Skyfall
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Era hoje!
Hoje seria o dia que elas conversariam com Henry sobre terem mais um filho, não que elas achassem que Henry não quisesse, pelo contrário, sempre quando elas visitavam o pequeno Neal, ele sempre falava que queria um bebê em casa, mas talvez elas achassem que seria cedo, que talvez ele se sentiria excluído. Suposições, tudo suposições.
Estavam em uma viagem só dos três. As duas tiraram alguns dias no trabalho e levaram Henry a Disney. Claro que a mais empolgada era Emma, Regina foi somente porque insistiram muito, a morena nunca foi muito ligada nessas coisas.
"É sério que eu estou nesse calor de sei lá quantos graus, andando pelo parque com orelhinhas da Minnie?" Regina falou enquanto virava a garrafa de água de uma vez sentada em um dos bancos espalhados pelo parque.
"Tá linda!" Henry e Emma falaram juntos.
"O que eu não faço por vocês?" Regina falou fitando os dois e revirou os olhos ao ver que ambos estavam sujos de sorvete.
"Otimo, tenho duas crianças comigo! Emma, uma mulher de quase quarenta anos, e toda suja de sorvete? Sério?" Regina falou enquanto limpava com um pano o sorvete de Henry.
"Quase quarenta não, faltam pelo menos quatro anos!" Emma respondeu fingindo estar ofendida.
"Não entendi a ofensa, algum problema com quem tem 40 ou quase?" Regina retrucou com a sobrancelha arqueada.
"Nenhum, até porque conheço bem a teoria de quanto mais velha, melhor fica!" Emma falou piscando o olho e dando um sorriso malicioso para a esposa.
"Sei, me lembrarei disso!" Regina disse olhando de canto de olho para ela. Depois voltaram a atenção para Henry que tomava o sorvete prestando atenção na conversa das duas.
"E você garoto? Quer ir onde agora?" Regina perguntou passando a mão na testa do menino que estava um pouco suada.
"Montanha russa!" O garoto respondeu animado.
"Quantas dessas tem nesse mundo gente? Sério, de novo?" Emma falou levantando e acompanhando os dois.
"Tá com medo Swan?" Regina falou provocando.
"Medo? Medo eu tenho quando você me chama de Swan!" Emma falou e os três caíram na gargalhada.
"Certo, depois dessa montanha russa, vamos almoçar?" Emma perguntou olhando para Henry que logo concordou.
Foram a montanha russa, enfrentaram uma fila enorme com Emma sempre reclamando do brinquedo enquanto Regina e Henry se olhavam e reviravam os olhos.
Estavam almoçando em uma das dezenas de lanchonetes que tinham no parque e Regina então resolveu se pronunciar.
"Henry, o que você acha de ganhar um irmão?" Regina perguntou um tanto receosa.
O menino parou de beber o refrigerante e fitou as duas. Abriu um sorriso que as duas nunca o viram dar.
"Tipo bebe? Para eu cuidar?" Ele perguntou animado.
"Isso um bebê, para você cuidar com a gente!" Emma respondeu sorrindo.
"Eu quero. Quando nasce? Já tem nome? Posso ajudar a escolher o nome? A gente vai montar um quarto?" O menino perguntava depressa, eufórico e sem respirar.
"Calma! Vamos com calma que ninguém está grávida, ainda!" Regina falou limpando com o guardanapo o canto da boca do menino que estava suja de molho.
"Mas a gente vai resolver isso aos poucos e quem sabe daqui a um ano mais ou menos você ganhe um irmão ou irmã!" Emma falou e o menino sorriu e comemorou.
Voltaram a se divertir, mas Henry só falava disso, não tinha outro assunto, a diversão era falar do futuro irmãozinho.
~~X~~
Quando voltaram de viagem, contaram a novidade para a família! Todos estavam muito felizes, porque desde novinhas elas falavam em fertilização.
Emma logo tratou de marcar uma consulta com uma médica que também atendia no hospital de Storybrooke.
Vinte dias depois entre consultas e exames, a dra finalmente disse que Regina estava apita para ser fertilizada e que tudo iria ocorrer de maneira tranquila. Nesse meio tempo, Emma que seria a doadora dos óvulos, tomava injeções hormonais para que depois seus óvulos fossem colhidos. Começaram então a pesquisa por doador. Nada que em uma semana elas não escolhessem juntas diante de tantas opções e fichas analisadas.
Quase quarenta dias depois, a dra. informou que estava tudo pronto, a fertilização estava feita e agora só precisava que Regina fosse ao laboratório para que o processo fosse feito e concluído.
Regina estava nervosa, um medo enorme passava pela cabeça dela, mas Emma estava ao seu lado a tranquilizando.
