Slytherin Blood

6 Chapter Five - Hogwarts


Notas iniciais
N/CS: Não vou poder postar quinta, então estou adiantando esse e vou enviar o próximo pra Evy postar quando ela puder...

Drake estava mais branco que cubinhos de açúcar e percebi sua mão tremer.

—Ah, Drake, relaxa. É só meu pai.

—Seu pai é o Lorde das Trevas. Isso te diz alguma coisa?

—Diz. — Meneei a cabeça e saquei a varinha. -Já volto. -Falei e piscando aparatei.

—Pai, pode me dizer o que significa isso? -Perguntei o pegando desprevinido por um momento, mas logo sua expressão se recompôs.

— O bilhete? Nada, só a constatação de um fato. Um rápido Legilimens e eu já sabia que o garoto ia ficar caidinho.

—Prefere que TALVEZ eu me envolva com Draco ou me envolva com qualquer outro bruxinho da ralé?

—Pensando assim...

—Pai...

—Acabei de recuperar você!

—E não vai me perder. Ok? Olha, vou voltar pra mansão dos Malfoy, amanhã irei pegar o trem para Hogwarts. Tenho tudo em mente, e sentirei sua falta. Por favor, não mande bilhetes ameaçadores a Draco, quer que meu protetor tenha um infarte por sentir-se sentenciado pelo Lorde das Trevas?

—Não... Mas seria engraçado.

—De fato. -Concordei sorrindo -Mas, por favor.

Ele meneou a cabeça.

—Tenha um bom período letivo.

—Obrigada papai. -Sorri e desaparatei para a mansão dos Malfoy após uma leve reverência.

—Oi. -Falei parando atrás de Draco e assustando-o.

—Oi.

—Está tudo de boa. Mas, agora devo me retirar, preciso lavar-me e em breve o jantar estará servido, não?

—Aham. Até depois.

