Slytherin Princess
4 Capítulo IV - Late at night
Notas iniciais
Beatrice havia acordado cedo, como de costume. Mas dessa vez, ela acordou assustada por causa de um pesadelo. Nele, sua mãe estava em perigo e ela não podia fazer nada. Foi bem confuso, mas foi o suficiente para a garota pegar um pergaminho e escrever a primeira carta para sua mãe.
“ Querida mamãe,
A primeira coisa que queria te contar é que estou na Sonserina. Você nunca me contou em que casa você e o papai ficaram, então espero que não fiquem desapontados comigo. Não falei com muitas pessoas ainda, apenas com uma garota chama Pansy Parkinson e os amigos dela (todos da Sonserina). Ah, enquanto estava indo para Hogwarts, eu falei com Harry Potter, ele é bem legal, mas ele é da Grifinória.
Bom, eu prometi a você que só escreveria na minha primeira semana aqui, assim teria mais coisas para te contar. Mas hoje acordei com um pesadelo muito estranho e fiquei preocupada com você. Espero que esteja bem.
Acho que é só isso. Eu te amo.
Beatrice.”
A garota guardou a carta, iria perguntar para Pansy onde ficava o corujal depois.
— Ah, já está acordada. Ainda está cedo, temos tempo para tomar café da manhã, quer ir com a gente? – Pansy falou de repente, assustando Bea.
— Que susto, brotou do chão, é? – a garota disse com a mão no peito.
— Ih, ‘tô vendo que essa aí tem mau-humor matinal. – disse Astoria, rindo.
— Não é mau-humor, ok? Ela me assustou. – Bea defendeu-se.
— Ei, você ta segurando uma carta? – Pansy perguntou de repente de novo, tentando puxar a carta da mão da garota.
— Sim, é para minha mãe. – ela disse, desvencilhando-se das mãos da outra – Para, Parkinson!
— ‘Ta, ‘ta, parei. Vamos logo, a essa hora o Draquinho já acordou. – disse Pansy, saindo do quarto em seguida.
Beatrice estava tão distraída que nem viu que elas já estavam vestidas. Ela levantou e colocou a blusa social branca, o suéter com detalhes em verde e prata e a gravata com as mesmas cores. Colocou sua saia e uma sapatilha preta. Astoria também havia saído do quarto, e Bea aproveitou para ver como estava no espelho que tinha ao lado de sua cama. Sua saia estava nos joelhos, e a garota não gostava disso. Olhando para trás pra ter certeza que ninguém estava a olhando, subiu um pouco a saia, deixando um pouco mais curta. Sorriu com a imagem de suas pernas a vista e virou para pegar a capa que estava em cima da cama.
Quando saiu do quarto, viu Pansy, Blásio, Astoria e Draco sentados nos sofás que ficavam na frente da lareira. Quando ela pôs o pé para fora, todos viraram pra vê-la. Bea não se importou, mas pareceu que Pansy achou ofensivo o fato de Draco estar quase babando.
— Cahem. Vamos? – Disse uma Parkinson irritada.
— Vamos, estou com fome. – Bea disse sorrindo para Draco.
Eles saíram as masmorras e foram em direção do Grande Salão, onde muitos outros alunos também estavam tomando café da manhã.
Beatrice não soube dizer se estavam chamando atenção por serem da Sonserina, por ser raro ver cinco pessoas andando juntas ou se era por causa dela mesma. Achou melhor a primeira opção, mas tinha certeza que era a última.
Ao adentrarem as portas do Grande Salão, parece que todos pararam de comer para olhar o quinteto. Eles se sentaram na mesa da Sonserina e a maioria voltou a fazer seja lá o que estavam fazendo antes de ficarem olhando.
— Parece que as pessoas estão com os olhos grudados na gente... ou melhor, na Beatrice. – disse Blásio, com um sorriso maroto.
— Também, né. Com uma saia desse tamanho, até a Granger chamaria atenção. – disse Astoria – Não, esqueçam o que eu disse. – terminou ela com uma careta, fazendo-os rir.
— A Astoria tem razão. Sua saia está muito curta. – disse Parkinson, com um pingo de inveja na voz.
— Até parece que eu sou a única nessa escola que está com a saia assim. Eu vi umas garotas da Corvinal que estavam com a saia tão curta que parecia que elas estavam usando uma calcinha. – disse Bea, sussurrando, como se estivesse contando um segredo, fazendo-os rir de novo. – Você está com inveja, Parkinson.
— O-o quê? Inveja? Puff... Por que eu teria inveja de você? – Pansy disse, olhando para Beatrice com uma falsa imitação de nojo.
— Quer mesmo que eu fale? A gente pode estar no sétimo ano quando eu terminar. – disse a garota
– Vamos parar de falar, estou morrendo de fome. – Blásio falou esfregando as mãos e olhando com interesse para a mesa.
Pansy ficou de cara emburrada até terminarem de comer, mas Astoria, Blásio e principalmente Draco estavam impressionados com a ousadia da novata.
— Qual é a primeira aula? – perguntou Bea para Astoria, quando estavam andando em direção a sala da próxima aula.
— Poções com a Grifinória. – assim que respondeu, todos fizeram uma careta, menos Bea.
Chegaram a sala bem a tempo. Blásio sentou com Astoria, Pansy com um garoto bem gordo que Beatrice não conseguiu identificar e Draco se sentou com ela.
Professor Snape chegou fechando as janelas com a varinha e se posicionou na frente de sua escrivaninha, fitando os alunos com o seu olhar frio. Seus olhos demoraram um pouco em Beatrice, provavelmente deve estar se perguntando como nunca havia a visto.
— Abram na página 394. Sigam as instruções e façam a poção.
Draco era muito bom em Poções, para compensar Bea, que apesar de boa, era um pouco distraída.
Seguiram-se outras aulas, mas Beatrice estava muito alheia para prestar atenção. Havia esquecido de perguntar onde ficava o corujal.
Eles estavam fazendo a última refeição sem Pansy (estava na biblioteca estudando) e a garota lembrou de perguntar.
— Ei... alguém sabe onde fica o corujal? Tenho que mandar uma carta para minha mãe. – Bea perguntou.
— Acho que todos nós sabemos, mas eu estou muito cansada para ir te levar. Blásio? – disse Astoria, bocejando no final da frase.
— Hum... cansado também – fingiu um bocejo – Draco?
— Eu? Por que eu? – disse ele, com indignação.
— Porque eu e Blásio estamos cansados. Agora vamos dormir, sim? Boa noite, vocês dois. – Greengrass disse se levantando e puxando o garoto moreno da mesa.
— É... só não voltem muito tarde, ein? – disse o garoto levantando as sombrancelhas.
— Cala boca, Zabini. – disse Draco.
Os dois terminaram de comer e seguiram para o corujal em silêncio. No caminho de volta ás masmorras, escutaram barulhos de passos.
— Se esconde, acho que é o Filch. Deve ter passado da hora. – disse o loiro, puxando-a para trás de uma armadura.
— Passou da... – começou Bea, mas foi impedida de continuar pela mão do garoto em sua boca.
— Shhh... – disse ele olhando-a nos olhos.
Ficaram um tempo na mesma posição, causando desconforto á Beatrice.
— Esse Fil-sei-lá-o-que que você disse já deve ter ido embora... – a garota sussurrou.
— Quem está ai?
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