Slayers ( Interativa )
9 Capítulo 6 -O inicio de um possivel desastre
Notas iniciais
Visão da personagem Mia Motorola
Eu enfim iria superá-la, tinha certeza disso, fora o único motivo de eu ter vindo para cá com tanta animação. Aquela maldita abusada, sempre sendo tratada melhor do que eu, até mesmo se tornar a representante de nosso castelo ela se tornou, sendo que todas essas glórias deveriam ser minhas, minhas! Eu que sou a mais bela e mais forte Slayer de todas. Sei que da mesma forma que ela também está em uma missão e vai enfrentar monstros perigosos e poderá acrescentá-los em sua conta de vitorias eu também posso fazer isso, estou apenas a dois monstros dela, e para minha sorte fomos enviadas para um dos melhores lugares possíveis para isso, o Oceano vermelho. Ele não era vermelho de verdade, recebera esse nome por habitar as mais temíveis e poderosas criaturas aquáticas de todas, era muito pouco conhecido pois qualquer idiota que tentará desbravar as suas águas desapareceu sem deixar vestígio algum especulam-se que exista uma ou duas criaturas de ranking “SS” nas profundezas daquelas águas e tenho quase certeza de que isso é algo verídico. Nossa missão em si era capturar com vida alguma criatura considerada rara, recebemos uma ficha com o nome e a aparência de algumas delas e caso encontrássemos alguma criatura forte que não estivesse na lista era para trazermos também.
–Vamos lá garotas! E não precisam se preocupar, deixem todas as criaturas para mim, apenas as fortes claro, é uma ofensa para mim batalhar contra algo com o ranking menor que “-A’. — disse para minhas companheiras.
–Corta essa Motorola! — disse a Vanessa Steel. — Vamos dividir a caça. Sei que você está tentando superar a nossa grande amiga Alexia, mas isso não significa que temos de aceitar isso não é mesmo Liss?
Vanessa não era exatamente bonita, até porque nenhuma garota é verdadeiramente bonita quando estou perto, digamos que ela seria uma estrela brilhante no céu noturno enquanto eu sou o sol, essa era a diferença entre nossa beleza. Ela tinha olhos castanho-avermelhados e cabelos negros que desciam como uma cascata em suas costas brancas. Ela estava com seu habitual vestido negro bastante, meias e luvas estilo arrastão rasgadas em algumas partes o que da um contraste entre o negro da roupa o branco de sua pele e um manto negro com um capuz pendia em suas costas.
–Somos todas amigas aqui... eu acho, então vamos parar com isso antes que comecemos a guerrear entre nós mesmas. — fora Liss que falou dessa vez. Era uma garota com quem não conversei muito, ela tinha uma pele morena, era alta e um tanto desastrada, suas vestes eram uma saia e uma meia calça, ambas pretas e rasgadas, uma camisa branca de botões estava justa em seu corpo e uma capa vermelho-sangue cobria suas costas. — Além do mais para o lugar em que estamos indo com certeza terá o bastante para todas nós.
–De qualquer forma sigam os meus planos e minhas ordens será o único jeito de sairmos com vida e sucesso desta missão. — falei olhando para minhas companheiras para ver se alguma das iria ter coragem de desafiar minha autoridade.
Nenhuma delas respondeu o que não me deixou nem feliz nem triste, me obedecer era algo espera e sábio de qualquer ser humano que me encontrasse, ou as coisas eram do meu jeito ou simplesmente não aconteciam. Era um dia bonito apesar de tudo, o sol banhava nossas peles com todo o cuidado de não queimá-las, brilhando intensamente no céu azul desprovido de nuvens, não estava um dia quente nem mesmo frio, estava confortavelmente morno. Eu tinha vindo com lindas botas negras hoje, saiba que o terreno que passaríamos seria uma floresta e logo depois iríamos para uma “praia” onde o oceano nos esperava. Odiava me sujar por isso fui um tanto relutante sobre a missão quanto ao lugar, mas ao saber que era o Oceano vermelho, e não um oceano comum, fiz o possível e impossível para manter minhas lindas botinhas limpas. Se tinha algo que odiava, era sujeira e germes... esses tipo de coisa.
Não demorou muito e já podíamos ver o oceano dali. Sua imensidão azul cobrindo toda a terra abaixo, e mesmo aqui, de longe, podia jurar ter visto enormes manchas azul-escuras passeando dentro da água. O vento morno fazia com que as capas de minhas companheiras voassem como se fossem asas furiosas se debatendo contra a força do vento, assim como meus lindos cachos dourados que voavam de acordo com o vento. Tudo ali parecia mais escuro devido aos óculos queria tira-los para poder apreciar o sol melhor, mas se o fizesse a vida de minhas companheiras corriam risco.
