Skyfall

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Olha quem voltou! Quero agradecer a Babs my partner in crime pelas revisões e por ler o smut da fic! Te amas! Sem delongas.. Ela chegou, a carta E.... VIVA LA SWAN QUEEN PS: Só para lembrar que eu não ia colocar a carta na fic, era para ser só uma passagem, um ato de Emma tentando contato, maaaas, já que todos pediram, aí está!

Emma dirigia a toda velocidade pela cidade. Não respeitou farol, nem placa. Sabia que levaria várias multas, não era nem 13h e todos a xingavam quando ela passava num farol fechado.
Chegou na casa de sua mãe, subiu correndo as escadas e entrou em seu antigo quarto.
Frank e Marise estavam na sala, se olharam, pois Emma não era de fazer isso, geralmente chegava e pulava no pescoço dos dois. Marise subiu atrás de Emma preocupada. Encontrou Emma colocando seu antigo guarda-roupa a baixo, jogando tudo no chão. Parecia procurar algo.

"Filha, o que houve?" Marise perguntou entrando no quarto.

"Cadê mãe, tem que estar aqui, eu nunca tirei daqui!" Emma perguntava enquanto se desesperava procurando algo que Marise não sabia o que era.

"O que filha? O que você procura?" Marise perguntou se aproximando do guarda roupa.

"A carta mamãe!" Emma falava alto desesperada enquanto abria as gavetas de sua escrivaninha.

"Que carta filha? Não sei do que você está falando!" Marise olhava preocupada as ações da filha.

"A carta que escrevi para Regina, eu tinha uma copia aqui. Pelo amor de Deus tem que estar aqui!" Emma falava enquanto abria e folheava alguns livros.

Marise nada respondeu, não sabia onde encontrava a carta. Estava preocupada que sua filha voltasse a se entregar a perda de Regina e ela não estava preparada para ver isso novamente. Foi tirada de seus pensamentos com o grito que Emma deu quando achou a carta.
Marise viu sua filha sair correndo do quarto e foi atrás chamando por ela sem receber resposta.

Emma dirigia de volta para casa num misto de ansiedade e expectativa. Era sua chance, sua única chance de receber o perdão de Regina.
Estacionou o carro e entrou correndo em sua casa, Regina estava em pé perto da janela e andava de um lado pro outro, ali a luta era para ver quem estava mais nervosa e mais ansiosa.

"Emma, você demorou, achei que tivesse acontecido algo. Liguei no seu celular mas você o esqueceu aqui! Onde você foi?" Regina perguntou nervosa, falava depressa e sem respirar.

"Eu fui atrás disso!" Emma mostrou o papel meio amassado que carregava em suas mãos.

"O que.. O que é isso?" Regina disse franzindo o cenho e alternando o olhar para as mãos de Emma e os olhos que encontravam-se num brilho intenso.

"Apenas senta e me escuta, por favor!" Emma disse respirando fundo enquanto observava Regina com os olhos arregalados sentando no sofá, enquanto ela ficava em pé a sua frente.

Respirou fundo mais uma vez, abriu o papel e começou a ler.

"Regina, minha Regina.
Meu amor, minha vida!

Eu sinceramente não sei como consegui me levantar e vir aqui escrever essa carta. A minha vida está um inferno, aliás vida? Que vida? A minha vida sempre foi com você e por você.
Você sempre foi meu porto seguro, era você que me consolava todas as vezes que eu chegava triste. Me lembro até hoje da primeira vez que perdi um paciente na mesa de cirurgia, eu achei que não suportaria a dor, sai correndo do hospital, invadi sua sala na empresa que você trabalhava, você me olhou assustada sem entender, mas me abraçou, sem nem me questionar o que havia acontecido. Aliás, a vida inteira foi assim, você sempre estava lá para mim quando eu precisei e nenhuma das vezes você me perguntou o que tinha acontecido, você sempre esperava eu falar e se eu falasse. Quando mesmo depois de dias eu não falava, você nunca me cobrou.
Acho que nem a minha mãe me conhece tão bem como você.
Sabe, eu tenho te esperado todos os dias na janela de casa, assim como você fazia quando eu estava de plantão e chegava no meio da noite, a diferença é que você não chega e lá no fundo eu sei que não vai chegar.