—Até.

~~~~

Acordei com o sol batendo em minhas costas nuas e amaldiçoei por dentro quem quer que tivesse aberto a maldita cortina.

—Vá se ferrar e me deixa dormir. -Resmunguei e cobri a cabeça.

—Aaah, vamos Belsy! Vamos, levante-se! O café da manhã está pronto, e devemos sair logo que esteja pronta, caso contrário irão perder o Expresso!

—Ah Cisy, vaza.

—Menina! Ainda sou sua madrinha, anda vai, ou quer que te descubra?

—Não. Tá. Tô indo. -Esperei o som da porta se fechando e levantei.

Me lavei e troquei de roupa, e desci com Dusk enrolado em mim e meu malão levitando a meu lado.

Na sala de jantar havia um prato com o típico café da manhã inglês:Feijão, bacon, ovo frito, tomate grelhado, cogumelo, batata, salsicha e torrada. Comi pouco, deixando de lado os ovos, a salsicha e o bacon, que alegremente Draco não quis desperdiçar e dessa forma fez o “sacrifício” de comer. Homens.

Aparatamos em frente ao Caldeirão Furado, e tocando nas pedras, Lúcio abriu a passagem.

Pegamos um táxi que deixou-nos na King Cross.

—É emocionante estar aqui pela primeira vez. -Falei e Narcissa sorriu compreensiva, afagando meus cabelos.

Já na plataforma 9 ¾ Narcissa deu-me um beijo na bochecha e outro na testa de Draco. Lúcio deu aquele abraço masculino com tapinha — que ainda acho sem lógica — e afagou meus cabelos tal como Narcissa fez anteriormente.

Alguns observavam e revirei os olhos.

Entramos no trem e logo acomodamo-nos na cabine.

Draco saiu em busca de Zabini, Pansy, Crab e Goyle, já que a cabine que ocupamos não era a costumeira deles.

Sobressaltei-me quando abriram a porta de uma vez.

—Ops... Desculpa aê. -Era o tal Rony Weasley.

Ergui a sobrancelha quando ele afundou na cabine e chamou Potter e Hermione.

—E aí, beleza?

Ergui o olhar das unhas e dei um sorrisinho.

—Aham.

—Você é nova né?

—Sim.

—Veio de outra escola?

—Não. Estudava em casa.

—Aah. Tomara que você caia na Grifinória!

—Porque?

—Porque é a melhor de todas, e é a minha! E é lógico, ninguém quer cair na Sonserina, sabe, lá só tem caras idiotas e metidos que gostam do lado mal.

—Então, nós somos os idiotas? Quem é que se acha o bonzão porque é amigo do Potterzinho? -A voz de Draco ecoou.

—Ah Malfoy, vaza daqui, a cabine está ocupada.

—Não, Drake não vai vazar. Foi você quem entrou sem convite. -Retruquei com a voz cortante .

—Drake? -Ele olhou confuso. — Droga. Você é amiga do Malfoy? Ah cara! Eu que pensei que podia ser legal!

—O que está insinuando? -Perguntei com a voz cortante -Vaza daqui Weasley antes que eu te faça sair.

—Não tenho medo de meninas. -Encarei-o firmemente, fuzilando-o e peguei a varinha que estava em meu bolso.

—Não? Pois acho bom começar a ter, pelo menos, medo de mulheres, como eu. Sabe Wasley, você não quer ser meu inimigo.

Seu rosto ficou pálido, fixou seus olhos na varinha que eu girava entre os dedos, engoliu em seco.

—Vou contar até três, e você vai sair, se não, como disse antes, te faço desaparecer.

Ele pegou o malão que havia jogado a seu lado e levantando-se saiu tropeçando.

Gargalhei e afastei-me no banco para que Draco sentasse ao meu lado.

—Que patético! -Exclamei ainda rindo e Draco me acompanhou, instintivamente pegando minha mão.

—Izzye, esses são Pansy, Crab e Goyle. E aquele ali é o Zabini. Galera, essa é Isabella Priden.

—Ouvi falar que havia uma garota com os Malfoy, só não sabia se acreditava. -Pansy disse sentando a minha frente.

—As vezes é difícil acreditar em fofocas. -Falei com falsa compreensão e os garotos sentaram-se também.

—Mas você é realmente uma Priden?

—Você está duvidando? -Especto Patrono pensei com um aceno da varninha e um grande dragão apareceu. Abriu suas asas e os quatro animais de Hogwarts estavam ali. A cobra sibilando, o texugo farejando, o leão rugindo e a águia dando uma rasante ao redor do dragão. Ela ficou pálida e os meninos engoliram em seco.

—V-você conjurou um patrono silencioso? E-eu nunca vi um patrono assim. -Perguntou gaguejando.

—Vantagens do sangue nobre. -Falei como se fosse algo corriqueiro e com um novo aceno o patrono sumiu.

A tensão foi aos poucos se dissipando e quando o carrinho de doces passou levantei-me.

Comprei alguns sapos de chocolate, feijõeszinhos de todos os sabores, caramelos e outros doces.

—Oi. -Ergui os olhos e uma garota me encarava. Era baixa, tinhas os cabelos ruivos e cacheados, lábios cheios e cor-de rosa, parecia que estava fazendo biquinho mesmo que não estivesse. Em seus cabelos havia uma fita de cetim verde esmeralda. Ao seu lado havia uma garota igual a ela, mas com uma fita azul.

—Eu sou Emma Hilly e essa é minha irmã Ellie.

—Oi. Isabella. -Retribuí o cumprimento com um estreitar de olhos.

—Não precisa ficar desconfiada! Olha, estamos no sexto ano, só que a Ellie está na Corvinal e eu na Sonserina.- Apontou para a fita verde — Isso nos diferencia. -Deu de ombros.

—Ok. -Eu ia sair quando ela disse:

—Espere.

—O que é?

—Podemos nos sentar com você? -Ellie disse pela primeira vez.

—Porque querem sentar comigo?

—Porque...- Aproximou-se de mim e cochichou. -Mamãe é Comensal.

Ergui a sobrancelha.

—E estão me dizendo isso por que...? -Nesse momento um garoto passou por nós e deu um encontrão no ombro de Emma que fechou a cara e sacou a varinha o azarando.

Furunculus!— O garoto ergueu os olhos e a fitou assustado.

—Cara você esbarrou na ruiva da Sonserina! -O garoto que o acompanhava exclamou e o arrastou -Vamos embora.

—Ruiva da Sonserina? -Perguntei com um sorriso.

—Eles nos chamam de Gêmeas Hilly ou quando vão falar de uma de nós, usam “ruiva” ou “Hilly” seguido da nossa casa. Tem alunos do nosso ano que ainda não sabem diferenciar! Panacas. — Ellie revirou os olhos.

—Acho que seria legal tê-las na nossa cabine. -Falei sorrindo. “Duas eu já tenho”

Elas disseram que iam pegar seus malões e viriam até onde eu estava. Alguns minutos depois voltaram levitando-os.

—E seus amigos? -Perguntei

—Bill e Dylan estão jogando xadrez desde que embarcamos. Susan e Lucy estão dormindo.-Ellie deu de ombros.

Andei até a cabine e abri a porta convidando-as a entrar.

—Vocês as conhecem? -Perguntei e Pansy fechou a cara enquanto os meninos as analisavam.

—Gêmeas Hilly, certo? -Draco indagou e elas assentiram.

—Emma e Ellie -Apontei. -Vão ficar conosco aqui.

—Ah, claro. -Draco disse e me olhou inquisitivo. Sorri de canto.

Ambas pousaram seus malões no chão e sentaram-se no assento em que eu e Draco estávamos.

—Vocês já fizeram algumas aulas conosco não é? -Zabini perguntou e Emma assentiu.

—Eu fiz várias vezes, Ellie raramente.

—São de casas diferentes. Você é da Sonserina e você da Corvinal. -Crab apontou invertendo as garotas.

—Ao contrário Crab. -Pansy deu um tapa na nuca dele.

—Desculpe.

—Tudo bem.

Conversamos amenidades por um tempo e depois retirei-me com as garotas para nos vestirmos.

