Smile

15 Happiness.


Notas iniciais
Eu simplesmente esqueci de atualizar a fanfic na Sexta-Feira. Essas provas tão me deixando louca.

Os pequenos pés livres, apenas tocando o chão frio. Mesmo sabendo da chance de um resfriado.

Lucy não se importou realmente com isso, sabia que não ficaria resfriada apenas por causa do chão frio.

Almoçou com calma, e sozinha, já que os pais estavam provavelmente organizando coisas sobre seu casamento.

Ela olhou para o lado, lembrando-se sobre o que Meguri tinha dito sobre noites núpcias.

Ele não faria nada que ela não quisesse.

Mas... Tinha a beijado várias vezes no dia anterior. Bem, não é como se estivesse perdendo a confiança nele com estes pequenos atos.

Eram... Apenas detalhes.

Sem importância alguma, certo?

Era como um aperto de mão, ou abraço, era só lábios se tocando, não?

Sem sentimentos, Lucy acreditava. Não é como se ele sentisse algo por si.

Partes do corpo se tocando como qualquer outra.

Sentiu um leve arrepiou em suas costas com esse pensamento.

Levantou-se da mesa, já tinha terminado de almoçar a alguns minutos, então, dirigiu-se até seu quarto novamente.

Suas aulas do dia tinham sido canceladas por causa de seu casamento, então, se sentia, no mínimo, entediada.

Não sabia o que poderia fazer até a noite, onde precisaria dormir cedo para ser acordar cedo.

Talvez uma caminhada pelo castelo todo?

Conversar com sua mãe não daria. Ela estava ocupada e não a vira desde manhã.

Olhou para os corredores. Já que iria embora do castelo... por que não fazer um Tour?

Ela era a Princesa, e tinha tempo, afinal.

Saiu de seu quarto e continuou caminhando pelo corredor, entrando em cada porta que achava, mesmo que a maioria fosse quarto de hóspedes.

Ela fechava e seguia em frente.

Demorou horas nisso, já que o Castelo era enorme. Deixou o quarto de Sean por último.

Abriu a porta e entrou calmamente, avisando Sean.

Sentou-se na cama e prestou atenção em cada detalhe uma última vez.

O irmão tinha pintado as paredes com desenhos, ele adorava pintar.

Sua prateleira cheia de livros... Seu violino... Tudo que pertencia a ele, estava naquele quarto.

Olhou uma última vez e se levantou.

Estava atrasada para o jantar.

O último que teria antes de mudar, naquele castelo.

Andou descalça, até onde jantava todos os dias.

Seus pais não estavam lá.

Estranhou. Mesmo quando estavam ocupados com o reino, jantavam consigo.

Já era tão tarde assim?

Se sentiu um pouco chateada com isso, mas, mesmo assim, sentou-se a mesa em silêncio.

A comida não estava fria, mas não estava quente como o normal.

Continuava gostosa.

Não queria exatamente passar o jantar sozinha, mas... bem, não era ela quem decidia.

Estava cansada depois de tudo. Não fazia tanto esforço num só dia.

Eram só aulas e chá, e algumas obrigações que surgiam.

Então, tinha se tornado um pouco... sedentária?

E isso resultava nesse seu cansaço que deveria ser menos se praticasse um pouco mais de exercícios além da dança e esgrima.

Cutucou a comida com o garfo, sua fome parecia ter passado. Resmungou e se levantou, não iria conseguir comer.

Foi para o quarto e se esparramou na cama. Novamente, tinha comido mal.

E... Suas amarras com Meguri aconteceriam no dia seguinte.

Trocou o vestido por uma camisola e se deitou na cama, novamente.

Acordaria cedo no dia seguinte... E depois... Não conseguia imaginar como seria sua vida.

Olhou pela janela, apoiando os cotovelos no parapeito.

"Ei, irmão... Estou com saudades". – Sorriu um pouco. – "Mas... Sua irmãzinha continua crescendo... Ela vai se casar amanhã ".

Olhou para fora com o sorriso discreto nos lábios.

"Boa noite, irmão".

Fechou as cortinas e voltou a se deitar na cama.