–Tem algo vindo. -disse ao olhar atentamente para frente, varias manchas negras se moviam em alta velocidade lá ao longe. — Espero que sejam forte, pelo menos.
–Ali. Faça-o. — disse Liss com urgência apontando para a direção das manchas. Alison MacAlister, Ali como preferia ser chamada. Ela aparentava ter 17 anos, ou seja, era apenas um ano mais velha que eu, seus cabelos loiros eram sedosos e batiam até a metade de suas costas, ela nunca era vista com o mesmo penteado por muito tempo, mudava-o constantemente, desta vez estava apenas liso normalmente sem nenhum penteado especifico, ou talvez ficara assim devido ao vento. Seus olhos pareciam safiras cintilantes e eram levemente puxados, tinha um nariz perfeito e levemente arrebitado, sua boca vermelha estava contraída em um sorriso leve mostrando seus dentes branquíssimos e retos, tinha um corpo um tanto quanto belo, ela parecia uma versão um tanto mal feita de mim, éramos parecidas até mais minha beleza a superava em quaisquer aspectos.
–Como desejar Liss. — Respondeu Alison já desembainhando levemente sua bela espada, era uma espada que parecia ser feita de diamante com o cabo de rubis que logo refletiu a luz do sol cegando-nos momentaneamente. -Liss e Steel têm capas, a Mia tem óculos e eu por minha vez, desejo ter um binóculo!
Fora dito e feito. Sempre era assim. Odiava dizer isso, era como se algo me cortasse de dentro para fora mas eu meio que invejava aquela habilidade. Distorcer a realidade em meio a rimas, essa era o poder de Ali, quase qualquer coisa a qualquer hora, ela rimava pedindo ou dizendo algo e simplesmente acontecia, é claro que tudo sumia com o tempo e não demorava para isso acontecer e consumia muito de sua energia, mas mesmo assim era uma habilidade incrível.
–Amigas, temos um certo probleminha. -disse ela sorrindo sombriamente. — uma matilha de cães está vindo em nossa direção. E Mia, minha linda, não são cães normais, são golens, golens de pedra para ser mais exata.
–Não me olhem assim. Não sou como vocês que dependem de seus poderes para tudo! Posso muito bem destruir todos eles sem nenhum problema, mesmo sem minha habilidade. -protestei. Odiava que me dessem esse olhar, como se fosse inferior ou uma “coitadinha”, o mesmo olhar que a maldita da Alexia me dava toda vez que conseguia algo que eu almejava.
Minha criatura era uma górgona, a lendária Medusa, a mais forte delas e como tal, meu poder se resumia a petrificar qualquer um que me olhe nos olhos e sinceramente, tantas criaturas para enfrentarmos, tinha de ser logo seres feitos de pedras?
–Ali, são quantos mais ou menos que estão vindo? -perguntou a Vanessa, já se preparando para a luta.
–São uns...er... -disse Ali segundos antes do binóculos desaparecer no ar tão misteriosamente quanto apareceu e se apressou a continuar sorrindo. — Desculpem por isso, não consigo manter invocações por muito tempo quando estou me concentrando em outra coisa que não seja ela.
–Francamente Ali! Poder mais inútil esse seu. — menti.
–Sinto-me aliviada ao ouvir isso de quem vai ser inútil nesta batalha. — retrucou ela. Chega, já era o suficiente para mim. Ia começar a discutir com ela quando o peso som das patas dos golens já estavam perto o suficiente para serem ouvidos.
–Termino com você mais tarde, amiga. — disse cerrando os dentes. Para provar o quão poderosa e forte eu era, eu fui na frente, deixando-as para trás e nem se quer usar minha seigen eu iria, derrotaria eles usando apenas golpes.
Movi-me rapidamente com uma simples vontade de expressar minha raiva por meios de golpes e ataques, sabe? Destruir algo para liberar a fúria. Logo vi eles, os meus adversários. Imaginem uma estatua de cachorro mal feita, como se pegassem várias rochas e colocasse uma em cima da outra e depois colassem sem o nexo algum, agora imagine isso se movendo rapidamente com o tamanho de uma moto e olhos vermelhos como rubis com dentes parecendo estacas de pedras extremamente afiadas, agora multiplique essa coisa feia por 1.000, esses eram os golens que via em minha frente, eram cerca de 10 deles, mas não pareciam ser fortes em si, mas seus dentes eram algo que sem duvida alguma arrancaria seu braço em uma mordida.
O primeiro avençou com a boca aberta em direção ao meu pescoço, eu me abaixei no exato momento em que suas mandíbulas se fecharam no ar deixando-o engolir o vento, e antes mesmo de que ele pudesse cair no chão agarrei-o pela calda rapidamente, usando ambas as mãos para ser mais firmeza e sem que ele pudesse protestar ou tentar fugir o usei como porrete e com um movimento giratório único acertei os outros cães de pedras jogando alguns para trás enquanto outros escaparam do golpe, quando terminei de rodas percebi que o golem que segurava já havia sido desfeito e agora segurava uma pequena e inofensiva estaca de pedra em minha mão esquerda.
