Slytherin Blood
19 Chapter Eighteen - Winners!
Notas iniciais
Se uma mosquinha passasse por ali todos ouviriam tamanho era o silêncio.
Uma brisa soprou agitando levemente minha capa, alguns fios da trança se agitaram e peguei minha vassoura posicionando-a.
Ergui a sobrancelha para o garoto que estava sendo comentarista e ele pareceu despertar do transe.
—O- ooooow!!! A Garota Misteriosa é de fato a garota misteriosa da escola! Senhoras e senhores, uma salva de palmas para… para ela… Vamos ovacionar a nova jogadora de Hogwarts! Isabella Priden!
Os primeiros a se manifestar foram os Sonserinos que explodiram em gritos, palmas e todo tipo de sons possíveis. No lado verde das arquibancadas as garotas fizeram com que meu nome aparecesse sob suas cabeças e depois as palavras “Manda a ver!” e “Mostra pra eles!”. Ao lado alguém escreveu “A Sonserina é A Melhor” .
Os outros pareceram despertar e ovacionaram junto. Sorri e percebi alguns garotos dos dois times prendendo a respiração.
—Está bem, está bem… Vamos ver como se sairá no jogo! Aaan…Eu acho que… Ãn… Bem, em suas posições! — Falou meio atrapalhado. Lancei um olhar pelo campo e muitos tinham olhares temerosos. Surpresos, ansiosos, especulativos, preocupados.
Madame Hooch, olhou-nos por um momento e então fez sinal para que os jogadores dessem as mãos.
Bradley, artilheiro da Corvinal trocou comigo um aperto de mãos e estreitou os olhos levemente quando lhe lancei um sorrisinho.
—Olá Bradley. — Ele assentiu e baixou a cabeça, seu pescoço ficou avermelhado e ri baixinho.
O sinal para montarmos foi dado e acomodei-me na vassoura, subindo uns trinta centímetros do chão.
— Que sejam lançadas as bolas! — O garoto comentarista cujo nome eu nunca lembrava anunciou e no momento em que as bolas foram libertas, disparamos.
Planei próxima a terceira baliza e troquei um olhar com Vaisey enquanto ele assumia a posição combinada, estrategicamente equidistante de mim e a segunda baliza. Flint assumiu sua posição e assentiu levemente quando nosso olhar se cruzou; Draco pairava alguns metros acima, procurando o pomo. Crabbe segurava o taco de forma ameaçadora, Goyle circulava a alguns metros de distância, alerta. Milo pairava próximo as balizas de forma protetora, a testa franzida.
Cho, apanhadora da Corvinal, estava parada na mesma altura que Drake, mas cerca de 10 metros longe. Roger, capitão e artilheiro tentava aproximar-se de nossas balizas fortemente protegidas. Bradley apanhou a goles, Crabbe atirou um balaço em sua direção e Vaisey aproveitou a distração para pegar a goles.
Muley atirou um balaço na direção Vaisey, mas Goyle a interceptou enviando na direção de Roger que quase caiu ao desviar, uma vez que as atenções de seus batedores estavam em nós.
Flint conseguiu pegar o passe de revés de Vaisey e costurou entre os jogadores tentando chegar a baliza mais próxima. Muley atirou o maldito balaço novamente e bufei exasperada.
—O que os batedores da sonserina estão fazendo? Dormiram é? — O garoto provocou lá embaixo. Ele estava certo. Droga.
Precisávamos de gols não de aquecimento!
Respirei fundo mantendo minha posição.
Flint conseguiu golear marcando o primeiro ponto, a essa altura todos já haviam se movido no campo, menos eu. Os gritos eram fortes e ouvi quando alguém na arquibancada abaixo de mim gritou sobre minha inércia.
O filho da mãe parecia ter a mesma ideia e começou a falar sobre isso:
—O que a Artilheira Misteriosa faz parada lá? Tem uma carta na manga ou está apreensiva?
Bufei voltando a atenção para o jogo. Com o canto de olho percebi Cho e Draco em perseguição, mas logo diminuíram, haviam perdido o pomo de vista.
Roger estava com a goles, mas Crabbe estava distraído rebatendo um balaço antes que atingisse a cabeça de Flint e Goyle não foi rápido o suficiente. Vi Milo se esforçar, mas não conseguiu deter o gol de Roger e rosnei de raiva. As reações lá embaixo eram diversas e me desliguei.
Foi quando a Corvinal marcou o segundo gol e Flint estava cercado que desisti de seguir o plano. Não estava ocorrendo como o planejado.
Desloquei-me rapidamente assustando Roger quando passei em sua frente, desviei de um balaço e fiz sinal para Vaisey que veio para junto de mim. Ele distraiu Muley, lancei um beijo ao outro artilheiro que cercava Flint e ele ficou confuso por tempo suficiente para desemparelhar, dando oportunidade para que Flint lançasse a goles para mim. Peguei-a e comecei a costurar por entre eles.
Um balaço homicida estava vindo em minha direção e eu não tinha tempo de sair completamente do caminho, meus batedores estavam um pouco atrás e seriam inúteis. Aumentando a velocidade fiz um Giro da Preguiça, posicionando os pés e a mão esquerda no cabo da vassoura, ficando fora do alcance do balaço e então, com a mão direita mirei atirando a goles no aro da baliza central. O goleiro da Corvinal não teve tempo de reagir e então os gritos da Sonserina chegaram até mim.