Não desejo a ninguém a dor que eu senti ao ler o seu email, era uma dor por ter desconfiado de você, por você ter partido, por não querer te ouvir e principalmente por ter destruído sua vida.
Talvez você nunca me perdoe, mas eu preciso te pedir do fundo do coração a minha mais sincera desculpa.
Eu "conhecia" Ashley, soube de todas as investidas que ela te deu e quando eu precisava confiar em você, eu não o fiz!
Me desculpe por isso também.

Me desculpe por ter sido um peso para você durante 27 anos, por ter que te fazer aturar minhas oscilações de humor e minhas crises de ciumes.

Eu só queria te dizer que sinto sua falta.
Sinto falta de você me acordando pela manhã com beijos no pescoço.
Sinto falta de você saindo do banho brava por eu não ter levantado ainda.
Sinto falta de você fazendo o seu café dividindo o fogão comigo enquanto eu fazia meu chocolate (nojento) com canela."

Nesse momento Emma fez uma pausa para soluçar enquanto chorava, mais sorriu ao se lembrar que isso havia acontecido mais cedo.
Regina não se movia. Ela estava de frente para a janela e de costas para Emma, posição essa que ela adotou quando percebeu do que se tratava o papel que Emma segurava.

"Sinto falta de você falando que eu como igual criança, de você reclamando de ter que fazer sua torta de maçã ou sua lasanha nos horários mais improváveis, mas que você fazia porque eu estava com vontade.
Sinto falta de você chegando devagar sem fazer barulho e me abraçando enquanto eu lia alguma coisa.
Sinto falta do seu cheiro, da sua pele e do seu beijo. Ah, o seu beijo merece uma atenção especial, ele me levava ao céu. As vezes quando eu estava estressada você me beijava e tudo ficava bem. O seu beijo sempre foi o meu calmante, aliás o seu beijo sempre foi ambíguo. Ele me causava reações contrárias. Ele me acalmava, mas as vezes ele me disparava para a lua numa velocidade incrível. Você era capaz de me fazer gozar apenas com seu beijo e sem nem precisar por a mão em mim. Aliás, você sabe bem disso, quantas vezes você dizia que eu havia estragado a brincadeira por não aguentar?
Sinto falta de você invadindo meu banho louca de desejo para fazer amor.
Sinto falta de você falando que me amava enquanto gemia meu nome.
Sinto falta de calar os seus gemidos com beijos enquanto nos amávamos no seu quarto ou no meu na casa de nossos pais.
Mas diante de tudo isso o que eu mais sinto falta, é de quem eu era quando estava com você!
Com você, SÓ COM VOCÊ eu podia ser a Emma de verdade. Só você me entendia como ninguém.
Eu simplesmente não estou suportando isso que eu chamo de vida, sem você.

Por favor Regina, me perdoa!
Me dê uma única chance?

Eu te amo e sempre vou te amar!

Com carinho e saudade,

Sempre sua,
Emma"

Emma terminou de ler e olhou em direção a Regina que continuava de costas em silêncio.

Silêncio!

A loira respirou fundo e quando decidiu que falaria algo, escutou Regina chorar.
Ela caiu num choro compulsivo, Emma não sabia o que aquilo significava. Ficou olhando para Regina, resolveu esperar, seria melhor assim.

Regina virou-se para Emma e a loira não soube decifrar o que se escondia no olhar de Regina por de trás das lágrimas. Regina ainda chorava muito, mas se aproximou estendeu a mão e pegou a carta. Lia cada palavra que Emma a pouco pronunciou, a cada frase uma reação diferente. Era como se ela precisasse ler com os próprios olhos para acreditar.
Regina terminou de ler, encarou Emma e saiu correndo em direção a ela. Passou os braços pelo pescoço da loira e a abraçou. Emma ainda tinha os olhos arregalados mas logo depois ouviu a voz de Regina abafada pelo abraço.

