Skyfall

2 Capítulo 02


Notas iniciais
Olá galera! Aqui está o capítulo 02. Agora vai dar para entender o que aconteceu. Está um pouco longo, mas é o mais importante.

Regina cruzou o limite da cidade e um misto de sentimentos se apossou dela. Tristeza, alegria, nostalgia, raiva, mágoa... era tudo muito confuso, mas ela prometeu não chorar, não mais, não por aquela história que já estava enterrada para ela. Ela sofreu de um jeito que todos acharam que ela não suportaria. Todos ficaram arrasados com a separação das duas, afinal era Regina e Emma, o casal que todos queriam ser. Todos os amigos tentaram fazer algo, eles simplesmente não podiam aceitar que aquela relação estivesse escapando pelos dedos por conta de uma crise, feia diga-se de passagem, de Emma. Foi tudo muito rápido e confuso, Ashley uma nova moradora da cidade e colega de trabalho de Regina estava investindo em Regina há um bom tempo, Regina sempre atenciosa e firme dava um jeito de ser categórica e dar um fora nela. Emma sabia de tudo, a esposa fazia questão de deixar tudo claro para que não houvesse mentiras, a relação das duas se baseava nisso desde pequenas. Mas Ashley com orgulho ferido e determinada a fazer com que Regina cedesse suas investidas, um dia depois de uma reunião cansativa, agarrou Regina e sem que ela pudesse se defender, por ser mais baixa e por estar tão cansada mentalmente depois de um dia de trabalho, deu um chupão em seu pescoço. Regina conseguiu se livrar, na mesma hora pediu que ela se retirasse de sua sala e foi até seu superior pedindo que ela não tivesse mais contato com Ashley e que seu trabalho não fosse interligado ao dela, explicou o que tinha acontecido e ele rapidamente entendeu a situação e disse que iria tomar as devidas providências.
Ela saiu da empresa percebendo que o ar estava escasso demais, ela precisava de um tempo sozinha para pensar e por as idéias em ordem até chegar em casa e contar o ocorrido para Emma. Porque sim, ela tinha que contar, mas sabia que a reação seria a pior de todas, Emma iria no mínimo quebrar a cara de Ashley e confusão era o que menos ela queria naquele momento.
Tomou um café e foi para casa, quando chegou Emma não estava, ela comemorou internamente, pois queria ter tempo de tomar um banho, relaxar e com calma explicar tudo. Emma era médica cardiologista, então realmente não tinha hora para chegar em casa.
Regina foi pro banho e quando saiu viu que tinha três mensagens de Emma no seu celular, seus olhos encheram de lágrimas num misto de mágoa e raiva, ela não podia simplesmente acreditar no que estava lendo, não vindo de Emma, a pessoa que ela mais ama e confia no mundo. E pelo menos ela achava que era recíproco.


De Emma 19h52min
"Sabe quem veio se encontrar comigo aqui no hospital e atrapalhar o expediente e a merda da minha vida? Ashley. E sabe o que mais ela me falou? Que vocês tinham tido uma tarde muito agradável e por isso você não atendeu nenhuma das minhas TRÊS ligações. Mas claro que eu não acreditei, afinal, imagina, Regina jamais faria isso comigo. Foi quando aquela vadia me fez cheirar o pescoço dela e adivinha só? Para a surpresa da corna aqui tinha o seu perfume de maçã. E ela ainda me pediu para que eu visse seu pescoço porque ela fez QUESTÃO de deixar marcado. Agora Regina, eu te pergunto: Você pode me mandar a foto do seu pescoço? Só para a corna aqui ver com os próprios olhos a base do chifre.
Porque eu estou me recusando a pisar na minha casa nesse momento!"


De Emma 19h57min
"É sério que você não vai me responder? Eu achei que você teria a dignidade de pelo menos se explicar ou por um ponto final em tudo, mas pelo jeito não. E quanto a foto, nem precisa mais, seu silêncio já me respondeu."


De Emma 20h04min
"Eu passo amanhã em casa para pegar as minhas coisas, na hora que você não estiver. E se quando você voltar os batentes das portas estiverem destruídos, me desculpe, foram meus chifres que não couberam na casa."


