Skyfall

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Voltei com a sofrência, hahahahaha mentira, acho que estamos caminhando para o final feliz! Estou muito feliz com os novos leitores que apareceram para comentar, saindo do anonimato e feliz também por aqueles que começaram a ler a pouco tempo e já estão amando. Mais três capítulos e acabamos a fic, eu sei que vocês não querem, eu também não, tenho um apego por ela, maaaas, já desenvolvemos a história que na verdade acabaria no capítulo 20 e vocês ganharam mais 15 (vai acabar no 35). Esse capítulo vai especialmente para a Bday Girl Isabelle que me surpreendeu falando que lia minha fic! Querida, parabéns, tudo de melhor na sua vida, que você sempre tenha forças para correr atrás de seus sonhos! Boa leitura!

Uma semana de sofrimento, de angústia, de expectativa. Cada sinal que Henry dava era uma comemoração. Embora o menino estivesse reagindo bem a toda medicação e a cirurgia feita, ele ainda estava em coma e essa era a maior angústia de Emma e Regina.
Emma tinha mais medo ainda por saber que existiam casos de pessoas que ficavam meses ou anos em coma e isso a matava, pois era uma vida sem esperança e totalmente desgastante para os familiares. Elas haviam tirado férias forçadas de seus trabalhos, na verdade Emma ainda fazia visita para alguns pacientes que haviam operado, mas era só, nada que tomasse muito tempo. Ela e Regina haviam se unido de uma forma que nunca tinha acontecido antes. Estavam ali uma para outra, dando apoio, palavra de conforto, abraços sinceros quando uma das duas caía num choro compulsivo durante a madrugada, ou talvez quando viam Maureen engatinhando sozinha atrás de Henry e parando na porta do quarto do menino, isso na realidade era o que mais as matavam, a menina havia tido febre, estava manhosa durante todos esses dias, dava claros sinais que sentia falta do irmão. Sempre que passava perto da estante da sala resmungava algo como "Eny" e apontava para a foto do menino. Mas as duas tentavam se manter firmes e fortes e não deixar que Maureen se abalasse com tudo aquilo, sempre revezavam brincadeiras com a pequena que por muitas vezes gargalhava sozinha quando descobria algo em seu mundinho de quase um ano. Isso enchia o coração das duas de alegria, ainda que temporária, mas era como bálsamo para as feridas expostas que elas carregavam. Regina sempre muito vaidosa, com cabelos muito bem escovados e maquiagem impecável, hoje em dia mal penteava os cabelos que viviam presos em um rabo de cavalo alto e carregava olheiras profundas que faziam um par perfeito com seu nariz que vivia vermelho devido ao choro incessante.
Quanto a relação amorosa de Emma e Regina, ela não existia, pelo menos não com tudo aquilo. Elas não conversaram desde então sobre a briga, e resolveram que isso seria feito quando tudo estivesse resolvido. Naquele momento elas não sentiam falta de se tocar, se beijar e fazer amor, a situação era triste demais para que isso acontecesse e elas não precisavam disso para se dar bem, eram Emma e Regina, o casal que se entendia com o olhar, com um abraço e que se completavam pelo simples fato de uma ter a outra de apoio.
Certo dia Regina acordou com duas mãozinhas batendo em seu rosto, sorriu e nem precisou abrir o olho para saber que se tratava de Maureen.

"Acho que a mamãe está dormindo, como você vai acordá-la pequena?" Emma perguntava em vão, pois obviamente Maureen não entendia nada, a única coisa que ela entendia era que sua outra mãe não estava lhe dando atenção.

"Dá um beijinho na mamãe que ela acorda!" Emma falou fazendo bico e a menina riu mostrando seus quatro únicos dentinhos.

"Isso princesa beijinho!" Emma falou jogando beijo para a menina que jogava beijo para tudo.

