Smile

3 Arco 1: Aquele que se chama...


Notas iniciais
Hello people~ Pois bem, essa estará sendo minha ultima tentativa de postar em dia essa fanfic aqui... Infelizmente não estou tendo nem o minimo retorno que esperava ter... Tenho 11 acompanhamentos nessa fanfic 100 e poucas visualizações, mas nenhum comentário... E isso é meio desanimador... Por isso resolvi que se eu não me animar mais aqui o atraso dos capítulos irão acontecer, o que eu demoraria 1 semana para postar irei demorar 2, e assim vai... Bom, é isso, não estou obrigando ninguém a comentar, só quero que entendam que é meio desanimador não receber sequer um comentário....

A chuva ainda caia forte do lado de fora daquela casa afastada de todos. Gray observava pela janela as gotículas descendo do céu negro rapidamente para o chão. Estava agora sentado no sofá da sala bebericando o chocolate quente feito por Juvia enquanto a mesma fazia algo para jantarem.

– Mais essa chuva não passa. — Comentou Gray entrando na cozinha e depositando a xícara dentro da pia.

Juvia, no momento em que o moreno entrou, estava cortando alguns vegetais conforme cantarolava alguma música. Olhou para o jovem entrando na cozinha, mas não deixou de fazer sua tarefa.

– Juvia disse que todo dia chove. — Confirmou a azulada. — Em 19 anos Juvia nunca viu o brilho do sol… — Comentou com uma tristeza velada da voz.

– Mentira. — Contrariou Gray.

– Juvia não mente! — Exclamou a jovem apontando-lhe a faca fazendo o moreno recuar alguns passos.

Nesse pouco tempo de convívio entre eles, o Fullbuster percebeu que Juvia podia muito bem agir de forma impensada e instintiva. Talvez até acreditasse um pouco na azulada sobre a chuva ser culpa dela, mas ele não pensava ser diretamente. Provavelmente o tempo só agia conforme sua magia e seu estado de humor. Duvidava que Juvia, alguma vez na vida, tenha sido feliz realmente. Vivendo sozinha por tanto tempo, no meio de tanto preconceito, era normal se sentir deprimida. O tempo era o espelho do estado psíquico da jovem, assim como o reflexo na água servia de espelho para seu estado físico.

Juvia achava tudo aquilo muito estranho para si. Mal conhecia aquele homem, nem ao menos sabia seu nome, sua história, mas por algum motivo se sentia confortável ao seu lado. Em poucas horas, o moreno já era seu primeiro em muitas coisas como em ser gentil com ela, manter uma conversa, em ser o primeiro homem na vida dela, o primeiro ao jantar junto consigo. Juvia ficou com medo, nunca se sentiu assim e se de repente tudo mudasse? E se todo aquele clima confortante sumisse e o assustador aparecesse? E se ele se mostrasse ser outra pessoa? Tantos “se” que o temor invadiu seu coração.

– Já terminou? — Perguntou Gray assustando a mulher chuva.

– S-sim, desculpa Juvia estava distraída… Já ia te chamar. — Respondeu a azulada.

Gray arqueou a sobrancelha em sinal de dúvida, mas nada disse. Sentou-se na mesa e se serviu antes agradecendo pela comida. O jantar seguiu em silêncio, só o barulho das talheres com o prato era ouvido junto com a chuva lá fora.

– Deixa que eu lavo. — Avisou Gray assim que viu Juvia se levantar com o prato vazio em mãos.

– Pode deixar, Juvia lava. — Insistiu a mulher, mas o moreno não aceitou. Levantou-se de seu lugar e foi em direção a azulada pegando seu prato, antes de qualquer protesto, e levou a pia já começando a lavar.

– O que ta’ acontecendo? Do nada você com esse ar depressivo. — Sondou Gray desviando o olhar para a figura da mulher no meio da cozinha com a cabeça baixa.

