Skyfall
1 Skyfall
Notas iniciais
Boa Leitura!
Era véspera de Natal. E sabe o que isso significava?
– NADA.
Stephanie não se cansava de lembrar seu marido Derick, sua amiga Ellen com sua filha Alexia e outros encostos como Lorena (Amiga de Alexia) e Lindsay e Alona (Quem são essas?) que o Natal não trazia lembranças nenhuma e que era tudo invenção do mundo capitalista.
– Você era bem diferente quando tinha presente de natal na jogada, Steph. — retrucou sua amiga Ellen enquanto Derick, Alexia e os outros pareciam entretidos na armação atrasada da árvore de natal.
– Deu pra me chamar de interesseira agora? — Stephanie indignou-se com a atitude da amiga.
– Estou falando o que você precisa ouvir. — Ellen pegou uma garrafa de água na geladeira e depositou em um copo. — Se eu fosse você parava com essa frescura.
– Frescura merda nenhuma! — Os olhos de todos se voltaram para ela – Quer saber de uma coisa? Eu vou subir pro meu quarto, ok?
– E ainda dizem que eu sou infan-
– Quieta, Alexia. — cortou Ellen.
Stephanie pensou em subir, subiu dois degraus, mas voltou a descer, uma mulher como ela não poderia sair por baixo.
– Vocês pensam que vai ficar barato? Não vai! Quando vocês precisarem de um ombro amigo, vocês verão.
Stephanie olhou para Lorena e esta olhou pro chão. Ellen continuou a tomar seu copo de água. Lindsay, que ajudava na armação da árvore, parou.
– Não diga uma coisa dessas no natal! Tem que ser uma noite legal! — Lindsay fez beicinho.
– Falando em noite legal, vou ligar pro Eden agora mesmo, sexo hoje, amanhã e todos os dias. — exclamou Ellen indo ao telefone.
– Mamãe! — exclamou Alexia.
– Ok, então só 30 vezes ao mês, amor. — Ellen discou um número. — Eu fiquei muito tempo na teia, sacoméné.
– Stephanie, se você não está contente com o Natal, apenas tente não estragar o natal dos outros. — disse Derick com dose de impaciência na voz.
Stephanie fuzilou o marido com um olhar.
– Você não vem comigo?
– O quê?
– Você não subirá comigo? Prefere ficar com eles? — Stephanie apontou pra Ellen que falava animadamente com seu boytoy, pra Lorena vestida de gótica, pra toda desastrada Alexia e pra Lindsay e Alona que não sabiam fazer nada sem ter que uma pegar na bunda da outra.
– Bem... 'Eles' são nossa família. — Derick admitiu sem graça.
– Ok. — disse Stephanie irritada e subiu para o quarto sem dizer mais uma palavra.
Stephanie PDV
Devia ser madrugada quando eu acordei. A casa estava tomada por um silêncio anormal. O lado esquerdo da minha cama estava vazio, o que significava que Derick ainda não tinha vindo dormir. Eu estava calçando os chinelos para descer quando fui surpreendida por uma voz:
– Pensando em estragar o natal de quem, Stephanie?
Olhei para de onde tinha saído a voz. Uma mulher estranha tinha se materializado ali. Ela era branquela – sem zoação – Seus cabelos eram grisalhos e escorridos e ela tinha voz de uma pessoa que tinha acabado de vomitar.
– O que diabos...
– Antes que me pergunte, eu sou Novara, sou a anja do Natal.
– Na verdade eu ia apenas perguntar o que é isso saindo do seu nariz...
A abençoada se direcionou ao espelho ao meu e se limpou.
– Ah, catarro humano. Que desagradável.
– Que nojo mulher! Sai do meu quarto! — disse eu abismada.
– Do seu quarto? Tem certeza que é seu quarto?
– De que merda você está falando?!
Novara voltou a coçar o nariz.
– Tudo vai mudar, Stephanie. Isso se você não mudar. Vai ser muito triste se uma pessoa como você terminar na sarjeta.
Sem pestanejar avancei na dita anja e peguei-a pelo colarinho da blusa.
