Sleeping Smile
12 The Tick-Tock Of The City
Agora .
Storybrooke- Maine .
Storybrooke acordou diferente. Emma levanta sua xícara de café até a altura de seu rosto, sentindo o seu aroma profundamente enigmático penetrar por entre suas narinas. A fumaça branca frugal que se formara entre aquele monte de cafeína em suas mãos se difunde em seu rosto, causando na loira um prazer que agora era bem rotineiro. Tudo o que Emma fazia agora era algo estranhamente rotineiro e o mais incrível de tudo isso era que tudo ao mesmo tempo era tão novo... Tomar o café, ver o menino, ficar com Mary Margaret a observando até ela se irritar. Era algo estranho para ela, mas ao mesmo tempo deleitante.
— Querida, seu café vai esfriar.- Advertiu Mary que estava logo a sua frente com um sorriso carinhoso no rosto. Mary havia se tornado uma espécie de melhor amiga e mãe para Emma. Geralmente quando os trovões e as infinitas gotas de chuvas as impedem de dormir, insistem em ficar tomando chocolate quente em alguma parte qualquer da casa conversando sobre coisas irrelevantes. Pode parecer bobo, mas sabemos que é uma forma que Emma encontra de fugir dos pesadelos que a atordoam.
Ainda meio perdida em seus pensamentos ela se leva a refletir de forma vaga, talvez não passara tanto tempo, — A loira se pôs a olhar ao relógio que ficava acima de um gracioso fogão, que como sempre... Não estava funcionando- Emma arregala seus pequenos olhos verdes e tenta tomar em um gole seu café que nem serviu para queimar sua língua, definitivamente estava atrasada. Iria perder o ônibus de Henry.
— Eu tenho que ir- Disse ela finalmente respondendo Mary que a essa altura já não entendia nada.
Entregando sua xícara nas mãos de sua amiga ela sai porta a fora, descendo escada a baixo, somente com seu chinelo de borracha e seu pijama que , a essa altura do campeonato, ela nem mais se lembrava de estar vestindo.
O tempo estava chuvoso e as neblinas faziam sua pele arrepiar-se a cada toque como se fosse um objeto cortante, Emma – com certa dificuldade — continuou andando em direção a biblioteca da cidade que não ficava tão longe do pequeno apartamento em que Mary morava. Não entendendo o porque de estar sentido tanto frio, a loira mantem os braços cruzados e se força a seguir em frente.
“ Talvez não estivesse passado tanto tempo assim. Se ao menos tivesse um relógio que funcionasse nessa droga de cidade, esse tipo de coisa nunca aconteceria. “
Suas pernas tremiam a cada passo e seus olhos ardiam a cada lágrima. Não importava o que fazia, sempre estragava com a vida de alguém e agora era de uma criança e depois seria a de uma mulher adorável. Sinceramente, nem mesmo ela sabia do porque de estar fazendo isso, do porque de persistir em viver naquela cidade, do porque de se sentir bem ali. Ela sabia que somente servia para machucar as pessoas e agora ela iria machucar as melhores pessoas que entraram em sua vida... As únicas pessoas que se preocupavam com ela.
Só mais uma curva e ela estaria abraçando o menino que roubara seu coração. Somente mais uma volta. E foi isso que ela fez. Com o coração nas mãos e o tremor nas pernas, Emma dispara a correr, ela só queria o abraçar. As coisas com Henry não estavam sendo boas... Claro por causa de sua difícil mãe. Regina conseguia piorar seu quadro já complicado mesmo por conta própria, mas o garoto tem o péssimo habito de ver o melhor nas pessoas. Nesse caso até mesmo Emma quase acreditava que ainda existia algo bom dentro dela.
E lá estava a biblioteca. Com as mesmas janelas tomadas por tabuas de madeira e a porta rústica inexplicavelmente preservada pelo tempo. Mais a frente encontrava-se um ônibus amarelo pronto para partir. Merda.
