Skyll - A Era dos Portais

6 Capítulo 6 - Estou sonhando?


Notas iniciais
TAPIOCAS!! VOLTEI! Adivinhem? Consegui dar um jeito de postar para vocês! Fazer o que se amo minhas tapiocas do coração? E... NÃO TERÁ MAIS HIATUS! YEY! Vamos fazer uma festa, porque consegui arranjar um computador pra postar u-u Espero que tenham tido um natal ótimo e que tenham um próspero ano novo! :) Por falar em ano novo... Pensei em postar um especial para vocês, mas veremos isso, veremos! Vou deixar vocês lerem, afinal, merecem depois desse susto que dei em vocês. né? Haha x) Boa-leitura!

Levanto-me da cama já disposta. Minha mãe havia me enchido de perguntas na noite passada sobre a visita de Andrew até o jantar. Para fugir dei a desculpa de estar com dor de cabeça e deitei para dormir cedo. Me arrependo ao ver a hora: sete da manhã. Eu poderia ter ficado vendo filme ou sei lá, mas agora já era.

Aproveito que estou acordada e vou ao parque ler (depois de tomar café e me arrumar, claro). Chego ao parque e me sento ao pé de uma árvore já quase sem folhas. É outono e as árvores já estão quase sem folhas, que cobrem o chão formando um imenso tapete alaranjado de folhas secas.

Começo a ler o livro. Fiz minha mãe comprar A Menina Mais Fria de Coldtown quando fomos ao shopping. O livro é de fantasia, meu gênero favorito, e é super legal.

Depois de uma hora me canso de ler e guardo o livro, porém continuo sentada admirando o parque e suas árvores, amava outono por deixar as árvores assim e por ser frio.

A manhã estava fria, mas raios de sol davam aquele ar de manhã de domingo no tempo, dando até certo sono.

Ouço passos atrás de mim e me viro para ver. Vejo Layla em pé sorrindo.

–Oi Cassie–ela diz.–Você por aqui a essa hora?

Me levanto do chão abanando a roupa para tirar as folhas.

–Pois é–digo.–Acordei cedo e não tinha nada para fazer–dou uma pequena risada–E você?

–O mesmo–ela ri.

Passamos o resto da manhã caminhando pelo parque e conversando. Quando já era quase a hora do almoço fomos até a nossa rua e nos despedimos.

Quando chego no corredor do meu andar sinto o cheiro do strogonoff da minha mãe. Entro em casa hipnotizada pelo cheiro maravilhoso e me deparo com a mesa posta.

–Ai que fome... –digo esfregando a barriga.

–Só vem pra casa quando tá com fome né? –ela brinca.

–Lógico.

Estranhamente minha mãe não pergunta nada sobre Andrew. Fico a encarando esperando alguma pergunta, algum comentário... Qualquer coisa.

–O que foi? –ela pergunta percebendo meu incômodo.

–Você não vai me bombardear de perguntas mais não?

Ela fica confusa, como se não tivesse entendido.

–O que... –ela fala– Do que está falando?

–Você está brincando né? –digo incrédula.

Ela nega com a cabeça. Agora eu é quem estou confusa. Ela não se lembra?

–Mãe, ontem você me fez mil perguntas sobre o Andrew, não lembra?

–Quem é Andrew? –ela pergunta mais confusa ainda.

–O meu... amigo da escola... não se lembra mesmo?

Minha mãe me encara como se eu estivesse falando grego.

–Cassie, você está bem?

Faço que sim com a cabeça, ainda confusa. Minha mãe desiste de tentar entender e vai arrumar a cozinha. Vou para o quarto e ligo para a Chris. Se há alguém que se lembre de Andrew, esse alguém é ela.

–Alô? –ela fala do outro lado da linha.

–Chris! Me responda urgente: sabe quem é Andrew? –digo antes de ela falar qualquer outra coisa.

Ela fica quieta por um momento. Como se tentasse se lembrar...

–Não–ela diz– Por quê?

–Não? Mas... –Era melhor deixar quieto do que passar por louca, então não digo nada– Nada. Obrigada, tchau.

–Cassie, esper... –desligo o celular.

O que está acontecendo? Ninguém se lembra de Andrew, nem das vezes em que estive com ele. Começo a me perguntar se tudo não se passava de um sonho. Será que eu estava louca? Mas e Andrew? Ele não podia ser só imaginação! Ele era o Andrew. Começo a me lembrar da noite passada, quando ele iria me dizer algo, e fico curiosíssima para saber do que se tratava. Mas agora ninguém nem sabe quem ele é. Ele ao menos existe?

Fico em pânico sem saber o que fazer. Não sei onde ele mora, não tenho seu número de celular, nem sei como ir para a escola de Skylls.

=*=

Estou no terraço da escola, tentando achar algum vestígio de Andrew, mas nada. Ele simplesmente desapareceu. Sento-me no chão e começo a chorar. Eu não quero perde-lo, mesmo que ele seja só imaginação, ele se tornou meu melhor amigo, e eu não vou aguentar perder mais alguém, não vou.

