Skyrim - Das cinzas
11 Capítulo XI - Procurando Divulgações
Notas iniciais
Ao conseguirem sair em segurança do castelo Volkihar pela sacada que se encontrava ao lado do laboratório de Valerica, Duncan e Serana rumaram para Winterhold: o único lugar onde poderiam conseguir qualquer informação sobre o segundo Elder Scroll. A viagem durou aproximadamente dois dias, e os árduos ventos de lá castigavam aos três. Serana agora trajava a armadura da Dawnguard de Duncan que, apesar de ter ficado risivelmente larga, era quente o suficiente para segurar o frio. Ela também estava usando, além de seu capuz, um lenço vermelho sobre o rosto que Duncan tinha guardado em uma das bolsas na cela de Shadowmere. Duncan trajava a roupa da guilda dos Ladrões e a máscara dos Nightingales, com total consciência de que ele teria que tirá-la assim que chegasse no Colégio dos Magos. Shadowmere, apesar de estar soltando fumaça pelas narinas, não parecia incomodado com o frio.
Ao chegarem à cidade (ou ao que sobrou dela), Serana olhou em volta.
—O que houve aqui?
—Um terremoto, ou algo assim – Duncan respondeu – O tremor destruiu uma parte da cidade.... e o mar levou o resto. O Colégio só ficou intacto por... bom... magia.
—Você não parece ter certeza.
—Não tenho. Eu sou meio novo em Skyrim, lembra? Mesmo estando aqui há um ano, acho que nunca vim tão ao norte.
—Foi o Grande Colapso – disse um homem que estava na estrada e ouvira os dois conversarem – Ele provavelmente foi causado por esses magos ridículos do Colégio. Antes a cidade era grande e plena... mas agora ela não passa desse vilarejo caindo aos pedaços que vocês vêem diante de vocês.
—E o que o faz pensar que foi culpa dos magos? – perguntou Duncan.
—O fato de o antigo mestre deles ser um maldito Elfo já me diz muita coisa, estrangeiro.
Duncan apenas lançou sobre o homem um olhar de descrença. Mas desistiu de argumentar. Eles não tinham tempo. Prosseguiram com sua viajem até chegarem no que parecia a única maneira de adentrar o Colégio. Uma Altmer esperava na entrada. Faralda era seu nome.
—E por que querem entrar no Colégio de Winterhold? Qual o seu propósito?
Duncan respondeu pacientemente:
—Estamos em busca de um Elder Scroll para evitar um holocausto realizado por vampiros.
—O que...? Como assim, um “holocausto”?
—Morte total. Se eles conseguirem o que querem, podemos dizer adeus ao nosso sol e à toda vida não-vampirica em Tamriel. Eu gostaria de explicar melhor, mas não temos tempo.
—Bom... não sei qual o procedimento nesse caso, mas... só podem passar se provarem ser dignos.
—Qualquer coisa- Serana respondeu – Só seja breve.
Após passar por um teste, onde cada um deles tinha que usar um feitiço de chamas no símbolo no chão, ela deu passagem à eles e várias luzes se acenderam em poços de energia ao longo da grande ponte. Quando a última luz se acendeu, os portões se abriram. Lá dentro, havia um enorme pátio, com uma estátua de uma figura masculina encapuzada com os dois braços abertos. Lá, eles foram instruídos a achar o Arcanaeum, uma enorme biblioteca cujo regente era um velho Orc rabugento chamado Urag. Quando questionado sobre os Elder Scrolls, ele forneceu um livro chamado de “Ruminações sobre os Elder Scrolls”, de Septimus Signus. Ao folear, porém, Duncan pareceu confuso. Serana tomou o livro da mão dele e encontrou a seguinte passagem.
“Imagine viver sob as ondas com uma bênção míope de tecido mais excelente. Segurando o tecido sobre suas brânquias, você começaria a respirar — beber sua urdidura e trama. Embora as fibras de matéria vegetal imbuzem sua alma, o plâncton miserável polui o pano até que ele fedesse para os céus da profecia. Esta é uma maneira pela qual os Pergaminhos vieram a passar, mas somos nós o mar, ou o respiro, ou o tecido? Ou somos a própria respiração?
