Slenderman
1 Cap. I — Another one lost
11 de setembro de 2012
Escola Pública, Cardiff, Reino Unido.
14:30 PM
Cuidado. Proteja seu filho. Assassino a solta.
Foi à décima vez que Emily leu aquele cartaz naquele dia e ela podia jurar já ter decorado a informação que ele passava.
Dicas de autoajuda:
1) Tranque suas portas antes do escurecer;
2)Telefone sempre ao lado para emergência;
3)Não ande sozinho;
4)Só ande no parque pela tarde;
Emily rolou os olhos e seguiu pelo corredor largo da escola pública da cidade de Cardiff; a qual havia se mudado fazia dois anos. Desde que pisará na cidade, o único amigo que tinha conseguido fazer era Tyson, um garoto grande, com um sorriso imenso, olhos cor azuis, seu cabelo era cacheado em um tom escuro e caia até a orelha.
E pensando nele; Emily o avistou quando entrou na sala e se sentou na típica cadeira de aula que usava todos os dias: no fundo da sala; onde os outros alunos bagunceiros costumavam se sentar. (Não que ela fizesse parte deles).
Estava frio e a Emily estava vestida de um casaco grosso de moletom, e por baixo da calça jeans colocou uma meia que ia até o joelho e estava usando seu Allstar vermelho naquele dia.
- Tudo bem? – ele perguntou com a voz rouca e Emily encarou seus olhos por um minuto. Tyson havia pegado um resfriado. –
- Tudo e você? – Emily perguntou e o menino sentou-se na cadeira frene a dela. Ele virou-se para poder olhar na cara de Emily antes de responder.
- Minha mãe está paranoica. Acha que ela andando muito com a sua?
- Talvez – Emily morde os lábios porque sabe muito bem que é uma possibilidade grande. – Você precisa ver como ela está com Carlie! Minha mãe falou com a escola que a única que pode tirar Carlie depois do período de aula, no fim do dia, e ela e o papai e Carlie não pode ir no aniversário da irmã da Amanda.
- Porque ela queria mesmo ir nessa festa?
- Seria um máximo, não? – Emily perguntou de volta – Quero dizer, indo na festa de dez anos da irmã da garota mais popular do Ensino Médio. Iria ter uma boa história pra contar, isso sim.
- Você deveria até achar melhor que sua mãe não deixou ela ir – Tyson diz com um sorriso – se não, Carlie iria ficar te enchendo horas tagarelando sobre como foi bom a festa.
- É... Bem possível – Emily concordou um pouco mais leve e feliz por a mãe ter proibido a filha de ir mais nova de ir à festa.
A conversa terminou por ali, porque o professor havia acabado de entrar na sala da aula e foi recebido com abraços e frases de incentivo. A filha dele havia sido capturada pelo assassino na noite passada.
Ninguém nunca soube se ele realmente matava as crianças, mas isso era o obvio. Então ficou Misterioso assassino ou apenas assassino de Cardiff.
- Tudo bem, professor? — Emily perguntou após o sinal que avisava o termino da aula, tocar.
Todos os alunos já tinham saído apressados da sala de aula para irem enfrentar a próxima, e os únicos na sala era Tyson e Emily e o professor que ainda estava meio tenso por causa do acontecido.
- Acho que vocês vão ter outro professor de Espanhol esse ano.
Emily franziu a testa.
- Como assim?! — Tyson exclama lá do fundo. O professor cansado sentado frente à mesa era um dos melhores professores que ele já havia tido em toda sua vida; ninguém sabia explicar um assunto como ele.
- Isso que vocês ouviram – o homem com cabelos grisalhos explicou – estarei indo embora na semana que vem minha esposa já se mudou. Só concluirei algumas coisas aqui no trabalho e irei embora na segunda-feira que vem. Segunda-feira eu já não estarei mais aqui.
- Pra onde o senhor vai? – Emily pergunta curiosa.
- Preferiria manter isso em sigilo, Srta. Watson. –
Emily fechou a cara. Sabia que tinha chances de ele responder isso ou alguma coisa parecida.
- Vamos – Tyson cortou o silêncio que começava a se instalar por lá – Desculpe-me professor, mas temos que ir pra aula.
Seguindo Tyson, cabisbaixa, Emily foi para a próxima aula dela e infelizmente separou-se de Tyson, pois suas aulas não eram as mesmas naquele dia.
* * *
8 de setembro de 2012
Casa de Emily, Cardiff, Reino Unido.
17h00min PM
- Ligue a TV! – O irmão de Emily, Samuel, pediu entrando na sala com um balde de pipoca. – O Dylan me ligou agora pouco contando que o jornal local está dando uma notícia incrível.
Emily obedeceu ao irmão e ligou a TV não muito grande com o controle remoto mordido por causa de seu cachorro, o Draco, era um vila lata, preto e que ia até os seus joelhos e magro também, apesar de sempre ter o que comer.
Ao ligar a TV e coloca-la no canal certo Emily não pode deixar de assustar com a notícia que veio a seguir:
- Filho do casal mais rico da cidade desaparece. Todos nós estamos em pânico. A família havia instalado um sistema de segurança totalmente reforçado. A policia esta investigando a firma que instalou o sistema, mas parece estar tudo certo por lá e tudo nos leva de volta ao Assassino.
- “A mãe dele esta desesperada. Procuramos o garoto pela vizinhança toda, só pode ter sido ele”. – Dizia uma das amigas da mãe do garoto, Peter Foster.
O desaparecido chamava Peter Foster, ele tinha nove anos (Idade de sua irmã, coisa que assustou Emily, porque poderia ter sido a pequena Claire, uma vez que o seu sistema de segurança em casa era menor do que os do Foster).
Então, quando o jornal daquele dia terminou e outra programação começou, Emily ouviu um carro estacionando na garagem de casa e suspirou de alivio. Era sua mãe chegando com sua irmã no carro; sinal de que elas haviam sobrevivido mais um dia naquele caos que estava à cidade por causa do sequestrador.
Emily foi dormir naquela noite com um peso estranho nas costas, como se algo ruim fosse acontecer, mas ao falar com Tyson sobre isso antes de dormir, ele sugeriu que ela esquecesse esse sentimento e fosse dormir para estar pronta para enfrentar o dia seguinte.
E assim ela o fez, arrumou sua cama e preparou-se para dormir e infelizmente, pesadelos invadiram seu sono naquela noite.
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