Juvia continuou em sua mudez, mas só por um tempo, logo levantou o rosto e seus olhos estavam lacrimoso. Gray se assustou com as lágrimas, porque elas foram inesperadas. Suspirou nervosamente, odiava quando uma mulher chorava na sua frente. E mais uma vez naquela noite o Fullbuster foi até a jovem e a trouxe para seus braços. A azulada deixou suas lágrimas caírem com o movimento não esperado de Gray.

– Juvia está com medo, ninguém jamais foi tão gentil assim com Juvia. — Desabafou a jovem agarrando-se mais ao corpo masculino.

Silêncio.

– Sabe Juvia não estou te obrigando a confiar em mim tão já, pois irei conquistar sua confiança aos poucos. — Disse Gray se soltando do abraço para então levar suas mãos ao rosto da azulada segurando dos dois lados. Os olhos pretos fitando os azuis escuros. — Venha comigo para a Fairy Tail.

– Fairy Tail?

– Sim, é uma guilda de hunter da qual faço parte. — Explicou o moreno abraçando-a agora pelos ombros. O rosto feminino descansou no peito definido do outro. — O pessoal de lá são gente boa não irão te discriminar por usar magia.

– Parece bom. — Sussurrou Juvia com a voz abafada.

– É sim. — Falou Gray com um pequeno sorriso nos lábios.

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Já era de manhã e Juvia ainda estava em sua cama enrolada entre os cobertores e os bonecos Teru Teru Bozu. Olhou para a janela e viu o céu cinza de sempre com pequenas e finas gotículas d’água caindo dele. Espreguiçou-se e mirou a porta de seu quarto. Gray a tinha convidado para partir com ele, mas Juvia ainda estava insegura. Nunca tinha saido daquela casa, daquela vila, mesmo com todos os contras dali. Ela estaria se arriscando, afinal a azulada partiria para algum lugar que não conhecia com o primeiro homem que conheceu na vida. Suspirou. Será que realmente deveria ir?

Contudo o questionamento para essa decisão não veio, uma vez que leves batidas na porta a chamaram atenção. Silêncio. Logo mais batidas.

– Juvia? — Chamou a voz masculina.

– Sim? — Replicou a jovem sentando-se no colchão.

– Eu fiz o café da manhã, venha comer um pouco. — Avisou Gray do outro lado. Não demorou muito para Juvia ouvir os passos dele. Provavelmente estava voltando para a cozinha.

A azulada mais uma vez olhou para a janela. O tempo típico a esperava lá fora, infelizmente. Gray a tinha dito que precisava ir até a vila para comprar algumas coisas para a viagem, mas Juvia não queria sair de casa. Suspirou cansada. E novamente as dúvidas voltaram a sondar sua mente, entretanto logo tratou de afastar-las. O moreno tinha lhe dito que não a machucaria, e ela acreditava nele mesmo não o conhecendo a tanto tempo. Nesse momento Juvia reparou, ela ainda não sabia o nome dele.

A jovem mulher saiu de seu quarto e encontrou seu hóspede na sala com um sanduíche na boca. Ele, assim como na primeira vez que o vira, estava sem a camisa. Vestia somente a calça e suas botas, no pescoço tinha um pingente com um espada pendurada. O moreno era realmente um homem deslumbrante, toda aquela pose de menino mau e frio com certeza conquistaria várias mulheres desejosas. Pensar nisso vez Juvia sentir uma raiva quase incontrolável tomar conta de si, só não conseguiu porque aquele voz grave e rouco se fez presente.

– Juvia? — Chamou-a quando percebeu sua presença ali.

– S-sim? — Perguntou sendo despertada de seus devaneios. Mirou o moreno nos olhos e viu a confusão e a dúvida neles.

– Acho melhor irmos agora, parece que o tempo vai piorar se demorarmos demais. — Disse Gray desviando do olhar da outra.

Levantou-se e seguiu para a porta pegando um guarda chuva ali ao lado. Ia abrir a porta quando sentiu o toque suave de Juvia lhe tocar o braço. Voltou-se para ela e a azulada estava fitando o chão, ele não conseguia ver direito por causa do cabelo de Juvia, mas teve a impressão que a mesma estava corada.

