Sky up
2 Capítulo 2-Semelhantes
Allen olhou para trás, os 10 segundos já haviam passado e a terrível criatura deveria estar atrás dele.
– Um demônio, como ele chegou até aqui? –Dizia para si mesmo. Ele continuava a correr, a escola estava vazia. "O diretor deve ter chamado todos para algum tipo de palestra surpresa no ginásio da escola, isso e ótimo" pensava.
Ele podia ouvir os passos pesados da besta em seu encalço. Não adiantaria correr, se esconder também não serviria para nada já que ele podia sentir o seu cheiro. "Tenho de disfarçar meu cheiro. Mas como?", a besta estava mais perto. O beco com as latas de lixo, essa era a sua melhor chance. "Hoje é sexta, o lixo da semana toda está lá. O cheiro deve ser forte o suficiente para eu me esconder".
Ele correu até uma porta que estava perto, por sorte ela levava para fora. Feito isso seguiu para o fundo da escola, pulou o muro, e caiu sobre uma lata de lixo. Ele tapou o nariz. O lugar tinha uma mistura horrenda de odores, hambúrgueres, salgadinhos velhos, e meias de ginastica velha que alguém preguiçoso demais para lava-las havia jogado fora. Ele se escondeu atrás de 2 latas de lixo, e escutou. Nada, silencio absoluto, havia escapado. Fechou os olhos aliviado
–Ainda b...- mal havia terminado de falar, uma mão enorme o suspendeu pelo pescoço. O demônio havia o encontrado
– Que peninha. — disse a besta — Você não sabe brincar muito bem não é.
A criatura retornou a forma humana, mas sua força não diminuiu.
– Eu me diverti. — disse, o sorriso pervertido enfeitava se rosto novamente — Então antes de te matar vou te recompensar. A Besta se aproximou de Allen para dar-lhe um “beijo da morte”. O garoto podia sentir o horrível hálito do monstro, era cada vez mais forte, cada vez mais perto. Quando Allen pensava que não havia mais alternativas, que era seu fim, escuta uma voz feminina vinda de perto. Não podia virar o pescoço para ver quem era, mas sabia que alguém estava ali, então, talvez, não seria mais seu fim.
–Ei, seu monstro nojento e idiota, larga este menino aí agora-Dizia uma garota baixa, de cabelos longos e pretos, e penetrantes olhos azuis. Ela aparentava ter pouco mais de 12 anos, mas, pela atitude, deveria ser mais velha.
A Besta jogou Allen no chão, e se voltou para a menina.
–Como se atreve a falar assim, sua...-Antes de terminar a frase, o monstro sentiu uma pontada de dor nas costas. Se virou rapidamente, e chutou Allen para longe do seu caminho- Pode esperar mais um momentinho moleque... prometo que irei tratar de cada um de vocês- Disse com um sibilo.
A garota correu até Allen e sussurrou, para que só ele ouvisse.
–Quando eu disser já, corra. Não olhe para trás, irei correr também. Corra sem parar.
–Mas... Quem é você, o que é você? –perguntava Allen incansavelmente
–Isso não importa agora-sussurrou de volta a garota-Agora...-Após dizer, ela pegou um punhado de areia que estava próxima e jogou nos olhos da besta. -Corra, Já- Sabia que só teria alguns segundos de vantagem. Mas cada milésimo seria importante
Allen correu incansavelmente, com a garota aos seus calcanhares. Ao chegar a uma distância segura, diminuíram a velocidade, mas sem parar de correr.
–Sou Safira... e, acho melhor não dizer o que eu sou... não por enquanto, não até ter certeza. –Disse a garota, agora conhecida como Safira
Allen resolveu não questionar. Safira fez o sinal para que ele aumentasse o ritmo
– Vou te levar a um lugar seguro. Vamos.
Ele a seguiu
– Mas, e o demônio... Ele ainda está atrás da gente não está? -, a garota assentiu
–E ele vai nos pegar se você não correr.
Eles seguiram pela cidade, até que chegaram numa zona que Allen nunca vira. As ruas por que seguiam estavam desertas, exceto por um grupo ou outro de garotos pichando os muros. Safira parou de repente
– Chegamos.
Eles estavam em frente a uma grande loja. Não havia nada demais na construção, exceto a figura de grandes asas na fachada. Os dois entraram na loja e seguiram até a parede do fundo.
– Espere- Safira disse.
Ela começou a cantar uma música de ninar, e, ao terminar a parede se abriu, revelando uma escada. Ela olhou para Allen
–Desce.
O garoto olhou para a escadaria
– Mas o que... -, Safira começou a descer e interrompeu sua fala
– Ele vai te pegar
Ele desceu no mesmo momento, e então a parede se fechou. Por causa da escuridão ele usava a parede de apoio e tomava cuidado para não pisar em falso. Seguiram assim por alguns minutos até que, uma luz irrompeu na escuridão. Uma porta, levava a uma grande sala onde vários jovens se encontravam, portas se espalhavam ao redor das paredes, um teto em forma de cúpula se encontrava acima de suas cabeças decorado com pinturas de anjos e cupidos. Safira se virou para Allen
– Deixe-me apresentar melhor. Eu sou Safira, e sou um anjo
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