Podemos fluir através dos Pergaminhos à medida que o conhecimento flui através, sendo a água, ou somos o pântano preso da sujeira do mar que se reúne nas margens?
Imagine, novamente, desta vez, mas diferente. Um pássaro aproveitando o vento é levantado por uma rajada e derrubado por uma pedra. Mas a pedra pode vir de cima, se o pássaro estiver de cabeça para baixo. De onde, então, veio a rajada? E qual direção? Será que os deuses enviaram ou, ou o pássaro decretou sua presença por sua própria criação mental?
A visão total dos Pergaminhos faz um giro da mente de modo que as posições relativas são absolutas em sua primazia.
Peço-lhe novamente para imaginar para mim. Desta vez você está abaixo do solo, uma minúscula bolota plantada por alguma donzela elfa bem-intencionada das florestas para seu prazer. Você deseja crescer, mas teme o que você pode se tornar, então você empurrar para fora da água, a sujeira, o sol, para ficar em seu buraco. Mas é no empurrar muito que você se tornar uma árvore, apesar de si mesmo. Como isso aconteceu?
A bolota é um tipo de ovo de árvore neste exemplo, eo conhecimento é água e sol. Nós somos o frango dentro do ovo, mas também a sujeira. O conhecimento dos Pergaminhos é o que empurramos contra para nos tornarmos mimos.
Um final imaginando antes de sua mente se fecha do choque de sempre-saber. Você é agora uma chama queimando o azul brilhante dentro de um vasto vazio. Com o tempo você vê seus irmãos e irmãs, queimaduras de seus próprios na distância e ao longo de seu lado. Um mar de pontos, uma constelação de memórias. Cada queima brilhante, em seguida, cintila. Então dois mais tomam seu lugar mas não para sempre para que o vácuo não encha com a luz rançosa que suga o pensamento.
Cada uma de nossas mentes é realmente o vazio, e os aprendizados dos Pergaminhos são os pontos-chave. Sem a sua luz apunhalante, minha consciência seria como um vasto nada, desconhecendo seu vazio como um vazio é desconhecimento de si mesmo. Mas as queimadas são perigosas, e devem ser cuidadosamente cuidadas e ocupadas, trazidas para si mesmas e espalhadas para seus irmãos.”
Serana pareceu igualmente espantada, fazendo também sua dose de caretas. Duncan olhu para o velho e disse, por fim:
—Me perdoe, mas.... isso não faz sentido algum.
— Sim, esse é o trabalho de Septimus Signus. Ele é o mestre do mundo da natureza dos Elder Scrolls, mas... bem. Ele se foi por um longo tempo. Demasiado longo.
—Ele está... morto?
—Oh, não, — respondeu o Orc – espero que não, mas mesmo eu não o veja há anos, éramos próximos... Ele ficou obcecado com os Dwemer... Foi ao norte dizendo que ele havia encontrado algum artefato antigo ... não o vi desde então. Teoricamente, ele está em algum lugar nos campos de gelo, se você quiser tentar encontrá-lo.
Eles agradeceram e seguiram para o norte, atravessando a água congelada do Mar dos Fantasmas, até uma pequena caverna com uma grade na entrada. Grade, essa, que estava destrancada. Ao entrarem, se depararam com uma descida em espiral, e lá, os aposentos do velho mago, e o próprio Septimus.
Aparentemente, estava obcecado por um enorme cubo com uma estranha fechadura. Algo estava claramente errado com o velho, que andava de um lado para o outro em frente ao enorme cubo e sussurrando a si mesmo:
—Cavem, Dwemer, no além. Eu vou conhecer o seu desconhecido perdido e subir para suas profundezas. Quando o nível superior foi construído, não mais poderia ser colocada. Era e é o ápice máximo. Quanto tempo será cantado? Meus pés foram colocados sobre a rocha, mas ela se transformou em lama e me puxou para baixo. Lamber as vidraças e fumar o vidro.