Durante o processo Emma não saiu do lado dela sempre trocando olhares e sorrisos. No final do procedimento a Dra. informou que em dez dias Regina poderia fazer o exame de gravidez para que tivessem certeza, mas que caso ela tivesse algum sintoma, seria normal, pois os hormônios estavam mexidos.
Dez dias se passaram e Regina se recusava a fazer teste de farmácia, ela queria ter certeza, então combinou com Emma que no dia de folga dela, dois dias depois, elas fariam o exame de sangue juntas.
Porém no dia seguinte Regina não se conteve e foi fazer o exame no hospital mesmo. Conversou com Belle que a ajudou para que Emma não ficasse sabendo. Regina sabia que Emma tinha o direito de estar com ela, mas se caso não desse certo, ela precisaria de um tempo para colocar as idéias em ordem.
Regina fez o exame e Belle conseguiu que no final da tarde ficasse pronto. A morena estava ansiosa, tão perdida em seus pensamentos que não conseguiu voltar pro trabalho depois do exame. Pediu que Cora buscasse Henry e ficasse com ele durante o dia.
No final do dia lá estava Regina na sala de Belle esperando que ela trouxesse o exame.
"Pronto, aqui está!" Belle entregou o envelope sorrindo para Regina.
"Belle, não sei nem como te agradecer, obrigada! Prometo que você será uma das primeiras a saber!" Regina disse levantando da cadeira e saindo da sala.
Foi para casa e no caminho decidiu que ligaria para Zelena. Ela seria a única que saberia dizer as palavras certas independente do resultado.
Regina entrou em casa tirou os saltos e sentou no sofá. O envelope já estava até um pouco amassado devido a força que Regina o segurava.
"Zelena? Sou eu!" Regina dizia pelo telefone com a voz aflita.
"Pequena!!! O que houve? Que voz é essa?" Zelena disse preocupada.
"Estou com o resultado do exame aqui na minha mão, estou com medo de abrir e preciso que você fique na linha!" Regina falou respirando fundo.
"Certo, estou bem aqui, abre e acabe com isso de uma vez!" Zelena tentava passar tranquilidade mas a verdade é que estava muito ansiosa.
"Ai Deus, Zelena! Ok, tô abrindo, não saia daí!" Regina falou e logo em seguida riu, porque a situação seria ridícula se não fosse tensa.
Regina abriu o envelope correu os olhos para o resultado e pode sentir as lágrimas se formando no canto de seus olhos.
"Regina por Deus, seu silêncio está me matando! E aí?" Zelena falava quase histérica do outro lado da linha.
"Zelena, você vai ser titia de novo!" Regina falou sorrindo.
"Puta que pariu Regina, não sei se te agradeço por ter me ligado, ou se te xingo. Puta merda! Queria tanto estar aí com você! Ai meu Deus, minha pequena vai ter um bebê!" Zelena falava emocionada sem conter a empolgação.
As duas caíram na risada que estava carregada de emoção.
"Merda Regina, to chorando no meio do trabalho!" Zelena falou e Regina riu novamente.
"Não estou diferente de você irmã, só estou em casa!" Regina falou indo até a cozinha para tomar água.
Logo depois desligaram e Regina tomou a água toda de uma vez, como se estivesse descarregando a tensão, involuntariamente passou as duas mãos pela barriga e sorriu.
Emma só iria voltar para casa no dia seguinte, pois estava de plantão, Regina sabia que não aguentaria esperar até lá para dar a notícia. Foi até uma floricultura e pediu que fosse entregue um buquê de rosas brancas, junto com uma caixinha que ela deixou lá.
Emma estava em seu horário de descanso quando sua secretária entrou com o buquê dizendo que era para ela.
Emma estranhou, mas percebeu que junto com o buquê tinha uma caixinha com um bilhete por cima dizendo:
"Te Amo!
Me ligue quando abrir a caixinha!
Me desculpe por ser apressada!"
Emma sorriu pois nem de assinatura precisava, mas estranhou o fato e o bilhete. Quando abriu a caixinha, teve que respirar fundo e balançar a cabeça para ver se as lágrimas caiam de uma vez para que ela voltasse a enxergar com nitidez. Tinha um par de sapatinhos brancos e um bilhetinho pequenininho escrito "Estou chegando!"
Nem que quisesse ela ficaria brava com Regina, aquela era uma das melhores notícias da vida dela. Claro que ela não ficaria até o fim do plantão, conseguiu que um médico ficasse o restante para ela, disse que era uma emergência familiar, e não deixava de ser.
No meio do caminho ligou para sua mãe pedindo que ela ficasse com Henry e se surpreendeu ao saber que ele já estava com ela. Emma estranhou, mas se bem conhecia Regina, imaginou que ela precisava abrir o exame sozinha.
