Skyfall

35 Capítulo 35


Notas iniciais
Eu tenho tanta coisa para falar... Quero começar agradecendo a todos vocês, não citarei nomes porque eu sei que tem leitores fantasmas que nunca se identificaram e isso não seria justo com eles, pois eu quero que TODOS vocês saibam da minha gratidão por ter tido vocês acompanhando cada virgula que eu escrevi. Eu sei, eu demorei para postar esse ultimo capítulo, por vários motivos, um deles é que eu andei meio desanimada do fandom, mas isso não vem ao caso, porém, o maior dos motivos da demora, é que eu queria um final que valesse a pena, sabe? Aconteceu tanta coisa nessa fic que ela não merecia um final mais ou menos e muito menos vocês mereciam isso. Skyfall me trouxe amizades que hoje vou levar pro resto da vida e não é exagero. Jamais pensei que escrever uma fic, me traria tantas coisas e pessoas boas. Desde setembro, que foi quando eu iniciei, até o 34º capítulo, eu tive taaantos feedbacks maravilhosos. Tive amigas que não liam fics em português, lendo só porque era minha. Tive amiga que não lia hot, lendo porque fui eu quem escrevi. Tive amigas Outlaw Queens (que eu também sou) lendo e curtindo SQ! Enfim, não conseguirei descrever tudo, e muito menos o meu sentimento por tudo isso! O meu mais singelo MUITO OBRIGADA que nunca será o suficiente! Para vocês o ultimo capítulo de Skyfall!


Ela estava encostada no batente da porta com um sorriso mais do que besta, em sua opinião. Observava há sabe-se lá quanto tempo aquela cena. A casa toda recebendo as primeiras luzes do sol, as cortinas fechadas naquele quarto que tinha apenas o pequeno abajur azul bebê aceso. Foi tirada de seu devaneio quando ouviu um chorinho denunciando que já havia acabado de mamar, voltou então sua atenção para a cena em geral, sua esposa no ritual de cobrir o seio que estava amamentando, pegar o pequeno Gepetto no colo e o começar a ninar até dormir novamente. Sorriu ao ver o coque dela desarrumado enquanto balançava a criança numa infinita dancinha com a canção de ninar, nunca imaginou que aquilo daria certo, era o combinado desde sempre, apenas Regina iria gerar uma criança e no meio de um jantar ela avisou que queria engravidar. Regina ficou um pouco assustada, mas achou a ideia maravilhosa, havia pedido tanto e a loira sempre se esquivava, sempre achou que hospital, seu ambiente de trabalho, fosse um pesado demais para grávidas, mas nada que uma mudança aqui, outra ali, fosse capaz de resolver.
Fizeram todo o processo de fertilização quando Henry estava prestes a entrar na universidade de medicina no auge de seus 18 anos e Maureen completava seus 11. Foi uma gravidez mais complicada, pois a idade não ajudava, mais de 40 anos tinha um cuidado especial, mas duas tiraram aquilo de letra. Estavam mais maduras e tinham a bagagem de criação de dois filhos.

"Regina?" Emma falou um pouco mais alto e tinha as sobrancelhas encostadas uma na outra numa expressão assustada.

"Oi?" Regina respondeu no automático, havia se perdido em seus pensamentos.

"Meu amor eu estou te chamando e falando sozinha há algum tempo." Emma falou mais baixo ainda segurando o pequeno Geppetto.

"Me desculpe, o que disse?" Regina soltou um riso fraco.

"Pode por favor arrumar o travesseiro no berço para eu coloca-lo?" Emma falou apontando com a cabeça para o berço. Regina afirmou e logo fez aquilo que havia sido pedido.

"Está tudo bem?" Emma perguntava ainda sem entender a expressão da esposa que vagava correndo os olhos pelo pequeno ali deitado.

"Sim, eu só... não sei!" Falou mais baixo do que o normal e apenas fez sinal para que saíssem do quarto.

"Hey, o que foi?" Emma estava preocupada, talvez curiosa fosse a palavra mais certa. Passou seu braço pelos ombros de Regina e foi caminhando com ela até a cozinha. Ploc que agora tinha um companheiro, seu filho Binho, estava na porta da cozinha sentado balançando o rabo a espera do carinho que recebia todo dias das duas.