Antes que pudesse ter qualquer iniciativa um dos golens que fugiu do golpe avançou em minha direção e segundos antes de o golpe me acertar pode ver o golem se desfazer em frente ao meu rosto, fora Liss que o acertara, ela era conhecida por ser uma das slayers com os golpes mais rápidos de todos, e pelo visto fazia jus ao que diziam ela destruiu a criatura apenas no tempo de ela saltar em mim, eu poderia agradecer... se ela não tivesse me atrapalhado em conseguir outra criatura para minha contagem.
Vanessa e Ali avançaram, ambas empunhando suas espadas e rapidamente nós destruímos a maioria dos golens, quando falta apenas dois para serem exterminados, um dos golens se lançou em nossa frente permitindo que o outro escapasse.
–Ah, nem serviu de aquecimento. — reclamou Vanessa enquanto se espreguiçava com um ar de entediada. -Espero encontrar alguém mais forte daqui para frente.
–Digo o mesmo — falei. -Vamos, o sol não irá demorar muito para se por, é melhor enfrentar essas criaturas enquanto está sol. Fiz minha unha ainda ontem, não quero correr risco de estragá-la desnecessariamente.
Isso me rendeu algumas encaradas mas eu não me importava com o que essa gente pensava, afinal isso tudo era inveja, não é mesmo? Partimos calmamente até chegarmos ao litoral. O céu já estava começando a ficar alaranjado enquanto o sol se punha quando paramos de preocupar por criaturas nas redondezas, parecia que entrar na água seria algo inevitável para cumprirmos a missão.
Resolvemos caminhar um pouco mais antes de decidirmos o próximo passo, estava ficando entediada assim como as outras, e Ali parecia estar se segurando para não quebrar algo ou correr água adentro o motivo disso era algo que desconhecia.
–Até que enfim. — disse uma voz fria e ríspida vindo do Oceano. -Pensei que iriam demorar mais para voltar, sabe, odeio caminhar. Hey, Rock, venha aqui garoto, achei umas comidas suculentas.
Eu simplesmente não podia acreditar no que estava vendo. Uma enorme criatura nos esperava perto da água, tão grande quanto uma casa, possuía um casco roxo de tartaruga que e brilhava levemente a luz do sol e tinha diversos espinhos pontiagudos, sua calda era semelhante à de um escorpião e balançava de forma ameaçadora, em vez de quatro patas de tartaruga o que via eram seis patas de urso, com garras prestas como o ébano e mortalmente afiadas, seu pescoço longo terminava em uma cabeça humana levemente deformada com dentes afiados e olhos felinos, uma juba dourada de leão preenchia seu rosto e uma parte do pescoço. A criatura tinha um odor fétido que me lembrava carne apodrecida, e o bafo da criatura parecia ser mortal apenas por cheirá-lo.
–Bem, acho que não tenho mais nada para fazer aqui e se me dá licença, gostaria de me retirar. — disse Liss brincando.
–Ninguém sairá daqui, não depois do que fizeram com o meu filhote. — disse uma voz desconhecida essa era uma voz arranhada e falha parecia-se que era alguém falando do fundo de uma caverna.
O dono da segunda voz era um golem, não como os cães que enfrentamos mas um gigante, parecia-se que uma montanha havia criado vida e começado a se mover, ele não tinha um rosto definido mas era um tanto animalesco, ele não possuía uma boca e sim um focinho com os mesmos dentes dos cães, fora isso seu corpo era humanóide, com dedos rochosos terminados em estacas finas que brilhavam perigosamente. Ao seu lado o cão que escapara que antes parecia ser grande agora era minúsculo comparado com o outro que parecia ser seu pai.
–Então, vocês garotas, servirão de alimento para nós. — disse aquilo que se parecia com uma tartaruga.
–Finalmente! -disse eu e a Ali ao mesmo tempo.
–Hã? O medo fizeram vocês perderem o juízo, acha que pode contra nós? — disse o golem de pedra. -Odeio que me subestimem, irão pagar por isso vermes insolentes. Tragam o nosso irmão mais velho. Irão pagar com suas vidas... Slayers! Ambos somos criaturas ranking “+A” e meu irmão é “-S”, Desculpem-me por isso mas este litoral, será o tumulo das quatro.
Duas criaturas rankings “+A” e uma “-S”, ou pensar nisso vi meu corpo tremer, e minha respiração pesar, mas não fora de medo e sim de ansiedade e excitação.
–Finalmente. — disse eu rindo. — Finalmente poderei ultrapassá-la, Alexia!
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