Small World

1 Capítulo 1


TEMPOS ATUAIS

Meu nome é Sophie Grégori Black, minha mãe se chama Emmie Grégori Black e meu pai é John Grégori Black. Meu pai morreu à 5 meses, ou melhor dizendo, ele foi assassinado, quando vinha para casa — depois do trabalho.

Tenho 16 anos e moro na cidade de Kingsbarg -uma cidade não muito conhecida ao norte dos Estados Unidos-, sou magra, alta -com 1,68 de altura-, meu cabelo é uma mistura de loiro com castanho escuro, meu cabelo é super liso e odeio isso pois não fica nenhum tipo de penteado. Eu prefiria ter os cabelos cacheados, com lindos cachos. Meus olhos são castanhos claro e meu lábios são considerávelmente sexy's

Era uma tarde chuvosa e eu estava em casa, mais especifícamente no sofá da sala de estar. Eu estava sozinha -já que minha mãe ficava a semana inteira fora de casa trabalhando, e só volta nos finais de semana.

Apesar do tempo, ainda estou de luto pelo meu pai, estou aprendendo a conviver.

Minha mãe diz que é paranóia minha mas, desde de que meu pai foi assassinado, sinto como se alguém me vigiasse, para todo lugar que eu ia.

De repente levo um susto, alguém bate na porta.

toc toc

Está uma chuva tremendamente forte e não consigo imaginar quem está na porta. Traquilamente vou atender -nem tão traquila, já que, moramos em uma casa antiga, fora das redondezas da cidade, minha casa fica há 3 quilômetros da cidade e a casa mais próxima fica à 1 quilômetro, esta casa é a única coisa que sobrou de lembrança concreta do meu pai. Muitas vezes me perco em meus pensamentos e acabo me perguntando de onde vem tanta neblina, as vezes até parece que toda neblina de Kingsbarg é sugada bem para o local onde minha casa fica. Minha casa apesar de velha, aos olhos de alguns é bonita, a tinta é um tipo de verde musgo, a porta é bege e a garagem cabe dois carros, as plantas são mortas e as árvores não tem folhas, por causa da neblina. Mas, apesar de tudo amo essa casa, me trás ótimas lembranças.

Antes de atender a porta, dou uma olhada no olho mágico, mas não tem ninguém.

–Quem é? -Pergunto, meio nervosa

Nenhuma resposta.

–Quem é que está ai? -Pergunto novamente, ainda mais nervosa.

Ninguém responde, então decido não atender. Quando estou voltando para o sofá, a campanhia toca:

Dim dom

Dou um pulo...

–Quem é? -Pergunto, praticamente tremendo- Falo logo quem é, isso não tem graça!

Novamente nenhuma resposta.

Acabo me irritando, então decido abrir a porta de uma vez, apesar do medo.

–BUU! -Diz uma pessoa que aparece na porta.

Caio de costa para o chão e, ao perceber que é, fico furiosa.

–Candice, sua tonta! Qual é o seu problema? — Digo enfurecida.

Candice não consegue me responder, estava praticamente vermelha, de tanto rir.

–Ai Candice! Você é muito besta -Digo, já me acalmando.

–HÁHÁHÁHÁHÁ -Ela tenta falar mas não consegue- Me-me desculpe -Ela começa a tomar sua cor normal- Nossa, Sophie. Você precisava ver sua cara! HáHáHá

–Terminou? — Pergunto, furiosa.

Ao perceber que fiquei muito brava, Candice para de rir.

–Terminei -Diz Candice, segurando a risada.

–O que veio fazer aqui Candice? -Pergunto

–Vim chamar você para ir fazer umas compras comigo -Diz ela toda animada- Vi um sutiã e uma blusinha e me apaixonei.

–Bem típico de você, né Candice? HáHá -Digo, zoando com ela.

–Fazer o que? É da minha natureza -Diz ela, com ironia,

–O.K só tenho que me trocar! Mas... Tá uma chuva de cair o céu, como vamos?

–Com o meu carro né Sophie -Diz ela, com irônia.

–Se conseguirmos chegar nele né Candice, com essa chuva -Retruco.

–É, mas vai se trocar logo, necessito daquele sutiã e blusa. HáHá -Diz ela, brincando.

–O.K O.K Já to indo. HáHá

Quando estavamos chegando, percebo que a chuva começa a diminuir.

Descemos do carro e estavamos indo direo para a Launey, uma loja de lingerie. Quando entramos, Candice foi direito para a área de calcinhas e sutiãs, fiquei olhando uns óculos no balcão da recepcionista, não podia gastar muito, já que tinha gastado quase minha mesada inteira, só tinha 20 dólares.