Os dois se entreolharam. Ele parecia ainda mais louco ao vivo. Mesmo que ele fosse tão incompreensível quanto seu livro, eles não tinham escolha a não ser tentar entender o que ele estava dizendo. Duncan tomou a frente.
—Com licença, senhor.... o que está fazendo aqui, no meio do nada?
—O gelo enterra o coração, a desgraça de Kagrenac e Dagoth Ur. – disse o velho, com mais charadas, aparentemente se enrolando mais e mais – Aproveitá-lo é saber. Os fundamentos... a caixa do Dwemer me oculta. Uma visão interior mais profunda do que as profundezas, no entanto, para fazer a abertura.
—E... por um acaso o senhor não teria consigo um Elder Scroll? – perguntou Serana.
—Já vi o suficiente para conhecer seu tecido, a urdidura do ar, a trama do tempo, mas não, não está em minha posse. Elder Scrolls, o Império, eles fugiram com eles, ou então eles pensam, os que viram, os que eles acharam que viram. – ele deu uma risadinha, provavelmente por conta da própria brincadeira de palavras – Mas não posso ir a ele, não o pobre Septimus, porque eu ... eu saí do seu alcance.
—E onde ele está?
—Aqui, bem, aqui como neste plano, Mundus, Tamriel, perto, relativamente falando. Na escala cosmológica, tudo está próximo.
—Olhe, realmente não temos tempo para isso. É uma emergência. –Duncan explicou
—Um quarteirão levanta o outro, Septimus dará o que você quiser, mas você deve trazer algo a ele.
—Eu vou repetir, caso não tenha sido claro. Não temos tempo para isso, velho. Precisamos do Elder Scroll. AGORA.
—Oh, um bruto... Septimus não tem medo de você, mas como um bloco levanta outro, talvez nós mesmos poderíamos ajudar a cada um.
Duncan virou-se para Serana.
—Não tem jeito... ele é totalmente louco. Não tem sentido ficarmos insistindo.
Mas Serana não deu o braço a torcer.
—O que quer, velhote? – ela perguntou.
— Você vê esta obra-prima do Dwemer. No fundo de seus maiores conhecimentos. Septimus é inteligente entre os homens, mas ele é apenas uma criança idiota em comparação com o mais maçante dos Dwemer. Sorte, então, que eles deixaram para trás a sua própria maneira de ler os Elder Scrolls. Nas profundezas de Blackreach ainda reside. Você já ouviu falar de Blackreach? Lançados sobre onde dormiam as cidades de Dwemer, o aprendizado oculto da abóbada se manteve. – dito isso, o velho deu uma risada insana e alucinada
—E onde é esse... Blackreach? – a vampira perguntou, intrigada.
—Profundamente difundido. Abaixo da escuridão. O segredo escondido. Torre Mzark. Alftand. O ponto de punção, de primeira entrada, do rosqueamento. Mergulhe até seus limites, e Blackreach fica logo além. Mas nem todos podem entrar lá. Apenas Septimus sabe a chave oculta para soltar a fechadura para saltar sob a rocha mortal.
—E qual é?
—Duas coisas que tenho para você duas formas, uma pontuda, uma redonda, a redonda, para afinação. É macia e sutil, e precisava abrir seus mais inteligentes portões. O Lexicon, afiado, para inscrever. Para nós, um pedaço de metal. Para os Dwemer, uma biblioteca de conhecimento total. Mas... vazia. Encontre Mzark e seu domo no céu. As maquinações lá lerão o Scroll e colocarão a sabedoria sobre o cubo. Confie em Septimus. Ele sabe que você pode saber. – dito isso, ele entregara os dois itens, uma Esfera de Sintonia e um Lexicon em Branco, e estava mais do que disposto a explicar seu uso. – Para a esfera, as portas mais profundas de Dwemer escutam para cantar, ela joga a atitude de notas próprias para a abertura. Você não pode ouvir? Demasiado baixo para ser ouvido? Vislumbrar o mundo dentro de um Elder Scroll pode danificar os olhos, ou a mente, como tem a Septimus. Os Dwemer encontraram uma brecha, como sempre fazem. Coloque o Lexicon em sua armadilha e concentre os conhecimentos nela. Quando ele se encher de brilho, traga de volta e Septimus poderá ler mais uma vez.
