Small Lily?
5 Sl 5
Notas iniciais
Lily despertou feliz após sonhar que era uma princesa e brincava junto das outras tantas realezas conhecidas das histórias infantis. Ainda era muito cedo, já que o amanhecer acontecera há pouco, mas isso não impedia nossa pequena monitora de já estar acordada e agitada.
Correu para o banheiro e se trocou, colocando um vestido de princesa, próprio para o frio, e sapatilhas com laçinhos. Penteou o cabelo e colocou uma coroa com pedrinhas rosadas. Olhou-se no espelho e bateu palminhas, parecia realmente uma princesinha. Sim, nossa ruivinha já sabia arrumar-se, não se arrumava sozinha quando tinha outras pessoas para lhe ajudar por manha.
Saiu silenciosamente da torre da Grifinória, dando risinhos sapecas pela arte. Escondia-se atrás de algo, toda vez que escutava ruídos ou passos. Nem os quadros percebiam sua presença.
Alguns minutos depois, entrou em uma sala de porta branca com borboletas coloridas. A pequena estava encantada com o local. O salão era enorme, cheio de fru-frus rosa e lilás por todos os lados. Correu e jogou-se sobre um dos grandes pufes peludos e riu-se com a maciez.
– Puque ninguém me mostlo esse luga antes? — resmungou maravilhada. — Se tivesse blinquedos e alguém pla blinca selia ainda melho. — pensou em voz alta.
O motivo para ninguém nunca ter usado a sala ou levado-a lá é algo esperado pra um castelo como Hogwarts. Uma sala mágica que só aparece para almas infantis e puras. Fora criado pelos fundadores, na época em que a sobrinha de Gryffindor viera passar uma temporada na escola, mas a sala acabou por ser trancada por magia para que somente crianças ou pessoas de coração e alma pura pudesse entrar, somente pelo fato de a sobrinha do fundador ter sido morta por um aluno da Sonserina na época. Dizem que o fantasma da garotinha ainda ronda a sala, a procura de amigos para divertir-se, sem nunca os ter.
– Oh! Santo tio! — foi possível escutar-se uma voz melodiosa dizer ao longe.
– Quem está ai? — Lily questionou medrosa.
– Desculpe-me pela indelicadeza, sou Loly. — a fantasminha falou, aparecendo na frente da grifinória.
– Voxê é um fantasma? — os olhinhos da menina brilhavam maravilhados.
– Sou sim! Não sei como virei, lembro-me de estar brincando aqui antes de sentir uma dor e depois liberdade. — riu rodopiando no ar.
– Nossa... — a mini-monitora comentou perdida em pensamentos.
– Qual seu nome? — a fantasminha questiona sentando-se ao lado da ruivinha.
– Lily. — o sorriso, infantilmente feliz, logo fora correspondido.
Passaram boa parte da manhã brincando e conhecendo-se melhor. O incrível da sala, que divertia ambas, era o fato de que o brinquedo que desejassem aparecia. Pula-pula, escorregador, carrossel, bichinhos de pelúcia, piscina de bolinhas... Enjoavam-se tão rapidamente dos brinquedos querendo sempre algo novo, que perderam a conta de quantos brinquedos divertiram-nas no mesmo dia.
Pararam somente quando Evans começou a ficar com fome. Jogaram-se nos pufes, dominadas pelo cansaço. Loly era uma fantasminha diferente, podendo tocar em objetos materiais ou até em pessoas. O único problema era que nunca realmente ficava cansada, parava um pouco para respirar, mas logo a vontade de brincar voltava. Fome não sentia, assim como os fantasmas normais e sua magia era rodeada em base da sala. Não podia sair do local, era sua prisão. Tudo o que desejava aparecia, tudo que fosse material. Seu único desejo era ter com quem brincar, mas não podia fazer pessoas aparecerem ali.
– Lily! Cadê você? — despertaram-se dos pensamentos ao escutarem os gritos de procura, desesperados e preocupados.