–SOPHIE! EI SOPHIE. VEM AQUI -Candice me chama.

Vou em sua direção e já começo a falar.

–Candice, precisava gritar? Todos olharam para mim como se eu tivesse algum problema -Digo

–Ah, ta bom! Mas olha esse sutiã que bonitov-Diz Candice

–Nossan é lindo! Mas olha esse preço Candice, é muito caro Candice.

–Nossa pois é. Nem tinha visto, mas... -Diz Candice, com uma cara que só eu conhecia

–Ah não, Candice. Isso não é certo

–Ah Sophie! Eles nem vão perceber, vai? -Candice faça, fazendo bico.

–Aiai Candice, você que sabe. Vou ali naquela loja de discos -Digo.

–O.K se me pegarem te ligo. HáHá — Diz Candice com sarcasmo.

Saio Rindo.

Ao entrar na loja de discos, percebo que não tem quase ninguém, só o recepcionista e mais algumas pessoas escutando e escolhendo músicas. Vou direto para a área onde fica os cd's de música pop.

–Olá, posso ajudar? -Pergunta um rapaz, claramente um atendente.

–Ah não, muito obrig... -Paro de falar quando vejo o rapaz. Era lindo, olhos azuis, cabelos pretos e um corpo perfeitamente escultural.

–Você ta bem? — Pergunta o rapaz

Ao perceber que fiquei encarando o menino todo esse tempo, fico super constrangida.

–Ah, claro -Digo, timidamente e me sentindo uma burra- Ah, desculpe... Eu tava dizendo que não, não quero sua ajudar, quer dizer, não preciso da sua ajuda. Não! Eu quis dizer que só estou dando uma olhada, não preciso de ajuda agora — Digo, me sentindo a pessoa mais burra do mundo.

O menino da um sorrisinho lindo e meio tímido e diz:

–Ah entendi -Ele diz cosando a cabeça timidamente- Que bom. HáHá

–Que bom? Por que? -Pergunto, era como se ele me achasse uma idiota, claro ele falou "que bom" por que eu sou uma tonta e ele não quer me atender- Ah, entendi.

–Não! Não é o que você ta pensando. É que... Eu não sou atendente... -Diz ele, parecendo constrangido.

–Não? Mas... — Digo, sem terminar a frase.

–HeHe. É que... Foi o jeito mais fácil que achei para vim falar com você.

Quando ele falou isso... Me senti a pessoa mais boba e sortuda do mundo. Foi Lindo!

–Ãn... Sério? -pergunto timidamente

–Sim. HeHe -Diz ele

Cai um silêncio profundo entre nós, como se os dois fossem muito tímidos para puxar assunto. Isso até ele quebrar o silêncio.

–Então... Como é o seu nome? -Pergunta ele

–Ãn... Sophie... Sophie Grégori Black... -Ai... Porque eu disse meu nome inteiro? Que coisa mais desnecessária. Ele deve achar que sou louca- E o seu?

–Tyler Joseph -Diz ele

–É lindo -Ao perceber o que acabo de dizer, começo a corar- Quer dizer, o seu nome é lindo... Não que você não seja, é que... Ai o que eu to fazendo?

–HáHáHá. Tudo Bem! Não precisa se preocupar, eu entendi. HáHá -Diz Tyler- Seu nome e você principalmente são lindos.

Quando ele diz isso, coro ainda mais. O que esse tal de Tyler quer? me deixa parecendo um pimentão, de tão vermelha?

–Vem cá, eu não te conheço de algum lugar? -Pergunto

–Acho que não. Hehe

Meu celular toca.

–Só um minuto — Digo para Tyler

–Que foi Candice? Te pegaram

–Não. Já comprei o sutiã faz tempo. HáHá. Só quero sua ajuda para escolher a cor da blusa, estou indecisa.

–Ta bom. Já vou. Mas onde você ta?

–Na Closes

–O.K daqui 2 minutos to ai

–Beleza, to esperando... Tchau

Viro para Tyler e digo:

–Vou ter que ir.

–Ah, mais já?

–Sim. Minha amiga quer ajuda para escolher a cor de uma blusa,

–Ah, ta bom. Toma — Diz ele, pegando minha mão e escrevendo algo- Tchau

Assim que ele me da tchau e começa a andar, fico só observando. Observando como ele anda, como seus musculos se movem, numa sincronia perfeita. Ele é tão lindo, sexy e sedutor... Assim que ele sai da loja dou uma olhada na minha mão. Demoro um pouco até perceber o que é mas, quando percebo, um sorriso brota na minha boca.Ele tinha escrito seu número do celular.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.