"Nada, estava apenas lembrando de tudo!" Falou ainda vagamente, perdida com as mãos acariciando Ploc.

"Tudo?" Emma perguntou repetindo os gestos de Regina em Binho.

"Sim!" Falou com um sorriso aberto.

"Certo, você pode ser mais vaga? Talvez eu entenda melhor!" Pediu sem irritação alguma e arrancou uma risada baixa de Regina.

"De nós, da nossa vida, da correria e loucura que foi quando decidimos ter o terceiro filho. Queria tanto que Granny e Geppetto ainda fossem vivos, ficariam tão felizes com a homenagem." Regina tinha um ar um pouco triste, mas a felicidade que a habitava era maior que tudo. Granny havia morrido há pouco mais de dois anos, o Alzheimer não havia sido muito bondoso nos últimos dias de vida daquela senhora que tanto cuidou de todos da família.

"É, eu também queria. Mas o importante é que diferente de Geppeto que se foi rapidamente, de Granny nós cuidamos da melhor maneira possível. Jamais imaginei que a nossa família, desesperada do jeito que é, seria tão calma e centrada cuidando de uma doença tão triste. Lembra da primeira vez que ela não reconheceu sua mãe?" Emma perguntou num tom divertido, porque foi assim que a família toda fez questão de cuidar de Granny, com diversão. Sabiam e tinham plena consciência que o Alzheimer seria doloroso, principalmente para a família, mas por indicação de vários médicos, resolveram tratar da forma mais leve possível, com alegria.

Flashback ON

"Maureen, por favor saia da piscina, vamos almoçar!" Era a terceira vez que Regina a chamava e a menina era segurada por Zelena, grávida de seu filho com Kristin.

"Ah mamãe só mais um pouquinho!" A menina com os cabelos tão dourados quanto os de sua outra mãe implorava ajeitando sua boia de braço.

"Zelena, me ajude e pare se segurá-la, as duas agora aqui almoçando ou eu vou ligar para Kristin!" Regina falou debochando de Zelena que as vezes tinha um certo medo da esposa.

"Ok princesa, sua mãe pegou pesado, vamos almoçar!" Respondeu levantando a menina e a entregando para Regina que já a esperava com a toalha.

"Alguém sabe onde o Geppetto foi? Ele não voltou até agora para almoçar e meu pai odeia atrasos no almoço." Granny disse completamente alheia a tudo, causando um completo silêncio entre as irmãs Mills que apenas trocavam olhares.

"Quem é Geppetto?" Maureen perguntou sem entender o que estava acontecendo.

"Geppetto é o amor dessa moça que vai te secar enquanto terminamos de arrumar a mesa, não é Granny?" Zelena resolveu dar uma resposta vaga tanto a pergunta de Maureen como a de Granny que ainda fazia uma expressão de desentendida.

"Isso, Granny, você pode contar sobre Geppetto para Maureen e ajudá-la com a roupa? Asim eu enrolo um pouco mais com o horário de almoço." Regina complementou dando uma piscadinha para Granny que logo soltou um sorriso e levou a menina para o quarto.

"Granny, pode vir aqui por favor?" Cora pediu e recebeu um olhar curioso da mais velha.

"Desculpe, eu a conheço?" Granny perguntou sem graça pela intimidade que a aquela mulher a tratara recebendo um olhar confuso de Cora.

"Sim, essa é nossa mãe, Cora Mills! Uma de suas melhores amigas. Mas então, aproveite para contar para Maureen, minha filha, sua história com Geppetto e como foi quando ele faleceu, ok?" Regina explicava com calma e cuidado exatamente da forma que os médicos pediram, reforçando o que cada um era em meio a uma frase só. Nunca escondendo a verdade.

"Ah sim, não gosto de lembrar disso, foi muito triste, mas eu vou contar minha história para a princesa Maureen, embora eu ache que já tenha contado!" Respondeu Granny um pouco confusa com tudo aquilo e ainda misturando seus pensamentos.

"Sim, mas eu quero ouvir de novo. E se amanhã você quiser me contar de novo, tudo bem!" Maureen respondeu com sua voz infantil doce e puxou a senhora pelas mãos a sentando na cama.