– Isso é uma ameaça? — Perguntei em tom ameaçador.
– Nã-nã – ela disse e em um estalo ela me empurrou contra a parede.
– O que é isso?! Como ousar dizer coisas assim! Sua fada satânica! Vou chamar o Derick!
– Fica quieta, peste! Ele não pode te ouvir, não gaste sua meiga voz. — Ela deu ênfase ao meiga e deduzi que ela estivesse tirando sarro de mim. — Eu não vim aqui para bobagens, Stephanie. Vim para te mostrar os fantasmas do seu natal passado, presente e futuro.
Eu pisquei boba para aquela fadinha gay que queria mandar na minha vida. Não podia acreditar que uma coisa daquelas estava acontecendo comigo.
– Permita-me? — Novara estendeu o braço.
– O que estou suposta a fazer? — Perguntei confusa.
– Segure nele.
– Mas espera aí, e Derick e...?
Ela sorriu.
– Eles vão ficar bem.
Segurei no braço de Novara. Apertei-o com toda a força que eu tinha para demonstrar minha insatisfação.
– Se deixar marca você está em uma fria. — disse ela acenando e então fomos direcionadas a um portal.
Acordei. Eu estava de cara na neve. Novara estendia o braço para me levantar.
– Merda. — murmurei.
– Garota, é bom você se acostumar logo com isso. — disse ela me provocando raiva.
A minha raiva sumiu quando percebi em que cenário estávamos. Meus olhos quiseram se encher de lágrimas mas eu não podia. Aquela casinha simples de madeira, pequena, de poucos cômodos, uma janela na sala com vista pra rua, aquela fumaça saindo pela chaminé, aquela porta que parecia que iria cair a qualquer momento. Era a casa de minha infância. A casa em que vivi com Ellen desde a morte de minha mãe. E aquela neve que caía e enchia o telhado...
– Surpresa? — perguntou Novara.
– Vagabunda. — disse eu levando uma mão ao peito enquanto meus olhos marejavam. Ela riu.
– Venha, é seguro entrar. — disse a anja se afastando.
Entramos e me deparei com uma cena no mínimo inusitada. Duas crianças; uma morena, alta e mimada e uma outra loira, baia e tímida estavam na companhia de um senhor de idade. Era a ceia de natal e a pequena família fazia uma oração agradecendo ao Senhor a tudo que Deus lhes tinha dado.
– Eu não quero rezar! Quero comer logo! — manhou Stephanie.
O senhor ergueu os olhos e surpreendentemente abriu um largo e bonito sorriso.
– É importante que agradeçamos a Deus por tudo que recebemos. Para que possamos nos saciar com a mente limpa...
– Eu não preciso agradecer a Deus por nada, ele não trabalha, ele não faz merda nenhuma, tudo o que temos você quem ganhou. E você não manda em mim! — disse a moreninha enfezada.
– Aquela ali é você, né? — perguntou Novara em tom sugestivo.
– Sim. — Admiti engolindo em seco.
– Você não sabe que não podemos chamar os mais velhos de 'você'?! Chamamos de 'senhor'! — disse a loirinha para a 'irmã'. Aquela com certeza era Ellen.
– Eu quero abrir meus presentes. — Ordenou a pequena Stephanie. O senhor se levantou da mesa, passando a mão carinhosamente nos cabelos de Ellen ao passar por ela. Ao fazer isso com Stephanie, ele recebeu um tapa. Ele caminhou até a humilde árvore de natal onde os presentes tinham sido depositados e pegou dois: Um de Stephanie e um de Ellen.
Ellen guardou o dela embaixo da mesa para provavelmente abrir após a ceia. A morena Stephanie abriu o dela de imediato e encontrou um vestidinho azul com detalhes floridos.
– Um vestido? — perguntou ela. Ellen sorriu ao vê-lo.
– Que bonito...
– É uma merda! — disse ela e os sorrisos de Ellen e do senhor murcharam (para o meu desespero, tentei tapar a boca da pequena 'eu', mas fui impedida:)
– Não há nada que você possa fazer. Eles não nos enxergam, não nos sentem e não nos ouvem. — disse Novara.