"Me desculpa, por favor! Me desculpa!" Regina falava soluçando e apertando Emma cada vez mais em seu abraço.

Emma soltou um suspiro de alívio e começou a chorar compulsivamente com Regina. Era um choro preso durante cinco anos. Na verdade aquele era um abraço perdido há cinco anos. Emma apertava a cintura de Regina com medo de que ela fosse fugir.
Aos poucos foram se soltando do abraço e seus olhos se encontraram. Elas poderiam perder horas e horas se olhando, como faziam várias vezes, mas ali existia urgência. Urgência de beijo, urgência de toques, urgência de abraços.
Regina beijou Emma sem aviso prévio, pegando-a de surpresa que sorriu contra a boca de Regina.
Deram um, dois, três beijos e sempre ao final de cada um, elas se encaravam sem folego, sorrindo com as bocas inchadas e vermelhas.
Depois do ultimo beijo, elas se encararam e Regina reconheceu aquele olhar cheio de malicia e desejo. Olhar essa que ela amava e que aprendeu a reconhecer com o passar dos anos.
Soltou uma garalhada jogando a cabeça para trás, encarou Emma profundamente que percebeu que também havia malícia nos olhos de Regina!

"Swan, Swan, algumas coisas realmente nunca mudam!" Regina disse com a voz mais rouca que o normal, fazendo com que Emma se arrepiasse.

"As minhas reações em relação ao seu beijo e ao seu toque nunca mudam. Não tenho antídoto para isso." Emma disse mordendo o lábio inferior de Regina.

Regina soltou um riso malicioso e trouxe Emma para mais perto dela a segurando pela cintura.

"Você não vai me apresentar o seu quarto?" Regina disse enquanto passava a língua pela boca de Emma.

"Quarto? Regina Mills quer transar no quarto? Você mudou mesmo, em outro tempo seria nesse tapete!" Emma disse provocando e apontando pro tapete que ela estavam em pé.

"Eu só queria economizar o tempo de depois de fazer amor com você no sofá E no tapete ALGUMAS VEZES, ter que andar até o quarto, mas você quem sabe!" Regina disse falando com as mãos e encarando Emma.

"Algumas vezes? É, acho que você não mudou tanto assim!" Emma disse arrancando uma gargalhada de Regina que foi surpreendida por Emma segurando-a pela cocha para colocá-la no colo.

Emma levou Regina até o quarto e a jogou na cama.

Olhavam-se intensamente, nada quebrava o contato ocular. Regina deitada e Emma por cima dela apenas a encarando. Parecia que a pressa havia sumido, aquela troca de olhares dizia tanta coisa. Emma respirava fundo, Regina também. Emma passava o polegar pelo rosto de Regina como se quisesse matar a saudade de tocá-la. Regina por reflexo fechava os olhos a fim de sentir o toque, passava as mãos pelos braços de Emma e sentia a respiração da amada perto do seu rosto. Abriu os olhos e voltou a encarar os olhos verdes que possuíam um brilho intenso naquele momento.

"Eu te amo!" Regina disse num tom baixo e sorrindo.

Emma apenas sorriu, sentiu seus olhos encherem de lágrimas, ela esperou por isso durante tanto tempo, esperou para poder tocá-la novamente durante todos os malditos dias desses cinco anos separadas.

"Você é a minha vida! Eu preciso de você mais do que ar. Porque eu sei que se me faltar o ar, você vai estar lá me dando um pouco do seu." Emma disse enquanto roçava seu nariz pelo pescoço de Regina e traçava um caminho em direção aos seios dela.

Emma não soube explicar como, mas foi tirada do transe quando sentiu Regina trocar de posição com ela.
Olhou confusa para ela ainda com a respiração alterada.

"Querida, quem começa sou eu. Acho que você já se esqueceu!" Regina disse numa voz tão rouca que Emma achou que gozaria naquela hora mesmo.

