Smell Of Rain
11 Capítulo 11
– E-Eu... Não sei. –Chelsea murmurou, respondendo a pergunta de Hazel. As garotas se encontravam apavoradas.
– Não acha melhor irmos embora? –Haz se encolheu um pouco, estava com frio.
– Ta escuro e eu não trouxe nenhuma lanterna. –Luke colocou as mãos no bolso.
– Chris... –Chel olhou o menino, esperando sair de sua boca um “haha, eu trouxe lanterna, seus bocós”, ok, talvez não exatamente assim, mas algo como.
– Bom... Sim, eu trouxe, se é o que vocês queriam ouvir. –Chris soltou, recebendo suspiros de todos ali. – O problema é que: eu esqueci de trocar as pilhas, elas estão fracas, não agüentam dez minutos. –O sorriso que tinham na cara, foi se desmanchando aos poucos. Hazel, como sempre, se desesperou.
– Ai meu Deus, a gente não pode ficar aqui com essa... coisa que grita like a cantor de metal ou algo assim.
– Acho melhor a gente dormir, a gente volta amanhã mesmo... É a única coisa que podemos fazer, de qualquer jeito. –Chris levantou, limpando as calças.
– Nós não podemos ficar! A gente não sabe o que tem lá! –Luke apontou para as árvores, Haz cruzou os braços, concordando com a cabeça.
– Sabe o que eu acho? –Chel levantou do tronco. – Que é melhor a gente ir dormir. Ta escuro, de noite, não tem lanterna, não tem nada que possamos fazer em relação ao que seja aquilo, de onde veio aquele grito, ou seja lá o que for que tenha ali. –Chel apontou pra trás, onde se encontrava as árvores. – Com certeza, depois disso, ninguém aqui vai dormir, bom, eu pelo menos não vou conseguir, e qualquer barulhinho a gente sai daqui. –Aquele grito foi algo estranho. Alto. Grave. Forte. Estranho. Todos ali, com certeza, estavam apavorados, mas não tinham outra escolha a não ser ficarem em suas cabanas até amanhecer e depois, irem embora. Todos ali tiveram que concordar com o que Chelsea disse, era a única escolha... A não ser que, um dos, queira sair por aí sem nenhuma luz e acabe encontrando o que não deve, acho que ninguém ali iria querer aquilo.
– Eu vou tentar esquecer isso, se conseguir. –Haz entrou na cabana, era obvio que não iria conseguir, aquilo estava na cara! Além de ninguém conseguir dormir, não iriam esquecer aquilo tão rápido como os mesmos, pensam que vão esquecer. Luke entrou na cabana e fechou a mesma, subindo o zíper. Hazel estava sentada no canto da cabana, com os joelhos colados ao corpo e suas mãos em volta dos mesmos. Sua cabeça estava apoiada nos joelhos e a menina observava tudo a sua volta, estava assustada. Como não estar?
Luke suspirou, por mais que quisesse negar, não gostava de ver a garota naquele estado, sentou-se ao lado dela.
– Não é nada, você vai ver. –Ele disse quase num sussurro. Haz sorriu e fechou os olhos forte, aquilo iria sair da cabeça dela. Enquanto isso...
– Chel... –Chris engoliu um seco, virando a barriga pra cima, encarando o teto de pano da cabana, ele tinha uma das mãos sobre a barriga e olhava frenético para o local. Chelsea, que tinha as costas para Chris, virou-se, encarando o menino.
– O que foi? –Chel sussurrou, e sorriu. Chris virou o rosto, encarando Chel.
– O que você... O que você acha que foi aquilo? –Chris tinha um semblante amedrontado, estava pensando naquele grito ainda, era um tanto estranho, sempre acampava ali com Z e Haz e nada do tipo nunca aconteceu, poderia arriscar que aquela vez, era quase a décima vez que acampava ali.
Chelsea tomou a mesma posição que Chris, virando a barriga pra cima, encarando a cabana.
– E-Eu... Eu não sei... –Chel colocou as mãos no rosto, o cobrindo, dando um suspiro longo e pesado. – Foi assustador, Chris. –A menina tirou as mãos do rosto, olhando-o com medo.
– Eu sei... Já pensou em... Sei lá, algum... Ah, esquece, isso é tolo. –Chris riu, voltando a encarar o teto de pano da cabana.
– Diz. –Chel suplicou, virando o corpo e o olhando com a cabeça erguida, sobre sua mão estava apoiada. Chris olhou os olhos brilhantes da menina, que transmitiam um certo medo, certa insegurança. Christofer sorriu.
