Slytherin Blood

17 Chapter Sixteen - Lembre-se: O que ouviu não sai daqui.


Notas iniciais
Oooie, quero agradecer a todos os reviews e como estou com um tempinho vou fazer um agradecimento especial tá? Algumas comentaram mais que outras,algumas estão sumidinhas, mas fiquei muito feliz com todas ^^ Para: Caty Pattinson, Valéria Sulato, Caroline, Clary Wayland Salvatore, Lady Paz, Tata Di Angelo, Lely Black Malfoy, Eryckah Salvatore, Silvy, Nana, Lady Dark, Alice Malfoy Salvatore Jackson, Bechelli, Kalie M, Mandinhah, Almofadinhas, Mireeb Alli, Bia 519, Any Cullen, Puca Sophia 1234567890, Evelin Silva, Nathalia Lopez Lobo, Agatha Ferreira, Izz Riddle, Almost An Asian Girl, Mary B, Sophia Salvatore Cullen, Mel e por fim, mas não menos importante, Uma Garota Qualquer. Dedicação especial a Caty Pattinson , Valéria Sulato, Nana, Tata Di Angelo, Caroline, Silvy, Alice Malfoy Salvatore e Clary Wayland Salvatore. #### Aaah, pessoas que acertaram quem é o visitante da Izzye: Alice, Agatha, Mary e Almost An Asian Girl ! ##### Boa leitura!

–Me dê o papel. — Estendi a mão e Jasper me entregou o bilhete.

Incinerei-o com um florear da varinha e com outro fiz a porta fechar.

–Sente-se.

–A cobra…

–Dusk. Seu nome é Dusk. — Falei e Dusk sibilou.

–Quem é ele sssenhora?

–Essspero que sseja um futuro aliado querido Dussk.

–O que fazzz aqui?

–Vou contar-lhe nosssso lado da hissstória.

–Entendo… Cuidado sssenhora.

–Sssempre tenho.

Dusk sibilou mais uma vez e se calou acomodando-se mais ao meu redor.

–Você… Você fala… Você é… ofidioglota?

–Sim. — Respondi lhe lançando um sorriso.

–Ele é seu?

–Sim. Meu doce Dusk.

Dusk sibilou.

–Ok, não tão doce assim. Dusk não é nem um pouco doce. — Sorri para Jasper que lançou um leve sorrisinho.

–Entendi.

–Bem, pergunte.

–Você não ensina nada construtivo de fato, quero dizer, nada realmente bruxo.

–Não são realmente bruxos. E diga Comandande Whitlock, você ensina seus inimigos a lutar? Lhes dá armas? Penso que não.

–Tem razão.

–Prossiga.

–Sua história não é a verdadeira.

–Não foi uma pergunta. Mas ainda assim, a história espalhada de fato não é a real.

–Quando descobriu sobre… Sobre você?

–Quando me abandonaram.

–Mas…

–Fui encontrada na mesma noite. Mas isso não vem ao caso agora.

–Certo.

Ele me encarou por alguns momentos.

–Conte-me então, como é a história do tal do Você-Sabe-Quem.

Eu ri.

–Acho tão rídiculo a maneira como são medrosos e não usam o nome! Bem, é melhor assim, nomes tem poder, e alguém como ele tem muito poder e se delicía com o medo alheio. Um pouco de medo é bom. Te deixa menos destemido, e você sabe, ser destemido demais, sempre te trás problemas! Por isso os Grifinos mais “corajosos” -fiz aspas — acabam se ferindo no caminho! Eles não tem a sabedoria suficiente de saber quando diminuir a velocidade, ao contrário dos Ravenclaw, e não tem a frieza necessária para calcular o próximo passo e retroceder se necessário que um Slytherin tem. Até os Huflepuff são mais prudentes. Todos os outros costumam pensar antes de agir, mas os Griffindor, aaah não, são tão corajosos que dão a cara a tapa sem analisar nada. Fazer o quê neh? -Terminei e Jasper me olhava fixamente.

–Bem, tenho de concordar com sua análise e então… Como é a história dele?

–Disseram o nome a você?

–O Potter disse. Ele diz... Voldemort.

Abri um sorriso.