—O que espera ganhar com o conhecimento do Elder Scroll? – Duncan perguntou.
—Ooooh, um observador... Como é inteligente perguntar a Septimus... Esta caixa de Dwemer... Olhe para ela e admire-a... Dentro está o coração. O coração de um deus. O seu coração. E o meu. Mas ele estava escondido. Não pelos Dwemer, veja. Eles já foram embora. Por outra pessoa, então. Invisível. Desconhecida. Encontrou o coração e com um dom para o irônico Dwarven. O Scroll dará a visão profunda necessária para abri-lo, pois nem mesmo as mais poderosas maquinações do Dwemer podem impedir a visão que o Elder Scroll oferece.
Duncan e Serana se viraram, prontos para partir em mais uma jornada aparentemente infrutífera. Mas o velho complementou, enquanto deixavam a caverna:
—Você olha para a esquerda, você vê uma maneira.Você olha para a direita, você vê outra. Mas nem é mais difícil do que o oposto. Os velhos manuscritos... eles olham para a esquerda e para a direita no fluxo do tempo. O futuro e o passado são como um: Às vezes eles até olham para cima. O que eles vêem então? E se eles mergulharem? Então a loucura começa.
Duncan sacudiu a cabeça, antes que seu cérebro colapsasse tentando traduzir o que ele quis dizer com isso.
***
Ao chegar à ruína Dwemer conhecida como Torre Mzark, Duncan e Serana tiveram seus problemas para encontrar a entrada. Ao entrarem, se depararam com outra caverna de gelo.
—Então... que tour é esse pelas cavernas de Skyrim que você está me levando? – Serana brincou, dando um pequeno sorriso.
Duncan riu.
Ao prosseguirem um pouco mais, se depararam com o que pareciam sinais de um massacre: manchas de sangue cobriam a neve e a tingiam de vermelho. Não haviam corpos, mas haviam destroços. Também havia um saco de dormir, um alaúde, algumas caixas destruídas... e um relato:
“Tentamos atravessar a geleira no topo, mas não conseguimos encontrar nenhum caminho para o parapeito da torre. Yag encontrou na parede glacial a construção de uma passarela que foi concluída a tempo, antes de uma tempestade chegar. No início, pensamos em esperar, mas só ficou pior. Uma mudança na geleira matou vários dos novos trabalhadores.
Eu pedi a todos para pegar rapidamente os suprimentos e sair como pudéssemos pela fissura, e nós conseguimos conduzir a maioria deles. Um dos trabalhadores decidiu que ele não iria ouvir e tentou atravessar a tempestade, mas foi arrancado da passarela pelo vento.
Parece que estamos bem e verdadeiramente presos aqui. Mas por tudo isso me sinto ainda mais inclinada a pensar que eu deveria ser a única a descobrir os mistérios desta ruína. Estou cansada de todo o crédito pelo meu trabalho indo para os Magos ou a Legião. Será o meu nome que irá para os livros de história por esta descoberta.
—Sulla Trebatius”
Seguiram a trilha de sangue pelas ruínas que ora eram apertados corredores cercados por neve, ora eram espaços abertos, com encanamentos feitos do metal amarelado e talhado dos Dwemer espalhados por toda parte. Ouviram uma voz. A língua presa e a sonoridade rouca e ronronada deixava claro que era um Khajiit.
— Onde está? Eu sei que você estava tentando pegar para si mesmo J'zhar... Você sempre tenta pegar para si mesmo! – após uma pequena pausa, ele voltou a falar, de modo mais frenético e enfurecido –Não! Tem que haver mais Skooma... Cale a boca! Cale-se! Não minta para mim J'zhar! Você escondeu! Você sempre tenta roubar de mim! – ele gritava.
