. — Estou de calça jeans e sapatilha.
— Pra mim você tá no ponto. – ela ri. — E você tem roupa aqui? – ele passa os olhos pelo escritório.
— Tenho, por sorte sempre deixo uns vestidos e roupas mais simples para o caso de precisar sair da missão e voltar pra cá. – ela encontra o iPad e guarda na pasta. — Ninguém merece voltar de uma missão e continuar fedendo a tiro e sangue.
— Mulheres.
John senta no sofá e mexe no celular enquanto a esposa pega em uma gaveta um vestido azul justo social pra usar. Ela tira a sapatilha, a calça e a blusa ficando só com uma lingerie preta. John desvia os olhos do celular e fica admirando a cena. De repente ele lembra da porta e dá um salto.
— Jane! A porta estava destrancada. – ele tranca a porta. — Imagina, alguém entra e você está assim peladona. Vão ficar espantados. – ele olha avidamente para o corpo dela.
— Não estou pelada. – ela saí andando pelo escritório só de lingerie procurando o Louboutin que sempre deixa embaixo da mesa. — E outra, a única pessoa que entra aqui sem bater é a Jas, então não teria problemas.
— Não teria problema? Quem disse?
— Amor, ela já me viu pelada várias vezes.
— É? Com que permissão? Não sabia disso não. – ele cruza os braços, se divertindo.
— Tipo assim, eu conheço ela a mais tempo do que conheço você.
— E?
— E o que John? Senta lá vai. – ela brinca.
— Então, na verdade a única pessoa que vai sentar agora aqui é você. E em mim. – ele sussurra sedutoramente, com os olhos escurecendo de desejo.
John se aproxima da esposa, que estava pegando o sapato embaixo da mesa, agarra a cintura dela e a puxa em direção a mesa fazendo ela sentar na ponta, empurrando algumas coisas que estavam em cima. Ela olha espantada pra ele, encarando a porta e voltando a olhar pra ele, ao mesmo tempo que fica excitada pelo perigo de estar apenas de lingerie dentro de uma empresa cheia de gente apesar de estar um pouco protegida dentro da sala. E hoje parece não ter tanta gente aqui, ela pensa tentando clarear os pensamentos. Mas sim, ela não consegue evitar de ficar excitada com o perigo e se sente atraída pelo olhar avassalador de John que a come com os olhos. Ele está de frente pra esposa e suas mãos sobem pela coxa nua dela fazendo ela se arrepiar toda. Ela encara ele sedutora esperando o próximo passo dele, totalmente entregue e não consegue ter reação pois o desejo vai tomando conta dela. Ele segura a cabeça dela com uma das mãos e aproxima do rosto dele.
— Você quer aqui, amor? – ela diz bem baixinho, ofegante.
— Quero. – e seus lábios agarram a boca dela, sem pestanejar.
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