– Antes de irmos, Juvia precisa saber. — Falou seriamente, mesmo que estivesse nervosa por dentro. Por algum motivo, saber o nome daquele homem a fazia agir com nervosismo.

– O-o que? — Perguntou Gray, a azulada vinha agindo de modo muito estranho ultimamente.

– Juvia quer saber o seu nome! — Declarou elevando o olhar até alcançar os olhos negros do outro.

Gray ficou aturdido com a declaração. Pensou por um momento, ele não tinha mesmo dito seu nome a ela ainda? Vasculhou sua memória em busca da resposta e ficou mais atordoado ao perceber que em instante algum tinha se apresentado.

– “Sério, como ela não me expulsou dessa casa ainda?”– Pensou o moreno perplexo com a atitude da mulher a sua frente e da sua própria também.

– Gray Fullbuster. — Apresentou-se ainda em estado de assombro. E por estar assim ele não conseguiu ver a alegria da azulada por saber seu nome.

Alguns minutos depois, os dois já estavam a caminho da vila. Dividiam o guarda chuva e andavam devagar. Não falaram nada durante a trajetória, estavam ambos presos em seus pensamentos. Gray ainda pensava no fato de não ter se apresentado antes, mas não demorou muito para o foco de seus pensamentos recaírem na azulada e onde ela ficaria quando chegassem em Magnólia. Já Juvia só tinha fantasias rondando sua mente sobre sua vida dali para frente ao lado de seu Gray–sama. Sim, a jovem inocente já declarava amor ao moreno do seu lado.

Não demoraram muito para chegar a vila. E ao ouvir o barulho de pessoas andando de um lado para o outro, conversando, as carroças sendo puxadas, tudo aquilo despertou Juvia de seus devaneios. Logo a insegurança veio, e as pernas deixaram de se mover.

– Que foi? — Perguntou Gray ao reparar que a outra tinha parado de andar.

– J-Juvia acha melhor esperar aqui. — Respondeu Juvia se encolhendo conforme falava. Ela sabia o que aconteceria consigo se entrasse naquela vila, e a jovem não queria causar problemas ao moreno só por ele estar andando ao seu lado.

– Tem certeza? — Confirmou Gray com receio de deixar-la ali sozinha, mas Juvia insistiu e ele se viu sem saída. — Volto logo. — Disse antes de adentrar a vila.

Juvia só via a silhueta de Gray se afastar ao poucos e sumir no meio das pessoas. Quando já não conseguia mais o ver, ela se encostou no muro de pedras que cercava a vila e ficou a esperar. Distraída com um graveto nas mãos, Juvia esperava Gray enquanto fazia desenhos aleatórios na terra lamacenta. Tanta era sua desatenção que a jovem não reparou quando sorrateiramente uma pessoa se aproximou dela. Só notou quando tal pessoa lhe tocou o ombro, causando um grande susto no azulada que recuou para lado.

– Ah, desculpa, desculpa. — Pedia o homem. — Não queria te assustar.

Depois da surpresa inicial, Juvia reparou mais no homem a sua frente. Ele tinha cabelos numa tonalidade nunca vista por ela, eles eram brancos. Seus olhos eram de um preto meio azulados, vestia somente um casaco branco por cima do corpo tão bem trabalhado quanto o de Gray, e uma calça da mesma cor com alguns detalhes em preto. Era um homem bonito com um sorriso charmoso no lábio, mas não chamara tanta sua atenção quanto o moreno tinha.

– Você está bem? — Perguntou os dos cabelos brancos meio receoso, já que a jovem havia ficado quieta e o observava.

– Ah, sim… Juvia está bem. — Respondeu a azulada se recuperando e levantando.

– Que bom. — E mais uma vez um sorriso apareceu nos lábios dele. — A propósito me chamo Lyon Vastia. — Apresentou-se elevando sua mão direita para um cumprimento.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e obrigada a aqueles que estão lendo~ Beijos.