Mas as passagens não pareciam levar a dupla à fonte da voz. Na verdade, elas desceram para o lado oposto, e logo o Khajiit não era mais ouvido. Logo, a paisagem congelada fora substituída pelo ambiente enegrecido de uma ruína Dwemer normal, com altas colunas e destroços por toda parte. Claro, ainda haviam estalagtites no teto, formadas nos vãos que se abriam pelo teto, e montes de neve ocasionais. Logo, encontraram uma mesa e, sobre ela, cristais de alma, um mapa do lugar e livros em muito bom estado. Ao olharem para o lado, encontraram grades impedindo sua passagem, então optaram pela única passagem visível, que ia para o lado oposto, adentrando ainda mais nas ruínas. O barulho de patas de metal batendo no chão das pequenas aranhas trabalhadoras dos Dwemer pôde ser ouvida, e as duas foram destruídas na base dos pontapés, apenas. Todo esforço que pudessem poupar, Duncan e Serana iriam. Logo, a neve foi novamente tomando conta novamente das ruínas. Se deram conta de que estavam indo, talvez, na direção dos Khajiit. Talvez eles soubessem como sair dali, ou como prosseguir até o Scroll.
Quando entraram na pequena sala, encontraram um dos Khajiit deitado, e o outro, o que falava antes, agachado perto dele.
—O quê? Quem é esse, irmão? Outros peles lisas procurando comida? Mas estes não foram presos conosco... – no entanto, seus pensamentos rapidamente retornar ao skooma – Não... Não! Você deve ter sido quem pegou meu skooma!
Dito isso, ele sacou um machado de lenhador e correu na direção dos dois. Duncan usou ambas as espadas para travar seu ataque.
—Calma! – disse ele – Não pegamos nenhum Skooma! Apenas estamos tentando encontrar um artefato antigo aqui!
—Mentiras! – o Khajiit respondeu, furiosamente, uma vez mais erguendo seu machado.
—Não me force a machucá-lo!
Mas o Khajiit não deu ouvidos. Duncan se viu obrigado a eliminá-lo, pois ele havia se tornado perigoso de mais devido à abstinência do Skooma. Depois da batalha, ambos descobriram que J'zhar, o outro Khajiit, morreu há muito tempo.
—Que fim triste – comentou Serana – Acho que ele sequer tinha consciência de que seu amigo estava morto.
—Talvez tenha sido ele mesmo que o matou.
No corpo de J’zhar, outro relato:
“Este está no final do seu wit. Inscrevi J'darr e à mim para esta expedição para tentar limpá-lo do Skooma. Eu trouxe um pequeno suprimento para tentar trazê-lo para baixo lentamente, mas a tempestade nos fez ficar presos na geleira por semanas.
Os outros, já que estavam com peles, não devem se abalar tanto com o frio, mas o suprimento de skooma que eu trouxe está se esgotando, e J'darr está ficando muito ruim. Começou a alucinar que criaturas estavam saindo do gelo e das ruínas, os outros começam a pensar que ele pode estar por trás do desaparecimento de Valie, mas eu sei que ele nunca faria algo assim.”
Ao seguir o caminha mais à frente, encontraram mais relatos.
“Já faz uma semana que Valie desapareceu e Endrast também se foi. Encontramos sangue que levava até a porta de entrada, mas Sila parece pensar que eles encontraram um caminho e que estão tentando cortá-lo da descoberta.
Ele continua dizendo que precisamos continuar. Conseguimos atravessar outra seção das ruínas, uma "Animonculory", onde os Dwemer iriam produzir seus autômatos.
Nós aprendemos do jeito mais difícil que as criaturas de metal estão ainda vivas lá dentro, e isso não melhorou o humor de Yag nem um pouco. Ela afirma que os irmãos Khajiit não estão envolvidos com os desaparecimentos e tem ficado de olho em Sila.
As rações estão quase acabadas e vamos ter que decidir em breve se queremos enfrentar a tempestade ou tentar nos forçar ainda mais para dentro das ruínas. Eu não sei se os ecos de gritos que eu ouvi enquanto dormia são aqueles de nossos companheiros desaparecidos, ou meus próprios pesadelos.”