~~~~

Encontramos os garotos no corredor, todos com os malões e Draco foi o último a vir.

—Tem um Potter petrificado lá dentro. -Sussurrou e eu ri pedindo que contasse como acontecera.

—Que idiota! Eu devia ter ficado lá ao invés de sair com as garotas! Mas, tudo bem, pelo menos temos um intrometido de nariz quebrado! -Rimos novamente enquanto íamos em direção a carruagem. As gêmeas entraram conosco.

Na porta do castelo, além de Mcgonagall e Hagrid estava Snape.

Hagrid estava organizando os primeiranistas e Mcgonagall estava organizando os Grifinos, e Lufanos, uma vez que os Sonserinos organizaram-se por si só ao ver Snape ali e os Corvinos sempre estavam organizados.

—Srta. Priden. Acompanhe-me. -Fez sinal e soltei a mão de Drake e acenei para os outros enquanto ia até ele. -Espero que tenha feito uma boa viagem.

—Ah fiz sim! E como foram suas férias Sev?

—Ótimas. -Deu um sorrisinho mínimo. Mcgonagall ainda estava terminando, alguns Grifinos insistiam em falar e o Weasley, a irmã e a Granger estavam meio deslocados, procurando Potter em todos os lugares. Hagrid estava tentando fazer os primeiranistas se calarem.

—Silêncio! -Snape bradou e todos calaram-se. -Entrem em ordem e dirijam-se a suas mesas!

As portas foram abertas e todos entraram em silêncio — que terminou assim que sentaram em suas mesas.

Hagrid entrou e só sobraram os primeiranistas, Minerva, Sev e eu.

—Pode ir Professora. -Severo disse e ela agradeceu guiando os alunos.

Ficamos atrás deles e esperamos que o velho me chamasse.

—Ele a chamará e então pode entrar, vá direto até parar em frente a Minerva.

Assenti e ele saiu, entrando no salão e indo até seu lugar.