–Quase tenho que parabenizá-lo por dizer o nome dele. Quase. Isso ainda lhe trará problemas. Enfim, Lord Voldemort, obviamente, frequentou Hogwarts. Seu nome era Tom Riddle. Ele foi o útlimo descentende direto de Salazar Slytherin, pois sua mãe era uma Gaunt. Bem, ele sempre foi mais esclúido dos outros, e isso o magoava, é óbvio, porém, ele usava sua mágoa a seu favor, e inteligente como era, tornou-se poderoso. Ele era ambicioso, é claro, e o poder, acreditava ele, era a única maneira de se manter acima daqueles que o humilhavam. Não gostava de nenhum Sangue Ruim, e tinha ódio do pai, então, passou a discriminar mestiços também, embora bem menos do que os nascidos trouxa. Ele tinha só alguns amigos, bem poucos, mas eram fiéis. Conheceu uma bela garota e se apaixonou por ela. Ela era amorosa e boa, e desenrijeceu seu coração. Ele desistiu de sua vingança e passou a ser uma pessoa melhor.

Olhei para Jasper que continuava absorto em minha narração.

–Deve lembrar-se de que houve uma época em que a Caça as Bruxas era intensa, certo? Como deve ter percebido, era verdade. Muitos trouxas morreram nas fogueiras, é fato, porque pensava que só porque alguém sabia sobre muitas ervas era bruxo. Mulheres feministas eram bruxas. -Ri baixinho — Muitos e muitos bruxos e bruxas morreram injustamente. Sim, alguns eram malignos, mas a maioria procurava levar uma vida oculta dos trouxas, sem ferí-los.

–Não havia esse mundo só de vocês?

–Não como é hoje. Havia lugares secretos, esconderijos onde se reuniam, pequenas vilas e lojinhas ocultas de artigos bruxos, mas nada que provesse uma segurança real. Então, com a Caça a nossa raça, foram obrigados a providenciar um mundo mais seguro. Deixaram que as lendas arrifecessem, que os trouxas tivessem maior domínio, esconderam seus dons, criaram fendas no que denominaram “Mundo Trouxa” e estabeleceram o “Mundo Bruxo” onde poderiam ficar seguros. Bruxos, magos e feiticeiros se juntaram — é daí que as pessoas acham que são todos a mesma coisa -ficaram esgotados para que pudessem criar e ocultar suas obras. De fato, hoje, a maioria dos bruxos e bruxas tem sangue de mago ou feiticeiro, ás vezes os dois e para efeito de classificação, todos são chamados bruxos. Enfim, isso não vem ao caso agora.

–Entendo. Continue, é realmente fascinante.

–Pelas aulas que assistiu deve saber, quatro bruxos muito poderosos criaram Hogwarts, a primeira escola de Magia e Bruxaria. Rowena preferia um tipo de alunos, Godric outro, e Salazar outros ainda. Só Helga aceitava todos sem discriminação apesar de ter um apreço especial pelos mais fiéis. Godric e Salazar tiveram atritos e daí vem a rivalidade entre as casas. Salazar, que realmente não ia com a cara de nascidos trouxa criou a Câmara Secreta que mais tarde Voldemort reabriu. Bem, você sabe qual é a história. A questão é, dos fundadores o único que realmente nunca perdoou os trouxas pela Caça, foi Salazar! Godric e Helga achavam que mereciam perdão e Rowena que os filhos destes não mereciam ser vistos pelos feitos dos pais. Salazar continuou firme de que eram culpados. E eram de fato.

–Certo. Contaram-me sobre a Câmara e que o Potter a fechou quando estava no… segundo ano?

–É, é. Deve ser. Tanto faz. O que as pessoas esquecem é que ele não teria conseguido sozinho e o crédito é sempre dele, maaaaas, continuando. Tom fazia parte do conselho no Ministério e foi contra as pazes com os Trouxas. Acabou discutindo e retirou-se do conselho, uma vez que pretendiam reatar as relações de maneira aberta com todos os Trouxas.

–Depois de toda a Caça?