A cada relato, Duncan e Serana ficavam ainda mais desconfortáveis de estarem ali dentro. A história estava ficando clara: um grupo de exploradores que procuravam o mesmo artefato que Duncan e Serana haviam ficado presos ali devido à uma forte tempestade. Os irmãos Khajiit se separaram do grupo, pois estavam sofrendo pela desconfiança do resto. Em abstinência e totalmente alucinado, J’darr matou seu irmão em busca de mais skooma, enquanto os autômatos eram os reais responsáveis pelo desaparecimento.
Mas pequenas aranhas não fariam isso. Apenas as Esferas, autômatos extremamente bem equipados, mas sem ter sua mobilidade reduzida, que patrulham incansavelmente ruínas como aquelas. Dali em diante, o cuidado dos dois teria que ser redobrado.
Estranhamente a maior parte dos autômatos daquele trecho em diante estavam destruídos, e os que sobraram não tinham sinais de terem matado alguém. Ao atravessar mais alguns quebra-cabeças, eles encontraram, em algo que parecia um antigo e arruinado dormitório, algo que fez Duncan tremer por inteiro, algo que ele temia mais do que os Dwemer. Era um elmo Falmer. Ele pôde se lembrar vividamente das criaturas horrendas, extremamente habilidosas e ágeis que uma vez mataram quase todos os companheiros dele em uma expedição, o temor que sentira ao perseguir Mercer Frey em uma ruína infestada deles. Os gritos ecoaram em seu cérebro.
—Duncan? –Serana perguntou – Há algo errado? Seu coração acelerou, e muito!
—São os Falmer – ele disse, pela primeira vez com a voz trêmula – Temos que fazer silêncio.
—Falmer?
—Criaturas horríveis que um dia já foram Elfos das Neves, mas que ficaram cegos e se transformaram em criaturas de puro mal. Tudo o que eles se importam é em matar qualquer criatura da superfície... da pior maneira possível.
Ao continuarem o caminho, tentando manter silêncio total (algo que era facilitado pelas habilidades vampíricas de Serana e as botas dos Nightingales que Duncan trajava), eles chegaram à uma descida em espiral, enorme. Ali perto, se encontrava um cadáver de um elfo com uma flecha enterrada no ombro, e junto dele, a última anotação do grupo de expedição.
“As criaturas sem olhos nos levaram em nosso sono. Eu não sei o que aconteceu com os irmãos Khajiit, nunca os vimos na cela. Eu consegui arrombar a trinca e organizamos uma fuga, mas fomos divididos. Sulla gritou algo sobre não sair sem encontrar o que ele veio buscar e Umana o perseguiu.
Yag e eu tentamos chegar até o topo do eixo da caverna, mas uma das rampas estava quebrada. Sem hesitar, ela me agarrou pelo pescoço da minha túnica, me jogou no topo da borda e me disse para correr.
E eu fiz. Eu nem olhei para trás. Eu apenas corria como um covarde. Eu podia ouvi-la lutando contra eles e eu só tinha que fugir. Eu nem notei a flecha no meu ombro até eu me esconder aqui.
Essas criaturas de metal ainda estão ao meu redor e estou apavorado demais para me mexer.
Oito Divinos, por favor, me levem agora.”
Eles deceram, tomando novamente cuidado com os Falmer, até que chegaram no trecho descrito pelo elfo, a rampa quebrada. Ela daria acesso à um pequeno pátio, talvez feito para descansar antes de prosseguir com a descida. Era uma distância segura, e Duncan só teve que rolar para absorver propriamente o impacto. Acima dos escombros do que um dia fora a rampa, se encontrava o cadáver de Yag, inerte e com a expressão de pavor ainda paralisada em seu rosto, e pelo menos seis flechas enterradas em suas costas. Serana, que pousara com a graça de um felino ao lado de Duncan, não pode conter uma expressão de pena.