"Mama.. mama!" Era assim que Maureen chamava as duas, já que 'mamãe' era difícil de se pronunciar. Chamou mais algumas vezes e Regina começou a sorrir mais ainda. Abriu os olhos e viu Maureen de joelhos a encarando com os olhinhos verdes e atrás dela Emma que tinha os olhos bem pequenos devido ao sono e ao choro de todo dia, os cabelos totalmente bagunçados caindo pelo rosto e sorrindo enquanto apoiava com as mãos a cinturinha da menina para ela não cair em cima de Regina.

"Olha princesa, a mamãe acordou!" Emma falou sorrindo ao ver Maureen sorrindo mais ainda e olhando atentamente para ela e Regina.

"Bom dia!" Regina falou sorrindo e sentando na cama com a voz mais rouca que o normal. Pegou Maureen e colocou sentada sob suas pernas.

"Bom dia!" Emma falou sorrindo. Era um sorriso triste, mas era verdadeiro. Elas estavam bem por conseguirem ficar sem brigar e por estarem se apoiando.

"Princesa, fala para mamãe pentear o cabelo!" Regina falou para Maureen numa tentativa de implicar com Emma.

"Princesa fala para a mamãe parar de ser chata!" Emma falou revirando os olhos caindo na cama com a cabeça encostada sob as pernas de Regina.

Maureen apenas continuava em seu mundinho e as vezes tentava se virar no colo de Regina para olhar Emma que estava atrás dela.
Era assim as manhãs das três, todos os dias. Emma e Regina revezando para pegar Maureen no berço e depois ficar enrolando na cama até dar o horário de visita, então elas deixavam Maureen com a babá, que naqueles dias havia demonstrado muita parceria e ficava até mais tarde para que elas pudessem ir tranquilas para a visita da noite.
Chegaram ao hospital um pouco antes do horário, pois Emma queria dar uma olhada em uma paciente idosa que estava internada há um tempo, quando adentraram a recepção deram de cara com Robin com uma expressão nada boa ao lado de uma mulher que ambas julgaram ser sua esposa.

"Robin, o que você está fazendo aqui?" Regina perguntou se dirigindo ao amigo e Emma apenas a acompanhou.

"Regina, meu filho reclamou de dores abdominais e acabamos de saber que ele entrará em cirurgia, é apêndice." Robin dizia aflito e chamou sua mulher para se aproximar.

"Essa é Marian, minha esposa." Robin falou apontando para a esposa que parecia abatida.

"Ah, prazer, Regina. Essa é Emma minha esposa." Regina apresentou tanto para Robin como para Marian, pois ambos não a conheciam.

"Prazer! Eu sinto muito, eu posso dar uma passada para ver como estão as coisas. Tudo bem que se trata de uma cirurgia, mas é bem simples, e quanto mais cedo operar disso, melhor. Logo, logo ele volta para casa!" Emma falou e pode ver Robin sorrir verdadeiramente para ela.

"Você faria isso? Muito obrigada! E Henry como está?" Robin perguntou olhando para as duas.

"Bom, ainda reage bem as medicações, mas não saiu do coma. Viemos para a visita da tarde!" Regina respondeu com uma expressão conformada.

"Eu sinto muito por ele também!" Marian disse com uma expressão calma na tentativa de confortá-las.

"Bom, eu vou indo, vou fazer uma visita rápida a uma paciente e logo vou para o centro cirúrgico saber do filho de vocês. Regina, te encontro lá dentro na UTI." Emma falou e saiu logo depois de dar um sorriso para Robin e Marian.

Regina ainda ficou um pouco ali com eles até que o horário de visita começasse, logo depois recebeu uma mensagem de Emma dizendo que Roland, filho de Robin, já havia feito a cirurgia e logo eles poderiam visitá-lo. Saiu assim que a visita foi liberada e encontrou com Emma no meio do caminho que a esperava para entrar junto. Quando se preparavam para ir até Henry, uma das enfermeiras informou que a médica que estava cuidando do caso, pediu que elas falassem com ele antes de ver o menino. Elas se assustaram e foram diretamente até a dra.

"Emma, Regina, como vão?" A dra. perguntou sorrindo.

"Bem, na medida do possível. O que houve dra?" Emma perguntou aflita com tudo aquilo.