Assim que Dumbledore disse meu nome, as portas se abriram e andei até o final do corredor, todos os olhos voltados para mim. Batia a ponta da varinha ritmadamente em minha cocha e meus cabelos ondulavam em minhas costas.

—Olá. -Falei e sorri felina.

—Alunos, essa é Isabella Priden. Não é costume, mas foi feita a excessão de que curse seus últimos dois anos em Hogwarts. Não se preocupem. Assim como todos os sextanistas, passou pelos NOMS e devo dizer que foi com honras. Professora Mcgonagall. -Ela sorriu eindicou o banquinho.

Sentei-me e ela pôs o chapéu em minha cabeça.

—Oh! -Ele exclamou em voz alta.- Olhe o que temos aqui... -Começou a murmurar coisas desconexas. — A Lealdade de um Hufflepuff; Bravura de um Gryffindor; Inteligência e Beleza de um Ravenclaw; Astúcia, Desenvoltura, Ambição, e o Mais Puro Sangue... SONSERINA!

Assim que gritou sorri e a mesa da Sonserina explodiu em palmas.

Andei até lá, e enquanto andava transfigurava minhas vestes. A capa ganhou o interior verde, o suéter ganhou o emblema, os botões da camisa ficaram prateados, e a saia pregueada cinza agora tinha pregas verdes alternadas. Eles fizeram mais barulho ainda ao verem isso e só se acalmaram depois que sentei-me ao lado de Draco que sorriu convencido quando deixei que pousasse sua mão em minha cocha. Emma sorriu para mim, piscando e disse:

—Eu sabia! -Riu em seguida e deu uma cotovelada no garoto moreno a seu lado. -Esse é o Dylan. E essa é a Susan.

—Oi Dylan. -Cumprimentei -Olá Susan -Sorri e voltei o olhar para o velho.

—Que continue a seleção! -Exclamou e só prestei atenção mesmo quando algum aluno era mandado para a Sonserina.

—Henry Hilly! -Mcgonagall chamou e ergui a sobrancelha para Emma que sorriu assentindo.

O menino tinha os olhos azuis como o das irmãs, mas seus cabelos eram tão escuros quanto os meus. O chapéu foi posto sobre sua cabeça e rapidamente gritou:

—Sonserina! -A mesa aplaudiu e Emma lhe lançou um sorriso orgulhoso que foi retribuído de imediato.

—Hector Hilly! -Chamou e outro garoto apareceu.

—Na boa, Emma. Seus pais só produzem gêmeos?

—A família toda é composta por gêmeos! -Ela exclamou — E a maioria ou é da Corvinal ou da Sonserina. Só houve 2 grifinos e um lufano. Meu palpite é que Hector caia na Corvinal com Ellie.

—Corvinal! -O capéu gritou e Emma sorriu convencida enquanto o irmão andava até a mesa onde Ellie estava e sentava-se próximo a ela que o chamara de braços estendidos.

—Quanto amor! -Emma exclamou e piscou para Hector e depois para Henry. Ambos piscaram de volta.

Mais alguns nomes foram chamados e enfim terminou.

—Esse ano temos em nosso corpo docente os professores... -Olhei entediada e comecei a batucar com minha varinha, um hábito que havia adquirido.

Paralisei quando ouvi “Cullen”.

Que porcaria é essa?? -Exclamei fazendo alguns olharem para mim assustados. Eu sabia que só não tinha o olhar do salão inteiro sobre mim porque estavam batendo palmas alto demais para isso.

—O que foi Izzye? -Drake perguntou analisando minha expressão. Só percebi que minhas mãos estavam em punho quando ele as cobriu gentilmente e me encarou. -Calma.

Olhei para minhas mãos e as relaxei respirando fundo.

—Cullen, Drake. Os sanguessugas idiotas de Forks. — Falei com raiva contida nas palavras. Alguns ainda olhavam e lancei um olhar matador que os fez desviar.

Draco olhou Esme com raiva não disfarçada.