Regina nem chorar conseguia, aquilo era demais, ela nunca imaginou que Emma pudesse acreditar, pelo menos não na versão de Ashley. Mas Regina estava com seu orgulho ferido, ela não iria dar o braço a torcer e pedir que Emma a ouvisse, ela estava cansada aquela altura de ser sempre a mais madura, de ser sempre a que corria atrás depois das brigas, de ser sempre a primeira a pedir desculpas, mesmo que ela não tivesse feito nada.
A partir daquele dia em diante, ela nunca mais viu Emma. Ela foi para casa de seus pais explicou a situação e o clima na casa foi de como se alguém querido tivesse morrido. Porque eles sabiam que Regina não procuraria Emma e ela tão cedo iria atrás de Regina. Eles conheciam a filha que tinha e sabiam que Regina odiava, abominava traição e desconfiança. Aliás, ela achava que sua esposa, ex a partir daquele momento, soubesse disso também e pelo visto ela estava enganada.
Tirou suas coisas pouco a pouco de sua ex casa e quatro meses depois estava indo embora para Boston. Nesses quatro meses, como por obra do destino, e como se fosse mágica, ela não havia visto Emma e nem esbarrado com ela por ai. A cidade era um ovo, seus pais eram vizinhos dos pais de Emma e a probabilidade de ela não ver Emma era nula, mas ela estava dando graças a Deus de isso acontecer. Frank e Marise, pais de Emma, não se conformavam, eles estavam devastados com tudo aquilo, assim como Henry e Cora, não só pela relação das duas, mas também porque Regina era como uma filha deles desde pequena, e vê-la partindo era dolorido demais. David irmão de Emma foi se despedir de Regina e naquele momento fora a primeira vez que ela o viu chorando. Era uma situação tão triste que ninguém sabia como agir. Não foi por falta de perguntar se ela tinha certeza, se era isso mesmo que ela queria. Regina estava decidida, ela precisava ir embora, a mágoa já não era tão grande, para ela tudo estava finalizado ali. Sua grande história de amor acabara por uma desconfiança e sem chance de explicação, se bem que ela não fez questão disso.


Regina foi tirada de seus pensamentos por uma buzina do carro de trás, ela olhou para o retrovisor e viu que era Ruby, amiga de infância e que não via há um bom tempo.
Encostaram os carros logo a frente e desceram.
As duas com um sorriso enorme, a saudade era imensa.


"Regina, meu Deus, que saudade, eu fiquei com tanto medo que você não viesse." Ruby disse indo ao encontro da amiga com uma empolgação e uma felicidade que transparecia a qualquer um desconhecido que visse.


"Eu tinha que vir, não poderia faltar, eles são como pais para mim, não tem culpa do que houve."Ela respondeu encostando no carro.


"Você está chegando agora? Podemos marcar alguma coisa mais tarde?" Ruby perguntou desencostando do carro.


"Sim, acabei de chegar, estou indo para casa dos meus pais, Zelena chega um pouco mais tarde com Kristin. Você tem meu número, vamos nos falando por mensagem e marcamos algo mais tarde." Regina respondeu tampando o sol com uma das mãos para conseguir enxergar a amiga.


"Finalmente Storybrooke vai conhecer a famosa Kristin! Zelena se acertou mesmo. Certo, vamos nos falando por mensagem." Ruby respondeu dando um abraço na amiga e voltando para seu carro.


Regina voltou a fazer seu caminho para a casa dos pais. Ela não saberia descrever a sensação naquele momento. Viu que muitas coisas estavam mudadas na cidade e uma nostalgia passou por ali.
Ela sabia que uma hora ou outra encontraria Emma e ela realmente não estava preparada para isso. Por mais que tudo estivesse resolvido, por mais que ela já tenha tido outro relacionamentos, era uma situação delicada. Era muita gente envolvida, porque nunca foram só as duas, era uma família inteira unida e feliz.
Pegou o caminho da casa de seus pais, casa essa que foi construída ao lado da casa dos Swan, as casas eram praticamente iguais na quantidade de cômodos e na disposição dos mesmos, no fundo as casas se encontravam e não tinha muro, apenas uma enorme piscina com uma grande área gourmet para os almoços em família. Porque tanto para os Swan como para os Mills, todos eram um só e nunca houveram problemas com isso, nem depois da separação das duas. "O casal se separa, mas a família não se separa jamais!" era isso que Henry Mills falava sempre, embora Regina nunca tivesse voltado a se unir a família.
Estacionou, respirou fundo e desceu em direção a porta. Apertou a campainha e soltou uma risadinha baixa, desde quando ela aperta a campainha para entrar em casa?

Mas ela preferiu assim.

Notas finais
Bom, tá aí a explicação do que aconteceu! Algumas pessoas me perguntaram se Emma tinha morrido, não mato as pessoas na minha fic, quer dizer.... hahahahaha não elas.