—Espera- Gritou ela tarde de mais. O fugaz Ônibus amarelo partiu sem piedade e a única coisa que ele deixou para trás foi um monte de fumaça e o cheiro desconfortante de gasolina que fez Emma levar a mão até a boca para tossir. Além de impiedoso não tinha compromisso com o meio ambiente. Que Bonito!
A loira levanta os olhos para ver a figura amarela que se distanciava cada vez mais com sua velocidade acima do normal e o rastro da fumaça preta que se difundia aos poucos com o ar; mas dentre tudo isso ela pode ver um sorriso doce e surpreso se formar através de milímetros de um vidro totalmente sujo e deslustre. Com a cara colada contra a janela de forma carinhosa e engraçada pode-se ver o menino com um sorriso enorme de orelha a orelha ao ver que Emma não esquecera dele. Ele com suas mãozinhas do lado de fora, lançava um aceno curto para a loira em forma de “tchau” e “olá” muito agitado. Emma sorri com todo seu corpo; com seus lábios, seu olhar, seu gesto; de forma em que não se controlou em chorar, então ela acena de volta querendo novamente parar aquele maldito ônibus amarelo e lascar um beijo naquele menino.
— Aproveite Swan, eles crescem rápido- Uma voz muito familiar surge á tirando de seus devaneios.
Sentindo o toque de algo metálico por debaixo de sua blusa fina já não restava dúvidas. Hook. Emma vira-se com os punhos cerrados pronta para dar um belo soco naquela cara tão...Sexy.
—Ei, calma Love- Diz o pirata Ego inflado.- Só ia te dizer que adorei seu novo estilo.- Mas do que diabos ele estava falando? Emma olha para baixo analisando o que vestia, com toda certeza não era algo pior que Ruby... Oh meu Deus! Que tipo de ser humano esquece de tirar o pijama? Por sorte , Emma vestia um grosso moletom cinza e uma calça de unicórnios. Sim, ainda era constrangedor, mas olhe pra o lado bom... Não estava de calcinha ou top. Seria (mais) traumatizante tanto para ela quanto para Henry.
Com as bochechas flamejando, Emma percebeu que ficou um tanto tempo em choque... Não sabia se era porque ele a olhava de forma sentenciante- quase furando sua testa- ou se vestia uma droga de pijama de unicórnio.
— Você não tem o que fazer não pirata? Como por exemplo, limpar o convés?- Rebateu a loira em tom defensivo.
— Talvez.- Killian levanta uma de suas sobrancelhas e, com seu gancho, brinca entre os fios louros que formava esvoaçantes na cabeça de Emma.- Talvez você queria ajudar a “limpar o convés” de uma forma mais... Interessante.
— A claro!- Emma lançando um sorriso inconveniente- Talvez ajude a “ limpar” na sua cara.
Era fim de abril, mesmo com a temperatura com esse frio cortante, o céu se estendia azul até o horizonte, podendo assim ver as docas doutro lado. Um bando de gaivotas passa acima de Emma empoleiradas cantando. Killian, a sua frente, leva o gancho a boca franzindo o cenho irônico.
— Não sabia que gostava de masoquismo, Love.- Um sorriso forma no canta de seus lábios.
— “Tenho gostos...peculiares”- Cochichou Emma para si mesma.
— O que?
......
— Nada. –digo em fim sem paciência.- Só veio me encher o saco, Capitão delineador?- A pergunta sai com um tom alterado de irritação e desejo incontrolável, não era boa em expressar sentimentos algum e com certeza abominava quem o fazia, mas desde que cruzou os limites daquela estranha cidade, nada era como antes. Não sabia ao certo o que acontecia naquele coração que, inexplicavelmente, batia mais acelerado só de o odor acido de rum dançarem em suas narinas. Metade minha queria encher aquele pirata de socos e ponta pés , já a outra... Bem, outras coisas igualmente agressivas, mas muito mais agradáveis.
-Na verdade vim te entregar algo, mas não resisti a vontade... Nada contra unicórnios- Oh, talvez um soco em suas áreas sensíveis lhe caíssem melhor que eu imagine. Killian sorri cabisbaixo como se estivesse aprontando alguma.