—Que porra eles estão fazendo aqui? -Perguntei quando vi os outros entrarem por uma porta lateral.

—Como todos sabem, o Ministério assumiu após o ataque no final do ano letivo passado que Você-Sabe-Quem voltou. -Um burburinho se espalhou e sorri. Olhei para a mesa da Grifinória e Potter já estava lá e parecia beber as palavras de Dumbledore, o rosto sério. -Patético. — Murmurei e Draco acompanhou meu olhar concordando minimamente com um aceno de cabeça.

—Como saiu no Profeta Diário, foram implantadas medidas de segurança mais rígidas. Dentre elas estão horários para estar dentro do castelo, vigias, proteções mais fortes ao redor da escola. Os filhos da Professora Esme e do Doutor Carlisle participarão das atividades com vocês, e auxiliarão em sua segurança.

—Mas, Diretor, há perigo de que tenha algum infiltrado no castelo? -Alguém perguntou e o burburinho instalou-se novamente.

—Não há perigo iminente dentro dos muros, mas como disse, são precauções. Os Cullen devem ser tratados como seus colegas, portanto não admitirei nenhum tipo de piadinha certo? — Lançou um olhar para nossa mesa e alguns risinhos foram ouvidos.

—Já deu pra ver que são sangue-ruim...ou trouxas. -Uma garota disse e os que estavam ao redor dela fizeram caretas.

—Como admitiriam trouxas aqui?

—Para “proteção”.—Cuspi a palavra, sarcástica e alguns riram. Enquanto eu senti alguns olhos se fixarem em mim.

—Mas que são de tirar o fôlego são. Ai se eu pego aquela loura na minha cama! -Um garoto exclamou e percebi Emmett se contraindo ao lado de Rosalie.

—Silêncio Alunos. -Dumbledore pediu calando o burburinho crescente.

Foi aí que resolvi examinar os sanguessugas

A primeira diferença que vi foram os olhos. Rosalie e Jasper tinham olhos castanhos, Emmett azuis, Alice e Edward os olhos verdes assim como os de Esme. Carlisle também tinha a cor dos olhos num tom castanho claro. A pele deles parecia um pouco mais corada, mas as mudanças terminavam aí.

—Ora, ora, o que eles fizeram ein? Será algum feitiço? Poção? -Divaguei em voz alta e senti os olhos deles em mim. Novamente.

—Você os conhece Bella?

—Emma, não me chame de Bella ok?

—Bell então? Ou Izzye?

—Tanto faz, mas Bella não. A única Bella que admito é minha tia.

—Certo, mas você os conhece?

—Conheci quando estava vivendo com os trouxas. Não merecem confiança, não merecem atenção, não merecem nada a não ser azarações, talvez.

—Eles te fizeram mal? — Dylan perguntou

—Sim. — Encarei Alice que me olhava fixamente e tinha uma expressão confusa no rosto. — Mas vão pagar por isso. -Ela pareceu estremecer e desviou o olhar.

Olhei para os bruxos ao meu redor.

Draco, Emma, Dylan, Susan, Zabini, Crab, Goyle, Pansy . Olhei para Ellie, Bill e Lucy na mesa da Corvinal. Sabia que já os tinha conquistado, já os tinha ao meu lado no momento em que os vi olharem com desprezo para os Cullen.

Sabia que meu plano mal tinha começado a ser posto em prática e estava dando certo.

Ao final do ano eu teria tantos do meu lado quanto fosse possível.

~~

Dumbledore continuou falando e falando até que resolveu passar os Cullen pelo Chapéu Seletor.

Alice foi a primeira e o chapéu a mandou para a Grifinória, saltitou até a mesa e sentou-se ao lado de Hermione. Revirei os olhos.

—É claro que vão estar com o trio. Merlin nos livre se o Potter ficar desprotegido! -Pansy zombou e Alice olhou para ela.

Em seguida foi Jasper e Rosalie, ambos mandados para a Sonserina.

—Que ótimo. -Resmunguei e bufei em seguida. Então uma ideia passou como um flash por minha mente e sorri enigmática.