Flashback OFF


"Sim, me lembro que as vezes também você implicava com ela sempre que ela não a reconhecia, ou quando perguntava pela quarta vez a mesma coisa. Ela gostava das suas brincadeiras com ela sobre os esquecimentos." Regina falou fixando seu olhar no jardim de sua casa enquanto sorria com as lembranças.

"Hoje é um dia muito especial, não vamos ficar assim tão tristes. O que a senhora Regina Mills Swan vai querer comer no café?" Emma perguntou arrancando uma risada divertida da esposa que fez uma careta imaginando a cena.

"Acho que um café já está bom, não é mesmo? Não vamos arriscar a segurança dos nossos filhos!" Falou de um jeito debochado escondendo seus rosto no pescoço da esposa depositando uma mordidinha.

"Ah, então além de esnobar meu super café da manhã você ainda me agride?" Perguntou colocando a mão sob o local que havia sido mordido fazendo uma expressão de dor.

"Não é agressão é carinho! Vem aqui, deixa eu dar um beijinho que sara!" Regina disse puxando-a pela cintura depositando um beijo leve em seu pescoço.

"Acho que.." Emma falava com a voz manhosa e de olhos fechados.

"Não! Nem pensar, Maureen daqui a pouco acorda e eu não quero minha filha quase adolescente vendo coisas que irão traumatizá-la!" Regina interrompeu o que Emma queria falar e se afastou da esposa.

"Traumatizá-la? Você acha que ela tem quantos anos? As séries que ela assiste com certeza tem cenas piores do que ela poderia presenciar!" Emma gesticulava indignada com o súbito afastamento de Regina.

"Por favor, minha filha tem 11 anos, eu mal me recuperei de Henry apresentando a namorada!" Regina falava com a mão sob o peito como se aquilo fosse um absurdo.

"Meu amor, Henry apresentou a namorada há três anos. Quanto a Maureen, você por um acaso se lembra quantos anos eu tinha quando nós..." Foi interrompida por Regina novamente.

"Para, pelo amor de Deus! Se eu soubesse que teríamos uma filha, eu JAMAIS teria te beijado com você no auge dos 11 anos!" Regina tinha uma expressão assustada, porém engraçada. Ela mesma tinha consciência que estava dramatizando um pouco, bem pouco em sua visão.

"Volta aqui?" Perguntou Emma com uma cara de criança quando quer alguma coisa. Regina sorriu com aquilo e a loira ficou sem entender.

"O que?" Perguntou já irritada com uma das mãos na cintura.

"Você pode ter 15, 25, 35 ou 45 anos e sempre faz as mesmas caras quando quer alguma coisa. Acho que foi por isso que me casei!" Falou achando graça da cara confusa da esposa.

"Casou duas vezes e foi por conta do meu charme irresistível, tão irresistível que você vai subir comigo pro nosso quarto." Ali estava a Emma que enlouquecia Regina. Sedutora e com aquele olhar que a morena não resistia.

"Para?" Perguntou entrando no jogo.

"Ah meu amor, vamos indo que eu te mostro para que você vai subir comigo!" Emma terminou a frase gargalhando enganchando a cintura de Regina com o braço e a arrastando pro quarto em meio a gargalhadas. Tentavam rir baixo para que ninguém acordasse e aquilo teria que ser adiado, de novo e de novo e de novo. Afinal era assim que elas viviam ultimamente. Se amavam quando dava, durante as manhãs, as noites, os banhos...


~~X~~


Aquele era um dia especial mesmo, Henry Mills completaria 80 anos e todos preparavam uma festa na fazenda que foi de Geppetto e Granny, e hoje pertencia a todos da família. Como de costume a festa estava toda preparada nos fundos da fazenda, uma grande estrutura fora montada para receber todos os amigos do velho Mills.
Convidados espalhados pelo extenso jardim em mesas que cabiam 10 pessoas, dava para se ter uma noção da quantidade de amigos que ele tinha. Zelena e Kristin chegaram um pouco atrasadas pois discutiam qual roupa colocariam em Dyllan, que hoje tinha cinco anos e era um dos xodós da família por morar em Boston com as duas. David e Mary foram os primeiros a chegar com Neal, sempre eram cobrados de um segundo filho, mas eles decidiram parar por ali. De fato quem aumentou a fábrica com vontade foram Emma e Regina que tiveram três, o pequeno Geppetto com cinco meses sorria feliz no colo de Katie, a namorada de Henry.