Acreditava que seu irmão agora era uma estrela... Porque ele era como elas. Brilhantes, admiradas e distantes.

Fechou os olhos, enquanto apenas conseguia pensar em coisas boas.

Adormeceu rápido.

Ela sentiu o toque calmo do irmão, em seus ombros. Mas era apenas mais um sonho.

De manhã, várias empregadas vieram até seu quarto, a fizeram tomar banho e a vestiram, prenderam seu cabelo e arrumaram.

Lucy já esperava algo do tipo. A preparação da noiva começaria cedo, afinal. Mas, ela já sentia nervosa.

Ficou um pouco grata que a empregada a qual arrumou seu cabelo, colocou a rosa branca.

A maquiaram e pediram para colocar os sapatos.

Aquilo demorou horas.

Meguri também foi acordado cedo, mas bem, ele não usava maquiagem e nem sapatos de salto.

Foi levado ao reino de Lucy pouco tempo depois.

Achava meio desnecessário ir até e ter de voltar.

Não a veria até o casamento, afinal. Mas tinha certeza de que ela estaria ainda mais linda.

Olhou pela janela da carruagem de dois cavalos, suspirando de forma cansada.

Ainda bem que o Reino de Lucy fazia fronteira com o seu.

A viagem não seria longa.

Bem, ele até gostava de andar de carruagem. A paisagem era bonita e a carruagem em si era confortável.

— Está nervoso, Querido? – Miyuki colocou as mãos nos ombros do filho.

Kazumi, pai de Meguri, o silencioso Rei, sorriu um pouco.

— Está realmente apaixonado, não é?

Meguri se perguntou como o pai percebeu.

— Bem, sim...

— Isso é muito bom, Meguri. – Manteve-se sorridente. – Está se casando com alguém que realmente ama.

Kazumi tinha os olhos iguais aos de Meguri, mas, seus cabelo eram ruivos, diferentes dos do filho.

Meguri sorriu de forma incerta.

— Nem tanto. Lucy não gosta de mim do jeito que gosto dela.

Kazumi suspirou e colocou as mãos no banco.

— Ah... Isso é uma pena. Mas, eventualmente, pode acontecer, não acha? Ela é muito silenciosa com o que sente.

— Eu espero que sim. – Meguri suspirou.

Miyuki ficou em silêncio enquanto o marido falava, mas estava sorrindo para Meguri.

— ... Eu só... Quero fazer ela feliz. – Murmurou, e desviou o olhar para a janela.

Colocou a mão no ombro do filho e sorriu.

— É ótimo ouvir isso, querido. – Manteve o sorriso. – Porque sua felicidade também é muito importante para nós.

— Eu vou estar feliz. Eu estou feliz. E se deixar a Lucy feliz, estarei mais ainda. O sorriso dela é lindo.

— Belas palavras, Meguri. – Kazumi olhou para a janela também. – Ela ficará contente se disser isso a ela, algum dia.

Meguri sorriu e se calou.

Agora era só esperar para chegar ao reino.

Encostou a cabeça no banco e acabou cochilando.

Acordou quando sua mãe estava balançando seus ombros devagar e chamando seu nome.

— Ah... – Abriu os olhos e bocejou. – Oi.

— Dormiu bem? – Estava arrumando os cabelos do filho. – Preguiçoso.

E riu baixinho.

— Sim, dormi sim. Já chegamos? – Coçou os olhos, a voz mole por acordar do recente cochilo.

— Por isso acordei você. Temos que ir para a igreja logo, me avisaram que Lucy está quase pronta.

— Entendo... – Arrumou as mangas do terno. – Meu cabelo está bom? Minha cara está amassada?

Miyuki riu um pouco.

— Você está perfeito, querido.

Meguri sorriu, nervoso.

— Então vamos, não? Geralmente quem chega atrasada é a noiva.

— Sim, sim. – Miyuki desceu da carruagem, e Meguri fez isso também, logo em seguida.

Estava nervoso, essa era a verdade, suas mãos estavam tremendo, mas não podia deixar de sorrir, estava tão feliz.

Era seu casamento, afinal.