Chegou em casa por volta das 19h, estava tudo escuro, apenas a luz do abajur da sala estava acesa, foi direto para lá e de longe viu Regina deitada olhando pro teto.
Regina estava impaciente, nervosa porque Emma não respondia, mas também achou que ela poderia estar em uma emergência. Por isso tentou acalmar sua ansiedade e ficou deitada pensado nas mil coisas que passava em sua cabeça. Estava tão absorta que não percebeu a porta da sala se abrindo.
"Então quer dizer que a senhora não aguentou me esperar?" Emma falou quebrando o silêncio da casa.
"Emma, por Deus, que susto!" Regina falou sentando no sofá.
Emma se aproximou de Regina e sentou-se de frente para ela na mesinha de centro. Levou suas mãos até as coxas de Regina e começou a traçar uma caminho até a barriga. Regina abaixou o olhar seguindo as mãos de Emma e percebeu que os sapatinhos estavam em seus dedos fazendo o caminho até a barriga.
"Oi bebê, eu sou a Emma sua outra mãe!" Emma falou ajoelhando e apoiando o queixo nas coxas de Regina para que sua boca ficasse perto da barriga.
Regina nada disse, apenas sorriu e passava as mãos pelos cabelos de Emma que permanecia com a cabeça perto de sua barriga.
"Sabe, essa mamãe que está te carregando, ela é um pouco teimosa, então quando você puder se manifestar, pegue pesado e não deixe que ela faça nada de exagerado! Ela é chata, vai reclamar, mas não ligue, ela não morde!" Emma falava olhando fixamente para a barriga como se pudesse ver a criança.
Regina sorriu e gargalhou ao mesmo tempo.
"Mordo sim!" respondeu retrucando o que Emma havia dito.
"Morde mesmo, tenho dó dos seus pézinhos quando você nascer!" Emma em momento algum tirava as mãos da barriga de Regina que permanecia passando as mãos por entre os fios loiros e deixava que algumas lágrimas corressem seus olhos.
"Eu te amo! Obrigada!" Emma falou voltando toda sua atenção para Regina.
Regina sorriu tão intensamente que Emma pode sentir uma pontada em seu coração.
"Quero contar ao Henry, antes de todos!" Regina falou depois de dar um selinho demorado em Emma.
"Vamos buscá-lo e saímos para jantar fora!" Emma falou ficando de pé e estendendo a mão para Regina.
"Você não volta pro hospital?" Regina perguntou colocando a cabeça no ombro de Emma e caminhando até a escada.
"E você acha que eu tenho cabeça?" Emma falou rindo.
As duas tomaram um banho rápido e foram buscar Henry na casa de Cora. O menino queria saber o motivo de jantarem fora, mas elas não falaram.
Escolheram o mesmo restaurante que tinham jantado com Anna.
No meio do jantar, antes da sobremesa, Emma colocou os sapatinhos perto das mãozinhas de Henry. Regina acompanhava tudo com o olhar.
"O que é..? O que é isso?" Henry falou segurando com cuidado os sapatinhos.
"Isso é o primeiro presente do seu irmão, ou irmã!" Emma falou olhando fixamente para Henry.
"Então quer dizer que ele já está ali?" Perguntou apontando para a barriga de Regina.
"Sim, ele está aqui e nasce daqui uns nove meses!" Regina respondeu colocando as mãos sob a barriga.
Henry se levantou e se aproximou da barriga de Regina com cuidado. Passava as mãozinhas por lá e sorria.
"Você tem muita sorte de nascer numa família que te ama. Vai ter duas mães lindas!" Henry falou e logo depois deu um beijo na barriga de Regina.
"Sorte temos nós de ter você nas nossas vidas. E o bebê também por já nascer com um irmão tão especial! Te amo pequeno!" Regina falou beijando o rosto do menino que tinha lágrimas nos olhos.
Logo depois o menino foi e deu um abraço em Emma que tudo acompanhava com lágrimas nos olhos.
"Vamos parar com a choradeira e vamos tomar sorvete!" Regina falou limpando as lágrimas e sorrindo em seguida.
Os três terminaram de jantar felizes. Quando chegaram em casa deixaram que Henry ligasse e contasse para a família inteira que se emocionou com a notícia.
Nesse meio tempo, Regina contou para Emma que Zelena já sabia e explicou a situação. Emma apenas sorriu e disse que tinha certeza que alguém já sabia e que Regina não tinha aberto o exame "sozinha". Regina fez questão de ligar para Belle e dar a notícia já que ela havia ajudado muito com o exame.
Naquela noite Henry pediu para que dormisse junto com as duas, elas estranharam, mas assim o fizeram. O menino dormiu sorrindo agarrado a barriga de Regina.
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