As primeiras lágrimas finalmente desceram do meu rosto. A jovem Stephanie agora ameaçava jogar o vestido na lareira.
– POR QUE MERDA VOCÊ ME COMPROU UM VESTIDO SEM MARCA? EU QUERIA A BÁRBIE COZINHEIRA!
– Eu procurei ela por toda parte, minha filha. Achei ela apenas a 11 quilômetros daqui e custava os olhos da cara...
– EU TENHO VERGONHA DE VOCÊ! VOCÊ É UM POBRE VERGONHOSO! — As últimas palavras ecoaram. O velhinho se escondeu atrás das mãos e Ellen segurou em seu braço para que o confortasse.
A cena se dissipou e estávamos de volta ao meu quarto. Me joguei na cama e mais lágrimas rolaram.
– Você ainda tem muito o que ver, Steph. — disse Novara. Nem sequer me atrevi a me erguer da cama.
– Venha, vamos ver como anda o natal lá embaixo...
Eu desci as escadas a passos lentos. Novara já me aguardava lá embaixo. Olhei para a mesa onde estava a minha família. Todos pareciam estar se divertindo bastante. Lindsay e Alona compartilhavam a coxa de peru que comiam e Lorena dava um fim nos panetones que Derick comprara. Este conversava animadamente com Alexia e com Ellen, que também trocava mensagens safadas no guardanapo com o parceiro Eden.
Havia um lugar vazio na mesa. Logo na ponta. Era o meu. Aquela cadeira estava vazio, assim como o prato. Os talheres daquela pessoa não estavam sujos. Apenas pude sentir ressentimento.
– Ei, gente! — Lindsay com uma colher batia em sua taça de vinho com classe – Ok, já não é hora de abrirmos os presentes do amigo secreto? Enrolamos demais!
– Apoio. — disse Derick. Sendo assim todos fizeram uma rodinha no tapete da sala. Ellen e Eden não se desgrudavam. Lindsay e Alona idem. Alexia e Lorena pareciam ansiosas.
– Certo, vou começar. — disse Derick pegando o presente. Todos silenciaram.
– A pessoa que eu tirei hoje marcou minha vida em todos os aspectos. — começou ele e Ellen piscou pro resto do grupo já adivinhando quem era – E eu vou falar uma coisa: Ela me enche o saco demais – disse ele. Eu não resisti e acabei rindo, sabendo que eles não poderiam me ouvir. — Mas eu nunca vou conhecer uma pessoa com um coração tão grande. Pois o meu maior orgulho hoje em dia é tê-la do meu lado. Ela é chata, pega no pé, barraqueira, companheira, orgulhosa, metida, manhosa, mas ela – A voz dele falhou um pouco – É a minha Stephanie, e ela não está presente entre nós aqui hoje e eu estou me sentindo muito mal por isso desde que ela foi pro quarto dela, porque ela não saberia o quão valiosa e importante eu acho que ela foi e ainda é pra mim. Eu amo você, Steph. — E ele encerrou jogando um beijo pro nada. Todos bateram palmas.
– Abre o presente! — disse Alexia e todos apoiaram a ideia.
– Certo. — disse ele risonho. Eu novamente já estava em lágrimas. Mas o que ele tirou da embalagem foi o que mais me fez chorar: Uma lingerie. Vermelha, chamativa. Oh Deus.
– Eu queria que ela vestisse isso hoje. — disse ele mostrando para todos. Ellen já estava chorando de rir e Lindsay e Alona se encaravam maliciosas. — Mas deixaremos pra outro dia.
– Derick... — Suspirei rindo e chorando ao mesmo tempo. Eu queria abraçá-lo agora e sentir seu cheiro e bem que tentei, mas ele não podia me sentir. Senti a mão de Novara segurar meu ombro.
– Vamos, tenho mais uma coisa que você precisa ver...
Tentei me segurar em Derick, mas Novara me puxou e novamente estávamos no meu quarto.