– Você já tem que ir, não? — Loly questionou triste.
– Infelizmente, sim. Prometo voltar aqui amanhã. — sorriu e estendeu o dedo mindinho.
– Ok! Não vale voltar para trás! Promessa de mindinho é duradoura. — afirmou a fantasminha selando a promessa.
– Xau. — despediu-se acenando e saiu da sala. — Jay! Jay! — gritou correndo até o moreno e grudando em sua perna.
– Lily! Oh, Merlin! É você mesmo pequena. — suspirou aliviado pegando-a no colo. — Onde você estava? — franziu as sobrancelhas, curioso.
– Numa sala. Aquela ali olha. — apontou pra onde outra hora havia a porta. — Oche pla onde foi a porta? — fez uma careta confusa.
– Você descobriu uma nova sala. Uma Princesa Marota, olhe só. — riu jogando-a para o alto e pegando-a logo em seguida.
– Pala Jay. — falou corada.
– Vamos princesinha, mas antes... Expectro Patronum. – realizou o feitiço e mandou o cervo avisar a todos que a menina tinha sido achada.
– Que lindooo! Eu quelo um também! – exclamou batendo palminhas.
– Você poderá fazer um quando mais velha. — disse ando um sorriso doce pra menina.
– Eba! — gritou rindo.
O maroto sorriu e colocou-a no chão. Logo a menina saiu em disparada, com o moreno atrás da mesma. Chegaram ao salão rindo, o que atraiu a atenção de todos presentes.
"Ai, que fofos! Ela fica linda de princesinha." Pensaram as meninas do grupo de amigos dos mesmos.
– To motinha de fome! — a mini ruivinha informou a sentar-se na mesa da grifinória, junto de James.
– Fala como se não tivesse tomado café da manhã. — comentou Alice.
– Mas eu num tomei tia. — sorriu fofa, a menina.
– Como é que é mocinha? — Remus perguntou levantando uma sobrancelha.
– É que eu acodei, me alumei e fui blinca. Achei uma sala secleta e fiz uma amiga fantasma. Ela se chama Loly e ela soblinha do fundador da Glifinólia. – respondeu a ruivinha antes de morder sua carne.
– Você conheceu a sobrinha dele? Mas como...? Lily disse que poucos sabiam da existência dela e que fora feita uma sala pra que a garota brincasse, mas fora morta por um sonserino e que, depois disso, a sala fora lacrada magicamente. — Dorcas falou chocada.
– Que outla Lily é essa? E poque ela robou meu nome? — grunhiu enciumada.
– Ninguém, minha princesinha. — Pontas informou lhe dando um beijo na bochecha. — Agora que tal você comer tudinho pra poder ganhar sobremesa? — falou dando um sorrisinho charmoso.
– Sobremesa! — bateu palminhas rindo animada, depois atacou a comida que estava em seu prato.
Enquanto a menina comia, entretida em seus próprios pensamentos, os adolescentes conversavam aos sussurros curiosos, procurando saber mais alguma informação do assunto. Fora decidido então, que quando a monitora volta-se lá no dia seguinte, alguém iria com ela e que, após o almoço todos seguiriam para a biblioteca em busca de mais informações, nos seus horários vagos. Durante a manhã, somente James havia sido liberado das aulas pra procurar a garotinha. Mas quando deu o horário do almoço, todos os seus amigos vieram lhe ajudar também. As preocupações da manhã haviam feito com que nenhum deles conseguisse prestar atenção nas aulas.
A tarde passou-se tranquila, Lily acompanhou Pontas em todas as aulas do maroto, voltando a fazer suas anotações em meio a desenhos simbólicos. No final do dia teria treino de Quadribol e a menina brigou para poder ir. Ficou assustada durante todo o treino, como medo de que alguém caísse e se machucasse. Quando seu maroto desceu do ar, grudou no mesmo e não o soltou mais. Ouve alguns risinhos com esta atitude da menina, mas a pequena não ligou, seus medos eram maiores que qualquer outro pensamento.
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