"Onde está o papai?" Zelena perguntou buscando por ele com o olhar.

"Por aí minha filha, aquele adora um papo, deve estar sentado na mesa com alguém! Vou me sentar com os pais de Kristin, já volto para cá!" Cora levantou-se e foi até os sogros de sua filha mais velha, poucas vezes havia conversado com eles e resolvera aproveitar o momento.

Henry Mills apareceu no palco que abrigava a pequena orquestra silenciada no momento.

"Bem, essa parte de discursos eu sempre deixo por conta do meu velho amigo Frank, mas, nesse caso eu acho que terei de ser eu mesmo. Estão vendo aquelas duas meses ali? Pois bem, aquela é minha família, minha amada família que graças a Deus não cabe em uma mesa só. Me lembro que quando era jovem, eu fiz uma promessa a mim mesmo, teria mais de um filho e queria muitos netos. A vida foi bondosa comigo, encontrei o amor da minha vida com vinte anos e com ela tive duas filhas maravilhosas. Cada uma me deu uma nova família, Zelena me deu Kristin e um neto lindo, um príncipe. Regina, ah, Regina! Você me deu tantos problemas!" Nesse momento o velho Mills foi interrompido por todos que gargalhavam, enquanto Regina ria balançando a cabeça em negativa.
"Bem, mas também me deu muitas coisas, me Deus Frank e Marise que formam comigo uma parceria travada há anos, me deu mais dois filhos David e Mary que também me deram um neto que é o orgulho do vovô nas pescarias de domingo. Me deu essa loira abusada, petulante e muito apaixonada como nora e que acima de tudo é minha filha também. Vocês duas resolveram levar a sério esse negócio de família grande e me deram o trio mais precioso, primeiro Henry que me conquistou quando nem meu neto era ainda, me deram Maureen que para o meu tormento é petulante igual a mãe e me deu Geppetto, o caçula mais marrento que alguém podia ter. Na verdade eu tive uma caçula marrenta que por coincidência é mãe dele. É a vida foi bondosa demais comigo me dando essa família e esses amigos que eu tenho aqui hoje comemorando mais um ano de vida! Quero agradecer a presença de todos e aproveitem a festa, pois se tem uma coisa que a minha família sabe fazer, é festa!" O velho desceu do palco ovacionado por todos que o aplaudiam de pé. Cumprimentou com um abraço afetuoso um a um daquela família que ele acabara de citar e deu um beijo carinhoso e não menos apaixonado em sua amada Cora.

"Nossa família cresceu!" Emma falou mais para si do que para os outros, mas não passou desapercebido por Regina.

"Cresceu! Temos a mais confusa família de Storybrooke!" Regina falou sorrindo olhando minuciosamente para todos que estavam alheios ao papo.

"Sim minhas queridas, e se tem uma coisa que vocês podem se orgulhar, é por terem formado a maioria da família. Tenho certeza que eu e sua mãe seríamos felizes só com você e Zelena, assim como Frank e Marise seriam felizes com Emma e David, mas vocês duas por obra do destino resolveram se encontrar e selar o amor da forma mais bonita que existe!" Henry falou abraçando cada uma com um braço. "Obrigada mais uma vez!" beijou cada uma e saiu para dar atenção aos seus amigos.

"É, parece que somos responsáveis por esse bando de doido." Regina falou com lágrimas nos olhos e quando encontrou o olhar de Emma percebeu que ela não estava muito diferente. "Eu te amo!" Disse baixinho como um segredo para que só ela pudesse ouvir e lhe deu um selinho demorado, surpreendendo Emma que sabia o quão reservada ela era em público!

"Eu também te amo! Poderia falar algo a mais, mas eu acho que essa mesa cheia de gente fala por mim. Obrigada por construir essa família comigo!" Terminou entrelaçando seus dedos aos de Regina e recebeu aquele sorriso que ela tanto amava em troca.

A noite transcorreu como sempre foi e como sempre será, cheia de risadas e muito amor, fosse ele da forma que fosse, afinal aquela era a família Swan Mills e toda forma de amor era justa!

FIM

Notas finais
Até a próxima quem sabe? Para quem quiser, tenho mais uma fanfic: https://fanfiction.com.br/historia/657412/A_New_Chance/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!