Enxugo as lágrimas e me levanto. Tenho que dar um jeito de ajuda-lo, e não vou fazer isso chorando como uma criancinha, eu vou encontrar Andrew!

Lembro das vezes em que ele viajou comigo com aqueles portais. Será que eu consigo fazer o mesmo? Fecho os olhos e me concentro. Imagino algum portal se abrir á minha frente. Imagino que posso entrar nele, que eu sou capaz. Penso em como essa é minha última chance de encontrar meu melhor amigo... Em como vou encontrar ele.

Me imagino em frente á um portal e dou um passo á frente. Sinto o corpo flutuar... Abro os olhos e perco o ar. Eu... consegui.

Vejo galáxias como sempre, e me sinto orgulhosa de mim mesma por ter conseguido. Consegui por pura força de vontade, pura magia. Um feixe de luz aparece e quando percebo me encontro no hall de entrada da escola de Skylls com Molly me encarando boquiaberta.

–Cassie... você... fez isso sozinha? –ela pergunta pasma.

Sorrio orgulhosa para ela, deixando claro que sim.

Me aproximo do balcão ignorando os olhos esbugalhados de Molly.

–Molly–digo. –Você... Sabe quem é Andrew?

–Claro que sei! –ela diz para minha alegria–Mas que pergunta é essa?

Penso no que acabo de fazer. Viajar por um portal sozinha e perguntar se ela conhece alguém que eu vi ela conversando. Deve pensar que tenho problemas.

–É que... Ninguém que conheço se lembra dele. Fiquei desesperada achando que estava louca.

Ela diz um “ah” suspirado.

–Entendo.–ela sorri–Não fique preocupada, ele está bem.

–Como sabe? –pergunto confusa.

–Faz parte de um treinamento surpresa do senhor Vermount. Está praticando uma magia de tirar as memórias das pessoas que te conhece, apagando completamente a sua existência para eles, exceto com Skylls. Deve ter percebido esse detalhe.

Faço que sim com a cabeça. Brincadeira... Nem pra avisar a maluca aqui.

–Ér... Termina quando o treinamento? –pergunto.

–Amanhã de manhã. –ela diz– O senhor Vermount é bem rígido quanto á isso.

–Ah sim... Então tchau–digo acenando e dando meia volta.

–Espere–ela me chama. Viro em sua direção–Não quer conhecer nossa biblioteca? É enorme! Ela estava fechada quando você veio e não deu para mim te levar lá. Quer aproveitar que está aqui?

Penso um pouco. Eu mereço depois dessa preocupação toda, e gosto de livros.

–Claro!

Ela me leva até lá. Fico boquiaberta quando vejo o tamanho daquele lugar. É gigante, com prateleiras de madeira de perder de vista lotadas de livros. Alguns novos, outros velhos. Nas parede há mais e mais prateleiras de livros, e á uma bancada com uma senhora já de idade, com cabelos pretos e grisalhos, lendo um livro.

Molly me leva até ela, fazendo a senhora despertar de seu livro.

–Senhora Lânia, esta é Cassie, ela é nova aqui na escola e quis conhecer a biblioteca–ela diz olhando para ela e depois para mim. Então ela era a mulher com nome esquisito.

–Prazer–ela diz docemente–pode ficar á vontade.

–Obrigada–digo olhando ao redor.

Molly se despede e sai, me deixando ali.

Caminho entre as prateleiras sentindo cheiro de livros novos e velhos. Alguns estão empoeirados e desgastados pelo tempo. Outros, porém, estão com cheiro de novo e com a capa nova. A única coisa que me deixa confusa são os nomes. Enciclopédia Via Láctea. As Três Marias Antigas. Magias de Órion.

Pego um que me chama a atenção: Portais Estelares. Ele é antigo, e um pouco empoeirado, porém sua capa é dourada e parece ter sido brilhante antigamente.

Vou até a mesa que há perto da bancada da senhora Lâmia e me sento. Ouço um ronronar e me deparo com um gato cinza peludo de olhos azuis me encarando com seus olhos sonolentos.

–É a Lupa–Lâmia diz–Minha companheira. Chamamos ela assim porque sempre ajuda a achar livros escondidos.

Sorrio para a gata. Gosto de animais, e ela é fofa. Acaricio sua cabeça e ela se deita fechando os olhos.

Começo a ler o livro, e fico surpresa ao ver que é escrito á mão.

Portais estelares são invocados por Skylls descendentes de magos das galáxias, que eram filhos de constelações. No entanto, é raro encontrar descendentes desses magos poderosos, já que eram muito caçados pela família real, que os consideravam um perigo para a população dos Skylls.

Olho para a grossura do livro e dou um suspiro.

–É Lupa... Parece que vamos demorar.

Notas finais
Gostaram? Ficou meio pequeno... Estou com um pouco dificuldade de desenrolar a história. Deixem seus comentários, e se possível algumas sugestões também. E gente... 105 VISUALIZAÇÕES! Assim eu choro de emoção seus lindos :') Obrigada por tudo tapiocas, em breve novo cap! Até mais e feliz ano novo!