–Sim. Mesmo depois da Caça. Queriam fazer as pazes! Conseguiram isso. Abriram nossas portas aos inimigos. Os que se opunham começaram a ser perseguidos e quando as brigas começaram uma linha clara foi sendo construída entre eles. Um belo dia os trouxas invadiram nossas casas novamente! Legal isso não? Eeentão, todos tiveram de unir-se para acabar com aquilo, mas foi percebido, que em muitos casos, como o de Tom por exemplo, havia bruxos junto com os trouxas. Eles se uniram para atacar os Bruxos que se opuseram a essa união. A mulher que ele amava foi morta no ataque. Eles tiveram uma filha, tudo tinha sido mantido em segredo, mas é claro que vazou. -Bufei- Havia uma profecia e tinham medo dela. Tom Riddle perdeu a esposa e a filha naquela noite. E foi naquela noite que tornou-se Lord Voldemort e criou os Comensais. Aquela noite foi responsável pela Guerra onde Potter foi atacado. Os pais dele estavam do lado de Dumbledore, e a mãe dele era Sangue Ruim. A perda da esposa o fez endurecer novamente. Não havia mais nada no coração dele além de ódio e sede de vingança. Decidiu nunca mais, nunca mais confiar nos outros Bruxos, conquistou o poder e arrumou seguidores que davam suas vidas em juramento. Estes passaram a ser temidos. A maioria deles vinha da Sonserina e por isso os Slytherin ficaram com fama de “os caras maus” e Dumbledore, o nobre Alvo Dumbledore, que queria a paz com todos, aah, Dumbledore, sim, o salvador de todo mundo, o Ícone, o Grifino e Bom Dumbledore… aaargh! – Fiz careta e com a varinha destrui uma caixinha de porcelana fazendo com que os brincos e aneis se espalhassem pelo chão do quarto. Jasper olhou, assustado por um momento e então arrumei a bagunça. — Reparo– Respirei fundo. — E então os bonzinhos da grifinória viraram heróis. Os sonserinos, os vilões.

Alguns minutos se passaram, Jasper estava em silêncio.

–Me diga Jasper, o que se faz quando te entregam um script?

–O leio.

–Quando estabelecem seu papel, o que faz?

–O cumpro.

–Exatamente. — Concluí.

Ele ficou pensativo.

–Isabella…

–Sim?

–O que aconteceu com a filha dele?

–Morreu.

–Tem certeza? -Ergueu a sobrancelha

–Quer a versão que os Círculo Íntimo sabe ou a versão que os bruxos da “Luz” sabem?-Ergui a sobrancelha.

–Primeira opção.

–Bem, ela foi levada para o Mundo Trouxa e seu lugar foi substituído. — Falei sem expressão e finalizei com um sorrisinho. — Sabia que continuaram alvejando o bebê mesmo depois de morto? -Perguntei com os olhos marejados. — Isso não é legal.

–Como é que… Como é que conseguem esquecer a Caça? Nunca esqueci a guerra em que me tornei o que sou hoje.

–Os Trouxas são vistos como vítimas quando quem sofreu perseguição foram os bruxos. Da mesma maneira que os humanos são as vítimas dos vampiros, mesmo que os vampiros tenham sido caçados. Tá legal, vocês sugam o nosso sangue mas… Como conseguem esquecer isso e viver em harmonia com eles? Ãn? Negando sua natureza e se alimentando de animais? — Jasper me olhou por instantes e baixo a cabeça.

–Você… Você tem razão.

–Sei que tenho. — Acariciei a cabeça de Dusk e estava imersa em pensamentos quando ouvi meu nome ser chamado.

–Izz! Izzye! Isabella! — Abri a porta com um aceno da varinha e vi o rosto afogueado de Draco. — Você está aqui. -Ele surpirou e veio até mim. — Perdeu o segundo tempo e vai perder o almoço se não for agora. — Então se virou e viu Jasper. — O que ele está fazendo aqui?

–Ouvindo histórias. — Falei e sorri para Drake.

–Pensei que tivesse piorado e…

–Estou bem. — Sorri mais uma vez e beijei-o. — Vamos, quero almoçar.

Jasper se levantou ainda pensativo.

–Lembre-se, o que ouviu não sai daqui. — Falei enquanto fechava a porta do quarto e seguíamos pelo corredor.

Ele assentiu e não nos seguiu quando chegamos ao Salão Comunal e nos encaminhamos para a passagem.

Notas finais
E aí, e aí? O que o Jazz vai fazer? Xoxo