– Seu quarto? — disse ela como se estivesse lendo meus pensamentos. Olhei em volta.
Não, definitivamente não era meu quarto. A cama parecia estar mofando de tanto poeira. Os lençóis estavam nitidamente sujos e um colchão 'jazia' logo do lado da cama.Eu não via minhas coisas ali por algum motivo.
– Onde estão...? — perguntei mas Novara não estava mais ali. Desci as escadas um pouco assustada com o descuido do local.
Novara estava na sala, como antes, ma a cena era totalmente diferente. A mulher que parecia ser Ellen tinha cabelos brancos e parecia preparar alguma coisa no fogão. Mas não tinha aquele clima natalino de outras épocas o que fez meu coração levar mais um tranco. Alguém no sofá ergueu os braços.
– ELLEN? PEGA ÁGUA PRA MIM.
– Venha pegar você mesmo, seu gordo. — disse Ellen ríspida. Olhei direito para quem estava no sofá e tomei um baita susto. Era ninguém mais, ninguém menos que Derick, só que velho e obeso. Tentei chegar perto para acariciá-lo e perguntar o que tinha acontecido, mas ele apenas arrotou.
– Porco! É por isso que ninguém vem mais aqui passar natal conosco! — disse Ellen chateada.
– Você reclama demais. — disse Derick que estava entretido com a TV. — Às vezes sinto falta da Stephanie...
– Que seja! — disse Ellen irritada. — Ela nos abandonou e deixou isso bem claro pra gente.
– Não foi muito diferente do que sua filha fez.
– Lave sua boca antes de falar da Alexia.
Derick com muito esforço se levantou e encarou Ellen.
– E Eden?Por que não vem mais?
– Porque... Nós terminamos – disse Ellen e a casa voltou a ser silenciosa – Isso não é da sua conta!
– Não, Ellen, é porque você é uma aproveitadora. Como seu ex, Renan, lembra-se? Você usa as pessoas como se fossem objetos e depois joga fora, ignorando sentimentos. Você se tornou um monstro, Ellen. Você não tem mais sentimentos.
Os olhos de Ellen se encheram de algo que pareciam lágrimas.
– Você não sabe nada da minha vida. — disse ela em tom surpreendentemente seguro. — Agora se me der licença, eu não vou perder o meu natal desse ano com você. — E ela pegou seu agasalho.
– Você pode passar no bordel, você decide. — disse Derick abrindo um pacote de salgadinhos. Eu não sabia o que pensar sobre aquela cena. Ellen saiu da casa e Novara foi junto.
– Venha!
Seguimos Ellen a passos rápidos já que ela também parecia empregada. A neve estavam intensa e castigava as pessoas e a minha visão Para o meu desespero, Ellen passava por um beco quando foi encurrada.
Uma mulher, de cabelos negros, pose firme e superior agarrou-a pelo pescoço. Ela estava acompanhada de dois homens altos e negros. Ellen tentava respirar mas não conseguia.
– ENTÃO SUA VACA? ACHOU QUE SÓ POR QUE ERA NATAL VOCÊ IA ESCAPAR? CADÊ MEU DINHEIRO?
– Eu.. Já.. disse... — Ellen disse com dificuldade – Ele está com.. Stephanie.. Eu juro.. Que não tenho mais nada a ver com isso...
A mulher de cabelos negros, Paloma, irmã de Renan, sorriu e deu um tapa na cara de Ellen.
– Que seja. Essa daí vale mais nada. Matem-na.
– ELLEN! — eu quis gritar. Mas nada saía da minha boca. Os dois homens sacaram duas pistolas.
– NÃO! VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO! — Tentei impedi-los mas Novara me segurou.
– NÃO! SUA FADA GAY! ME LARGA, NÃO!...
E o corpo de Ellen jazia ensanguentado naquele beco escuro. Os dois homens enrolaram-na em um pano preta e jogaram na lata do lixo. Olhei para Novara aflita.