"Bem, tenho boas notícias. Henry acordou a pouco mais de duas horas. Realizamos alguns exames e eu estou indo buscá-los." A dra. falou sorrindo, pois estava realmente feliz com tudo aquilo.

"Meu Deus! Não acredito!" Regina falou sentindo as lágrimas de felicidade se juntando no canto dos olhos e procurou rapidamente a mão de Emma que prontamente a segurou e apertou dando o conforto que só ela conseguia.

"Bem, ele está bem, ainda um pouco perdido com tudo, mas pediu para ver vocês logo que acordou, ficou um pouco agitado e nós tivemos que sedá-lo. Mas ele já deve estar acordando, se já não acordou. Ele vai estar mais sonolento, mas é normal, não se assustem." A dra recomendou e logo as liberou para irem encontrar o filho.

Emma e Regina seguiam a médica em silêncio, apenas seguiam de mãos dadas uma apertando a outra. Chegaram perto da cama de Henry e ele estava preso há alguns fios, tomando soro e olhando para o teto batendo os dedos sob a barriga, sinais claros de que estava entediado. As duas se olharam e sorriram, era desse menino que elas estavam com saudade.

"Hey pequeno" Regina falou se aproximando enquanto abaixava para beijar a testa do menino.

"Garoto, que saudade!" Emma falou ao lado de Regina e segurando a mão de Henry que estava roxa devido ao tanto de picada de agulha.

"Eu quero ir para casa. Não quero ficar aqui sozinho!" O menino falou com uma voz chorosa e Regina precisou se controlar para não chorar.

"Calma rapaz. Você vai ficar só mais um dia aqui e depois vai pro quarto e lá elas poderão ficar com você o tempo todo." A médica disse enquanto checava o soro de Henry.

"Tá vendo garoto, só mais um dia. Mais tarde a gente volta para ver você!" Emma falou com a voz embargada e se repreendeu por não conseguir ser como Regina e segurar o choro.

"Mas, o que é aqui?" Henry questionou porque realmente não entendia a diferença, para ele tudo era hospital.

"Henry, aqui é um lugar que cuida melhor de você para que você fique bom e possa ir embora para casa mais rápido. Chama UTI, unidade de terapia intensiva." Emma explicou usando toda sua didática da profissão e ficou feliz por nesse momento o choro ter ido embora.

"Meu amor, você ficou muito tempo dormindo, precisa de um cuidado maior. É só mais um pouquinho." Regina disse sorrindo e massageando a testa pálida do menino com o polegar.

"Mas aqui eles tem agulhas!" Henry rebateu e então Emma e Regina se deram conta que o menino deveria ter medo de agulha. Nunca haviam presenciado esse tipo de comportamento do menino, embora ele fizesse exames regularmente, mas como era duas vezes ao ano no máximo, o menino nunca reclamava, diferente de agora, que ele vê uma agulha a cada meia hora.

"É só uma picadinha e é para o seu bem. Lembra que já conversamos sobre tudo que é para o bem, nós precisamos fazer? Lembra que você não gostava do remédio da tosse e tomou porque ficaria bom para brincar? É a mesma coisa!" Regina falava pacientemente enquanto Henry concordava com tudo.

"Sinto falta das vovós, dos vovôs, de todo mundo. Queria Maureen aqui comigo para brincar!" Henry falou manhoso e suas mães sorriram verdadeiramente.

"Todos estão morrendo de saudade de você meu amor. Maureen também. Amanhã você vai pro quarto e todos vão te ver!" Emma falou passando a mão pelas pernas de Henry.

"Maureen também?" Henry questionou animado.

"Ela não meu amor. Ela é muito pequena, não é bom vir ao hospital. Mas logo você vai para casa e vai vê-la." Regina disse e logo uma enfermeira apareceu para avisar que a visita havia acabado.

"Garoto, temos que ir. Você fique bem e obedeça a todos, está bem?" Emma falou beijando a testa do menino que concordou.