Os dois andaram até nossa mesa e sentaram-se lado a lado na ponta do banco.

Emmett foi o próximo e caminhou sorridente até a Grifinória. Edward foi em seguida e caminhou até lá também, sentando-se ao lado do grandão.

Dumbledore resmungou mais um pouco e enfim anunciou o início do jantar.

Notei com certa surpresa que os Cullen estavam comendo, embora muito pouco mesmo e muito devagar. Enquanto comia minha mente trabalhava rápido, procurando explicações.

Era óbvio que Dumbledore pretendia montar um exército e queria ajuda externa para isso.

Mas isso já era esperado. Se recrutou os Cullen possivelmente recrutaria os Denalli e quantos outros pudesse, papai devia ser informado do planinho do velhote.

O que me intrigava, porém era estar vendo tais diferenças nos Cullen.

Resolvi deixar para pensar depois e voltei minha tenção para os meus...colegas.

—Você está distraída. -Draco sussurrou em meu ouvido enviando arrepios pelo meu corpo.

—É?

—É. -Ele sorriu ao me ver estremecer. — Relaxe. Eles nem te reconheceram.

—Não mesmo, meu verdadeiro eu é totalmente diferente do da Swan. Mamãe colocou barreiras tão fortes que acabei parecida demais com a trouxa Renée e meu tio Charlie. -Falei baixo, mas notei Jasper franzir a testa junto com Rosalie. -Eles estão confusos. Devem ter ouvido alguns pedaços da conversa.

—Que se danem. — então mudou o tom e altura da voz — Esse bolo não está delicioso?

—Está sim, mas já bebeu esse suco?

—Parece Néctar dos deuses! — Emma concordou comigo bebendo um longo gole de seu suco.

Conversamos amenidades até o fim do jantar quando Dumbledore disse que os monitores levariam os alunos do primeiro ano, e que os outros deviam acompanhar já que as senhas mudaram.

Quando nos levantamos Ellie veio até nós com Bill, Lucy, e um outro garoto.

—Hey gente. O Bill e a Lucy já apresentei lá fora, mas esse aqui- e apontou para o garoto — É o Josh Duville.

—Prazer em conhecê-los. -Josh disse com um sorriso de canto.

—Prazer. -Respondi estendendo a mão que ele gentil e galantemente pegou e depositou um beijo sobre ela.

Fez o mesmo com Pansy e trocou um aperto de mão com os garotos.

—Oi novamente Emma. — Ela o puxou e deu um beijo estalado na bochecha dele.

—Oi cunhadinho! — Riu desviando do tapa de Ellie.

—Precisamos ir, se não não vamos saber a senha. -Pansy puxou a manga de Draco que estendeu a mão para mim.

—Até amanhã. -Falei e eles acenaram enquanto saíamos.

Alguns alunos deram passagem quando Draco e eu seguidos de Pansy e Emma, Susan e Dylan, Crab e Goyle, Zabini e um tal de Lucca Stelle (que juntou-se a nós no corredor) andamos em direção a passagem da Sonserina.

Draco não era mais monitor, mas os alunos mais novos ainda o olhavam com medo, como se ele fosse mandá-los bater um papo com Snape.

Severo lançou-me um olhar terno quando passou por nós.

—A senha será Astúcia e lembrem-se, ela será trocada aos domingos a cada quinzena, então não esqueçam, pois na segunda terá de dizer a senha da semana anterior E a nova. Não percam pontos de nossa casa a não ser que sejam capazes de recuperá-los o mais rápido possível e de preferência, em dobro. Se fizerem os outros perderem pontos, ótimo. Mostrem a desenvoltura que têm e se concentrem em azarar os outros não vocês mesmos! Quero a taça da Copa das Casas esse ano. Boa noite.

Notas finais
Link da pasta do drive com foto dos personagens: https://drive.google.com/folderview?id=0B_Ct2TiGd4DxcjVsdWxkMTZ6MVE Xoxo