Talvez estivesse perdida ardilosa em seus límpidos olhos azuis, pois não havia percebido até exato momento que o pirata maneta meticulosamente insistia em esconder os braços por trás de sua larga costas. Alguma coisa não cheirava bem e não era o cheiro de peixe que as docas carregavam por grande parte da cidadezinha.
— Hook , vamos logo com isso. Não estou para brincadeiras nem para paqueras.- Reviro os olhos mantendo um irônico sorriso no rosto. O cheiro de peixe estava ficando mais forte, talvez voltar para casa fosse uma boa opção... Se um pirata de gancho e ego inflado não estivesse à minha frente impedindo isso com seus olhos lin....com suas implicâncias desmaculadas.
Sinto seus rosto próximo ao meu, sinto sua respiração dançar por entre meu corpo como uma música perigosa e ardente causando arrepios até em meu ser. Ele se aproxima cuidadosamente dos meus ouvidos falando com uma voz rouca e arrastada — Você nunca está para brincadeiras e paqueras, love...
Naquele momento eu já não mais sabia o sentido do chão abaixo de mim ou se realmente havia algo me segurando para meu equilíbrio. Merda de gravidade. Minhas pernas ficaram bambas assim como todo meu corpo, não sabia como reagir a aquele homem. Algo nele me dava o reconforto estranhamente familiar de me sentir segura e ao mesmo tempo a vontade suscita de me jogar ao imaginável; Meu corpo estremecia juntamente com meus lábios que naquele momento devia ter até mesmo perdido a cor. Eu não estava amando, eu era forte demais para isso... Não, Emma Swan não se enganava as mazelas do amor . Acordo de meu momento de êxtase e fraqueza e volto a encara-lo tentando não ligar ao seu rosto que continuava a ficar ali, a milímetros de distancia de meus lábios.
— O que você quer, pirata? — Digo de forma seca e irônica.
— Certa loira que insiste em se fazer de difícil, mas sabemos que ela se derrete toda num pirata incrivelmente sexy.
Sorrio me deixando levar naquela conversa.- Pobre loira.
Killian revira seus olhos azuis desistindo de suas cantadas, a vitória era minha! Como sempre... Ele leva sua mão que antes se escondia atrás de uma jaqueta de couro preta em que ele religiosamente vestia, para me entregar o causador de tanto mistério e enrolação: Uma nostálgica barra de chocolate Apollo. Fragmentos perdidos de sonhos e lembranças reais vem a minha mente assim que levo umas das minhas mãos até a graciosa barra de cor azul.
— Seu presente de aniversário atrasado- disse ele.- Eu realmente não achei que joias combinavam com você, porque é tudo que tenho em meu barco basicamente que servisse como algum presente especial, então comprei isso.
“TUM TUM TUTUM TUM”, meu coração ressoava como tambores. Não sabia o que estava acontecendo. Sinto meu coração ser espremido. Uma imagem de um homem morto surge em minha frente como um aviso, seus olhos fechando dizendo adeus e tudo ficava escuro. Como sempre. Era o homem dos meus sonhos, o que insistia em me beijar na testa carinhosamente. Algo iria acontecer? isso era uma mau pressagio? os flashbacks não se cessavam, minha cabeça não estava aguentando tamanha carga.
“Era para eu ter vindo com você para esse mundo”, as frases enlouqueciam-me com sua crueldade.
Levo meu corpo para trás encontrando por sorte uma áspera parede que, naquele momento, era meu único conforto. A imagem de Killian se dissipa assim como de toda cidade... Os flashbacks e as vozes não estavam perdoando minha mente totalmente fraca. Eu estava enlouquecendo.
"Não há mais salvadora!" "Emma nos encontre"
"- O que estamos olhando?" "O mar"
As imagens doíam. Tanto as dos sonhos que me atormentavam na escuridão da noite, tanto as que me proporcionavam a dor de uma época imaculada de minha vida, totalmente doce e sem dor... Ou pelo menos com a ilusão que não havia tal sentimento.