"Pequeno, a mamãe volta daqui há umas horinhas, eu te amo tá?" Regina falou roçando o nariz ao narizinho de Henry e logo depois o beijou na testa.

"Também te amo, eu vou ficar bem, posso ver desenho o dia todo!" Henry falou dando de ombros e apontando para a TV.

"Aproveita que a moleza vai acabar quando voltar para casa!" Emma falou rindo e apontando para Regina que revirou os olhos e sorriu.

Elas saíram da UTI e logo ligaram para a família toda que comemorou a notícia. Todos estavam apreensivos com Henry, durante aqueles dias eles estavam sempre com Emma e Regina as apoiando, revezavam para ajudar a cuidar de Maureen e faziam de tudo para que ambas fizessem as refeições com eles já que elas mal comiam. Mas agora tudo ficaria diferente com Henry indo pro quarto e logo depois voltando para casa.
Foram direto para a casa dos Mills, que de certa forma era dos Swan também, quando chegaram todos estavam radiantes com a notícia. Tomaram café com eles, conversaram sobre Henry, sobre como seria com ele no quarto e vários outros assunto. Emma em nenhum momento desgrudou de Regina, o tempo todo estava com as mãos entrelaçadas as dela, isso não passou desapercebido pela morena que não estava entendendo, mas tinha certeza que algo estava afligindo sua esposa, pois quando Emma estava assim era porque algo a deixava insegura. Preferiu continuar de mãos dadas e fazendo carinho com o polegar nas mãos de Emma que mesmo quando Regina desfazia o contato das mãos para fazer alguma coisa, segurava-se a algo dela.
Voltaram para casa e antes mesmo de chegarem, receberam uma ligação de Zelena que não estava no café com elas, dizendo que tinha pego Maureen para passear.
Quando chegaram em casa estranharam o silêncio, pois a babá já havia indo embora e aquilo de certa forma foi estranho, elas estavam acostumadas a entrar e ouvir ou o choro da pequena, ou as risadinhas ou alguma gracinha que ela estava fazendo.

"Vou tomar um banho!" Emma falou e subiu para o quarto.

Regina ficou por ali mesmo, sentou na sala e não conteve um sorriso bobo saindo de seus lábios ao lembrar que agora tudo estava encaminhando. Acabou deitando no sofá e fechou os olhos, flashs dos últimos acontecimentos e brigas dela com Emma passavam rapidamente por sua memória e se misturavam com as lembranças felizes que elas viveram durante todos esses anos. Flashs de noites, tardes, manhãs, madrugadas de amor entre elas passavam a mente de Regina que respirou fundo tentando esquecer aquilo pois sua pele já começava a queimar ao lembrar de tudo aquilo.
Sentou no sofá e foi até a cozinha beber água, para ajudar a esfriar o corpo e espantar aqueles pensamentos, pois antes de mais nada elas precisavam conversar sobre a situação delas. Foi interrompida por Emma a chamando lá do quarto delas e perguntando algo que ela não conseguiu identificar e resolveu subir para ver o que era.
Se arrependeu na mesma hora que entrou no quarto e deu de cara com Emma que tinha uma toalha enrolada nos cabelos e usava somente um conjunto de lingerie preta, estava distraída procurando algo e resmungando alguma coisa enquanto fuçava as gavetas.
Regina respirou fundo e desviou os olhos, aquilo só podia ser piada do destino.

"O que foi?" Regina falou com o olhar fixo em algum ponto do quarto que fosse longe do corpo de Emma.

"Meu celular, você sabe onde está?" Emma continuava sua busca enquanto Regina travava uma batalha para não olhar para o corpo da esposa.

"Talvez você tenha esquecido na minha mãe, ou na sua. Eu posso ligar lá!" Regina falou soltando todo o ar preso enquanto suas mãos coçavam sua cabeça.

"Não, eu ligo!" Emma falou e rapidamente foi em direção ao telefone. Regina se martirizou por estar a frente do criado mudo, mas não teve tempo de se afastar, sentiu Emma colando seu corpo semi nu ao dela para alcançar o telefone que estava atrás de si. A morena apenas suspirou e passou os olhos rapidamente pelo corpo de Emma, corpo aquele que ela tanto conhecia. Emma alheia a tudo se afastou para ligar e Regina deu graças a Deus por aquilo.