Marquei um gol!
Gargalhei voltando a posição correta na vassoura, rindo contente com as palmas que recebia.
—E ela ageeeee! Essa garota é fogo ein! O que foi isso? Um Giro da Preguiça com só uma mão e ainda um golaço desse? O que vai vir em seguida? — Continuou tagarelando e me desliguei novamente.
Agora os batedores da Corvinal estavam prestando atenção em mim e suspirei desviando de um artilheiro e depois de um balaço.
— Crabbe, acorda! Dorme não! — Gritei ao passar por ele que em resposta desviou outro balaço e então sorriu levemente buscando aprovação. Sorri e acelerei em direção a Bradley. Parei a sua frente e ele tentou desviar, mas o bloqueei e resolvi falar.
—Hey, já ouviu a história do balaço homicida?
—Todos os balaços são homicidas.
—Não, não. Como é que um cara da Corvinal não sabe essa história? É tão famosa!
Ele ficou vermelho.
—Que história?
—Ah, bem, posso te contar depois.
—Não! Não aceito que insulte minha inteligência.
—Já fiz isso. — Falei arrancando a goles de suas mãos e ele urrou furioso.
Fugi e ele veio em perseguição. Flint voou em nossa direção e cruzou na frente de Bradley que desequilibrou-se lutando para se manter na vassoura.
…
O jogo estava acirrado, estávamos a frente por 10 pontos quando consegui marcar outro gol.
Draco e Cho estavam voando pelo campo, emparelhados e isso impedia que os batedores mandassem balaços para atingir qualquer um deles, e dessa forma, se concentravam em bater e rebater para impedir ou ajudar os artilheiros.
Bradley marcou outro e voltamos a estar a somente dez pontos de diferença quando os gritos vindos do lado verde aumentaram consideravelmente e olhando para baixo vi que Draco estava na frente, quase pegando o pomo.
Por um momento, quando um balaço foi em sua direção e ele teve de desviar, Cho conseguiu avançar um pouco, mas então ele conseguiu recuperar a dianteira e eu estava gritando junto quando ganhamos o jogo.
—Sonserina, Sonserina, Sonserina! — Os gritos entoavam e eu ria com os garotos enquanto Drake se exibia com o pomo na mão.
Nem prestei atenção quando o garoto comentarista anunciou nossa vitória e comecei a descer com os outros na direção dele.
—Malfoy! Malfoy! — Gritaram e ri mais ainda.
—Drake! — Gritei parando ao seu lado. — Conseguimos!
—É! Ganhamos! — Ele sorriu e me inclinei em sua direção, beijando-o.
—HU-hum. Acho que demonstrações de afeto podem ser deixadas para depois Senhorita Priden!- Ouvi a exclamação da Madame Roock e ri separando nossos lábios.
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—Vocês foram INCRÍVEIS! — Emma gritou assim que saí do vestiário.
—O QUE FOI AQUILO QUE FEZ? MENINA! — Su cumprimentou — Achei que ia cair!
—Mesmo se caísse, vaso ruim não quebra! — Lucca exclamou atrás delas e mostrei a língua. — Parabéns Izzy.
—Obrigada.
—Ótimo primeiro jogo! — Ellie disse chegando com Lucy, Kate, Luize, Thomas, Charlie e os outros.
—Obrigada.
—Isso se chama espírito esportivo! Sua Casa acabou de perder para a deles e veio cumprimentar! — Thomas exclamou para Ellie que riu corando levemente.
—Foi um bom jogo. Não que seja legal ver sua casa perder, mas, foi realmente bom. — Lucy falou e Ellie assentiu concordando.
—Grande Malfoy! — Zabini gritou ao ver Draco que vinha todo cheio de pose.
—É Draco! Parabéns. — Charlie cumprimentou e ele fez uma messura exagerada.
—Obrigado, obrigado, podem elogiar mais, gostamos disso. — Falou com voz esnobe e riram revirando os olhos.
—Vamos, temos que comemorar! — Emma exclamou arrastando-nos em direção ao salão.
No caminho muitos cumprimentavam e estava até cansada de ouvir exclamações de felicidade e claro, algumas de desgosto quando sentamo-nos a mesa.
—Gente, sacaram que o próximo jogo é contra a Grifinória né?
—É.
—Vai ser delicioso. — Falei com um sorriso malicioso.
—Você tem cara de quem vai aprontar. — Pansy acusou e sorri de canto enquanto ela revirava os olhos.
—Ela sempre tem cara de quem vai aprontar. — Draco comentou e ri baixinho.
—Kate e Charlie querem apresentar duas garotas da Casa delas.
—É? -Ergui a sobrancelha.
—É. — Su assentiu.
—Elas podem apresentá-las hoje.
—É, podem.
— Temos de comer logo. — Emma interrompeu
—Por que é que está nos apressando Emma?
—Porque depois ainda tem a comemoração no nosso Salão Comunal e eu tive uma ideia ótima!
—Que ideia?
— Um jogo.
—Jogo?
—É, na Sala Precisa — Baixou o tom de voz — Podemos todos ir. E lá juntamos o grupo inteiro. Não vamos ter aula hoje mesmo! — Exclamou feliz e acabei concordando em ir para lá.
—Um jogo de quê?
Sorriu traquina.
—Verdade ou Desafio.
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