" Your lights are on, but you're not home
Your mind is not your own
Your heart sweats, your body shakes
Another kiss is what it takes"
"Emma, Emmaaa! Nos ajude criança, sentimos sua falta."
"Oh tão confusa, tão amável... Nossa menina está de volta. Emmaa, Oh Emmaa..."
Meu corpo despenca. Despenca de forma lenta como se o mundo estivesse em câmera lenta, meus olhos se fecham e me deixo me levar para o som que o ambiente fazia.
"Tic... Tac", os barulho que antes me enlouquecia se dissipam juntamente com outro que ressoa como tranquilizante aos meu ouvidos, este não soava como algo irreal nem destruía meus tímpanos , por mais próximo que o barulho parecesse estar, o seu som não aparentava estar alto. "Tic... Tac"
— Swaaan- A voz de Killian me desperta . Abro os olhos lentamente quando vejo que estou sendo levantada de forma quase desesperada e mal jeitosa pelo maneta.
— O que está havendo?- Solto a mão dele conseguindo ficar de pé sozinha.
— Eu que devo perguntar isso... O que houve?
—Nada- Querendo sair logo daquele assunto me levo a olhar meus pés que naquele momento chutava o ar em resposta ao nervosismos.
— Sinto que esse "nada" quer me dizer muita coisa.- Um sorriso deleitoso surge no canto de seus finos lábios.
Sua mão- a que tinha um gancho no lugar- acariciava meus cabelos e sinto um sentimento certeiro de segurança acertar-me no coração, cada toque era como se o tempo insistisse em voltar para um tempo feliz esquecido em algum lugar de minha mente.
Boston .
1999 .
— Me fala Milady,— Disse Killian aproximando-me para um abraço.- O que está sentindo?
— Nada- torço meu nariz.
— Sinto que esse "nada" quer me dizer muita coisa.- Olho hipnotizada para o horizonte a nossa frente. Em meus pensamentos, os prédios que formavam aquela doentia cidade se deram lugar a um imenso mar azul e as gritarias de horror e medo que a cidade expirava se dava lugar a longas brisas que acalmavam meu ser. Não era maluquice, era lindo. As vozes de Killian que me abraçavam, melodiava em respectivo som com o bater das ondas. Não queria falar, pelo menos não agora... Se começasse a lembras das folhas tenebrosas e frias da floresta em que me deixaram e me lembrar que eu nunca descobriria o verdadeiro significado da palavra "família", seria como acordar um mostro temporariamente adormecido. Não queria que os pesadelos voltassem a me atordoar, queria apenas estar ali em meu momento feliz com minha barra de chocolate nas mãos e meu pirata colado ao meu corpo.
— Talvez- digo permitindo que uma lágrima se atrevesse a cair.
Agora .
Storybrooke- Maine .
Sorrio em resposta, não podia responder algo que nem mesmo eu sabia explicar.... Não sabia que relação eu tinha com essa cidade, mas eu sabia e sentia que era muito mais que uma questão de coincidência que estava em jogo. Não, não acho que a história da maldição seja verdadeira, de repente está historia está sendo a única que tem o mínimo de sentido, mas me recuso a acreditar em algo tão abstrato e louco... E se eu em fim aceitasse toda essa coisa insana, eu estaria pronta para cursar a minha própria loucura. Um pirata chamado Killian? Uma mulher que dizem ser minha mãe? Se encontrar e se encantar com um garotinho solitário e perdido? O que é isso se não o mundo esfregando na minha cara que minha vida é uma bosta de tão ferrada? Tudo isso é uma forma sentenciante de tudo o que já fiz... Eu olhava para Henry e via meu garotinho, aquele da sala prisão. Eu o deixei partir e agora o mundo quer esfregar na minha cara isso.
Me sinto puxada para um abraço. Acordo quase imediatamente de meus devaneios percebendo que ficara tempo demais refletindo sobre tudo. Killian segurava minha cabeça contra seu peito para me reconfortar.
