Smell Of Rain
2 Capítulo 2
- Então... Christofer, não é? –Chel olhava pro chão, ela não queria encarar o garoto, por mais que aquilo soasse tolo, ela estava tímida.
- Isso... Você é a Chelsea se não me engano, neta do David, certo? –O garoto sorriu para a menina. Por mais que, só se conhecem a menos de dois dias, a menina achava encantador o sorriso do garoto.
- Certo. –Chel riu pelo nariz. Ambos pensavam em algum modo de puxar assunto, embora não viesse nenhum a mente dos dois. Christofer coçou a nuca e olhou de relance pra garota.
- Você já... Já saiu daqui? –Chris perguntou, Chel parou de andar sem entender. – Digo, já saiu da ilha, entende?
- Ah, sim, claro que já. Todo começo ou final de mês meu pai me leva até o centro da cidade. –Chelsea sorriu, lembrando-se de como foi sua ultima compra, o quanto foi divertida, embora seu lugar fosse apenas ali.
- E... Você nunca sentiu vontade de morar lá? –Chris despertava interesse sobre a vida da menina, e realmente, era interessante, não digo pra ela, mas pra ele, ôh, como era interessante.
- Eu já morei. – Chel riu. – Eu morei com meu pai até os dezesseis anos, mas depois vim morar aqui com meu avô... Diz se não é realmente um paraíso. – Chelsea abriu os braços e girou o corpo, fazendo o garoto rir um pouco, sorrindo logo em seguida.
- Realmente... –O menino abriu os braços também. – É um paraíso. –Imitou a voz da menina e girou também, tentando fazer igual Chel havia feito, fazendo com que ela caísse na gargalhada.
- Isso não se parece com minha voz. –Chelsea colocou as mãos na cintura, o encarando de modo estranho.
- Eu tentei, ué. –O menino deu de ombros, enquanto ria. Os dois se entreolharam e riram mais um pouco, continuando a andar. Chegaram até atrás da ‘cabana’ e, com ajuda de Chris, Chel pegou os barris de cerveja. Passou uma idéia mais simples e fácil por sua cabeça: poderia colocar os barris na areia e os deixar rolar com auxilio dela. Séria muito mais simples. A menina colocou os dois barris no chão e foi os empurrando com os pés, Chris achou aquilo engraçado e diferente, e então fez o mesmo.
- Isso é divertido. –Chel disse, rindo.
- E cansativo. – Christofer riu um pouco cansado.
- Não deixa de ser divertido. –A menina riu um pouco, também cansada de ter que empurrar os barris. – Mas, me conta sobre você.
- Sobre mim? – O menino apontou para si mesmo, Chel assentiu parando um dos barris e então, sentou-se sobre o mesmo, precisava descansar. – Bom, não tem o que falar de mim. Sou filho de um pescador que compra cervejas do seu avô e... Só. –Chel riu. – Não tem o que falar de mim. –Christofer coçou a nuca, mordendo o lábio inferior.
- Ah, deve ter mais alguma coisa. –Chelsea insistiu. – Nas ultimas duas vezes que eu te vi, antes da gente sabermos o nome um do outro –Riram- você sempre aparecia com uma cara de que não queria estar aqui. – Chelsea colocou o barriu de volta no chão e foi rolando o mesmo até seu avô e os pescadores que conversavam.
- É uma obrigação minha vir. –Chris sussurrou, mas Chelsea ouviu.
- Obrigação? –Chel olhou o garoto.
- Sim... Uma obrigação. Ou eu venho, ou fico sem fazer nada em casa. – O menino riu meio nervoso, ele estava mentindo, não iria contar que... Que... Bom, ele não iria contar a verdade, talvez ela achasse aquilo estranho demais... Embora fosse algo normal, para ela.
- Sei como é. –Chel riu.
- E o que você faz aqui o dia inteiro? –O menino perguntou.
- Eu... Bom, eu nado, me alimento, brinco com o Quasi, nado de novo, dessa vez com o Quasi, recolho as frutas, ajudo meu avô com as coisas, arruma o que tem que estar arrumado, digamos que eu tenho um trabalho diferente pra cada dia, mas tem sempre um lugar pra diversão. –A menina sorriu, fazendo com que Chris sorrisse também. Eles chegaram até os pescadores e David, colocaram os barris de cerveja em pé e deixaram que os quatro pescadores pegassem os barris. Em quanto isso, o ‘pai’ de Chris e seu ‘tio’, pegavam David pelas frutas, os peixes e as cervejas. Chris não se sentia bem perto de seu ‘pai’, e isso com toda certeza, Chelsea havia percebido. Se tem uma coisa que Chelsea era, era ser observadora, como aquela ali encontrava as coisas fáceis.
- Bom, é isso, obrigada David, até semana que vem. – O pai de Chris agradeceu David com um aperto de mão, seguido de um sorriso não muito sincero.
- Tchau, Chel. –Christofer acenou para a garota, enquanto andava até o barco ao lado de seu pai e seu tio.
- Até logo, Chris. –A menina sorriu ao ouvir o apelido dela ser dito pelo garoto, ela parecia uma boba. O garoto de fato era lindo, isso ela não poderia discordar... E tinha como não ficar boba? Qualquer menina ficaria...
Notas finais
X Jés
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