– E se for um... Espírito? –Chris soltou. Ele e Chel se olharam por segundos e depois caíram na gargalhada. – Espírito, de onde tirei isso? –O menino ainda ria.
– Não deve ser nada do tipo, talvez uma garota estivesse sendo morta por ali, eu não sei. –Chel riu.
– E o assassino vai vir atrás da gente, ho ho. –Chris murmurou, engrossando a voz um pouco mais, e riu depois. – Mas... O grito era muito forte demais, muito... Elevado, era mais do que um ser humano pudesse gritar, suponho eu.
– Era mesmo. –Chel deitou-se novamente, olhando para o mesmo local que Chris: o teto. – Sabe, eu... –A menina engoliu tudo que estava preso na garganta. Olhou o garoto. – Eu to com medo. –Sussurrou baixinho, Chris quase não ouviu. O garoto sorriu e virou seu corpo totalmente para o lado dela, segurando seu rosto com as mãos e beijando o topo de sua cabeça, depois a abraçando pela cintura. A menina tinha os braços encolhidos, seus braços estavam dobrados e seus cotovelos batiam contra o peitoral de Chris. Ela colocou a cabeça na curva de seu pescoço, inalando o cheiro doce de seu perfume. Ela fechou os olhos por impulso e sorriu por algum motivo não identificado.
– Não precisa ter medo, eu ‘to aqui com você. –Chris sussurrou, enquanto acariciava seu cabelo. E foi ali, nos braços de Chris, com o cheiro dele, junto á ele que Chelsea dormiu.
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O sol do lado de fora estava forte, radiante, brilhante, tudo o que o sol não deu de brilho no dia anterior, dava de calor no dia de hoje (n/a: ai q linda essa frase, amei), e os raios atravessavam o fino pano da cabana, batendo contra o rosto de Chel, que estava adormecida. Seus cabelos levemente bagunçados estavam espalhados pelo colchão, alguns fios sobre sua bochecha e alguns em sua testa e olhos. A menina estava ficando incomodada com o sol, e levou uma das mãos até o rosto, se virando contra o sol. Ela havia acordado, graças ao lindo do sol, aquele gato, mds no. Chel só queria dormir mais, estava cansada, por algum motivo estava. Era tão mais confortável ali. Mas, embora uma faladeira do lado de fora da cabana a perturbasse, a menina abriu os olhos, vendo o colchão azul-marinho que quase deixava Chel afundar nele de tão macio que era, a menina sorriu e bocejou. Espreguiçou-se e levantou.
Olhou em volta... Chris não estava ali. Ela estava sorrindo por algo, algo que não estava ali.
– Anda logo Chris, acorda ela, a gente tem que ir embora, você viu aquilo. –Era a voz de Luke, ele falava algo. Chel parou, fez uma careta e escutou mais da conversa.
– Eu sei, mas... Ah cara, ela ta dormindo... Ela ficava acordando a noite toda com os pesadelos, deixa ela dormir. –Chris reclamava.
– Olha, eu não sei você, mas... Eu to com um puta medo daquilo. Você viu o que eu vi, não sei como não sai correndo quando vi aquilo... E se fosse uma das meninas, huh? Se elas vissem aquilo?
– Elas não viram e não vamos comentar nada sobre isso, não quero assustar elas. –Chris murmurou. Chelsea no mesmo momento saiu da cabana e encarou Chris.
– Assustar quem? –A menina perguntou, ela tinha uma cara amassada de sono e os cabelos levemente bagunçados, e com isso, Chris sorriu, ela estava linda, linda assim, do jeito que acordou, ela era perfeita... “Até vestida de pastel ela ficaria bonita”, Chris pensou e depois balançou a cabeça, de onde ele tirou aquilo?
– Erm... Vou ali acordar a Cabelo-De-Algodão-Doce... –Luke entrou na cabana onde dormiu.
– Chris... –Chelsea olhava o menino com as mãos na cintura. – Não vai me dizer nada? – Christofer suspirou, segurou a mão da menina que, causou um certo desconforto em sua pele ao tocar na dele, era tão macia, tão... Delicada. Ele levou a menina até o tronco, segurou os ombros da menina fazendo-a sentar-se ali, o menino sentou também e segurou as mãos dela.
– E-Eu... Eu e Luke acordamos cedo, cedo até demais, digamos... E bom... A gente decidiu procurar por... O porquê daquele... –Chel interrompeu o menino.
– Foram ver o que tinha lá, não era? Foram ver de onde veio o grito e o que tinha lá, não foi? –Chel levantou, e colocou as mãos na cintura, parecia uma autoritária naquela posição. – Me diz! Me conta o que tinha lá, Chris, me conta!
Notas finais
X Jés
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