Não havia outro caminho, se não continuar descendo. Mas logo eles ouviram uma respiração um tanto chiada, e passos descalços, com pequenas garras, batendo no chão úmido. Serana recuou e pisou em uma pequena pedra. Aquele mínimo barulho fez a respiração que se aproximava cessar totalmente. Eles voltaram ao pátio. Logo, aquela criatura, com a pele pálida, orelhas pontudas, um nariz que se assemelhava ao focinho de um morcego, os dentes pontiagudos e apodrecidos e aquelas finas bifurcações que mais pareciam feridas abertas em diagonal onde se encontrariam os olhos, apareceu.
Ele estava com o arco pronto, e andava devagar, movando a cabeça quase freneticamente de um lado para o outro, tentado captar algum som de suas possíveis vítimas. Serana pôs a mão sobre a boca de Duncan que começava a respirar pesadamente. Ela jamais imaginara que um homem que não tremeu nem à presença de seu pai, nem no mundo dos mortos, nem diante de um dragão, teria medo de uma criatura como aquela. Mas então ela olhou para trás, para o cadáver ali, com seis flechas enfiadas em suas costas. Se Duncan já havia visto um Falmer de perto, certamente não foi uma experiência agradável.
Ela levou a mão até sua adaga, mas o mero ruído desta sendo desembainhada já chamou a atenção do Falmer. A criatura uma vez mais preparou a flecha em seu arco, e começou a caminhar lentamente na direção de Serana. Ela ficou imóvel. Não sabia o que fazer, afinal, qualquer passo que ela desse poderia fazer o Falmer disparar, e talvez Duncan não conseguisse desviar à tempo.
Duncan conseguiu dar a volta ao redor do Falmer e fez algo que julgaria loucura se parasse para pensar adequadamente. Chegou atrás dele e deu um grito a plenos pulmões em seu ouvido, fazendo a criatura perder totalmente seu senso de direção e se virar rápida e desengonçadamente para Duncan, que agarrou forte seu braço e, botando toda força em seu quadril, arremessou o Falmer, que, tropeçando ao tentar parar, foi lançado em queda livre lá para baixo.
Eles continuaram descendo, e viram que havia uma armadilha tão rústica que se poderia facilmente adivinhar que era de natureza Falmer. A próxima, porém, era Dwemer: um pilar de fogo que bloqueava a porta de acesso à próxima área, e um Falmer esperava ansiosamente ali para vingar seu camarada. Serana não pensou duas vezes: correu até ele e o empurrou até as chamas, depois, puxou Duncan para a porta, enquanto o Falmer agonizava ali.
Após evitarem mais armadilhas Dwemer e mais alguns Falmer, eles finalmente chegaram à Catedral de Alfrand, e puderam sentir que finalmente fizeram algum progresso. Os escombros ali faziam a trilha a ser seguida ser óbvia, e não um complexo de lugares que poderiam dar em.... bom, qualquer lugar. Ao avançar e atravessar um enorme portão, se depararam com algo que podia ser comparado à uma caverna.
A parte principal da catedral estava no centro do local, e atrás dela, a passagem para Blackreach. Só havia um problema: o lugar estava infestado por Falmer. Dessa vez, se esgueirar não parecia tanto uma opção viável. Eles teriam que lutar. E foi o que fizeram. De costas um para o outro, eviataram que os Falmer os cercassem. Serana não se segurou para aproveitar e se alimentar de alguns deles, revivendo cadáveres para que os ajudassem. Em pouco tempo, os Falmer haviam caído. Duncan tirou a flecha de seu ombro e massageou a ferida, passando sobre ela uma poção de regeneração.
Eles se depararam com o portão fechado e nenhuma maneira de abri-lo à vista, apenas um lance de escadas. Chegando lá em cima, encontraram uma alavanca que abriria o portão. Até agora tudo bem.
Mas ao andar pela catedral, viral algo tarde de mais que os daria muito trabalho. Um Centurião Dwemer, um dos tipos de Autômato mais perigosos, havia despertado. Elogo que despertou, o vapor quente saiu de suas narinas.
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