"Regina? Está tudo bem?" Emma falou um pouco mais alto.
"O que?" Regina perguntou voltando da distração que lhe pegara.

"Estou falando com você, eu disse que o meu celular ficou na sua mãe." Emma repetiu pausadamente enquanto tirava a toalha do cabelo.

"Ah sim, Emma o que está te deixando aflita?" Regina perguntou de uma vez.

"Não quero falar sobre isso.. não agora!" Emma falou desviando o olhar e indo até o closet.

"Emma?" Regina a repreendeu com a voz um pouco mais alta e a seguiu até o closet.

"Regina, por favor!" Emma implorou enquanto colocava um vestido e Regina deu graças a Deus por isso.

"Por favor digo eu!" Regina falou perdendo o pouco de paciência que lhe restava.

"Ok, estou me sentindo um lixo por ter desconfiado de Robin, tá bom assim para você?" Emma já estava alterada.

"Não! O ponto é, você não desconfiou do Robin, você desconfiou de mim." Regina falou apontando o dedo para Emma que suspirou, pois sabia que a discussão iria longe.

"Sim, só que disso eu já me arrependi amargamente e pago todos os dias por isso." Emma falou e pode ver Regina fechando os olhos e sacudindo a cabeça.

"Ok Emma, nós já conversamos sobre isso. Eu fico feliz de verdade que você esteja arrependida e eu fico mais feliz ainda porque você ajudou Robin com a esposa hoje mais cedo." Regina falou cansada pois não queria iniciar aquela discussão.

"Eu não poderia não fazer nada. Eu também sou mãe, e sei o quanto eles estavam sofrendo." Emma falou com os olhos marejados.

Regina fechou os olhos e riu.

"Do que você está rindo?" Emma perguntou confusa.

"De você Emma Swan. Por que você tem que ser complicada assim? Ao tempo que você é ciumenta, explosiva, você é também a pessoa mais amável que eu conheço, e por ironia do destino, foi por você ser assim que eu me apaixonei. Me apaixonei por saber que mesmo você explodindo de ciumes, você também explodia de amor e é exatamente isso que eu amo." Regina falou rindo e colocando a mão na testa.

"Não exista nada mais que eu ame nessa vida do que te odiar por isso!" Regina mal terminou de falar e sentiu Emma a abraçando apertado e chorando compulsivamente. A morena apenas fechou o olho e soltou o ar que estava preso.

"Eu te amo tanto que chega a doer, eu me detesto por ser assim como você falou e me detesto mais ainda por saber que você me ama mesmo assim. Eu tenho tanto medo de te perder de novo que eu acabo ficando mais insegura do que eu já sou. Você é tão linda, tão bem resolvida que parece que ta perdendo seu tempo comigo, existem outras mulheres e homens tão bem resolvidos quanto você que vão te dar uma vida que você mereça." Emma falava em meio as lágrimas e com o rosto enterrado ao pescoço de Regina.

"Eu odeio, isso eu odeio mesmo e não te amo por isso, odeio quando você fala assim, como se fosse uma pessoa qualquer. Emma para de se diminuir, você fala como se fosse uma morta de fome. Você é tão bem resolvida quanto eu, ganhou vários prêmios da sociedade de cardiologia, por mais que viva aqui nessa cidade pequena, foi considerada uma das melhores do pais. É extremamente linda, elegante, simpática. Chama atenção por onde anda. Não me venha com esse papo. Não existe outra pessoa no mundo que possa me fazer mais feliz quanto você, mesmo que você fosse uma morta de fome. Do que adiantaria eu estar com alguém que me levasse para conhecer o mundo, o que você já fez comigo diga-se de passagem, e eu não estar ao seu lado? Ficamos separadas durante cinco anos, conheci outras pessoas, e se eu não tivesse certeza que você é e sempre foi a pessoa certa, eu não teria te dado uma nova chance." Regina falou todas aquelas palavras calmamente e passando as mãos pelos cabelos de Emma que ainda estava abraçada a ela.