"Você começa, mas não sem antes me deixar tirar sua roupa!" Emma disse enquanto sentava-se na cama e encarava Regina maliciosamente.

"Swan, Swan. Tá com pressa?" Aquele tom rouco que Regina usava na voz estava deixando Emma mais do que molhada. Achava que nem calcinha existia mais, já havia derretido.

"Regina, por Deus, você tá me deixando louca!" Emma falava enquanto agarrava Regina pela cintura e voltava a beijar o pescoço da amada.

Regina soltou uma gargalhada pendendo a cabeça para trás.

"Pelo amor de Deus, não vá me estragar a brincadeira Swan, se controla!" Regina disse ainda rindo enquanto segurou as mãos de Emma que estava na barra de sua camisa social preta a ponto de tirá-la.

"Swan, você vai rasgar a minha camisa. Não é assim que se tira, tem que abrir os botões!" Regina disse enquanto levava as duas mãos de Emma para o primeiro botão dourado.

"Regina pelos céus, eu te compro cinquenta camisas iguais. Isso aqui tem... gente, isso aqui tem trava de proteção contra mim, não é possível." Emma falava enquanto se atrapalhava e tentava desesperadamente abrir os botões.

Regina pegou as mãos de Emma, botou sob a suas e foi ajudando-a a desabotoar botão, por botão encarando-a intensamente.
Por fim o ultimo botão e Emma mordeu o lábio inferior ao ver Regina com um sutiã de renda preto. Jogou a camisa do lado e levou as mãos até os seios de Regina.
A morena estremeceu e se arrepiou com o toque, sentiu saudade daquele toque mais do que qualquer outra coisa na vida.
Voltaram a se beijar desesperadamente, enquanto Emma retirava o sutiã de Regina, a morena começava a retirar a regata que a loira usava.
Paravam de se beijar apenas para recuperar o fôlego. Trocavam olhares intensos e assim foi até a ultima peça de roupa ser retirada.
As duas completamente nuas, Regina por cima de Emma mordendo seu pescoço enquanto ouvia os gemidos da loira. Foi traçando um caminho perigoso com os lábios, passou pelos seios e se demorou ali pois ouvia os gemidos se intensificando e sentia Emma arranhando suas costas. Desceu com os lábios até a barriga, mordeu perto do umbigo, ato esse que ela sempre fazia e via Emma arquear o corpo em reflexo.
Desceu sua boca um pouco mais e encontrou o lugar que mais queria, antes de qualquer contato, levantou os olhos procurando pelo olhar de Emma que a olhava ofegante.

"Regina, por favor não me torture!" Emma disse tentando respirar.

Regina soltou um riso baixo e então caiu de boca onde mais queria, escutou um gemido de Emma ao fundo e em reflexo apertou uma de suas coxas.
Não demorou muito para que ela gozasse o que arrancou um riso baixo de Regina, pois sabia que as vezes Emma sucumbia rápido demais.
Voltou a beijar Emma que tentava recompor sua respiração e sem dar tempo a penetrou com um dedo sem aviso prévio e pode sentir Emma mordendo seu lábio no meio do beijo.

"Deus, como eu senti saudade de você Regina!" Emma falava em meio a gemidos e com a respiração descompassada.

Logo depois Emma estava gozando pela segunda vez naquela tarde ensolarada. Encostou sua cabeça nos ombros de Regina de olhos fechados enquanto tentava normalizar sua respiração.

"Eu te amo!" Regina disse enquanto afagava os cabelos de Emma.

"Não mais do que eu te amo, meu amor." Emma disse olhando profundamente nos olhos de Regina que sorria para ela.

"Regina, Regina. Ah esse seu sorriso é a minha perdição. É golpe baixíssimo." Emma disse enquanto virava na cama e ficava por cima de Regina que ria da forma maliciosa com que a loira a olhava.

Fizeram amor por mais várias vezes durante a tarde, pois não era só a temperatura externa que estava elevada.

Notas finais
Amores, SQ aconteceu, DEZ CAPÍTULOS, mas aconteceu!