“Tum Tum Tum”, o pirata maneta tinha coração, “tum tum tum”, fecho meus olhos sorrindo apenas escutando o seu som. Por um instante os problemas se dissipam juntamente com o cheiro ardente do mar que não ficava tão distante da biblioteca.
— Não sei se já te contei, mas...- disse ele rindo antes mesmo de acabar com a frase.- conheci uma loira a muito tempo atrás que era assim como você.
—Poxa pirata...- Minha voz sai abafada em sua jaqueta de couro. Falo irônica.- Pensei que eu fosse única.
— Ela me chamava também de pirata.- Sinto minha espinha arrepiar. Era somente o futuro esfregando na cara. Era somente o futuro esfregando na cara.- Mas estou começando a acreditar que de fato você consegue ser única. – Então eu sorrio. Ele estava sendo sincero.
***
Em frente à biblioteca, eu com minha calças de unicórnios e Killian com sua calça de couro, permanecíamos abraçados como se algo de ruim fosse acontecer em seguida. Eu somente o abraçava porque seu coração continuava a dissipar meus problemas.
—Ah e obrigada pelo chocolate...- Ele sorri. Eu sinto.
“Tic... Tac”
— O que é esse som?- digo me irritando com a frequência das badaladas que tomavam meus ouvidos.
— Que som?- O pirata levanta a cabeça procurando o do que eu falava. Ele sorri.
A princípio, acho que estava começando a ficar louca e tudo isso ser coisa de minha imaginação, mas quando em fim sigo seu olhar vejo o enorme relógio da cidade, — que antes para mim era algo velho e monótono- que ficava acima de nós dois, agora funcionar da mais perfeita ordem.
—Está funcionando...- digo boquiaberta.
—Sabe o que isso significa?- Killian que antes olhava incrédulo para cima, passa a olhar-me com um sorriso de canto maroto.
— Que não mais me atrasarei para acordar?
— Que a maldição é verdadeira!- Ele sorri convincente em que havia me convencido. O estudo com meus olhos sorrindo incrédula com tudo aquilo. Ele parecia o Henry que ficava pulando para um lado e para o outro enquanto caminhamos nas ruas conversando sobre essa besteira de maldição, geralmente eu sempre o acalmava com um sorvete de baunilha ou um chocolate quente com canela. Um sentimento de saudade bate em meu peito. Ele continua- Só foi você tocar naquele chocolate que ele funcionou. O que me diz agora, Srtª sabe-tudo?
—Não sei... Que concertaram as engrenagens? O que vocêcolocou naquele chocolate pirata?- Rio
—É impossível conversar com você- Killian aperta o maxilar irritado e eu rio mais ainda não me aguentando em pé.
—Desculpa, não quis magoar seus sentimentos pirata- Digo tentando me conter.
Somos abruptamente interrompidos por cortantes barulhos que rasgam o céu calmo de Sotrybrooke. Um carro de polícia passa por nós desgovernado atrás de algo que parecia nem ele mesmo saber o que, um grupo de pessoas saem brindando do Granny’s sorridentes... O que estava acontecendo? Arregalo os olhos para a cidade que antes andava monótona.
Um grito agudo que resplandecia horror e medo, corta o local como uma faca. Uma sombra surge correndo em nossa direção chorando com pavor.
Era Ruby. Eu e Ruby tínhamos estabelecido uma relação grande de amizade desde que nos conhecemos, mesmo tendo nossas tantas divergências. Vê-la naquele estado de choque cada vez mais me assustava. Sua boca vermelha como o sangue, cada vez que se aproximava mais branca ficava... Seu rosto estava mais pálido que o normal e nos olhos que sempre morava a doçura, naquele instante estava afogado em suas próprias lagrimas. Ainda distante ela gritou.
— Ele está morto! Ele está morto!- Ela falava ofegante se debulhando em lagrimas.
-O que está acontecendo? – Digo em fim a Killian assustada com o movimento repentino da cidade.
— A cidade acordou- Diz ele.
“A cidade acordou”
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