"Me desculpa de novo? Eu sei que pedir desculpas não anula o que eu fiz, mas reforça o meu amor por você." Emma falou desfazendo o abraço e olhando fixamente para os olhos de Regina que acompanhava atentamente cada palavra dita.

"Se desde o começo minha intenção não fosse te perdoar, eu não estaria mais aqui!" Regina falou sorrindo e pode ver Emma abrindo o sorrindo de dentinhos levemente tortos que ela tanto amava.

"Então quer dizer que eu sou extremamente linda e elegante?" Emma perguntou sorrindo em meio ao choro para provocar a esposa.

"E simpática!" Regina disse sorrindo depois de revirar os olhos.

"E chamo atenção por onde passo?" Emma perguntou piscando para Regina.

"Infelizmente!" Regina respondeu sorrindo e entrando no jogo.

"Mais alguma coisa que eu seja e não saiba?" Emma perguntou com uma voz carregada de desejo que Regina bem conhecia.

"Chata?" Regina respondeu com a voz rouca e igualmente carregada de desejo.

"Não, essa característica é sua!" Emma falou colocando as duas mãos possessivas na cintura de Regina que riu do comentário.

"Te odeio Emma Swan!" Regina falou passando os braços em torno do pescoço de Emma.

"Eu sei bem o quanto!" Emma falou num sussurro enquanto roçava seus lábios aos de Regina.

As duas trocavam olhares intensos enquanto tinham os rostos praticamente colados, até que Regina sorriu e Emma atacou sua boca, aproveitando aqueles lábios que ela tanto sentiu falta durante aqueles malditos dias em que estiveram separadas. Emma agarrou com mais força a cintura de Regina e a puxou para ficar mais colada a ela enquanto o beijo era intensificado e as línguas travavam uma dura batalha de quem mantinha o poder. Regina tinha seus dedos perdidos e emaranhados nos cabelos molhados de Emma, vez ou outra ela descia as mãos para as costas da loira que gemia em meio ao beijo ao sentir as unhas de Regina arranhando cada pedacinho. Em meio aquele beijo regado a gemidos devido a toques e apertos em partes intimas Regina resolveu recuperar a consciência e mesmo a contragosto empurrava Emma e tentava separá-la do beijo.

"Emma.." Regina tentava falar em meio a boca de Emma que devorava seus lábios.

"Emma, é sério, o horário.." Regina não conseguia terminar, perdeu o folego ao sentir Emma abrindo o zíper de sua calça.

"Emma, meu amor, é sério, vamos perder o horário de visita." Regina conseguiu falar puxando o ar que lhe faltava. Sentiu Emma sorrir um pouco antes de lhe morder o seu lábio inferior.

"Olha, isso só pode ser piada, bem agora? Porque não começamos isso mais cedo?" Emma falou rindo enquanto abraçava Regina e afundava seu rosto do pescoço da esposa.

"Eu preciso tomar banho, você fica aqui quietinha terminando de se arrumar. " Regina falou logo depois deu um beijo no rosto de Emma e saiu em direção ao banheiro.

"Regina?" Emma a chamou e ela apenas sorriu.

"NÃO! Vou até trancar a porta para não correr nenhum risco!" Regina respondeu dando risada e fechando a porta.

Emma se jogou na cama ficou sorrindo como se tivesse quinze anos. No banheiro Regina não se encontrava muito diferente enquanto observava a água do chuveiro cair.
Parece que finalmente as duas estavam se acertando, só restava saber se dessa vez, ela para sempre.

Notas finais
PUDE OUVIR UM "ALELUUUUIAAA" hahahahahahahaha Preparem-se para a reconciliação do jeito que vocês gostam, a volta de Henry para casa e muito mais. Até o próximo! PS: Comecei uma fic nova Swan Queen, para quem quiser: https://fanfiction.com.br/historia/657412/ANewChance/