– ONDE ESTÁ MINHA FAMÍLIA? — gritei enquanto tentava segurar as minhas lágrimas. — ME TIRE DAQUI! NOVARA! POR FAVOR, ME TIRE D-DAQUI-I... — Me ajoelhei aos pés de Novara. Ela não pareceu se abalar e apenas acenou.
Acordei. Eu estava novamente no meu quarto. Pulei desesperada procurando por Novara. A fada gay tinha sumido. Desci as escadas desesperada e encontrei todos à mesa. Seguiu-se um silêncio e mais lágrimas quiseram rolar dos meus olhos.
– VOCÊS SÃO A MINHA FAMÍLIA! POR FAVOR, VENHAM ME DAR UM ABRAÇO! — Eu disse. Todos se entreolharam esquisitos.
– Ela bebeu? — perguntou Lorena. Lindsay e Alona levantaram-se para abraçá-la, Ellen e Eden também. Eu não conseguia segurar meu choro, não mais e nem fazia questão disso. Derick era o único ainda à mesa.
– Eu amo vocês tanto, tanto... — disse eu enquanto agarrava eles – Certo, agora me soltem. — ordenei e todos voltaram para seus lugares. Puxei Ellen pelo braço antes disso.
– Você promete nunca me abandonar? — perguntei-lhe.
– Que papo é esse, Steph, está tudo bem? — Ellen perguntou preocupada com seus olhos redondos.
– Apenas me prometa, por favor.
– Ok, eu prometo. — disse Ellen passando a mão em meus braços. Eu sorri.
– Você é a melhor amiga que eu já tive. Me desculpe por discutir com você. — disse eu beijando sua testa.
– Tudo bem...
– Mas eu estava certa. — disse em seguida. Ellen riu.
– Você enlouquece mas nunca perde a pose, né?
Mas a pessoa com quem eu queria falar ainda não tinha se levantado da mesa. Derick me observava e me retribuiu um sorriso quando sorri para ele. Cheguei perto dele e puxe-o para um canto:
– Eu sei que você me tirou no amigo secreto...
– Hã? Como? — perguntou ele assustado.
–Você precisa aprender muito comigo ainda, garoto. — Flertei.
– Acho que sim. — disse ele não entendendo.
– E sei que é uma lingerie. Vermelha. — disse eu. Ele arregalou os olhos.
– Mas não se preocupe. Podemos usá-la hoje a noite. — disse eu. Percebi que todos os olhos estavam centrados em mim.
– Vai usar o que hoje a noite, hein? — Perguntou a perversa da Alexia.
– Você verá também. — disse eu e todos riram. — Que tal abrirmos os presentes? Hein, hein, hein?
– Só se for agora! — disse Lindsay. E assim, fomos todos nós fazer uma roda perto da árvore de natal.
Derick e eu tínhamos acabado de entrar no quarto. Tranquei a porta e olhei pra ele.
– Por que você ainda está com roupas? — perguntei-lhe.
– Quero que você tire elas pra mim. — disse ele com um sorrisinho malicioso no rosto. Sorri maliciosamente de volta, mas algo mais atraiu minha atenção.
Perto do guarda-roupa no chão, havia uma tigela de salgadinhos. Aproximei-me direitinho lembrando da cena. Tinha um bilhete ali.
“ Com amor, da sua parceira amiga e companheira de todas as horas, Novara”
Olhei bem para a tigela. Derick viu também.
– Isso é pra mim? — perguntou ele animado.
– Não, tenho outra coisa pra você. — disse eu.
– Ah, mas eu também quero os salgadinhos...
– Não! A partir de hoje você está de regime, mocinho!
– Estou?
– Sim, acabei de decretar. — disse eu jogando os salgadinhos pela janela.
Os lábios de Derick encostaram nos meus. Ele tirou a tigela das minhas mãos e atirou-a longe no quintal da vizinha pela janela. Ele me empurrou no parapeito da janela e me pressionou.
– Você ainda quer que eu tire suas roupas? — Perguntei em um tom de gemido.
– STEPHANIE! — gritou uma voz conhecida da vizinha lá de baixo.
Notas finais
Não esqueçam de deixar um review. Abraços!
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